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Naruto RPGAkatsukiNão é o único, simplesmente o melhor!
Arco 11:
Reino de Lilith: PesadeloAno: 71DG
Após uma dura jornada, Shaka finalmente caiu e teve a maldição retirada de seu coração. No entanto, os problemas trazidos pela família Hattori não se extinguiram. Shion revelou ter ajudado a libertar Lilith, uma monarca da dimensão infernal, que agora está possuindo o corpo de Hyuga Katsura e libertando uma horda de seres infernais contra este mundo. O mundo corre risco de ser consumido pela maldade dessa criatura, mas não se o plano de Shion der certo: forçar Lilith a causar um evento chamado de O Grande Eclipse, onde as portas de todos os mundos e dimensões ficarão abertas, e assim permitir a ele ir ao submundo resgatar sua amada Katsura Grey para finalmente selar Lilith.
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Estação: Inverno

Tsuki Murashida
Tokubetsu Jonin
Tsuki Murashida
Vilarejo Atual
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Filler Timeskip (Tsuki Murashida) - 31/1/2020, 18:26



O tilintar de um pequeno sino trouxe minha mente de seu devaneio lembrando-me que outro ciclo de meditação se iniciava. O som dos animais ecoava pela floresta e soava para meus ouvidos agora treinados como uma espécie de canto lúdico. O tambor de Hirume se intensificava enquanto eu podia sentir cada uma das batidas vibrando no vento. Minha percepção não se baseava apenas em sons, cheiros e toques. era como se todos meus sentidos fossem parte de toda a área que me cercava.

O som da água do rio deslizando pelas pedras agora soava como um suave e agudo sibilo e onde cada uma das gotas de chuva produzia o som de um nota musical diferente. Eu podia sentir a água do solo sendo subindo a superfície em forma de gotículas. Podia sentir a energia delas fluindo pelas raízes das plantas. sentia  o crescer da grama e o caminhar dos animais.

Quanto mais a sensação se expandia, menos a conexão entre meu corpo e chakra era perceptível. Pedia nesse momento toda aquela força e identidade que considerava minha pra dar lugar a um sentimento de muito menor complexidade, porém de completa satisfação. Por um breve minuto eu não era Tsuki e aquele não era meu treinamento. Por um segundo eu era só parte de toda a teia intrínseca que compõe o nosso mundo. Eu era eu assim como era tantos outros naquele momento. Era a ave que por ali passava, o peixe que nadava contra a corrente no rio próximo. eu era os insetos e por um momento fui até mesmo Hirume. Era como se não houvesse separação entre eu e toda a área que me cercava. Eu já havia me aproximado dessa sensação, mas era a primeira vez que podia ativamente senti-la.

Envolto em sensações e percepções abri meus olhos. Eu continuava sentado em pose de meditação e Hirume se mantinha sentado sobre os galhos de uma árvore agora diminuindo o intervalo entre os batuques em seu tambor. A sensação era esmagadoramente surpreendente e privou-me inclusive do dom de fala.  Hirume me olhava com um semblante tranquilo como o de um fazendeiro quando vê suas plantações crescerem. A energia natural era a responsável por todas as sensações  que eu sentia. Era a primeira vez a qual eu me conectava realmente com essa força e cumpria o objetivo do meu treino e não existem palavras para descrever o sentido de pertencimento que esse transe me trazia.

Novamente tentei buscar minha voz, porém o transe era tão pesado que meus lábios não se moviam. Todo meu corpo adormecia e eu me sentia  afundar em um mar de ´águas pesadas e densas demais para que eu me movesse. Hirume surgiu ao meu lado e gentilmente tampou meus olhos como uma espécie de pano aquecido. Eu senti a água quente e viscosa escorrer por minha testa e ouvi em minha mente um chamado que me lentamente me transportava dali.

Minha mente flutuava nas águas densas e a cada curva na corrente uma nova cena passava diante dos meus olhos transitando de maneira confusa. Vi o momento em que me despedia dos meus pais junto de Hirume. O momento em que ele me abandonou na floresta sem equipamentos e me disse que voltaria apenas depois de meses. A fome e a sede deram lugar ao instinto de sobrevivência. A construção de um abrigo e todo o treinamento físico que enrijeceu cada um dos meus músculos. Todos os momentos de meditação buscando suprimir meu chakra e sentir a energia natural fluindo pelo meu corpo. O momento em que os animais passaram a me ter como companhia e conviver ao meu lado.

Todos esses momentos flutuavam junto a mim no mar de água negra enquanto gradativamente meus braços recuperavam sua sensibilidade. O mar negro tornava-se cada vez mais nítido e eu voltava a me sentir como parte única e explicitamente do meu ser. Minha mente parava de girar e por um breve momento vislumbrei a pela das minhas mão tornarem-se pele novamente e as pedras que haviam começado a as envolver caiam no chão. Hirume me olhava agachado enquanto secava com o pano o resto do líquido que ainda estava em meu rosto.  Assim que tudo voltou ao normal eu vomitei.

-Deixa sair, isso quer dizer que você conseguiu. Dizia Hirume dando pequenos tapinhas nas minhas costas. -Aquelas ervas tinham um gosto horrível, não dá pra manter elas no estômago. Disse entre uma gorfada e outra. -Elas foram as únicas responsáveis por eu ainda tem um pupilo e não uma decoração de jardim de pedra. Disse ele com um sorriso. -Daqui pra frente fica mais fácil. as ervas o tambor e o ritual ajudam a abrir sua percepção e todo o impacto é pesado, mas os resultados foram efetivos até demais. Você sentiu? Perguntou-me Hirume. Eu não podia negar que havia sim sido efetivo. Depois de seis meses eu havia finalmente sentido minha conexão com a energia natural. -Sim, me deixar aqui sozinho com bichos por meses sem comida e sem água foi uma ótima forma de me fazer me conectar com todos. Disse a Hirume com um sorriso sarcástico porém orgulhoso. -O que importa é o resultado, vem levanta. Disse ele me estendendo a mão.

Eu fazia piadas com meu mestre porém acreditava em seu método. Eu havia me tornado tão parte desse lugar que um pequena dorzinha começa a surgir sabendo que em breve eu deveria partir dali. Como havia prometido Hirume havia me passado parte de suas técnicas. De acordo com ele estar ligado a natureza tendia a revelar o real motivo pelo qual nossas espadas eram brandidas e depois de seis meses sobre a tutoria desse sábio samurai eu não poderia concordar mais.

Como de costume após cada sessão de treinamento longa ele juntava suas coisas e preparava para voltar a sua rotina de viajante. Era sempre uma triste despedida ve-lo partir mas eu sabia que era egoísmo da minha parte impedir que ele continuasse ensinando a todos por onde passasse e com um terno abraço me despedi mais uma vez de meu mestre. -Continue crescendo assim garoto e logo logo nossos caminhos se cruzarão novamente. Disse ele já de costas para mim enquanto caminhava na estrada rumo ao horizonte com um sorriso e a promessa de que ainda me ensinaria mais.

Não era apenas Hirume que tinha uma longa viagem pela frente. O caminho até Iwagakuri era longo e eu deveria finalmente voltar. Desde a suposta morte de Mu eu só havia passado na vila para me despedir e era a hora de voltar. Algo dentro de mim dizia que aquilo tudo não era possível e eu ainda esperava chegar e ve-lo sorrindo como sempre. Talvez Yoshi estivesse certo durante meu exame chuunin, talvez eu apenas precisasse começar a aceitar as coisas, mas algo dentro de mim dizia que aquilo não era possível.

Juntei as minhas coisas e segui meu caminho para a vila. Já era hora de voltar pra casa.

HP – 725/725      CHA – 50/725       STA – 3/3


Considerações:


Número de palavras: 1160
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Jutsus usados:




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Re: Filler Timeskip (Tsuki Murashida) - 31/1/2020, 19:38

Aprovo.
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Edição de Aniversario por Shion e Senko.