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Naruto RPGAkatsukiNão é o único, mas simplesmente o melhor!
Arco 11:
Reino de Lilith: PesadeloAno: 70DG
Após uma dura jornada, Shaka finalmente caiu e teve a maldição retirada de seu coração. No entanto, os problemas trazidos pela família Hattori não se extinguiram. Shion revelou ter ajudado a libertar Lilith, uma monarca da dimensão infernal, que agora está possuindo o corpo de Hyuga Katsura e libertando uma horda de seres infernais contra este mundo. O mundo corre risco de ser consumido pela maldade dessa criatura, mas não se o plano de Shion der certo: forçar Lilith a causar um evento chamado de O Grande Eclipse, onde as portas de todos os mundos e dimensões ficarão abertas, e assim permitir a ele ir ao submundo resgatar sua amada Katsura Grey para finalmente selar Lilith.
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[Timeskip] Guardião. - em 25/1/2020, 20:26

“Pode me emprestar o isqueiro?”

“Aham. O tempo voa, não é?” Disse o homem corpulento, dando o isqueiro. “O que você tem feito nessas andanças? Só visitando? Hein? Alô, tá dormindo?”

“Estou escutando, mas pensava em outra coisa.” Pegou o isqueiro e acendeu um cigarro. Colocou na boca, tragou um pouco de fumaça e deixou repousar nos dedos o cigarro. “Fiquei vagando. Atribuições, na verdade.” Ao terminar de falar, começou a tossir. Primeiro, tosses entrecortadas, fortes, depois fracas, porém seguidas, sem parecer aproximarem-se de um fim.

“Vai morrer desse jeito. Tosse direito, para de segurar. Tosse essa merda. Ê, não. Caralho. Tu tá tossindo sangue. Deixa eu te ajudar.” O homem corpulento se aproximou, coçando a barba, inseguro a se devia tentar fazer algo para ajudar.

“Passou. Me sinto melhor agora, às vezes acontece.” Limpou o sangue da boca com a manga da camisa, maculando o branco. O homem corpulento encarou com olhos bem abertos a mancha vermelha, mas foi tranquilizado. “Estou acostumado com o sangue, acontece.” E deu um sorriso simpático. Foi assustador.

O crepúsculo se aproximava, o céu roxo, as sombras espichadas das construções que ladeavam a rua. A ameaça, a proposta — o fluxo constante de pessoas, pensou Shizuke, tornava tudo mais perigoso, imprevisível. A mudança não lhe parecia boa, nada senão o surgimento de uma nova força, em outras palavras, uma incógnita. Expulsou fumaça de seus pulmões, vendo o movimento da rua. O homem ao seu lado fumava também. Tinha uma barriga protuberante, barba cinza com algum volume, escondendo debaixo de seu sobrepeso uma força esmagadora e uma inteligência bruta, vulgar. Shizuke não se aprazia de sua companhia, mas por ora era necessário. O homem era influente em certos círculos e sempre estava de ouvido em tudo — quando não estava, tinha alguém por ele.

“Desculpe por antes. Sei que assusta.” Dobrou a manga da camisa até os cotovelos, escondendo em dobras e redobras a mancha vermelha.

“Percebi que tudo com você seria complicado no momento em que bati os olhos.” A voz agora ficava mais grave, soturna. Sua verdadeira voz, a camada que jazia abaixo daquele disfarce quase pueril, ingênuo, de caipira. “Ele não corre perigo real, tenho quase certeza.”

“Preciso que a certeza seja absoluta. É meu trabalho.”

“São informações sólidas. Você paga bem por elas, sei o valor disso. Confie em mim. Além do mais, estamos um pouco longe dele para que você se preocupe com qualquer coisa, real ou não.”

“Preciso da certeza. Mas obrigado por seus serviços, por ora é tudo. Assumo daqui.” As palavras finais vieram carregadas de um peso descomunal. Talvez fosse chakra ou algum truque diferente, ilusório. O homem grisalho e corpulento — conhecido somente pelo seu codinome, o tipo de nome que se diz aos sussurros em algum canto escuro com medo de invocá-lo, olhando para os lados e para trás inúmeras vezes, só pra confirmar — sentiu subir pela espinha o calafrio, a paralisia temporária e, claro, o medo genuíno de quem sabia com quem tratava, aquele ninja de gestos polidos e sorriso gentil. Mas sua verdadeira personalidade, ou simplesmente o que poderia fazer numa luta, não poderia se comparar com suas maneiras, não para um homem que havia chegado àquele posto e que cumpria as suas tarefas com tamanha dedicação. Naturalmente, não era senão a culpa dos erros passados. O homem grisalho apenas não sabia disso.

Shizuke piscou, o rosto ainda tensionado ligeiramente nos cantos da boca, sorrindo amigavelmente e depois desapareceu numa torrente de corvos. Além do homem, que agora afagava sua barba sob o queixo, ninguém notou o desaparecimento. A bem da verdade, os transeuntes ao redor não sabiam sequer da sua existência e nunca saberiam, contanto que ele continuasse a dispor de suas ilusões.

[...]

“Você fuma?”

“Não. Quer dizer, sim. Passa um pra cá.” Shizuke passou o cigarro à ele, depois o isqueiro.

“Vai com calma. Prende a fumaça na boca, depois puxa pro pulmão. É mais letal que qualquer jutsu.”

“Então porque você fuma?”

“É justamente por isso.”

[...]

“Shizuke-senpai.” Disse um homem pequeno, com rosto de fuinha, as mãos juntas a frente do tronco, como um monge ou coisa do gênero. “Ficamos preocupados. Não nos respondeu em nenhum canal de comunicação, não passou por nossos informantes nem enviou corvos. Achei que algo pudesse ter acontecido. O Lorde… não gostou. Foi irresponsável.”

“Não vou me desculpar por cumprir minha missão. Estou pronto para apresentar o relatório.”

“Temos somente um membro atualmente. Você. Tem ideia do peso de seu cargo? A responsabilidade já é gigante com as doze vagas preenchidas. Não faça mais isso. Por favor.”

“Onde encontro ele?”

“Está no Templo de Asuma, para as orações. Interrompê-lo agora o deixaria ainda mais furioso.”

“Ele que espere até amanhã pelo meu relatório, então. Preciso dormir.”

“Confesso que não o entendo, senhor. Como pode ser tão leal e ao mesmo tempo tão insubordinado?”

“Fui convocado, contra minha vontade. Nunca quis isso. Só aceitei como forma de me redimir com ele. Não gosto do que faço, mas faço.”

“E vai arriscar sua vida todos os dias, até o fim dela, fazendo algo que não gosta? Para alguém de quem não gosta?”

“Sim. Que opções tenho?”

“Infinitas, senhor.”

“Já faço isso a tempo demais, a sensação é familiar. O ódio é quase reconfortante.” Dito isso, Shizuke contornou o pequeno servo, se dirigindo para suas acomodações, uma confortável casa de madeira acomodada numa ampla propriedade no coração do País do Fogo, fortemente vigiada por mercenários, oficiais de Konoha e exércitos pessoais. Todo aquele cuidado, pensava, era demais. Só ele bastaria, mas nem se importava mais com a movimentação constante e até mesmo exacerbada de pessoas, o cuidado excessivo e a tensão sempre nas entrelinhas, onde uma tosse ou espirro poderia desencadear pânico generalizado. Mas fazia aquilo já há alguns meses, de modo que seu corpo, que de início ficava sempre rígido, como os outros, agora relaxava em toda e qualquer ocasião e o faria facilmente mesmo que o tão temido dia, o dia de um ataque sequestro ou coisa similar, chegasse.

Um corvo veio pousar na janela. Desceu ao peitoril e ficou bicando o vidro até Shizuke abrir e deixá-lo entrar.

“Está frio lá fora, meu amigo. Trouxe o que pedi?” O bico do pássaro se abriu e um pequeno pergaminho rolou para fora. A mensagem era clara: alguém tentaria matar o Senhor Feudal, esta noite.

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Filler de Timeskip.

Recompensa: 1 Quest - Habilidade Única: Size Manipulation Technique.
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Luishturella999
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Luishturella999
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Re: [Timeskip] Guardião. - em 26/1/2020, 11:46

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