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Naruto RPGAkatsukiNão é o único, mas simplesmente o melhor!
Arco 11:
Reino de Lilith: PesadeloAno: 70DG
Após uma dura jornada, Shaka finalmente caiu e teve a maldição retirada de seu coração. No entanto, os problemas trazidos pela família Hattori não se extinguiram. Shion revelou ter ajudado a libertar Lilith, uma monarca da dimensão infernal, que agora está possuindo o corpo de Hyuga Katsura e libertando uma horda de seres infernais contra este mundo. O mundo corre risco de ser consumido pela maldade dessa criatura, mas não se o plano de Shion der certo: forçar Lilith a causar um evento chamado de O Grande Eclipse, onde as portas de todos os mundos e dimensões ficarão abertas, e assim permitir a ele ir ao submundo resgatar sua amada Katsura Grey para finalmente selar Lilith.
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[Mudança de Clã] Raspadinha de Morango. - em Ter 14 Jan 2020 - 10:35

 
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O vento gelado do inverno antiga o topo das árvores que rodeavam toda a Aldeia Oculta do Som. Como sussurros fantasmagóricos levavam consigo o cheiro das árvores e dos montes que a muitos anos contemplavam todo o ciclo da natureza, onde todos os seres vivos do planeta acabariam enfim. Carregado com os sentimentos mais fortes que assolam a mente humana, invadia as moradias mais humildes trazendo o tremor da baixa temperatura, da umidade da floresta e do esvaecer da vida. Arrastava-se pelas janelas até vislumbrar os casarões importantes, ostentados na fortuna tirada dos mais fracos, impulsionada pelo desejo doentio de superioridade, estes que seriam o foco do último abraço, do beijo vazio, da quebra da alma. O ciclo se iniciava mais uma vez nas paredes finas do aracnídeo, que repousava seu corpo monstruoso na cama de palha, remexendo-se como em um pesadelo, forçado a imaginar as mais terríveis coisas que até mesmo um ser de extrema vilania era capaz de temer. Seu corpo estava imóvel mas era como se os olhos acordassem individualmente. Sem controle das ações, impossibilitado de ao menor gritar por ajuda. Seu eito era afundado em uma magoa intensa e uma dor que lhe fazia beirar a loucura, enquanto alucinava um homem totalmente envolto pela escuridão e com um simples e único chapéu em sua cabeça deixando transparecer uma certa humanidade em sua presença.

Como um pesadelo incessável, o corpo do aracnídeo sofria com as dores ilusórias que sua mente em estado pleno de paralisa do sono trazia a cada segundo em que permanecia no transe. Quando finalmente acordou mal conseguia respirar pela sensação de sufocamento no pescoço, suava como um animal para o abate e parecia realmente morto e vazio por dentro. Durante toda a vida nunca havia se sentido assim desde os dias da cirurgia que o transformaram em um aracnídeo impuro e bizarro, crescendo dentro da criança inocente e um vilão sanguinário que nos sonhos sofria calado com as perdas de sua vida. Aos poucos, a cada segundo que passava, parecia recompor as energias e recuperar os movimentos do corpo para que pudesse finalmente se levantar da cama e deixar aquele local às pressas, saindo ainda que quase nu para fora da casa e de maneira desesperada correr para fora da Aldeia, atravessando tudo o que via pela frente mesmo que sem permissão para tal. O motivo parecia ser por puro desespero, como se os pesadelos não tivessem deixando-o após acordar e a sensação de estar sendo perseguido pelo homem de chapéu o assustava.

Naquela floresta sombria e gelada, caia sobre as folhas secas no chão o corpo do garoto que se esvazia de si mesmo. A lua, refletia em seus olhos a dor, como as luzes que iluminavam todo seu corpo em uma mesa cirúrgica. A sensação do frio era como o bisturi gelado que abria sua pele e sua carne, definhando os músculos que tentavam resistir as intensas sensações de dor. Tudo era muito frio e vazio ali, tudo o consumia cada vez mais como se congelassem os sentimentos que possuía, os mais intensos e cruéis sentimentos que lhe traziam a visão de um novo mundo, onde apenas os maiores e mais poderosos governariam sobre os mais fracos, era isso que desejava... ou achava que desejava. Já não compreendia mais a própria existência naquele mundo, já não entendia o propósito de resistir as infecções, as doenças, a podridão humana, preferia abraçar a senhora de capa negra e foice de uma vez por todas. Mas ela sequer chegava perto para beija-lo. Ao fundo, poderia sentir o vento soprando como acordes de uma doce flauta que lhe encantava a audição, trazida pela alma e pelo esforço de um artista que já não estava mais naquele mundo. Com certeza ela se aproximava, garantindo ao aracnídeo seus últimos momentos de misericórdia em vida.

As vibrações daquela flauta tocavam o corpo como mãos geladas que lhe traziam certo conforto, recolhendo o corpo como um casulo, visando se esquentar aos poucos e deixar todas as preocupações mundanas de lado, aceitando o verdadeiro destino que reservava vilões como ele, a morte fria e lenta. O corpo começou a ser atraído pelo som que se unia ao gelado vento, levando consigo pequenos flocos de neve que se moviam em perfeita harmonia com as vibrações da flauta. Pode ver a si mesmo em um espelho, naquela posição entregue ao algoz da vida, pode observar a si mesmo com flocos de neve nas mãos, tocando-os de uma maneira tão pura e carinhosa que antes não cogitava fazer nem nos mais queridos. Naquele espelho, poderia observar algo diferente em alguns pequenos detalhes. Formado completamente de gelo, não conseguia se reconhecer, não havia braços monstruosos de aranha e nem um aspecto sujo nos cabelos. Era de fato, uma pessoa comum e de boa aparência. Sentiu como se o corpo se unisse ao outro, vendo um ambiente com inúmeras memorias, uma mistura de sentimento que nunca havia tido e que dificilmente pareciam reais.

Inerte dentro da onda de memorias, viajava entre as dimensões do próprio cérebro e mal se reconhecia dentro do que estava vendo. Já era praticamente impossível diferenciar a ilusão da realidade e aquilo estava se tornando cada vez mais torturante. A sensação de não se reconhecer era seguida de um intenso frio que tomava todo o corpo do aracnídeo, despertando a dor que adormecia em seu conforto e literalmente congelava todo o corpo. Começava pelos dedos do pé, aos poucos subia por ambas as pernas até seguir nos pares extras e bizarros de braços, congelando-os até a sensação de perda total dos membros. Em poucos segundos todo o rosto foi tomado pelo gelo, sentindo um ardor em todo o tórax, como queimaduras de fogo. Aos poucos, tudo parecia azul, tudo parecia congelado e sem vida, presos em uma era glacial que duraria para sempre. Quando finalmente pode ter um vislumbre de vida entre os olhos, era como uma rachadura no gelo, criando frestas de luz solar que lhe aquecia e permitia que o corpo se recuperasse. O gelo escorria derretendo, molhando o restante do ambiente que não parecia mais o mesmo. Estava sendo liberto da prisão glacial e sentia os braços caírem se desfazendo em cubos e flocos de neve, perdendo a essência aracnídea de maneira não compreensível. Todo o corpo estava completamente mudado fisicamente, o frio em excesso e as queimaduras causadas pela temperatura extremamente baixa haviam marcado todo o corpo do novo shinobi que nascia ali, criando calculadamente marcas semelhantes a tatuagens, que não causavam dor ou sequer dificultavam os movimentos do homem. Seu cabelo havia crescido e melhorado por toda a extensão dos fios, tratado e agora liso até as costas. Vestia-se apenas com uma calça larga, amarrada na cintura por uma faixa amarelada.

- Quem sou eu? – Indagou aquele novo homem que surgia na quebra do espelho gélido, deixando a aparência monstruosa para trás. Mas pouco se lembrava de quem era e do que era. Os flocos de neve pareciam responder ao chamado do garoto, como se os manipulasse ao seu favor, ignorando a queda brusca de temperatura resistindo mesmo ao peito nu. Lentamente, os flocos se uniam em relevo formando kanjis para o garoto que, curioso, se aproxima no hão para ler. – K-ki-kin... Kin? Y-y-yu-yuki.. Yuki? Kin Yuki? – Seu nome era explicado pela neve e mal interpretado pelo garoto que ainda possuía dificuldades para pensar e raciocinar. Ao se levantar, parecia reconhecer apenas o caminho de volta a Otogakure e sua própria casa e então o fez, seguindo a trilha que havia criado enquanto se arrastava nas dores que sentia. Não estava longe da Aldeia do Som e demorava apenas alguns minutos para atravessar novamente os portões da aldeia e ir até o casebre que chamava de lar. Ali dentro, tudo estava largado ao chão e com pouco cuidado, não fazendo parte de quem ele era agora, tratando de arrumar tudo e pelo menos viver dignamente em um local simples mas limpo. Pratos, caixas recicláveis, copos e até mesmo a poeira que encostava o chão foram limpas para que o Genin voltasse a se sentir bem em um lar. Ainda se sentia sujo, como se aquele corpo não pertencesse a si mesmo e precisou se levar. Nu, a água tocava todo o corpo do Genin e sentia o gelado não incomodar mais, passando entre as queimaduras que se assemelhavam a tatuagens, entre os longos fios de cabelo escuro que outrora eram desleixados e sujos. Surgia, mesmo que carregando a aura de vilão do outro ser, um novo e puro homem, forjado no gelo. Se retirou, secando o corpo e vestindo novamente as calças, cansado buscou sua cama para que o restante da mente pudesse relaxar, pudesse se reestruturar diante daqueles acontecimentos traumáticos e incomuns. Em seus sonhos havia resquícios da pessoa em que era antes, como flashs que acendiam sua mente e mostravam passagens de acontecimentos como treinamentos e missões realizadas durante a carreira. Kin Yuki sentia a dúvida dentro de si, como se aquela vilania não pertencesse a si, havendo a necessidade de uma futura mudança.

Mudança de Clã - Kumo Nenkin para Yuki.

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Re: [Mudança de Clã] Raspadinha de Morango. - em Ter 14 Jan 2020 - 10:44

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