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Naruto RPGAkatsukiNão é o único, mas simplesmente o melhor!
Arco 11:
Reino de Lilith: PesadeloAno: 71DG
Após uma dura jornada, Shaka finalmente caiu e teve a maldição retirada de seu coração. No entanto, os problemas trazidos pela família Hattori não se extinguiram. Shion revelou ter ajudado a libertar Lilith, uma monarca da dimensão infernal, que agora está possuindo o corpo de Hyuga Katsura e libertando uma horda de seres infernais contra este mundo. O mundo corre risco de ser consumido pela maldade dessa criatura, mas não se o plano de Shion der certo: forçar Lilith a causar um evento chamado de O Grande Eclipse, onde as portas de todos os mundos e dimensões ficarão abertas, e assim permitir a ele ir ao submundo resgatar sua amada Katsura Grey para finalmente selar Lilith.
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Vilarejo Atual

[Filler] — Antepassados. - em Sex 10 Jan - 22:37


[Filler] — Antepassados. RQlV

Minhas pálpebras não pregavam de maneira alguma. Ao fechar os olhos eu via aquela imagem. Maldita imagem. Minha mãe, com o rosto deformado, vestes brancas ensanguentadas e podia até mesmo sentir seu odor pútrido. Graduar-me Chunnin trouxera noites de pesadelo como bônus. Agora eu via as coisas de outra percepção, que não pude ver acontecer no momento, então minha mente projetava imaginações a respeito deste fato. Ela arrastava Mu, por entre lama e galhos, e eu tentava desviar dos galhos enormes e deformados que se espalhavam pelo caminho. Um flash. Novamente sua imagem. Ela soltara o corpo inanimado de Mu e caminhava em minha direção, a passos arrastados, reconstituindo-se do golpe sofrido momentos antes; por mim mesmo. Ela estaria... Viva!? Não, não, não, é apenas um sonho. Pensava, tentando manter minha sanidade e com o intuito de evitar a ilusão, até acordar. No entanto, tudo era muito real. Ela se aproximava, repetindo as mesmas palavras que dissera na floresta: — Sa... Satoro... meu fiiilhoo... minha aberraçãozinha — arrepiava-me dos pés a cabeça e cerrava os punhos. Cuspia uma espada, afim de proteger-me. Ela avançou. Todavia, nesta oportunidade não desviei. Não fugi, nem corri. Apenas estendi o cabo da espada, apontando a lâmina para o monstro, que parou a um centímetro da ponta. Seu sorriso, maléfico, não será esquecido nunca mais. Espero que não me impeça de dormir para sempre. Espero algum dia ser forte o suficiente mentalmente para apagar essas imagens da memória. Suas mãos agarraram a lâmina e, num repente, outros quatro braços saíam do abdômen, revelando ser aracnídea assim como eu. Cuspia uma gosma que formaria uma espada nos braços inferiores, agora também apontando em minha direção. Ambos muito próximos das lâminas um do outro. Eu suava frio, ela gargalhava. Não pudia impulsionar minha espada contra ela pois ela segurava minha lâmina, fora mais rápida que eu e não tive tempo de segurar a espada dela. Empurrou a espada contra meu peito, atravessando meu corpo que caía duro como pedra. Um clarão. Eu acordava suspirando e suando frio. Dirigia meus passos para o banheiro e lavava o rosto, olhando minhas olheiras profundas pelo espelho. Retornava para a cama, com a esperança de desta vez poder dormir em paz. Os olhos fechados, a visão toda em preto. Alguns minutos e um clarão, um raio. O mesmo cenário. A mulher abandonava o corpo de Mu sem vida ao chão e corria em minha direção. Meu corpo desapareceu e reapareceu na retaguarda da minha mãe, atingindo-a com a espada. Ela virou o rosto num ângulo de trezentos e sessenta graus, como o próprio demônio faria. Sorria, a boca ensanguentada. Retirei a lâmina e finquei novamente. Ela explodiu, jogando lama e sangue para todo lado. Acordei. Suspirando, suando frio. Saí no breu noturno.

Saí de casa empunhando uma espada idêntica a dos sonhos, feita de teia dourada e mais dura do que o próprio aço. Caminhava lentamente, sonolento, em direção ao campo de treinamentos. Vestia pijama, parecia um louco. Um monstro de seis braços, cansado e portando uma espada, de pijama. Não demorou para meu corpo adentrar nas imediações do campo de treino, permitindo que eu afiasse minha lâmina e logo em seguida me preocupasse em aprimorar minhas habilidades. Esforcei-me. Golpeei as árvores, cortei galhos. Cortei bonecos de madeira, em milésimos de segundo. Havia me tornado uma máquina mortífera. Imaginava o rosto da minha mãe em cada pescoço que degolava. Lutava contra meus medos. Estudei, em seguida, já em casa. Fui a minha pequena biblioteca e li sobre o corpo-humano. Analisei e memorizei todos os pontos mais vitais que eu podia atingir com a lâmina. Especializava-me num assassino exímio de arma branca. Senti-me seguro mais uma vez. Fui deitar, deixando a espada do lado da cama. Meditei. Por fim, fechei os olhos e dormi profundamente - por pouco tempo. Uma luz branca, novamente. A figura da minha mãe, metros a minha frente. Mu lançado ao chão, estatizado. As mesmas palavras. O mesmo bote. Agora meu corpo reproduzia ao ataque feito na vida real. Observava ela explodindo em meio ao vendaval criado e lançando sangue para todo lado. Não acordei, tudo se tornou breu. Amanheceu. Eu estava melhorando. Ao levantar da cama meu corpo perdeu as forças. Caí, pálido, doente. As pernas não aguentavam o peso do corpo e o corpo foi de encontro ao solo. Um apagão. E um clarão. Novamente a mesma cena de terror, mas agora, mil vezes pior. A figura da minha mãe rodeava-me por toda a parte, multiplicada por cem. Rodeava-me e a passos lentos encurtava o espaço. O ambiente: Tudo preto.

[...]

Agora não consigo mais mover músculo algum se quer. Nenhum dedo, ou braço, ou mãos. Havia tornado-me um vegetal e paralisado observava os demônios me cercarem.

Eu sou a esposa dele. O demônio é seu pai! — ecoava, repetindo a mesma frase diversas vezes. Meu cérebro tentava ocultar as memórias e eu não conseguia lembrar que era, na verdade, o filho do Diabo. Os seis braços tomaram força novamente. O corpo agora livre, girava num ângulo de trezentos e sessenta graus disparando centenas de shurikens pela boca. Todas eram feitas de seu material especial: Teia de ouro. Gritava, grunhindo de dor. Percebi que eu lembrava o próprio demônio. Era o filho dele, na verdade. Um monstro, semelhante a humanos. Esbravejava matando uma por uma. Ciente de minha identidade acordava de cabeça erguida. Parecia até mesmo que Deus estava me revelando, por sonhos, a minha história. Ou o Deus do lado negro. Mu, o que teria acontecido com ele, na verdade? Refletia, intrigado e abatido. Eu não devia fazer amizade e nem podia. Era isso que acontecia com quem tivesse alguma relação comigo. O recém graduado a Chunin ao invés de progredir, havia sucumbido à morte. Algumas lágrimas escorriam pelo meu rosto. Apesar de sobrenatural, eu possuía um percentual humano. — Nem mesmo fui capaz de te enterrar, meu amigo. — lamentava, golpeando a parede com um poderoso soco. O cimento afundava e meu punho sangrava. Saía fumaça da estrutura. Aos poucos retirei a mão dali, com um semblante frio e observando um ponto fixo na parede. Recordava-me do exame de graduação onde começara todo o terror mas ao mesmo tempo nos presenteava com um belíssimo entrosamento. — Lutarei por você, Mu.

Meus passos eram guiados de maneira acelerada para o campo de treinamentos. Logo após fazer uma refeição reforçada, tomar uma boa dose de café e baseado e trajar-me com as vestes adequadas. Ainda com a espada feita na noite anterior atacaria todos os alvos e obstáculos que estivessem predispostos no campo. Incansavelmente treinaria, sem pausas e concentrado. — Por... Você — balbuciaria durante o treinamento, lembrando a todo momento o motivo da minha busca por progresso. Além do mais eu havia recém me graduado um Chunin e agora era responsável pela defesa civil do Vilarejo. A segurança da Pedra estava nas minhas mãos, por mais que eu ainda não possuísse contato com a parte política de Iwagakure. Não que meu nome não fosse reconhecido e aclamado para alçar passos maiores, mas tudo aconteceria no tempo devido. Eu ainda não havia visto mais nenhuma vez o Tsuchikage e ainda guardava certo rancor. Rumores diziam que futuramente reuniriam parte da disposição militar da Pedra e eu ainda não confiava cem por cento na notícia. Não preocupava-me com a falácia, apenas focava no meu progresso. Saltava por entre os telhados dos casebres que compunham as ruas de Iwa e observava, a algumas quadras, a ocorrência de um assalto. Aja como um militar e nem como um assasino, pensava, acompanhando os movimentos do bandido por cima do telhado. Ele corria com todo o dinheiro do banco de sua vítima. Não percebia que eu estava ao seu lado, a todo momento da corrida, vendo-o de cima. Parou, por fim, num beco escuro, ao leste do centro do Vilarejo próximo aos arredores, ou subúrbio da Pedra. Dotado de raiva e ódio desci. Não pedi o dinheiro de volta com palavra alguma, apenas agi. A espada foi parar no íntimo de sua garganta, transpassando seu pescoço e, ao ser retirada, a cabeça caía. — Por você, Mu... — com o desejo de matar saciado caminharia para o centro do Vilarejo, afim de continuar minha patrulha militar. Gostava do novo cargo e continuaria assassinando ao escuro.  

Sentia o corpo mais leve, parecia flutuar ao correr por entre as ruas do Vilarejo. Sabia que honraria Mu enquanto estivesse vivo e agora sabia sobre meus antepassados. Poderia dormir em paz, finalmente. Sentia-me confiante, por mais que não esperasse que o destino oferecesse algo bom. — Corno, me dando trabalho mesmo após a morte — comentaria aos ventos, por culpa da síndrome. Um sorriso involuntário estava pregado em minha face.

Sakai Satoru: 500/500 | 850/900 | 1/5

Considerações:
1458 palavras segundo o site "Contador de Caracteres online".

Filler para ganho de pontos de status e 400 palavras extras para adquirir a qualidade de 1 ponto: Conhecimentos anatômicos (1).

Recém graduado vide link, este link também é importante pois é a trama que dá a introdução deste filler.

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Inteligência: Normal.
Força: Forte. [12m e 12 m/s]
Velocidade: 3 [14 m/s.]
Qualidades: Ambidestria, Corpo aracnídeo, Sensor, Agilidade aguçada & Perito armamentista - Kenjutsu

utilizados:

[Filler] — Antepassados. Latest?cb=20150125200047
Kumo Nenkin — Espada empunhada pela mão superior direita
Descrição: Kidomaru usou esta técnica para endurecer o metal dourado fez ele lança como o suor ou saliva. As armas criados a partir desse processo de formar o núcleo do seu estilo de luta. Este metal endurece como o aço em contacto com o ar, por isso, mastigá-lo na boca e mudando sua forma Kidomaru pode criar armas adequadas para cada batalha. Porque instantaneamente endurece, ataques diretos à distância são possíveis.
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Re: [Filler] — Antepassados. - em Sex 10 Jan - 22:55

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Edição de Natal por Loola e Senko.