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Alvorecer
Arco 04
Ano 17 DG
Verão
A queda do pastor cobrou um preço altíssimo do mundo ninja: o golpe final trouxe ao mundo um tempo de dor e sofrimento; fome e pobreza retornaram às ruas, a violência triplicou, os antigos heróis caíram ou ficaram desacreditados. Mas, um pouco perto do amanhecer, a Hydra, que até então se mantivera em silêncio, mostrou-se das sombras, trazendo oportunidades de emprego e uma esperança para salvar o mundo dessa mais nova calamidade. Líderes ninja não tiveram escolha senão se arriscarem em tratados suspeitos para conseguir manter firmes seus lares e seus soldados. No entanto, os reais planos da Hydra ainda continuam sendo um grande mistério.
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Shion
Fundador do RPG Akatsuki, Shion é responsável por manter o bom funcionamento de todas as áreas do fórum há mais de 10 anos. Completamente apaixonado por RPG e escrever, hoje é o principal responsável pelo desenvolvimento de toda a trama desse universo baseado na arte de Kishimoto.
Shion#7417
Angell
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Oblivion é jogador do NRPGA desde 2019, mas é jogador de RPG a mais de dez anos. Começou como narrador em 2019, passando um período fora e voltando em 2020, onde subiu para Moderador, cargo que permaneceu por mais de um ano, ficando responsável principalmente pela Modificação de Inventários, até se tornar Administrador. Fora do RPG, gosta de futebol, escrever histórias e atualmente busca terminar sua faculdade de Contabilidade.
Indra#6662
Biskath
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BisKath#0666
XXXXX
XXXXX
Discord#1234

[Filler] O Corvo e a Flor; Shin2

Menestrel
Genin
Menestrel
Vilarejo Atual
[Filler] O Corvo e a Flor; Shin2

[Filler] O Corvo e a Flor; - Publicado Seg 30 Dez - 12:54

...


 Aparência;

         -  Talvez ele esteja certo. - Disse, baixinho, debatendo consigo mesmo sobre a veracidade das frases contidas no verso que o bêbado cantava, efusivo o suficiente para incomodar qualquer pessoa presente naquele bar enquanto brandia as cordas do Biwa não tão afinadas, formando um conjunto desconexo e perturbador quando a voz de fumante de longa data tentava acompanhar a melodia que tocava. Entretanto, o jovem que escondia seus cabelos prateados sob um capus, nervoso demais para se abstrair de tudo que acontecia ao seu redor, acabou por prestar bastante atenção na letra da canção. Entre rimas mal executadas, goles de whisky e acordes a trastejar, o homem cantava sobre o grande amor de sua vida até então, que eventualmente o deixou para viver com alguém mais rico. A questão é que não era uma música sobre tristeza, mas sobre o quanto ele se sentiu livre desde então. Claro, não de forma tão poética ou limpa de palavras esdrúxulas, mas era basicamente sobre se sentir preso ao amar pessoas, e que quanto mais vínculos nós adquirirmos, mais responsáveis pelos demais nós nos tornamos. Nada é fácil, afinal. Tudo que facilitamos para os outros, dificultamos pra nós. Sem exceção. - Talvez ele esteja certo... O amor é uma merda. Mas sabe o que também pode te foder? Ódio.

Todo seu corpo vibrou ao dizer a última palavra. Conversava sozinho, com a cabeça baixa e um copo de alguma bebida forte demais pra que ele bebesse a não ser em pequenos e forçados goles. Serviram-lhe sem perguntas, o que havia sido bastante conveniente. Agora precisava bebê-lo como parte do disfarce. Rodava o copo entre os dedos, apoiado numa mesa de canto com pouca iluminação, longe da curiosidade dos frequentadores daquele estabelecimento extremamente duvidoso situado no subúrbio do vilarejo. Não era dado à bares, muito menos à bebidas. Se sentia incomodado por cada segundo em que estava ali, mas quem sabe mais forte que o próprio amor para fazê-lo sair de sua casa e arriscar sua vida, assim era o ódio. Só sentia sua alma ligada a duas pessoas nesse mundo, mas todos os sentimentos que acompanhavam essa ligação eram conturbados e confusos. Lembrou-se de sua avó, sempre radiante e maternal, gentil em sua criação e paciente em tudo que se referia ao seu neto. Veterana de batalhas passadas, mesmo tendo suas pernas amputadas em uma missão em nome de Iwa, a deficiência não a deixava ser menos radiante, embora precisasse dos devidos cuidados e ajuda diária por sua condição de cadeirante. Mū amava aquela mulher, tinha certeza, ainda que em toda sua sabedoria ela houvesse o aconselhado a não ir atrás de seu avô. Este, enfim: o objeto de ódio do Genin.

Seria o ódio mais forte que o amor, então?

Um bom argumento nesse embate é que, passando por cima de todos os avisos de sua avó, ali estava ele, se esgueirando por entre provavelmente assassinos e foras da lei a fim de recolher a maior quantidade de informações possíveis sobre o velho Huei. Percebia nitidamente que suas atitudes eram movidas pelo puro e honesto sentimento de raiva e mágoa que trazia consigo no peito desde mais novo. Sabia que não era o ideal a se fazer, principalmente para ele que se julgava um ninja tão equilibrado, mas no momento não se permitiria estar em nenhum outro lugar a não ser ali. - Não posso perdoá-lo. E eu nunca tive uma chance tão boa de saber algo sobre seu paradeiro desde que ele se tornou um maldito Nukenin.

Sua atenção foi abruptamente chamada pelo sino agudo que seguia logo após o ranger da porta. Uma figura sombria irrompeu pelo salão. Era corpulento e coxo, vestido com uma túnica preta empoeirada pela estrada, o elmo era feito com o crânio de algum pássaro desafortunado e portava um cajado que servia de apoio enquanto emitia uma onomatopéia ritmada sempre quando entrava em contato com o assoalho a cada passo. - O Corvo. Só pode ser ele... Ele é o homem que vai ministrar a reunião... Mas cadê o resto deles? - Perguntava a si mesmo enquanto observava cada movimento que o sacerdote fazia. Tentava juntar todos os quebra-cabeça da situação: Ainda mais cedo naquele dia, enquanto observava o céu de cima do telhado de sua casa, reparou em um garoto maltrapilho que se aproximou sorrateiramente de sua casa e depositou um pequeno envelope na caixa de correio. Obviamente, achando aquilo estranho, esperou o atento garoto partir e sacou o papel de lá. Ao abri-lo encontrou a seguinte mensagem:

"Quando a lua se equilibrar, o Corvo pousará no Ninho para que a Flor seja recolhida em nome da Vida", seguida por um carimbo de mão desenhado no formato de uma foice.  

Mas que merda toda era aquela, afinal? Uma mensagem codificada? Tinha certeza de que já havia visto aquele símbolo em algum lugar nas antigas caixas que pertenciam ao seu avô, e uma mensagem para o velho era inédito até então. "Quer dizer que eles não sabem que meu avô partiu?". Precisou mentir para sua avó dizendo que estava curioso em relembrar como era quando criança para poder investigar sem ser perturbado. Após algumas horas revirando todo o material, ainda não havia encontrado nada mais útil que anotações sem o mínimo sentido, mantras de alguma religião e uma dúzia de fotos. Ao ver o rosto de Huiei captado pela câmera polaroid e impresso numa última foto ao lado de seus antigos amigos, sentiu uma vontade imensa de rasgá-la e fechar aquela caixa para nunca mais abrir. - Espera... - Observou mais atentamente para a foto por alguns segundos e conseguiu ler o nome na fachada do estabelecimento atrás de seu avô: Nin Ho. Então é isso. Aquilo era um anagrama. À meia noite, quando a luz estivesse equilibrada no céu, ele teria que encontrar Nin Ho e descobrir quem afinal era o Corvo. Esse foi o seu palpite, que felizmente ou não, estava correto.

O Corvo deu uma moeda para o bardo bêbado que tocava Biwa e incentivou-o a cantar ainda mais alto. Se direcionou ao barman, trocou algumas palavras rápidas e para ele foi aberta a porta que ficava atrás do balcão. Mū não demorou a perceber que se quisesse ter algum êxito em sua missão deveria entrar naquele cômodo à todo custo, agindo de uma forma totalmente insensata quando decidiu utilizar o Henge no Jutsu para ficar com a aparência idêntica ao do seu avô. Como especialista em ninjutsu e um ótimo conhecedor de detalhes físicos do homem que o criou, executar aquela façanha ainda não era tão difícil quanto suportar o nojo que sentia de si mesmo por estar tão parecido com alguém tão sujo, quase como se sentisse a necessidade de tomar banho só pelo fato de ter adquirido aquela aparência. Fez três selos disfarçadamente e o capuz não deixou que as pessoas ao redor estranhassem suas ações. Respirou fundo e se levantou, retirando o capuz para que seu rosto de velho fosse revelado e caminhando em seguida até o barman, dessa vez com a mesma aparência de Huei. Ao se aproximar, notou o olhar de tensão do homem disposto atrás do balcão que enxugava um copo com um pano de prato sujo. Numa leitura rápida de ambiente, chegou a conclusão de que provavelmente aquele trabalhador estivesse sendo ameaçado ou coagido a abrir seu estabelecimento para tais práticas. Na extrema necessidade de manter seu personagem, mimetizou todos os trejeitos cujo qual possuía lembranças e se aproximou do homem, pronto para dizer as palavras que pareciam ser cinzas na sua língua.

- Vida longa à Jashin

O coração acelerou seus batimentos enquanto esperava alguma atitude do homem que agora o observava com atenção. Sabia o quanto estava em jogo ali, até mesmo para com sua vida Shinobi, afinal ainda era da mais baixa estirpe e não teria permissão para estar ali. Foda-se. Estendeu o papel com o símbolo que havia recebido na caixa de correio. O homem fez uma reverência e pediu para que ele desse a volta no balcão e entrasse pela portinha. Dali em diante era impossível ouvir o comum som de taverna com coros de bêbado ou tilintar dos copos brindando. Ao contrário disso, encontrou uma escada escura que levava para um porão de cores bruxuleantes. Era sufocante. Tudo que ouvia era sua respiração controlada apenas por puro esforço e um cântico místico vindo da sala. O porão era uma sala de tamanho considerável feita de pedra sem cor e sem vida. Seu pé-direito não passava dos três metros, mas o lugar era grande o suficiente para abrigar confortavelmente os dez homens que formavam um círculo em volta da mesa de madeira coberta de sangue.

Seu estômago embrulhou ao se deparar com a garota nua amarrada e ferida, com os cabelos emaranhados e sujos como quem estava sendo maltratada e abusada há dias. O Corvo, portando uma adaga negra em mãos, entoava um cântico enquanto os outros sorriam e cutucavam a moça, numa zombaria aguda e detestável. Ouviu alguém cumprimentá-lo: "- Obrigado por sua proteção, Irmão Huei. Jashin..." Não ouviu mais nada. Mesmo ele, tão inseguro e ainda considerado inexperiente, não pôde deixar de sentir cada fibra do seu corpo, como magnetismo, se aproximar do homem que referiu-lhe a palavra. Socou-lhe a boca com tamanha vontade a ponto de fazer seu rosto entrar em harmonia com a mesa do porão. O que houve em seguida foi uma sessão de atitudes impensadas, executadas por instinto de sobrevivência e fúria: Arremessou duas Kunais em duas faces diferentes antes de colocar a garota ensanguentada que chorava sem parar entre seu antebraço e costela.

Alguns dos membros daquela seita macabra tentaram sair pela porta, mas não obtiveram sucesso ao serem atingidos pelo Jūha Reppū Shō de Mū que varreu o lugar deixando quase todos caídos. A garra de vento deixara de pé apenas o Corvo, encurralado. - Quer que eu o ajude a encontrar a saída? - Disse para o homem de elmo de pássaro, num tom de ironia. A maioria daqueles homens claramente não eram lutadores hábeis, não passando de clérigos de Jashin. Entretanto, o Corvo parecia ser diferente, tanto que o Genin só percebeu o seu truque quando a garota que carregava nos braços feriu-o com sua própria Kunai, fazendo-o sair da ilusão de Genjutsu e perceber que o Corvo havia escapado por uma outra saída, subindo uma pequena escada na parede e saindo diretamente no salão principal do bar Nin Ho.

Ao alcançar a mesma saída, mal teve tempo de pensar, precisando invocar rapidamente uma parede de terra para proteger a si e a garota do ataque de inúmeras Senbon, quebrando o balcão no processo. Quando deu por si, as pessoas do bar gritavam e se amontoavam enquanto tentavam sair. Não teria tempo de esperar o lugar esvaziar para continuar a luta, mas seu código de honra não o permitia lutar em áreas povoadas onde civis poderiam se ferir. - Eu não respeito isso. Eu não me respeito por ficar preso à idéias imutáveis. Se eu pensar direito... Se eu fizer certo. Se eu for inteligente... - Sabia que apesar de suas afinidades elementais terem um teor destrutivo, se pensasse com cuidado conseguiria lutar em arenas sem necessariamente causar tantos danos. Deveria aprender a deixar fluir e entender que às vezes a melhor escolha é salvar o máximo de vidas que conseguir, ou cumprir a missão.

Foi quando cada célula que possuía precisasse fazer algo a não ser fugir ou esperar. Usando o Boruto Sutorīmu, utilizou do chakra de vento para aumentar sua velocidade, saindo da cobertura da parede de terra invocada no meio do salão e viu-se aproximar rapidamente do Corvo, desferindo-lhe seu mais poderoso golpe. - Fūton: Rasengan! - Vocalizou colericamente, antes de ver a energia de vento e chakra emergir e se diluir na barriga do Corvo, fazendo-o rodar bruscamente e ser arremessado para quebrar de vez o balcão. Aquela era sua chance de ir embora, e o Genin agarrou-lhe sem demora. Tinha muito a fazer, sendo a primeira delas entregar a frágil menina aos cuidados das autoridades. Provavelmente ela ficaria bem após um banho, algumas semanas de descanso e acompanhamento psicológico. Ou não, mas ao menos estava viva para decidir o que fazer. Nas mãos de Benimaru Mū, a adaga que seria usada para recolher a Flor em nome da Vida pelo Corvo. - Filho da puta. Eu vou te encontrar.

...


CH: 750/900     |     HP: 445/450


Considerações:


Convidado
Convidado
Anonymous
Vilarejo Atual

Re: [Filler] O Corvo e a Flor; - Publicado Ter 31 Dez - 11:10

Aprovado. (UP)