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Naruto RPGAkatsukiNão é o único, simplesmente o melhor!
Arco 11:
Reino de Lilith: PesadeloAno: 71DG
Após uma dura jornada, Shaka finalmente caiu e teve a maldição retirada de seu coração. No entanto, os problemas trazidos pela família Hattori não se extinguiram. Shion revelou ter ajudado a libertar Lilith, uma monarca da dimensão infernal, que agora está possuindo o corpo de Hyuga Katsura e libertando uma horda de seres infernais contra este mundo. O mundo corre risco de ser consumido pela maldade dessa criatura, mas não se o plano de Shion der certo: forçar Lilith a causar um evento chamado de O Grande Eclipse, onde as portas de todos os mundos e dimensões ficarão abertas, e assim permitir a ele ir ao submundo resgatar sua amada Katsura Grey para finalmente selar Lilith.
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[ Filler ] The Mission I Would Like To Forget — Katarina Du Couteau - 29/12/2019, 15:00

Katarina, esta missão será somente você, atualmente os outros jōnin da vila estão ocupados. Peço cuidado com a carga, dentro dela há algo muito raro para a vila, além de dinheiro. Entendido?

Foi isso que Katarina Du Couteau ouviu no portão de sua vila antes de partir na missão que marcaria sua vida para sempre. A futura líder do clã Yotsuki de Kumo era na época somente uma jōnin, mal sabia do esquadrão de elite, a Kinkaku Butai. Ali era uma mulher determinada a ser a mais forte puramente para satisfazer os desejos de seu pai, que queria que ela não desonrasse o nome da família. Suas habilidades eram invejáveis já naquela época, mas ainda não era conhecida como a Lamina Sinistra, era somente um jōnin forte, quiçá a mais forte da vila.

Entendido, cuidarei da carga e do transportador. — respondia com confiança.
Certo, você irá para o País do Ferro, e lá encontrará com um samurai de nome Kiori.

Assentindo positivamente ela começava sua viagem, a carruagem andava descendo a montanha. A viagem era para alguns dias, coisa de três ou quatro dias, os mantimentos para a jornada estavam junto da carga.

O transportador era um homem de meia idade, aproximadamente uns quarenta e cinco anos, não era forte mas seu corpo não era fino. Seus cabelos brancos e curtos balançavam com o vento, toda hora alguma mecha caía no seu olho, e com a mão ele tirava, isso era inútil, até porque o vento era recorrente, então mexer no cabelo era praticamente um tique. Katarina pouco conversava com ele, era uma kunoichi centrada, porém também era mal-humorada e chata, de poucas palavras.

O caminho era simples e direto, por isso era uma viagem rápida, mas nem por isso era um caminho seguro, aquele trajeto passava por entre as montanhas, o lugar perfeito para uma emboscada. A jōnin não se preocupava, ela confiava em suas próprias habilidades para poder defender a carga, coisa que o transportador não tinha nela.

A carruagem estava se aproximando de um caminho entre duas montanhas, era estreito e um pouco escuro, o Sol era um aliado naquele momento iluminando o caminho.

Moça, devemos ter cuidado nesse momento. Podem haver ladrões aqui.
Fica quieto e só conduz. Não vai acontecer nada.
Como você ficar tão tranquila nesse momento?
Eu sou Katarina Du Couteau, herdeira da liderança do clã Yotsuki, você acha mesmo que eu perderei para qualquer ladrão?

O homem engoliu em seco, um pouco com medo dela.

Então tá bom…

Passava alguns segundos, e duas silhuetas apareceram no final do caminho e duas no começo.

Parem e se rendam se quiserem viver! — dizia um que estava no final do caminho.

Katarina simplesmente começava a gargalhar, numa risada meio que maléfica.

Eu que digo isso, seus idiotas! — exclamou.

Num movimento suave e fluído, ela sacava suas duas lâminas, e pulava da carruagem direto na parede de uma das montanhas, correndo por ela em uma velocidade surpreendente, quase não sendo vista. Em poucos segundos estava a mulher de cabelos rosa entre as duas silhuetas, que se revelaram ser dois homens mercenários.

O azar de vocês foi terem me escolhido como escolta. — sussurraria com um sorriso no rosto.

Num giro, cabeças rolaram. Tudo ficou quieto por um momento, mas Katarina sabia que não tinha acabado, haviam ainda mais dois. Ela disparou na direção oposta, passando pelo comboio como uma flecham, o homem pouco via dela, somente uma mancha rosa. Num instante, os outros dois ladrões estava presenciando a morte, uma lâmina em cada coração, tudo que podiam fazer era cuspir sangue e lamentar por estarem ali naquele momento. A jōnin arrancou as duas espadas de uma vez, e os corpos já sem vida caíram no chão. Ela voltou andando até a carruagem, vendo o seu parceiro de viagem tremendo por ver tudo aquilo, estarrecido pelo poder dela também.

O que foi? Parece que viu um fantasma. — brincou a ninja, de forma séria. Ela pulava no seu lugar na mesma hora. — Vamos, ainda temos um dia e meio para chegar até lá.

O homem somente virou para o seu lugar e seguiu a viagem.

Tá… bom.

A viagem seguiu.

A noite apareceu, provavelmente era a última noite de viagem deles. Num acampamento eles ficaram até amanhecer. Uma fogueira foi montada ali para abrigar os dois diante a noite. O homem, um pouco receoso, queria falar com ela.

Katarina… é o seu nome né? Então… quero te perguntar uma coisa.
Fala.
Você sabe o que tem na carga?

O olhos da Katarina arregalaram um pouco.

Não, não me falaram nada.
Hm…
Como assim “hm”?
É que eles me contaram o que tem dentro.
Como é?
Não sei porquê, mas eles me disseram.
O que tem lá?
Tem certeza que quer saber?
Conta logo, desgraçado!

O homem ficou assustado, mas logo se acalmou e engoliu em seco.

Na carga tem um pergaminho com algumas informações confidenciais, pelo que me contaram, é todo um relatório de um assassinato sobre um casal de ninjas de Kumogakure. Eles foram caçados por causa da linhagem deles que era rara. No pergaminho tem o mandante da caça e os assassinos. A vila pediu para os samurais caçarem eles e vingá-los, por isso há o dinheiro junto com as informações. — revelou.

Katarina ouvia a história atentamente, um pouco surpresa.

Tinha ouvido esse caso, mas logo foi abafado para não chegar até os filhos deles. — comentou.
Sim, o alto escalão da vila sabiam que eles iriam atrás de vingança, mas…
Mas… o quê?
Um dos filhos deles sumiu faz alguns meses.
Ele deve ter descoberto algo sobre.
Kaguya Hiro, ele presenciou o assassinato dos pais, por isso sabe quem foi os assassinos.

O nome era até familiar para ela, era um outro jōnin.

Vamos dormir, amanhã temos que entregar isso e nos livrarmos dessa história.
Tá.

O fogo se apagou, os dois foram dormir. Segundo depois uma nuvem de areia negra de ferro surgia num tronco de árvore, acima do acampamento. Aquilo se materializou num homem de cabelos ruivos e longos.

Então é aqui que está a carga… Katarina Du Couteau, que mulher interessante.

Em instantes voltava a ser uma nuvem de areia de ferro.

Amanheceu, Katarina e o condutor acordaram ao mesmo tempo, logo eles já estavam em viagem novamente. O destino estava próximo, a neve já começava a cair enquanto mais avançavam em direção ao País do Ferro.

Este é um país conhecido por nevar sempre. — comentou.
Interessante. — respondia.

A partir do momento que entraram na região com neve, observava com cuidado todos os arredores, poucas árvores por ali. Num determinado momento, percebia que tinha marcas de passos próximo da onde o comboio andava, aquilo deixou a ninja um pouco curiosa. Quando voltou a olhar para frente, via duas presenças a poucos metros deles, o homem freou a carruagem no mesmo momento.

Eles apareceram do nada. — sussurrou para a Katarina.

A jōnin desceu do seu lugar, dando alguns passos e vendo quem eram. Um homem todo encapuzado, que pouco poderia ver seu rosto, e um homem um pouco mais baixo que ele, de cabelos ruivos até as costas.

O que vocês querem? — perguntou.
Isso não é óbvio? Precisamos do que está dentro dessa carga, Katarina. — falou com um sorriso no rosto o ruivo.

Dizer o nome dela a deixou enfurecida.

Como você sabe meu nome?!
Tenho meus meios.

Quase que instantaneamente, Katarina estava do lado dele, fazendo o movimento da espada para cortá-lo ao meio. A espada tocava-o, mas passava com certa facilidade, ela sentia que sua lâmina atravessava-o como se tivesse cortando areia, e era realmente isso, assim que terminou o golpe, tudo que a kunoichi podia ver era um montante de areia negra.

Opa! — o ruivo já estava em outro lugar, mais à direita.

Antes mesmo dela responder, um chute do homem encapuzado veio, atingindo-a em cheio e jogando para longe.

Não exagera… — avisava o ruivo.

O homem dava passos lentos em direção a ela.

Maldito. — falava com um pouco de dor enquanto se levantava.

A luta começava. Katarina, impulsiva, atacava primeiro, usando da sua maestria em espadas ela tentava golpes e mais golpes, mas o homem somente desviava ou aparava os golpes.

Ela não é tão ruim assim… — dizia o ruivo de longe, observando a luta.

O encapuzado era forte, talvez estivesse somente defendendo porque não queria atacá-la.

Ele só está defendendo? Por quê? — ela estranhava enquanto atacava, pensando.

Em uma tentativa de estocar a espada em seu peito, o homem liberou da manga do seu manto, diversas cobras brancas que enrolaram totalmente a jōnin, que podia fazer nada.

Cobras?! — perguntava-se em surpresa.

O homem mudava sua postura, dava para sentir que agora ele tinha um instinto ofensivo, afastava o seu braço direito desferir um soco, mas dele saiu um osso, afiado, pronto para matar a ninja. Katarina sabia que podia morrer ali, debateu-se inteira até que decidia liberar sua afinidade elemental de raio para paralisar as cobras, e assim conseguia sair do golpe fatal.

Ossos… Cobras… quem diabos é você? — jogava palavras no ar.
Silêncio, ou terei que te matar. — o homem falava pela primeira vez.
Como se fosse fácil. — ela o desafiava.

Os olhos do homem podiam ser vistos, tinham uma coloração azul. Antes mesmo da Katarina pensar em algo, ele já estava ao lado dela. Seus movimentos eram rápidos. Com seu osso, furou a perna direita e esquerda em poucos segundos e finalizou com um chute, ela caía ao lado do comboio, onde seu parceiro ainda tava lá.

Katarina!
Argh! Fica quieto!

Ela era forte, conseguia levantar mais uma vez, mas o seu adversário não tinha remorso nenhum, já estava perto dela novamente, desferindo um soco em seu queixo, jogando a cinco metros para trás da carruagem.

Vou morrer aqui mesmo? — sussurrava para si mesma.

O encapuzado ficou a cinco metros dela.

Você é fraca.
Como é?
Não tem poder o suficiente para me machucar.
Eu sou a futura líder do clã Yotsuki, você acha que sou fraca.
Família não significa nada. Você é medíocre.

Um grande número de cobras saíram do solo ao lado dela, mordendo seus braços e pernas.

Volte para Kumo, peça para ser treinada por alguém mais forte, eu sei que lá tem alguém capaz de te ensinar algo.

O veneno das cobras entravam no sangue da ninja, fazendo-a desmaiar aos poucos, mas ela poderia ver um pouco do que acontecia.

Eu vi o que você fez… nem todas as cobras tinham veneno, quer salvar a menina mesmo?
Você fala muito.
Pelo menos conseguimos o que queríamos.

O ruivo manipulou uma grande quantidade de areia de ferro para atacar o condutor, que ficou todo coberto.

Também não o matarei, só fiz desmaiar.

Katarina desmaiou.

Pronto, os dois já caíram. Pegue o pergaminho. — dizia o encapuzado.
Tá tá, posso pegar o dinheiro também.
Tanto faz.
Obrigado… Hiro.

Entrando na carruagem, o ruivo pegou tudo que queira, e dava o pergaminho para Hiro, que abriu no mesmo momento.

A lista de todos os alvos. — comentou o ruivo.
Kumogakure sabia.
Como eles sabiam disso?
Não sei, só quero ir atrás deles.
Fomos ao País da Terra matar só um informante irrelevante, tem certeza que são eles?
Tenho.

O ruivo transformou-se em pó de ferro, o encapuzado em uma cobra branca, e ambos sumiram dali.

A noite caía e finalmente Katarina acordava. Ouvia alguns passos.

Ela acordou! — era voz de um homem.

Em alguns segundos já tinham uns cinco homens em volta dela, quatro vestindo armaduras, e um mais parecido com um samurai. A mulher levantou com dor.

Quem são vocês?
Sou Kiori, o líder dos samurais.
Preciso… ir… atrás dos dois caras.
Não há sinal de ninguém aqui, você tem que ir para nossa fortaleza.

A jōnin foi carregada até a fortaleza dos samurais, onde explicou o que aconteceu. Ela ficou alguns dias lá, até que tava recuperada.

Voltando para Kumogakure?
Sim.
Boa viagem.


E assim a ninja voltava para sua vila, com um desejo enorme de vingança contra aquele que a humilhou.

Kaguya Hiro.

Considerações:
Filler: 1998/1000

Contando um pouco sobre a NPC Katarina Du Coutaeu e seu desejo de vingança contra um homem que até hoje não sabe o nome.

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Re: [ Filler ] The Mission I Would Like To Forget — Katarina Du Couteau - 31/12/2019, 11:58

Aprovado. (UP)
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Edição de Aniversario por Shion e Senko.