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Alvorecer
Arco 04
Ano 17 DG
Verão
A queda do pastor cobrou um preço altíssimo do mundo ninja: o golpe final trouxe ao mundo um tempo de dor e sofrimento; fome e pobreza retornaram às ruas, a violência triplicou, os antigos heróis caíram ou ficaram desacreditados. Mas, um pouco perto do amanhecer, a Hydra, que até então se mantivera em silêncio, mostrou-se das sombras, trazendo oportunidades de emprego e uma esperança para salvar o mundo dessa mais nova calamidade. Líderes ninja não tiveram escolha senão se arriscarem em tratados suspeitos para conseguir manter firmes seus lares e seus soldados. No entanto, os reais planos da Hydra ainda continuam sendo um grande mistério.
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Shion
Fundador do RPG Akatsuki, Shion é responsável por manter o bom funcionamento de todas as áreas do fórum há mais de 10 anos. Completamente apaixonado por RPG e escrever, hoje é o principal responsável pelo desenvolvimento de toda a trama desse universo baseado na arte de Kishimoto.
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Angell
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Oblivion é jogador do NRPGA desde 2019, mas é jogador de RPG a mais de dez anos. Começou como narrador em 2019, passando um período fora e voltando em 2020, onde subiu para Moderador, cargo que permaneceu por mais de um ano, ficando responsável principalmente pela Modificação de Inventários, até se tornar Administrador. Fora do RPG, gosta de futebol, escrever histórias e atualmente busca terminar sua faculdade de Contabilidade.
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[Troca de Clã] Origens! - Publicado 4/12/2019, 14:28


[Troca de Clã] Origens! D3b4c9566c617f710d206a9972c83f53

Vestimenta; Palavras: 1.509; O.B.J.: Alteração de clã. (Inventário)

Onde os ventos abraçam as montanhas e uivam a noite; entrelaçam-se à vegetação e à ela regam vida mais pura. No alto dos cumes mais inóspitos daquela região habitada pelos trovões uma família, uma chama ardente, uma vontade inexplicável pelo entendimento abstrato da mentalidade humana. Lá, no templo onde tempos atrás houvera vida também fora o berço de uma sociedade restrita e fechada. A família Houjo, hierarquizada como os elementos naturais dentre seus anciões, trazia consigo o sangue místico de duas descendências ocultistas que geraram sua fome pelo desenvolvimento psicológico e o conhecimento acerca do cerne da mentalidade humana. Os clãs Yamanaka e Kurama uniram-se sob aquele teto sagrado e criaram vínculos, geraram frutos, e se isolaram do mundo. Muitos daqueles que vinham à cruzada terrena sob olhos desta família tinham consigo os dons ampliados daquela união convicta e fortemente enraizada à mentalidade. Estruturaram estudos sobre as artes ilusórias e havia ali o costume ancestral de velar a alma de seus falecidos, para que então, seu cérebro fosse dissecado para fonte de pesquisa. Bibliotecas eram mais incontáveis que quartos, e área de lazer ocupavam-se com jovens sedentos trazendo consigo seus livros nas mãos. Pouquíssimas pessoas residentes naquele país conhecia a família e assim preferiam que ficasse, permaneciam trancados atrás dos gigantescos muros e portões de ferro, abriam-o durante a noite para caçarem, e pela manhã quando o grupo retornava. No entanto, uma profecia instaurou-se no momento em que o patriarca da família, Genshi Kurama, abraçava sua fé ao leito de morte. Uma criança viria ao mundo com o mesmo dom que ele, em gerações posteriores àquela, e então o templo ruiria; não pelas mãos daquele jovem, mas pelo fim do ciclo da família Houjo. "Tudo é cíclico." Passou a estar gravado nas colossais portas de madeira das bibliotecas, alertando aqueles que ali estavam que um dia aquele berço do conhecimento iria ruir para que o futuro continuasse com seus planos.

Yoko era uma mulher de personalidade forte, vivaz, ativa; alimentava tudo que vinha das raízes do templo. Trazia consigo a vontade leal de nutrir o conhecimento ali contido e mantinha o sereno controle provindo da família principal de Mahina. Aquela com o sangue fluindo mais próximo de Genshi e a mentalidade mais próspera que os céus, aspirava com a vontade de uma líder ocupar o cargo de sacerdotisa, embora seu por direito, ocupado pela cúpula a esta altura geracional do tempo, corrupta e desvirtuada dos intuitos reais que giravam as engrenagens daquela família. Os sacerdotes haviam se acomodado; as mulheres mais novas, os vinhos vindos das uvas que plantavam naquela altitude, o monopólio daqueles que os seguiam, isso já lhes bastava. Yoko via isso e um dia, foi uma dessas jovens mulheres. Lá todas eram obrigadas à tal exposição até certa idade, quando eram livres para usufruir da sabedoria do local e da presença de outros homens em seus quartos. Alimentou consigo a chama da revolta que a movia contra aquela correnteza árdua de velhas normas e postulações que a empurravam de forma constante para trás, postulando sua conduta quando, pregava para si, que deveria ser tão livre quanto eles. Sua linhagem apenas lhe forneceu parceiros com graus mais elevados dentro da cúpula, dentre eles, o próprio Grão Mestre. Hiroshi era quem organizava aquela orquestra dentro dos limites de Mahina, manipulava e influenciava os demais companheiros de conselho através de uma técnica ilusória de alto nível desenvolvida através do controle mental estabelecido pela linhagem sanguínea; era com ele a maior parte do tempo dela, não sob sua ilusão, pois era sádico, mas sob o ódio que resultava na vontade de mudança. Yoko viu em si própria a última motivação que necessitava, gerada em seu ventre através daquela união errônea do destino; ela sabia que um filho seu não poderia viver naquela realidade.

A mulher foi livre e o que antes lia as escondidas, agora devorava por direito. O filho era tido como mais um bastardo pelo sacerdote mas visto pelos residentes como o príncipe da linhagem Houjo. O primeiro vindo de Genshi que viera homem e dentro daquele meio visto como uma bênção por sangue e por honra ao gênero. Tais rótulos traziam aversão à Yoko que acreditava sim no potencial dentro de sua prole, no entanto, sabia que o que residia dentro de si era tão importante quanto aquela identidade errônea e separatista que reinava no interior do templo. Suas conversas levaram ao conhecimento do que estava sendo feito por Hiroshi e determinada a por fim no teatro dramático em que viviam planejou, em uma noite onde os ventos uivavam mais sombrios do que de costume e traziam medo ao invés de vida à vegetação, seu golpe.

O ato que mais lhe doeu o coração foi o adeus. Ela sabia pelo o que valeria a pena morrer, havia calculado o futuro para Toyama, seu filho, mas ter que concretizar seus planos era difícil quando envolvia o garoto. O anoitecer caía quando os dois reuniam-se no quarto onde dormiam; Yoko com sua vestimenta festiva, como se aquela noite fosse o último momento lisonjeiro de sua vida, o recinto arrumado de forma impecável com seus móveis de madeira alongando-se pelas paredes e eles prostrados ao centro. Lágrimas. A meia escuridão vinda da falta de luz lhes dava intimidade e sossego. -Você não poderá lembrar quem somos. Ela soluçava baixo, abafando o choro frente ao garoto que não entendia o que acontecia. -Mas saiba que te amo, Toyama. E hoje, é por você. A mão dela lhe tocou a testa e sua memórias foram vedadas. Bloqueadas daquele instante em retrocesso e determinada a cumprir uma única ordem. -Ande até Kumogakure. E ele andou, andou até além de se cansar, sem memória de seu passado e vagando para seu futuro incerto para o vilarejo onde descobriria que morrer pelos seus ideais é algo que trouxe consigo de uma vontade ancestral; mesmo chegando à condição de rua.

Ela era fraca tecnicamente para desestruturar a ilusão aplicada por Hiroshi, no entanto, era inteligente, estratégica, e tinha consigo algo oculto. Ao encontra-lo aquela noite no salão principal, após encaminhar seu filho com a certeza de que ainda olharia por ele após aquele dia, o confrontou de forma incisiva. -Por quantos anos vem fazendo isso com a mente deles? Ela apontava o quadro com o rosto dos velhos anciões postos na paredes, logo atrás da grande mesa de mármore usada para reuniões. Ele a olhou de canto; sorriu. -Você sempre foi astuta, garota. Nos andares abaixo deles o barulho estridente de vidraças se quebrando e portas sendo arrombadas se iniciou. -Acabou hoje essa falsa santidade. Era um homem frio o suficiente para não se surpreender, apenas puxou uma cadeira e se sentou. -Bom, vejo que contou aos demais. Ela não poderia quebrar aquela técnica, no entanto, através da transferência de mente provou à todos os pertencentes a família o que se passava dentro da cúpula e a revolta de instaurou. Hiroshi estava velho demais para um combate e ela frustrada demais para aceitar que tudo aquilo ali persistisse. A explosão do edifício trouxe a ruína todos que lá estavam. Yoko havia armado a cilada para que o local simplesmente desmoronasse e aceitou que necessitava ir de encontro ao mesmo destino. Ela conhecia a profecia que os próprios anciões fizeram questão de erradicar da mente de todos, e não recusou abraça-la; apenas aplicou aquilo que sabia ser inevitável. As lendas que se estenderam na posterioridade é que ninguém realmente escapou com vida daqueles corredores e os livros lá contidos foram engolidos pelas chamas.

E hoje, onde os ventos abraçam as montanhas e uivam a noite; trazem serenidade e não só vida à vegetação. No alto daqueles cumes isolados nas terras dos trovões há um local esquecido, afundado em ruínas e perdido em memórias sombrias de um poder tão forte quanto o querer humano. Algo tão potente quanto a capacidade de alteração que habita no âmago de cada um. Yoko morreu para acabar com uma rotina infindável de sofrimento, salvou seu filho da melhor forma e pôde e colocou tudo aquilo que acreditava aprova. Ela se tornou uma heroína. Perdida entre as linhas do tempo quantas outras não estão, carregando seu fardo em silêncio e representando sua própria força enquanto o comodismo a cercava. Onde os ventos abraçavam as ideias e as permitiam voar, ainda há vontade, ainda há querer e ainda há história. Nas veias de Toyama corre o legado secreto de sua origem, porém, visível através de suas habilidades notáveis descobertas em meio às suas necessidades nas ruas de Kumogakure para conquistar seu alimento, e nas missões pela junta militar do vilarejo.

No entanto, um pergaminho misterioso surgiu certo dia sobre o parapeito da janela. O galpão era um local de difícil acesso e achou estranho. Ao abri-lo deparou-se com um brasão. -Houjo? Sua mente instigou-se e aquele símbolo nunca antes visto converteu-se em flashs remotos em sua mente. Nascera ali a vontade de reconhecer à si em seu passado e em seu passado suas verdades. O desmaio levou-o ao chão e a escuridão à viagem.

CH: 825/825; HP: 225/225; ST: 0/3

considerações:

Itens e afins:
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Vilarejo Atual

Re: [Troca de Clã] Origens! - Publicado 4/12/2019, 15:43

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