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Naruto RPGAkatsukiNão é o único, simplesmente o melhor!
Arco 11:
Reino de Lilith: PesadeloAno: 71DG
Após uma dura jornada, Shaka finalmente caiu e teve a maldição retirada de seu coração. No entanto, os problemas trazidos pela família Hattori não se extinguiram. Shion revelou ter ajudado a libertar Lilith, uma monarca da dimensão infernal, que agora está possuindo o corpo de Hyuga Katsura e libertando uma horda de seres infernais contra este mundo. O mundo corre risco de ser consumido pela maldade dessa criatura, mas não se o plano de Shion der certo: forçar Lilith a causar um evento chamado de O Grande Eclipse, onde as portas de todos os mundos e dimensões ficarão abertas, e assim permitir a ele ir ao submundo resgatar sua amada Katsura Grey para finalmente selar Lilith.
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[Filler] ─ Dollmaker: Ch. 01 - 27/10/2019, 23:49



Crescendo, eu me vi grandemente interessado em estórias de terror. Contudo, minha memória não é muito boa para certas coisas, devo confessar; talvez seja porque bati muito minha cabeça quando era uma criança – ou bateram muito a minha cabeça quando eu era criança. Desta forma, muitas das informações que eu tinha em tenra idade, embora permaneçam comigo, possuem sua origem moxinifada. Quando eu escrevo alguns pequenos contos de terror como este, então, sempre os confundo; eu li-os em algum livro? Alguém contou para mim? Ou será que isto realmente aconteceu? Existem muitas interpretações para uma única história, e minha mente busca ter todas elas. De quaisquer formas, a história é como se segue:

“Meu bisavô sempre foi um homem muito quieto. Para um homem que lutou em várias guerras sob o nome do País do Vento, você esperaria que ele possuísse pelo menos algumas histórias, e, na verdade, talvez ele tivesse. A única diferença é que ele nunca contava nenhuma delas – exceto uma. Uma vez, há vários anos atrás, nas folgas que recebia da Academia Ninja, acabei por desenvolver o passatempo de reparar bonecos e marionetes antigas. Meu bisavô, por sua vez, odiava esta tarefa, o que fazia com que as coisas fossem muito difíceis, já que eu estava cuidando dele naquela época; algo sobre minha mãe ter dito que eu teria mais responsabilidade por fazer isso. De qualquer forma, certo dia eu não aguentei mais as suas reclamações. “Por quê?”, eu exigi saber. “Qual é o seu problema com marionetes, vovô?”

Ele respirou fundo e me olhou nos olhos. “Você quer mesmo saber porque eu odeio tanto essas coisas?”

“Sim”, eu supliquei. “Por favor, vovô, me conte. Eu quero entender.”

Ele respirou fundo ainda outra vez. “Eu me mantive quieto com isso por tanto tempo. Mas, se você quer mesmo saber, você vai.” Então, ele subitamente levantou sua mão e apontou seu dedo indicador para mim: “Mas, estou te avisando agora, Sasaki, você vai desejar não ter perguntado.”

Desta forma, a história que meu bisavô me conta é a que se segue.

Quando meu avô era mais jovem, ele serviu na milícia de uma pequenina aldeia subsidiária do País do Vento, esta que não tinha condições de produzir guerreiros por si só. Até onde eu pude pesquisar a respeito do lugar, é dito como sendo relativamente pacífico. Tudo que a milícia tinha de lidar, comumente, era o ocasional roubo ou, raramente, um arrombamento. Isto é, até o incidente com o fabricante de bonecas.

Em um dos limites do pequeno vilarejo, morava um homem que fazia bonecas e outros brinquedos para angariar o suficiente para se sustentar. Meu avô o descrevia como alguém amigável mas estranho, lembrando-se também que ele tinha uma esposa e seis jovens filhas. Ele era, eu suponho, um homem excêntrico que estava sempre tentando inventar novos tipos de brinquedos e jogos para as crianças locais. Parece que, até onde eu sei, é dito que ele nunca conseguia fazê-los de uma maneira que o agradasse, já que algumas de suas “criações” acabavam sendo bizarras e demoníacas, coisas que se vê em pesadelos. Ele pegava partes de uma boneca e faria trens com elas. Ele tirava os olhos das bonecas e encheria suas cabeças com lençóis que as crianças poderiam, em teoria, puxar para fora e utilizar para brincar. Mas nenhuma de suas ideias realmente agradou, como você pode imaginar. Desta forma, o fabricante de bonecas entrou em depressão. A cada dia que se passava, ele se via mais e mais desanimado. Eventualmente, ele começou a andar sem rumo pelo pequeno vilarejo, ordenando que as crianças pegassem seus brinquedos e brincassem com eles. Ele gritaria e choraria caso elas não o fizessem. A milícia quase teve de expulsá-lo da cidade, de acordo com a forma que iam as coisas. Até que um dia, enquanto meu bisavô realizava uma de suas rondas através da pequena aldeia, a mulher do fabricante de bonecas se aproximou dele. “Senhor”, disse ela, “você deve me ajudar. Eu não sei o que fazer a respeito do meu marido. Ele me assusta.” Meu avô não pode evitar sorrir. “Bem, ele parece assustar várias pessoas, na verdade, senhorita. A maioria delas, crianças.”, ele disse. “Você não entende”, disse a moça, que aparentemente não apreciou sua tentativa humorística. “Algo está muito errado com ele. Ele não come. Ele não dorme. Eu tenho que obrigá-lo a se lavar. E, também, ele anda com um olhar estranho em seus olhos. Ele fica murmurando algumas coisas para ele mesmo, do tipo, ‘Grande e novo! As crianças devem ter algo grande e novo!’ E, a maneira que ele olha pra mim, e para as crianças... Eu tenho medo de que ele faça algo horrível!”

A partir deste momento, meu bisavô passou a levá-la a sério. De acordo com ele, ela estava quase em prantos agora, e tremendo. “Ele é violento com você?”, ele perguntou. “Não”, disse ela. “Mas eu temo que ele possa começar a qualquer momento.”, concluiu a moça. “Bem”, retrucou meu bisavô, “você pode ir direto para casa dizer para ele que se ele não voltar ao normal e parar de se comportar desse jeito estranho, a vigília da cidade terá que ir visitá-lo.” Conforme conta a história, a esposa do fabricante de bonecas parecia cética, mas agradeceu ao meu avô e se apressou em voltar para casa.

[...]

Foi neste ponto, ao contar a história, que meu bisavô deu uma pausa. Eu observei, estarrecido, uma lágrima se formar em seu olho e correr pela metade de sua bochecha antes que ele a limpasse. Eu nunca havia o visto chorar. Demorou certo tempo até que ele retornasse ao seu conto.

[...]

O fabricante de bonecas nunca foi visto depois disso. Ele não foi para a praça central do vilarejo como ele costumava fazer. Era claro que ele não tinha saído da cidade, porque as luzes em sua casa, de noite, eram vistas ligadas, mas sua lojinha nunca mais abriu depois disto. Sua esposa e suas seis filhas ainda podiam ser vistas na aldeiazinha, cuidando de suas tarefas diárias, mas até mesmo elas desapareceram após um tempo. Todos presumiram, por bom senso, que a esposa do fabricante de bonecas havia o deixado e levado as crianças embora. Outros rumores também começaram a correr; algumas pessoas diziam que o fabricante de bonecas havia ficado completamente insano. Outros diziam que ele rezava para Satã pelo retorno de sua esposa. Ninguém sabia por certeza, e toda e qualquer tentativa de contatá-lo era encontrada com um curto “Vá embora, estou ocupado!”.

A curiosidade dos aldeões a respeito do fabricante de bonecas estava principiando a se dissipar quando, certo dia, ele abriu a sua porta da frente e fugiu de sua casa. Ele parecia absolutamente terrível. Sua pele era pálida e mal se esticava para cobrir seus ossos. Grandes olheiras podiam ser notadas abaixo de seus olhos afundados. Ele parecia um verdadeiro cadáver ambulante, e mesmo assim, o sorriso em seu rosto não podia ser maior. Com grandes olhos largos e numa voz coaxada e irregular, ele corria pelas ruas gritando “Sucesso! Sucesso!”. Ele chegou até a praça central da vila onde uma pequena multidão havia se conjugado. Lá, ele gritou para todos que estavam dentro do alcance de sua voz, “Sucesso! Finalmente!!”. E então, de acordo com meu bisavô, o fabricante de bonecas caiu no chão e nunca mais se moveu. Foi confirmado apenas alguns minutos depois que ele havia falecido.

A tarefa de entrar na casa daquele homem perturbado para determinar o que havia acontecido recaiu, logicamente, sobre a pequena milícia do povoado. Meu bisavô contou que a primeira coisa que os atingiu quando entraram naquele mausoléu foi o cheiro. Então ele soube que, independente do que eles fossem encontrar, não seria bom. Mesmo assim, nada poderia tê-los preparado para o que eles encontraram: Ao entrar em sua oficina, muitas perguntas foram respondidas de uma só vez. Algo que poucos do vilarejo sabiam era que, na verdade, aquele homem não havia gritado exatamente “sucesso”, e sim uma variante estrangeira que, de acordo com uma das anciãs do pequeno vilarejo, era uma palavra similar que remetia a bonecas de fortuna, de boa sorte ou de presságio. Então a milícia entendeu porque aquela palavra estranha foi repetida tantas vezes nos últimos lampejos de vida do fabricante de bonecas – e eles também entenderam o que havia acontecido com a esposa e as filhas daquele homem. “

Curiosamente, anos mais tarde, quando revirando os pertences do meu agora falecido bisavô, encontrei um livro, tão velho quanto empoeirado, que detalhava a prática da transformação de humanos em bonecas empalhadas. Simplesmente porque você carregava isso consigo, vovô? De quaisquer formas, o conhecimento biológico e anatômico que pude extrair daqueles voluptuosos escritos foram impreteríveis para meus próprios trabalhos.

HP [1.025/1.025] | CH [3.025/3.025] | ST [0/7]


Considerações:
Mil quatrocentas e cinquenta e oito palavras me concedem cem pontos de status e a qualidade de um ponto "Conhecimento Anatômico".
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Re: [Filler] ─ Dollmaker: Ch. 01 - 28/10/2019, 01:18

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Edição de Aniversario por Shion e Senko.