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Naruto RPGAkatsukiNão é o único, simplesmente o melhor!
Arco 11:
Reino de Lilith: PesadeloAno: 71DG
Após uma dura jornada, Shaka finalmente caiu e teve a maldição retirada de seu coração. No entanto, os problemas trazidos pela família Hattori não se extinguiram. Shion revelou ter ajudado a libertar Lilith, uma monarca da dimensão infernal, que agora está possuindo o corpo de Hyuga Katsura e libertando uma horda de seres infernais contra este mundo. O mundo corre risco de ser consumido pela maldade dessa criatura, mas não se o plano de Shion der certo: forçar Lilith a causar um evento chamado de O Grande Eclipse, onde as portas de todos os mundos e dimensões ficarão abertas, e assim permitir a ele ir ao submundo resgatar sua amada Katsura Grey para finalmente selar Lilith.
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[ Treino de Sorte ] Katharsis, Parte III — Natsumi - 5/10/2019, 20:05

O que você quer dizer com “todos mortos”? O que aconteceu? — as palavras de Chinatsu para sua filha a assustou de forma com que a preocupação de outrora se transformasse em desespero. — Onde está meu tio?! — perguntou enquanto as lágrimas caiam.

Eu já estava melhor quando eu e seu pai decidirmos sair de casa a procura de seu tio…

A loira do clã Kaguya, ainda na cama, tomava o remédio que Azumi havia preparado. Com um gole ela tomava tudo de uma vez, o que assustou o Uzumaki. — Você não devia ter feito isso… — alertou o homem. A mulher o encarou com um olhar penetrante, ele simplesmente ficou quieto. — Entendi. — e assim se levantou, indo até outro quarto, pegando alguns objetos, dentre eles uma bolsa de armas, uma espada e uma bandana, esta que ele decidira colocar na frente de Chinatsu. A Kaguya via que sua bandana havia um simbolo que nunca havia visto antes. — O que significa esse símbolo? — questionou a loira. — Uzushiogakure no Sato. Minha vila. — respondeu. — Como? Havia escutado que não existiam resquícios desta vila… — indagou. — Os rumores correm e correm, no fim o que chega até alguns lugares nada mais são do que palavras jogadas ao vento, meras mentiras que foram moldadas para criar um ambiente desejado para dominação. Kumo soube que minha vila foi dizimada para simplesmente alguns caçadores seguissem com seu objetivo sem interrupção das Cinco Grandes Vilas, que viriam para defendê-la. — explicou. A mulher não sabia o que falar, apenas levantou-se da cama e pegou a bandana de seu irmão. — Vamos. — falou o homem enquanto abria a porta de sua casa.

O casal aparecia nas ruas de um pequeno vilarejo, pessoas simples que vendiam seus produtos para subsistência de sua família. Alguns que ali passavam percebiam a presença de Azumi, que estava totalmente diferente dos outros pelas suas roupas, sendo facilmente reconhecido. Destes que sabiam quem era o Uzumaki, alguns se aproximavam com um sorriso. — Obrigado, Azumi. Você salvou minha vida. — falou um homem. O ruivo apenas sorria para eles, aceitando todo o carinho que davam enquanto andava. Já sozinhos, Chinatsu estava curiosa. — O pessoal dessa vila gosta muito de você… — comentou. — Eu cheguei aqui fraco, estas pessoas me ajudaram a recuperar-me, tudo que fiz foi devolver tudo. A situação ainda está ruim, sozinho não consigo manter uma vila destas num nível alto, mas faço tudo que posso. — revelou. — Tenho que protegê-los com a minha vida. — finalizou. Eles continuaram seguindo em frente.

Alguns quilômetros a frente, a dupla chegava até outro vilarejo. Um pouco maior e mais populosa, e também um pouco mais rica. Já na entrada, Azumi parou Chinatsu. — Temos que conseguir informações, o seu irmão deve ter passado por aqui. — falou. — E onde você acha que pode saber? — questionou. — Tem um centro médico por aqui, os enfermeiros estão sempre rodeando a vila, eles podem ter visto seu irmão. — revelou, a mulher somente acatou e seguiram até lá. O caminho até o hospital foi bem… estranho. Enquanto o casal caminhava, eles percebiam alguns moradores e feirantes conversando sobre algo, uma luta. — Ele chegou no hospital todo perfurado. — disse um cara para outro. — O mercenário tinha que morrer, mas aqui salvam qualquer um. — mais a frente uma mulher comentava. Os comentários atiçavam Chinatsu, que cada vez mais pensava que era seu irmão que estava no hospital.

Chegando no centro médico, Azumi logo ia de encontro com uma enfermeira. Perguntava sobre um ninja inusitado de Kumogakure, de um clã que usava ossos. — Ossos? Merda… — falou a funcionária, ela sabia de algo. — Venham comigo. — disse enquanto seguia mais a dentro do hospital. Alguns metros mais a frente ela chegava até uma porta de um quarto. — A pessoa que está dentro deste quarto chegou a dois dias, ele está gravemente ferido, e dentro de suas feridas tinha muita lasca de ossos que não batia com o DNA dele. — informou, esperou alguns segundos e abriu a porta. — Quem está aí? — gritou o homem enquanto a porta se abria, e dela saía Chinatsu e Azumi. — Quem são vocês?! — o medo estava nítido em seu rosto enfaixado. A mulher apertou o passo em direção a cama dele, ficando a centímetros dele. — Serei rápida, me chamo Kaguya Chinatsu e quero saber, onde está meu irmão? — perguntou séria e determinada. O homem tremeu. — Kaguya? Não me diga que aquele homem feroz é teu irmão? — nem precisava de resposta para aquela pergunta. A loira simplesmente tirou um osso em formato de lâmina de seu braço esquerdo e colou no pescoço. — Melhor responder logo, se você acha ele feroz, ela é pior. — comentou Azumi. — Tá bom! Tá bom! Eu direi. — o mercenário estava tremendo mais que o comum. — O meu chefe sabia que ele ia atrás em busca de vingança, então me mandou segui-lo para uma hora matá-lo. O problema é que ele me achou primeiro e me forçou contar aonde era o esconderijo do chefe. Ele quase me matou, ele estava ensandecido, estava tomado pelo ódio. — revelou. — Se você não contar aonde ele foi, eu também estarei. — disse Chinatsu. — O esconderijo dele é em Jōmae no Sato, ao oeste daqui. — desembuchou logo de uma vez. A Kaguya retirou a lâmina de seu pescoço e saiu do quarto na mesma hora. — Obrigado por informar, tenha uma ótima recuperação. — Azumi, como sempre educado, se despediu e seguiu a mulher.

Na parte de fora do hospital, Chinatsu estava parada, esperando por Azumi. — Você ouviu o que ele disse? O meu irmão… O meu pequeno Hiro… totalmente maluco em busca de vingança. — a tristeza na voz da loira fez Azumi se aproximar e abraçá-la. — Salvaremos seu irmão. — o homem fazia carinho na mulher. Depois de alguns minutos, partiram em direção a Vila da Fechadura.

Chegava na parte da noite quando o casal se aproximava da vila citada pelo homem do hospital, porém tudo parecia tão deserto. — É aqui? — perguntou Chinatsu. — Sim, a vila conhecida por ter os melhores espiões do mundo. — respondeu Azumi. Os dois adentraram de forma silenciosa. Somente alguns lugares estavam abertos, um bar e um bordel. Conforme foram indo mais para o centro da vila, encontravam manchas de sangue e alguns corpos no caminho. — O que aconteceu por aqui? — Azumi perguntou retoricamente. Das sombras, um homem apareceu, vestido com roupas ricas, igual Azumi, seus cabelos vermelhos e longos balançavam conforme o vento. — Quando a vingança toma o controle, o homem passa a agir por instinto, e quando esse homem há um poder esmagador, ele passa por cima de tudo como um trator. Este é o cenário criado por alguém que perdeu os pais e que cresceu com o desejo de vingá-los, Kaguya Hiro, o homem agora chamado por muitos de A Fúria Kaguya. — discursou. Chinatsu se surpreendia por ele saber sobre seu irmão, e sobre sua família. — Quem é você?! — gritou a loira. — Eu? Sou só um homem que mostrou a ele algumas coisas que o ajudaram a seguir em frente com seu objetivo. — respondeu, porém, focando mais seu olhar em Chinatsu, percebia algo. — Calma… Você… Kaguya Chinatsu, estou correto? Hiro me contou muito sobre você, a pessoa mais forte que ele já conheceu, a irmã mais velha. Ele tinha uma foto com ele, e me passou antes de vir para cá. — mexeu em seus bolsos e mostrou a imagem para o casal. Era uma foto do dia em que Hiro se graduou para jōnin em Kumogakure, onde tinha somente os irmãos juntos. — Me dê essa foto. — pediu para ele. — Com todo prazer. — e assim deu alguns passos e esticou a mão, Chinatsu foi até ele, e no momento em que tocou a foto, o homem se transformava em areia de ferro. — Melhor ir rápido até a mansão da vila, poderá encontrá-lo ainda. — dizia enquanto se esvaia. — Oh… eu conheço você, ruivo. Uzumaki Azumi, o homem que se intitula a Ordem… O remanescente Uzumaki, o que dominou as mais antigas técnicas do clã lendário, onde o encontrou, Kaguya? Arrumou um belo namorado. — brincou quando finalmente não estava mais ali. A mulher guardou a carta no seu bolso. — Meu irmão ainda pode estar aqui. — e assim ela correu.

Azumi e Chinatsu seguiram até a mansão, onde havia rios e mais rios de sangue. Mais homens mortos por perfurações cada mais profundas. — Hiro… o que você se tornou? — perguntava-se sua irmã. Na frente da mansão tudo estava destruído e o casal não pestanejou em entrar.

HIRO! HIROOOO! IRMÃO, ESTÁ AÍ? — a loira gritava por seu irmão. O caminho de morte e destruição tinha uma direção linear. — Vamos seguir os corpos. — Azumi sugeriu e foi. Todas as marcas deixadas para trás levavam até uma porta, no segundo andar da mansão. A porta era diferente, mais sofisticada e que parecia indicar que era um lugar importante. — Ele só pode estar aqui. — disse a Kaguya, o Uzumaki assentiu positivamente com a cabeça, e os dois, ao mesmo tempo, abriram a porta.

O que eles viram era uma coisa que nunca teriam imaginado, um cenário de terror. Todo o chão estava ensanguentado, mais de trinta corpos ali. O estômago de Chinatsu embrulhou, colocava a mão na boca para não vomitar. Demorou alguns minutos para ela ficar melhor, e quando ficou, não se segurava para olhar todos os corpos, procurando por seu irmão. Entre guardas, mercenários, ninjas, era difícil achar Hiro, porém Azumi encontrava algo diferente de tudo aquilo. — Esse homem está sem cabeça. — falou o Uzumaki, a alguns metros de Chinatsu. Ela se aproximou e analisou o corpo, não era o irmão dela, as roupas eram finas, parecia o líder dali. Azumi procurava dentro dos bolsos e achava algo, um broche de duas espadas, e seus olhos se arregalaram por alguns segundos, mas logo retomava a calma e guardava no bolso. Chinatsu virou-se para procurar mais, e num relance, via o corpo de seu irmão, abaixo de outro. — HIRO! — ela correu até o corpo, tirando o outro de cima. Via o rosto do seu irmão todo desfigurado, quase impossível de reconhecer, mas ela conseguia saber que era ele. — NÃO… NÃÃÃÃÃÃÃÃO! — a mulher caía em lágrimas. Azumi aproximou-se dela, colocando a mão no ombro dela. Ela, sentindo o toque dele, abraçou-o com força. — Sinto muito, Chinatsu. — o homem também ficava emocionado. — Ele conseguiu se vingar pelo menos… — disse chorosa e soluçando, olhando mais uma vez para o corpo. — Obrigado por estar comigo, Azumi. — a mulher largou o corpo e beijou o homem, que aceitou e continuou. Depois do beijo, ela enxugou seu rosto. — Você voltará para Kumo? — perguntou o homem. — Não… — respondeu. — Para onde você vai? — perguntou mais uma vez o Uzumaki. — Irei aonde você for. — Chinatsu aproximou-se dele e pegou em sua mão, o homem corou e sorriu.

Os dois saíram da mansão, Azumi carregava o corpo de Hiro, e no jardim enterraram ele, de forma digna. E assim rumaram para casa quando já estava amanhecendo.

Quando estavam fora da Vila da Fechadura, uma nuvem de areia de ferro e um homem com um manto negro se aproximavam do túmulo de Hiro, desta nuvem surgia o homem ruivo que se dizia um professor de Hiro. — Eles acreditaram… Tolos. — disse o ruivo. — Cale-se, minha irmã acha que morri, me enterrou com um sentimento angustiante de perda. — disse o homem, que não se podia ver o rosto. — Você que fez essa escolha, trocou de corpo para evitar ser seguido… — o ruivo rodeava o túmulo. — Aliás, você aprendeu rápido o processo, estou orgulhoso. O que fará agora? — perguntou com um sorriso no rosto. — Ele não era o mandante, era somente um capacho de merda. Irei atrás de todos acima dele. — falou com raiva em sua voz. — Para onde iremos? — mais uma pergunta era feita. — País da Terra.

O ruivo se transformou em pó novamente, enquanto o homem assumia uma forma de cobra branca e entrava no solo.

Meu tio está morto… — Natsumi começava a chorar. Chinatsu virava o rosto. — Filha, acho melhor continuarmos isso amanhã, a história é longa… — sugeriu. A jōnin olhava para ela com os olhos lacrimejados, não tinha muito o que rebater, ela levantou e foi para o seu quarto. Chinatsu e Okamoto também foram.

No quarto do casal, os dois estavam sentados na cama. — Você vai contar tudo? — perguntou Ken. — Tudo o quê? — duvidava a Kaguya. — Ela vai achar que o tio dela está morto. — comentou. — Se eu contar, ela irá atrás dele, e será pior. Ainda tenho que contar sobre o pai dela… — falou.

Os dois foram dormir, enquanto Natsumi, na sua cama, chorava e chorava…

Considerações:
Treino de Sorte: 2069/1000

Tópicos para ler (em ordem):
-- Asphyxia
-- Katharsis, Parte I
-- Katharsis, Parte II

Terá parte 4...
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Re: [ Treino de Sorte ] Katharsis, Parte III — Natsumi - 6/10/2019, 12:13

@ Nota: 02.

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King Of The Dead - B.B
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Edição de Aniversario por Shion e Senko.