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Naruto RPGAkatsukiNão é o único, simplesmente o melhor!
Arco 11:
Reino de Lilith: PesadeloAno: 71DG
Após uma dura jornada, Shaka finalmente caiu e teve a maldição retirada de seu coração. No entanto, os problemas trazidos pela família Hattori não se extinguiram. Shion revelou ter ajudado a libertar Lilith, uma monarca da dimensão infernal, que agora está possuindo o corpo de Hyuga Katsura e libertando uma horda de seres infernais contra este mundo. O mundo corre risco de ser consumido pela maldade dessa criatura, mas não se o plano de Shion der certo: forçar Lilith a causar um evento chamado de O Grande Eclipse, onde as portas de todos os mundos e dimensões ficarão abertas, e assim permitir a ele ir ao submundo resgatar sua amada Katsura Grey para finalmente selar Lilith.
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Ícone : [Filler de Sorte] “Ele” É o que Está em Toda Parte HKIv36V

[Filler de Sorte] “Ele” É o que Está em Toda Parte - 17/9/2019, 23:05


Angell Hyuuga
[ HP: 1200/1200 | CH: 2400/2400 | ST: 00/05 ]
[ Byakugou no In: 500/500 ]


O fogo crepitava nas tochas há horas acesas por alguém que ela não conhecia. Grilos estridulavam em todo canto ao redor dela, vez ou outra interrompidos por um coaxar tímido ou um piado sonolento àquela hora da noite – ou já não era madrugada e ela sequer tinha percebido? Estava quente, quente demais para a época do inverno, mas ainda assim a neblina começava a baixar, cobrindo-a da cabeça aos pés. Ela já não via mais a lua, que, cheia, brilhava majestosa em seu ponto mais alto no céu noturno até pouquíssimos instantes antes – as nuvens tinham coberto o astro por completo, para a desolação e a melancolia dela.

E agora... o que fazer com aqueles pedaços de papel que ela tanto insistia em manter tão bem escondidos entre os dedos de suas duas mãos? Ela queria se livrar deles – de todos eles! –, talvez alimentando as chamas nas tochas, talvez sujando o laguinho que tinha ali perto... mas não tinha um pingo de coragem para fazê-lo; continuar agarrada a eles, pressionando-os periodicamente com toda a sua força, parecia menos doloroso. Se ele pudesse ler tudo que ela andava escrevendo – e sim, para ele mesmo! –, o que não deveria pensar? Seria ele capaz de contar a ela tudo que ela mais esperançava no mundo? Ou será que ele destroçaria os sonhos dela de uma vez por todas? Dizemos... isso se ele tivesse a coragem que ela não tinha.

Mais um aperto, mas não mais dos dedos dela contra os tais pedaços de papel; de seus próprios lábios um contra o outro. Ah!, mas bem quisera ela que fossem de seus lábios contra os dele!, de seus braços contra os dele!, de seu corpo todo contra todo o corpo dele! Bem quisera ela poder ao menos tocá-lo!, vê-lo diante de seus olhos tão foscos!, fazê-lo lhe ouvir! ...se é que ele fosse querer se aproximar dela, também – talvez isso fosse só mais outra incerteza. Havia medo demais no abismo que só se mostrava cada vez mais largo, longo e profundo entre eles dois.

A primeira gota veio arder contra a maçã direita do rosto dela. Fê-la elevar seu rosto novamente, cujos músculos já começavam a se contorcer em um misto de curiosidade e preocupação; alguém tinha marcado chuva para aquela semana, que também logo menos encontraria seu fim – faltava pouco menos de dois dias –? Não, não; era apenas mais outro imprevisto, ela tinha certeza absoluta. Porém, não era como se ela um dia tivesse tido condições de enfrentar imprevistos; nem antes nem agora ela sabia como se esquivar de mais essa intempérie em sua vida. Se ao menos o problema estivesse só no fato de ela voltar ensopada para casa...

Mas havia os pedaços de papel. Sim, os mesmos pedaços de papel aos quais ela insistia em se manter agarrada tão desesperadamente – só porque os ditos cujos significavam nada mais, nada menos que “ele”, visto que ele, o próprio, sequer tinha como se fazer presente. ...ou apenas não fosse capaz de contar a ela, sabe-se lá por qual motivo, que, na verdade, não queria se fazer presente. E o que ela poderia dizer sobre isso?, contra ele?, a seu favor?

...não, ela não podia dizer nada; nunca pôde. Tudo que podia era fazer; então ela bem fazia: escrevia para ele as coisas que precisava que ele soubesse, apesar de esperançar jamais deixá-lo saber da maioria – se não de todas elas –, e, logo depois, se agarrava à sua própria melancolia. Mas, daquela vez, nem mesmo o céu noturno tinha a intenção de abandoná-la para que sofresse sozinha; chorava para ela, para, através de tal choro, começar a se unir a ela.

...mesmo que ela estivesse determinada a reagir.

Sim, ela abaixou novamente seu rosto, trouxe suas duas mãos, outra vez fechadas com toda a força, de encontro a seu peito, como se esperasse poder atravessar até mesmo seus ossos com elas, alcançar seu próprio coração – até porque o dele era inalcançável – e guardar do maior ao menor dos fragmentos dele dentro de si para todo o sempre. Ela precisava protegê-lo com tudo que tivesse, mesmo que não soubesse ainda de que, mesmo que não conseguisse assumir nem isso a ele.

Mas o céu também reagiu; engrossou a chuva que mandava até ela, em uma tentativa de abraçá-la... mas, na verdade, desesperando-a. E a única forma na qual ela conseguia pensar para se esquivar era trocar o céu, enfrentando a terra para tal, por ele.

Ela afastou seus cotovelos de seu corpo, correu até a primeira tocha e a golpeou pela direita, derrubando-a. ...só para despertar definitivamente a terra, que se uniu ao céu sem hesitação alguma e apagou o fogo da tocha caída.

Mas ela não desistiu; correu até a segunda tocha, arrastou-a até a primeira e a golpeou também, já que, derrubando-a na frente da companheira, poderia interligar ambas e, assim, começar a construir sua ponte sobre o abismo – sim o abismo que apenas servia para apartar eles dois –, que, agora, ela percebia que sempre tinha sido a terra.

E a terra novamente reagiu: apagou o fogo da segunda tocha.

E o céu também novamente reagiu: engrossou mais uma vez a chuva e apagou o fogo das demais tochas.

Mas ela persistiu, por mais que tanto o céu quanto a terra, agora aos poucos se unindo um ao outro, ousando até mesmo acumular mais e mais água logo abaixo dos pés dela, tentassem impedi-la.

Até que, finalmente, ela derrubou a última tocha – esta já tão distante da primeira – e se aventurou a correr sobre sua ponte terminada, esquecendo-se de todos os medos que um dia tinha sentido. Agora o céu e a terra não eram nada além de obstáculos que ela superaria, fantasmas que ela deixaria lá em seu passado. ...e apenas para ela poder alcançar seu tudo: ele. Ela estava determinada a reagir! Por ele!

...mas o céu e a terra estavam tão determinados quanto, e, juntos, tinham conseguido ludibriá-la ao apagar as tochas todas: a ponte dela acabou sendo construída ainda mais às cegas que o planejado e a levou ao laguinho que tinha ali perto, onde – e ela sequer notou! – os sapos tinham se escondido das gotas ardentes da chuva e, por isso mesmo, parado de coaxar. Mas como ambos tinham tanta certeza de que ela não sabia nadar? Quando ambos a tinham feito se virar para cima, para finalmente vê-lo, surgido como que por um milagre ali à beira do laguinho? Por que ambos a forçaram tão cruelmente a escolher entre se desprender dos fragmentos dele para tentar alcançá-lo e continuar agarrada aos fragmentos dele por – provavelmente – não ser capaz de alcançá-lo? Era a última escolha dela...

...e ela não conseguia ver se a mão dele estava estendida em sua direção.


“But it’s the only thing that I have.”


Informações:

Considerações:
Filler (em 1.127 palavras) para obtenção de 0~2 pontos de sorte.
Narrativa focada no desenvolvimento psicológico da personagem (e por isso a essência metafórica).
Não tem uma continuação; o “desfecho” é para ficar a encargo da imaginação do leitor, mesmo.
Habilidades usadas:
Bolsa (??/?? espaços):
Equipamentos e itens:

[Filler de Sorte] “Ele” É o que Está em Toda Parte I8a3yhX
Thunderjaw’s Bracelet
Rank:
A
Classe: Raro.
Descrição: Um item de natureza peculiar que outrora pertencera ao núcleo de processamento responsável por controlar as habilidades de uma besta metálica formidável. Na ótica mundana, um mero bracelete, encrustado por pedras preciosas de origem desconhecida, que se adéqua perfeitamente ao pulso de seu portador. Sua única habilidade é uma forma muito mais simplória que a habilidade do Thunderjaw: quaisquer ninjutsus direcionados ao seu portador, de Rank B ou inferior, uma única vez a cada 3 turnos, tem imediatamente sua trajetória alterada como se retornasse para o conjurador. Essa habilidade necessita de 30 pontos de chakra para ser utilizada. Esse item não pode ser evoluído.

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[Filler de Sorte] “Ele” É o que Está em Toda Parte Scre1755
[Filler de Sorte] “Ele” É o que Está em Toda Parte D5NZRF4Olá, eu sou a Angell.
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Re: [Filler de Sorte] “Ele” É o que Está em Toda Parte - 25/9/2019, 19:52

Nota: 02. A narração não foi entediante, e não teve erros de português e nem de coerência. Seria legal usar isso pra um próximo filler, mas parabéns mesmo assim.
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Edição de Aniversario por Shion e Senko.