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Alvorecer
Arco 04
Ano 17 DG
Verão
A queda do pastor cobrou um preço altíssimo do mundo ninja: o golpe final trouxe ao mundo um tempo de dor e sofrimento; fome e pobreza retornaram às ruas, a violência triplicou, os antigos heróis caíram ou ficaram desacreditados. Mas, um pouco perto do amanhecer, a Hydra, que até então se mantivera em silêncio, mostrou-se das sombras, trazendo oportunidades de emprego e uma esperança para salvar o mundo dessa mais nova calamidade. Líderes ninja não tiveram escolha senão se arriscarem em tratados suspeitos para conseguir manter firmes seus lares e seus soldados. No entanto, os reais planos da Hydra ainda continuam sendo um grande mistério.
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Shion
Fundador do RPG Akatsuki, Shion é responsável por manter o bom funcionamento de todas as áreas do fórum há mais de 10 anos. Completamente apaixonado por RPG e escrever, hoje é o principal responsável pelo desenvolvimento de toda a trama desse universo baseado na arte de Kishimoto.
Shion#7417
Angell
Angell é jogadora de RPG narrativo desde 2011. Conheceu e se juntou à comunidade do Akatsuki em fevereiro de 2019, e se tornou parte da administração em outubro do mesmo ano. Hoje, é responsável por desenvolver, balancear, adequar e revisar as regras do sistema, equilibrando-as entre a série e o fórum, além de auxiliar na manutenção das demais áreas deste. Fora do Akatsuki, apaixonada por leitura e escrita, apesar de amante da música, é bacharela e licenciada em Letras.
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Oblivion é jogador do NRPGA desde 2019, mas é jogador de RPG a mais de dez anos. Começou como narrador em 2019, passando um período fora e voltando em 2020, onde subiu para Moderador, cargo que permaneceu por mais de um ano, ficando responsável principalmente pela Modificação de Inventários, até se tornar Administrador. Fora do RPG, gosta de futebol, escrever histórias e atualmente busca terminar sua faculdade de Contabilidade.
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Oi!

Rawr
Genin
Rawr
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FILLER - Nunca mais. - Publicado 11/9/2019, 21:40


Nunca mais
~1405 palavras~


E
u estava remexendo em minhas gavetas velhas, à procura de fotos antigas da mamãe, afinal, estava chegando perto do meu aniversário, e ela sempre passa o dia comigo, estando aqui ou não. Finalmente achei uma que ela sorria, olhando para um pequeno e frágil bebê em seu colo de cabelos dourados. Uma pequena lágrima se formou em um dos meus olhos. Abracei a foto, como querendo abraçá-la também.

Estava virando de costas e fechando a gaveta quando senti que um pedaço de madeira a trancava. Voltei minha atenção novamente à peça e percebi que se tratava de um pequeno baú. Curiosa, ajoelhei no chão para desvendar o que havia ali dentro. Coloquei a foto de minha mãe ao meu lado, e abri o pequeno objeto, e qual foi minha surpresa ao rever fotos antigas minhas com Daniel, meu ex-namorado. Além das fotografias, haviam também nossas antigas alianças e uma pequena carta que ele havia escrito para mim.

Olhar tudo aquilo fez meu estômago revirar. Não havíamos terminado bem, e certamente não queria ter contato novamente com ele. Abri a carta, e lentamente, engolindo todas as palavras, li:

"Meu anjo, meu amor por ti é fogo que arde, queima, machuca. Mas eu gosto.
Te quero mais do que qualquer outra pessoa poderia querer.
Gostaria de poder estar te sentindo, te tocando agora, mas estamos longe.
Sinto muito em não ser uma pessoas melhor, mas eu quero melhorar.
E preciso de você pra isso.

Com amor, do seu Daniel."


Quis vomitar ao reler tudo aquilo. Os sinais estavam ali, como eu não notei? "Te quero mais do que qualquer outra pessoa poderia querer." Clássica frase de qualquer relacionamento abusivo.

Mesmo eu sendo apenas uma adolescente, eu sei o que vivi, o que passei nas mãos desse dito "homem". Minha barriga dói de lembrar cada coisa que tive de suportar em nome do "amor" dele por mim, e da minha dependência por ele.

Sentei-me no chão, sentindo meus ombros pesarem e minha cabeça começar a latejar.

Nosso relacionamento começou muito bem, na verdade. Eu tinha 15 anos, ele 16. E Daniel parecia ser o homem dos meus sonhos, de verdade. Olhos escuros, cabelos negros, mais alto, de corpo esguio e mãos leves. Trazia-me flores, escrevia cartas com lindos poemas e frases, nunca me diminuira por ser surda, e ele achava legal, pois não tinha de falar nada quando estávamos juntos, apenas nos abraçávamos e sentiamos nossos corações baterem em uníssono.

Pouco tempo depois, começamos a sair com os amigos dele, todos mais velhos do que eu. Eu via que conversavam muito rápido, mas nem sempre acompanhava os assuntos. As vezes, me cansava de tentar ler e simplesmente ficava lá, existindo. E o garoto moreno não se dava ao trabalho de tentar me explicar, mas eu relevava, ele estava lá com os amigos, certo?

As coisas foram piorando, quando, em uma dessas pequenas reuniões, comecei a notar certos olhares sobre mim, e risadas após comentarem algo. Eram muitas pessoas para acompanhar, eu não conseguia pegar tudo, e quando perguntava à meu namorado, ele simplesmente me mandava dar o espaço dele, pois ele estava conversando com os amigos e poderiam falar sobre qualquer coisa. Fiquei brava, perguntei se estavam fazendo piadas de mim, tomando proveito de minha deficiência para seus motivos ridículos.

Então, foi o que houve. Daniel se enfureceu, me puxou pelo braço e me colocou para fora de sua casa. "VOLTE SOZINHA ENTÃO, SUA PARANOICA" - Ele gritou, percebi pela expressão em seu rosto. Me abandonou, naquela noite de inverno, que chovia muito forte. Tive de ir sozinha, sem guarda-chuva ou casaco, pois tinha ficado em sua casa.

Quando cheguei em meu lar, minha avó saiu correndo prover cobertas e roupas quentes para mim, dizendo que não deveria voltar para ele, e eu concordei com tudo.

No dia seguinte, logo depois do almoço, Daniel apareceu na minha porta, segurando um lindo buquê de flores. Ajoelhou-se aos meus pés, pedindo desculpas, e entregou-me a aliança. A mesma que está no baú hoje. Eu não tive como dizer não. Ele chorava, pedia perdão, dizendo que me amava.

Continuamos nosso relacionamento, mas as coisas só pioravam, e eu estava, além de surda, cega. Não ouvia ou via as piadas, coisas ruins e mentiras que contava para mim e para outros. Me agarrava forte pelo braço quando eu dizia algo que não gostava, me afastou de minha avó e do meu trabalho como ninja, me obrigava a fazer coisas que eu não queria.

Eu era dependente psicologicamente dele. Chegou em um ponto onde eu não conseguia fazer nada, a não ser que ele me dissesse como fazer, com quem fazer, que horário fazer. Minha avó, dona Pinako, ficava muito triste e preocupada. "Como pode uma ninja depender tanto de um garoto comum?" - dizia, enquanto costurávamos juntas. Tudo que eu falava era controlado por ele, os assuntos e tópicos, era proibida de dizer qualquer coisa sobre nosso relacionamento. E quando eu dizia algo que fugia minimamente dos assuntos aprovados, ao chegar em casa, era recebida com xingamentos, que iam desde "Burra", "Ignorante", até "Namorada de merda".

Meus cabelos haviam perdido o brilho, meus olhos estavam sempre tristes. Sentia minha força sendo sugada de mim cada vez que o via, mas ainda sim eu precisava ver ele. Parecia que o garoto era minha força, mas ao mesmo tempo, era ele quem me fazia tão mal. Eu sabia que aquilo era errado, no meu âmago eu sabia que tudo aquilo era errado... mas parecia tão certo.

Tipo... ele me amava, certo? Ele dizia que me amava muito. E óbvio que me amava, ele me dava flores. Me escrevia cartas. Me beijava apaixonadamente. Nem todas as vezes eu queria um beijo tão forte, mas tudo bem, ele era meu namorado, e ele me amava. Eu devia isso à ele.

Porque, segundo ele, se ele não me amasse, ninguém jamais me amaria. E na minha cabeça, isso era verdade. Quem amaria uma kunoichi tão fraca, e ainda por cima surda? É óbvio, só ele poderia me amar.

Passei a mão nas bochechas, que derramavam lágrimas, lembrando de cada momento, cada coisa ruim que ele me fizera passar. Toda vez que me humilhou, que me xingou. E eu não me defendia, pois pra mim aquilo era amor. O amor dele por mim. Era meio bruto, mas fazer o quê? Era o amor dele.

Até que chegou o fatídico dia do meu aniversário. Nos últimos tempos, eu só queria ficar deitada, dormir, não me comunicar com ninguém que não fosse ele. No meu dia, como chamo meu aniversário, eu quis fazer uma pequena festa, para amigos próximos e família (e não iriam dar muitas pessoas no total). Ele apareceu, com seu humor que eu já achava natural àquela altura. Cenho fechado, respostas curtas e mal ligava para minha presença. Eu usava uma roupa que cobria meus braços, para que não aparecessem as manchas roxas em minha pele clara.

Chegaram os primeiros convidados, e Daniel mal se dava ao trabalho de conversar, mas ouvia tudo que eu falava. Foi quando eu estava conversando com minha amiga de infância, Kia, falando sobre nosso namoro, e o moreno se enfureceu. Puxou meu braço que já estava dolorido das agressões, levou-me ao meu quarto e me ameaçou de morte. Eu simplesmente congelei quando o garoto desceu à cozinha e voltou com uma faca na mão.

Nessa hora, eu me dei conta de tudo que estava acontecendo, do que vinha acontecendo há quase um ano, me levantei e usei os selos de mão do Carneiro, Javali, Touro, Cachorro e Cobra e apliquei Kawarimi no Jutsu, aparecendo atrás dele com uma Kunai.

"Se você chegar perto de mim de novo, sua garganta vai ser completamente destroçada." O cheiro de urina subiu ao meu nariz, e Daniel concordou com a cabeça, saindo de minha festa. me joguei no chão e chorei.

Por horas.

Kia subiu, me encontrou com a kunai em mãos e contei o que havia acontecido. Ela chorou junto comigo.

Lembrando de tudo isso, só consigo sentir nojo desse garoto, que me fez depender psicologicamente e me abusou de todas as formas possíveis.

Respiro fundo, coloco tudo de volta no baú e levo-o até a lareira. Nesse frio, um fogo não faria mal. Acendo a fonte de calor, e coloco o baú com todo seu conteúdo ali dentro.

Inspiro, segurando a foto de mamãe.

"Nunca mais."

225/225 HP | 225/225 CH

Itens:

Ténicas usadas:




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'Schrödinger
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Re: FILLER - Nunca mais. - Publicado 11/9/2019, 22:48

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O sistema me usa e eu uso o sistema.
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