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Naruto RPGAkatsukiNão é o único, mas simplesmente o melhor!
Arco 10:
RemanescentesAno: 69DG
Hanatarō olha para a vila do topo do prédio do Departamento de Pesquisa. Há dois anos era uma salinha no fim do laboratório geral da vila, agora tinha seu próprio prédio tão alto quanto o próprio escritório do Kazekage. Hanatarō sorri vendo as pessoas andando felizes na nova vila construída graças aos avanços científicos realizados com a inteligência de Takura, sua mentora. Antes, ele só via uma vila pobre, com construções de areia frágeis, com um horizonte desértico, dependendo de outras vilas, inclusive de Konoha, para conseguir sobreviver, mas agora... Sunagakure estava grandiosa novamente e tinha comprado sua independência. As construções ainda tinham porções de areia, mas eram forjadas em metais nobres, em ouro, em prata, criando grandes casas e prédios. As lojas estavam cheias de especiarias únicas, pois o trabalho de encontrar certos ingredientes se tornou muito mais prático desde que a vegetação voltou a florescer nos arredores da vila; onde antes era só deserto agora possuía vielas de relva, florestas, rios e uma fauna cheia de roedores, mamíferos e carnívoros.
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[Saída] Perdedor? Antes vivo do que morto. - em 3/9/2019, 14:25

A missão corria bem, Haseo e eu estávamos em sincronia quase que perfeita, apesar de termos nos conhecido a pouco tempo. Encontrar um Aburame em Iwagakure no Sato e no meio de uma missão era sonho realizado, afinal, mesmo sendo impossibilitado de voltar a vila da Folha, minhas raízes mantinham-se fortes por ela, por meu clã e tudo mais. Lutar pela Vila da Pedra não era algo que havia imaginado, não mesmo e isso aos poucos atrapalhava minha atuação na missão que pelo visto tratava-se de uma com ranqueamento ''S'' ou maior. O caos que se instaurava por conta dos possíveis invasores aos poucos mexia com minha cabeça conforme me deparava com os corpos mortos, diversos dilacerados, faltando membros e afins. O que mais me chamava atenção em todo o caos nos arredores do castelo era diversas crianças com partes dos corpos explodidas, na maioria das vezes, sem metade do corpo. A cena em si era chocante, em pensar nas vidas perdidas por meio da guerra provavelmente ocasionada por sede de poder. — Não aguento mais isso aqui, não posso ao menos imaginar nas famílias dessas crianças, se é que ainda estão vivas, pensando em como os filhos morreram e sem conseguirem executar um enterro digno. — Meus pensamentos ao decorrer da jornada continuavam martelando no mesmo mesmo, sempre remetendo a imagem dos corpos infantis ensanguentados, mortos e sem os membros. Olhar na direção de Haseo e ver que o mesmo não expressava se quer uma reação com relação as mortes me frustava ainda mais. Não era possível acreditar que um Aburame, sangue do meu sangue, pudesse ser indiferente com toda a situação.

Conforme íamos progredindo na missão mais trabalhos apareciam, me sobrecarregando aos poucos e pela mentalidade levemente prejudicada, não conseguia realizar as ações com precisão, ainda mais quando se tratava de coordenar os movimentos dos insetos e rastrear possíveis corpos feridos, mas com sorte, ainda vivos. A complexidade em manipular os insetos tornava-se um fardo e sem a maestria típica dos Aburames, me via indefeso e sucessível de falhas aonde colocaria não só minha vida em perigo como também os de meus companheiros, principalmente de Haseo, o Aburame e todos os civis indefesos que foram vítimas das explosões terroristas. Um bom exemplo era a vítima de intoxicação por pequenas larvas de abelhas como Haseo havia descoberto, analisando completamente o corpo inchado do homem que aparentemente trabalhava na cozinha do castelo. A cena das larvas movimentando-se pelos buracos criados ao comerem a carne e pele da vítima me fazia ter ansiá de vômito, fazendo com que eu segurasse firme na frente de minha dupla e do frente da missão, que acompanhava a inspeção de perto.  — Já chega, não consigo mais. Deu. Não posso ver mais pessoas sofrendo, minha cabeça não aguenta todo esse sofrimento, não mesmo.  Desculpa por te abandonar no meio de todo esse caos, Haseo, mas infelizmente não estou preparado pra isso. Falhei como ninja. — Dizia conforme corria contra a direção que deveríamos ir, abandonando a missão por consequência. Cerca de três lágrimas de choro começavam a cair sobre meu rosto, pensando em como seria a reação de meu pai ao perceber que seu filho tinha abandonado uma missão de alto nível por não aguentar ver a chacina criada pelos terroristas. Isso é, se ele conseguisse voltar da missão que estava realizando fora da vila.

A passos lentos após ter me distanciado o suficiente do castelo do Daimyo e com a consciência pesada de ter abandonado meu grupo, mesmo que não tendo laços muitos fortes com quase todos, tirando Haseo por conta de nossos laços do clã, me via agora próximo aos portões da vila podendo escutar ainda os gritos de alguns cidadães da Pedra. Em cima de um dos maiores penhascos que circundam a vila, colocava minha destra em cima do peito esquerdo, escutando meu coração palpitar diversas vezes por alguns segundos. Imaginava como seria a aceitação de todos da vila, mesmo não sabendo por hora que eu estava encarregado da missão mais importante para a vila, pelo menos nos dias de hoje. Falhar, ou ser desertor como é o meu caso em uma missão tão importante traria impactos imensuráveis para minha vida como ninja e como cidadão da vila. É lógico que não esperava precisar viver durante muito tempo em Iwagakure no Sato, afinal, minha alma estava em Konohagakure no Sato e só de pensar naquela vila rodeada por florestas cheia de insetos e animais peçonhentos rodeando toda a vila. Enfim, não era hora de pensar sobre isso agora, não mesmo. Antes precisava voltar pra vila, me instalar e pensar em um jeito de redescobrir meu espírito ninja e vontade de vencer, afinal, meu espírito de luta tinha se quebrado totalmente após desertar no meio da missão.

Chegava em meu apartamento pequeno, localizado na periferia da vila. Deitava em minha cama sem ao menos retirar as vestes sujas de poeira, precisava de algumas horas deitado só pensando sobre os acontecimentos.

Ch; 200 l Hp; 200 l St; 0/4

Afins escreveu:- Esse filler está sendo feito para sair do evento de Iwagakure como solicitado pelo narrador @Hachidaime
- 827 palavras de 800 necessárias.
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Vilarejo Atual

Re: [Saída] Perdedor? Antes vivo do que morto. - em 3/9/2019, 14:35

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