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Naruto RPGAkatsukiNão é o único, simplesmente o melhor!
Arco 11:
Reino de Lilith: PesadeloAno: 71DG
Após uma dura jornada, Shaka finalmente caiu e teve a maldição retirada de seu coração. No entanto, os problemas trazidos pela família Hattori não se extinguiram. Shion revelou ter ajudado a libertar Lilith, uma monarca da dimensão infernal, que agora está possuindo o corpo de Hyuga Katsura e libertando uma horda de seres infernais contra este mundo. O mundo corre risco de ser consumido pela maldade dessa criatura, mas não se o plano de Shion der certo: forçar Lilith a causar um evento chamado de O Grande Eclipse, onde as portas de todos os mundos e dimensões ficarão abertas, e assim permitir a ele ir ao submundo resgatar sua amada Katsura Grey para finalmente selar Lilith.
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[Filler] ─ Sunlit Garden - 26/8/2019, 18:14



O orfanato “Jardim Iluminado Pelo Sol” (Hakubitei) era, em sua totalidade, extremamente peculiar. Ele não servia apenas como um orfanato para crianças com habilidades ímpares – o que por si só já o tornava singular – mas também servia como uma espécie de pré-escola, algo que não era realmente visto em qualquer outro país ao longo de todo o continente. Desta forma, as órfãs utilizavam o local por tempo integral, todos os dias, como sua própria casa, enquanto as outras crianças, cujos pais às colocaram ali, chegavam ao local por volta do meio-dia, ficando aos cuidados dos funcionários do “Jardim”, como era comumente referenciado, até o fim do expediente – por volta das dezenove horas, isto é. Isto permitia que as crianças abandonadas por seus pais tivessem contato com outras da sua idade cujos quais elas não estavam acostumadas, aprimorando assim suas habilidades sociais e permitissem que tivessem amigos e algo para ansiar para o próximo dia. Tão único era o funcionamento do orfanato e tão bem-sucedidos eram os seus diretores na execução de seu funcionamento que múltiplas vezes o estabelecimento foi elogiado internacionalmente, ganhando prêmios e visitas de pessoas dos quatro cantos do mundo conhecido em determinadas épocas do ano. A prosperidade e a graça popular que o orfanato havia atraído duraram por vários anos. Em um destes anos de ouro da instalação, uma amizade improvável se formou. Mais improvável que a própria presença de duas crianças problemáticas num local tão prestigiado e reputado.

[...]

– Ei, o que você tá fazendo? – Assomava a voz meninil ao ambiente antes silencioso, povoado apenas pelos sons dos pássaros cantando e de pessoas à distância com milhões de conversas paralelas. O dono da voz acriançada possuía um cabelo atípico, azul, e pele pálida. Já aquele que possuía o único par de ouvidos que captaram as suas palavras, era completamente diferente; cabelos loiros, lisos, olhos enegrecidos. Não demorou até voltar seus olhos para aquele que se aproximava, com uma expressão curiosa, mas desconfiada, se esta expressão fosse possível. – Estou jogando pedra nos trens que passam. – Ergueu sua cabeça, sendo seguido por aquele de cabelos azuis, que também olhava para onde quer que a figura estranha aos seus olhos esteja olhando. Notou, quando o fez, que uma plataforma de trem realmente se erguia logo adiante da cerca que delimitava seus espaços. Lembrou-se, então, de ocasionalmente ouvir o barulho do grande maquinário passando por ali durante as aulas. Mas, ao invés de esclarecer, apenas mais dúvidas surgiram na mente do azulado. Abriu sua boca para fazer outra pergunta, já que era curioso, mas foi interrompido: – Eu gosto do barulho que faz. Além disso, às vezes eu consigo quebrar uma janela, e é bem legal. Mas o que vale mais pontos é quando eu consigo fazer sair uma faísca do trem. – Elaborava o loiro, sem tirar seus olhos profundos dos trilhos que ficavam suspendidos no alto. A sua curiosidade improvável despertou um sentimento similar em seu ouvinte confuso. O silêncio que ameaçava se instalar ali foi rapidamente dispersado; inicialmente, pela vibração dos trilhos. Depois, pela atordoante buzina do trem, anunciando, á distância, que se aproximava. – Ah, tem mais um vindo. Tente. – Convidou o amarelo para o azul, estendendo-o a mão com uma pedra. Ressabiado como um gato, o azul olhou para a pedra, que repousava sob a mão alva daquela criança, como que se estivesse fazendo vários cálculos complicados. Balançou sua cabeça, por fim, desanuviando seus pensamentos num súbito, agarrando a pedra oferecida com sua mão esquerda, levantando-se ao ver o trem se aproximar. Atirou-a, portanto, no momento de aproximação. Ambos observaram – o loiro, com um grande sorriso, e o azul, com o cenho franzido em curiosidade – conforme a pedra se aproximava de seu destino. Com uma rota muito bem tracejada por acidente, a pedra atravessou o vidro da frente e um dos vidros laterais, arranhando a lataria na entrada e na saída, banhando os cacos de vidro que caíam com as bruxuleantes faíscas que dançavam até tocar o chão. A criança de cabelos azuis, Haseo, não se assustou com o grande estrago que sua pequena pedra causou, mas com os gritos entusiasmados da criança de cabelos loiros, Kōga.  – Você me assustou! – Queixou-se o azul, com o susto, dando-o um chute desengonçado e raivoso.

Desde o dia em que se juntaram para destruir vários trens – cujas conseqüências passarão melhor sem ser mencionadas –, ambas as crianças desenvolveram um forte laço de amizade uma com a outra. Descobriram que nenhum dos dois era um órfão, e visitavam o “Jardim” apenas nos dias úteis, enquanto suas famílias estavam ocupadas. Eram quase vizinhos também, já que possuíam residências a poucas quadras de distância uma da outra. Não era atípico vê-los juntos, no anoitecer, após o expediente letivo, brincando sobre como ambos eram ninjas extremamente fortes e salvavam mais uma vez o mundo de uma ameaça. – Mas, sabe, Haseo. Não dá pra gente continuar brincando assim... A minha família é muito má. Eles nunca me deixariam ser um herói. – Interrompia a criança loira, interrompendo a corrida espalhafatosa de seu companheiro. – Cala a boca, Kōga! A minha também é, mas nem por isso vou desistir. Nós vamos ser os mais poderosos. E aí, tanto faz se nossa família deixa ou não. Vai ser as nossas regras! – Ralhava Haseo, incomodado por ter sua gloriosa corrida heróica interrompida, sem perceber que estava dando uma nova luz para seu quase irmão de criação.

Vários meses se sucederam que forjaram profundamente um laço de amizade entre os dois; laurearam um pouco mais de maturidade, então perceberam o quanto eram excluídos das outras crianças. Ambos sofriam por ter uma aparência incomum, não virem de uma família rica ou estruturada e por terem desenvolvido uma tendência violenta em determinadas situações. Portanto, a solução mais fácil era depender de suas mentes férteis para escapar da realidade esmagadora; em um dia, podiam ser um ninja cujo poder ocular é o mais temido de todos. No outro, um inteligente e astuto ninja capaz de conjurar técnicas de transferência de mente. No outro, pode ser um ninja visceral e selvagem que depende de seu companheiro canino em lutas acaloradas. Todos os dias eram assim. O branco e o azul perdiam suas próprias identidades por algumas horas enquanto colocavam ambos os seus pés na dimensão subconsciente em que tudo dava certo. O que doía eram os seus joelhos ralados, e não seus corações quebrantados. Sempre que a situação piorava, a mente dos dois trabalhava em dobro para colocá-los em um lugar duas vezes melhor do que o último. Dia após dia, chegavam mais perto do fundo do poço e mais perto de tocarem os céus ao mesmo tempo.

– É estranho – Dizia Haseo, anos mais tarde, revisando memórias desta época enquanto compartilhava uma xícara de café com Kōga. – Eu realmente acreditei que tudo era real naquela época, sabe? Acreditava ser um Yamanaka perdido, ou algo do tipo. Não, não digo que eu realmente acreditava. – Indagava-se o jovem de cabelos azuis, buscando, no ar, as palavras corretas para descrever aquilo que sentia. – Eu simplesmente queria acreditar. Eu queria acreditar com tanta força que, em um ponto, eu achava que por querer tanto que fosse verdade, se tornava verdade por alguns instantes. – Balançava a xícara de chá para um lado e para o outro, num movimento circular, intercalando meus olhares entre o meu ouvinte, agora de cabelos pretos, o líquido, marrom, e a água, branca, que caía congelada, visível através das janelas ornamentadas da cafeteria. – Por que eu acho que fazíamos aquilo? Bem, acho que é bem óbvio, Kōga. A nossa realidade era uma merda. Ainda é, pra ser sincero, só que agora nós conseguimos lidar com ela como homens. Éramos apenas moleques, é isso. – Concluía o ninja, vestido de acordo com sua classificação, todo de preto. – Sim, já terminei. – Respondia Haseo ao se levantar. Cada um dos dois ocupantes da mesa deixava um par de moedas de ouro que pagavam pela bebida que acabaram de ingerir. – Heh. Não acredito que consegui te fazer tomar café. – Era o som final de que aqueles dois estiveram ali, seguidos por um suave sino atrelado na porta que se fechava atrás de ambos.

Agora do lado de fora, os cabelos azuis de um dos membros da dupla era coberto por uma toca escura, atada à jaqueta que trajava. Um fundo expirar de ar quente saía de sua boca, anunciando sua ação com uma pequena nuvem de vapor visível mediante o grande frio que fazia no momento. Fitando os dois lados com uma carranca, Haseo não era mais capaz de conter suas palavras: – Mas que frio do caralho. Pra onde você vai? – Questionava por fim, liberando outra pequena nuvem de vapor de sua boca enquanto pressionava seus músculos com as suas mãos, como um meio abraço em si mesmo, friccionando a jaqueta neste local buscando se aquecer. Ouviu as palavras do homem que o respondia. – Tudo bem. Nos vemos amanhã, então. Se cuida, irmão. – Despediu-se do homem de cabelos negros, imediatamente ambos se separando, deixando pegadas opostas para os lados opostos que trilhavam.

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Re: [Filler] ─ Sunlit Garden - 26/8/2019, 22:16

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Edição de Aniversario por Shion e Senko.