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Naruto RPGAkatsukiNão é o único, simplesmente o melhor!
Arco 11:
Reino de Lilith: PesadeloAno: 71DG
Após uma dura jornada, Shaka finalmente caiu e teve a maldição retirada de seu coração. No entanto, os problemas trazidos pela família Hattori não se extinguiram. Shion revelou ter ajudado a libertar Lilith, uma monarca da dimensão infernal, que agora está possuindo o corpo de Hyuga Katsura e libertando uma horda de seres infernais contra este mundo. O mundo corre risco de ser consumido pela maldade dessa criatura, mas não se o plano de Shion der certo: forçar Lilith a causar um evento chamado de O Grande Eclipse, onde as portas de todos os mundos e dimensões ficarão abertas, e assim permitir a ele ir ao submundo resgatar sua amada Katsura Grey para finalmente selar Lilith.
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Estação: Inverno

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Vilarejo Atual

[Filler] Cicatriz. - 18/8/2019, 13:21

 Mesmo agora, já passados tantos anos que me aposentei dessa vida de soldado de Konohagakure e vivo unicamente do campo, não mais ceifando mas sim semeando, ainda me lembro muito claramente de todas as histórias e como elas se relacionam com cada cicatriz que não desapareceu de meu corpo pela capacidade regenerativa de minha linhagem; olho cada traço, linha e xis em minhas mãos e braços e consigo evocar com perfeição a história. Há uma em particular, essa da cicatriz que vai numa linha reta da base de meu polegar até a base do dedo mínimo, na palma, que eu gostaria de me pôr a recordar agora. Não porque é motivo de alegria, nem porque se relaciona a alguém especial, pois em si ela é um tanto mórbida como a história a ser contada; há desespero, há esperança e tudo se intercala até o final, mas gosto desta principalmente pelos cheiros e sons que evoca na minha mente, tudo é tão vívido de tal forma que me lembro ainda de que estou vivo, mesmo nessa vida monótona que escolhi deliberadamente, nalgum cantinho muito distante do País do Fogo e que, com sorte, eu não saberia dar as exatas coordenadas nem sob tortura. Aqui, o vento desce de alguma montanha distante e vem soprar nas plantações, sacode o trigo e o milho, varre planícies vizinhas onde a relva selvagem se ergue acima do homem mais alto, ocupando o terreno com sombras longas e uma brisa gelada; existe um pequeno riacho que corta o descampado um quilômetro distante, gosto de dormir ao som da água corrente; os animais, embora abundantes, preferem se refugiar noutros lugares mais distantes, onde não há homens como eu que ficam de plantão sentado numa cadeira de madeira e enxada na mão, espantando pássaros e outros animais quadrúpedes que vem mordiscar o que estiver crescendo na estação.

A missão era para ser simples, relativamente, ao menos. Recebi a carta que me imcumbia da tarefa ainda em casa. Lembro-me que estava sol, era algo próximo ao meio dia, mas não sei se para mais ou para menos. Recolhi as coisas e caminhei um tanto despreocupado até os portões, pois se tratava de uma missão de nível B e então eu já havia realizado algumas S e outras A que julguei serem perigosas demais para o meu gosto e mesmo assim eu sobrevivera a todas. Que males haveriam de surgir numa tarefa tão simplória de escolta? O grupo pelo qual eu era responsável se constituía de três homens de aparências que eram espantosamente semelhantes: carecas, roliços e ricos. Fomos todos numa carruagem de quatro lugares, que por sorte era larga o suficiente para não me apertar enquanto dividindo banco com Tanaka, um dos homens. Sequer parecia algo passível de esforço meu, pois fomos por algumas horas ininterruptas sacolejando sob o puxar dos cavalos, com ocasionais buracos na estrada de terra batida para dar uma levantada na parte da traseira do veículo, quando isso acontecia, todos os bocejos se interrompiam e os olhares se arregalavam; eu permanecia inerte, impassível, porque ainda subestimasse o perigo daquela tarefa não o fazia assim tão descaradamente. E então, foi quando tudo aconteceu. Vi pela fresta da cortina que o céu escurecia e a chuva começou a cair de repente, nos pegando todos desprevenidos. O avanço da carruagem se interrompeu de pronto e quase fui atirado na direção dos outros dois homens que me encaravam no banco frontal ao meu. Mas logo depois recomeçou e seguimos em calmaria, apesar de eu escutar o aguaceiro que caía violentamente ao nosso redor, por alguns minutos. Por fim, caímos.

Não sei ao certo como tudo aconteceu, mas me lembro da sensação vertiginosa que foi dar uma volta completa no ar e então ver toda a lateral feita à madeira se despedaçar na queda. Devo ter fraturado alguns ossos pois meu corpo recebeu todo o impacto enquanto estava colado à porta. O interior da carruagem foi esmagado pelo próprio peso e Tanaka morrera no mesmo instante. Os outros dois sobreviveram. Dei um jeito de sair da carruagem e arrastar os dois ainda vivos para fora comigo, a cena não era bonita. O par de cavalos caíra sobre o guia e ele morrera na hora. Visualizando o terreno eu não conseguia determinar onde nos encontrávamos, pois no ímpeto de chegar logo ao fim da coisa eu sequer lera os planos de viagem que me haviam sido encaminhados junto com a carta da missão. Não era exatamente mata, como na Floresta da Morte, mas isso era tudo que eu sabia. Olhei para minha mão direita e vi o corte que quase a abrira ao meio, a dor só me acometeu quando notei o ferimento. Foi como ter um metal arranhando o osso e então um estalo surdo que me cegou momentaneamente; os banqueiros assustados demais para perceber a extensão de meus ferimentos e, milagrosamente, quase nada os acometera. As costelas também pulsavam de dor e cada respiração era um suplício. Meu corpo, devido aos vários dias sem comer, tardavam a regenerar os ferimentos prontamente. Dei um jeito de enviar a dupla para explorar o terreno, coisa que só fizeram quando insisti com gritos cada vez mais altos e autoritários, para que eu pudesse comer um dos corpos. Me desculpei para o morte mas ele certamente já não estava nesse mundo. O homem dos cavalos levara uma vida muito mais humilde do que Tanaka e mesmo assim o banqueiro morto me era respeitoso demais para ter sua vida findada num banquete canibal sangrento. Me desculpei novamente e ingeri um braço; outro braço; mais desculpas e uma perna; a outra perna; o tronco era demais para mim, como se a presença de uma coração, ossos, pulmões e tudo o mais que constituíssem sua singular humanidade me fossem demais para suportar. Enterrei o corpo. O timing fora perfeito, pois a dupla logo voltou e eu bem sabia que eles meramente haviam dado algumas voltas até onde sabiam conseguir retornar ao local do acidente. Sentei sobre os destroços na carruagem, num banco improvisado que também fiz para os dois, e, não me lembro como, fiz uma fogueira para que passássemos a noite. É tudo que me lembro por hoje, deixo o resto para depois.
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'Schrödinger
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Re: [Filler] Cicatriz. - 18/8/2019, 15:10

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O sistema me usa e eu uso o sistema.
King Of The Dead - B.B
One Who Has Triumphed Over Adversity
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Edição de Aniversario por Shion e Senko.