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Naruto RPGAkatsukiNão é o único, simplesmente o melhor!
Arco 11:
Reino de Lilith: PesadeloAno: 71DG
Após uma dura jornada, Shaka finalmente caiu e teve a maldição retirada de seu coração. No entanto, os problemas trazidos pela família Hattori não se extinguiram. Shion revelou ter ajudado a libertar Lilith, uma monarca da dimensão infernal, que agora está possuindo o corpo de Hyuga Katsura e libertando uma horda de seres infernais contra este mundo. O mundo corre risco de ser consumido pela maldade dessa criatura, mas não se o plano de Shion der certo: forçar Lilith a causar um evento chamado de O Grande Eclipse, onde as portas de todos os mundos e dimensões ficarão abertas, e assim permitir a ele ir ao submundo resgatar sua amada Katsura Grey para finalmente selar Lilith.
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o desconhecido, iroet - 17/8/2019, 22:41

Meus passos lentos levaram-me a um lugar desconhecido pela sabedoria humana. Uma caminhada de três dias, um deserto escaldante, e apenas um odre com pouca água haviam me levado chegar até aqui. Os dias foram quentes, quase insuportáveis, mas as noites foram piores. O frio penetrante do deserto sob o luar é tão gélido quanto o país da água. Água. Eu preciso de água! Minha garganta continua seca desde o último gole, um dia atrás, do odre que mantinha em minha cintura. Como consegui esse odre? Essa é uma longa história, a primeira desde que saí em minha caminhada. Um dia depois de partir de Iwagakure, já me encontrava desidratado pelo erro de esquecer uma garrafa de água na geladeira, em casa, inexatamente a uns cem quilômetros da onde me encontrava. Não tinha vontade de retornar e, não sei se conseguiria permanecer vivo por tanto tempo.

Eu estava começando a enlouquecer. O sol parecia rir de minha pessoa. Idiota!, era o que ele diria para alguém tão burro. Como uma morador do deserto seria capaz de esquecer sua garrafa de água depois de morar tantos anos nele? Pois é, pura idiotice, e um pouco de memória fraca. Pouco e lentamente andava. O corpo desobedecia os comandos do cérebro, que constantemente mandava-me descansar. Isso, no entanto, seria minha ruína. Eu tinha certeza que se parasse para descansar, por menor que fosse o tempo, não conseguiria retomar minha jornada. E que jornada! Sabia que o sol seria mais forte quanto mais andasse, mas não tinha ideia, até então, que de noite o calor desaparecia, e em seu lugar seu antônimo dava as caras.

Era minha primeira experiência em sentir tanto frio. Na vila, em Iwagakure, o tempo sempre parecia o mesmo, rotineiro e comum. Nunca muito quente e nunca muito frio. Já havia me acostumado com esses altos e baixos, mas nunca com tão altos e tão baixos. E, claramente, anotei isso em um caderno que sempre carrego comigo, no qual sempre arquivo novos conhecimentos, como: No profundo deserto, o ar durante o período noturno se torna congelante; Nota extra: Trazer um casaco mais denso que sirva tanto para proteger do sol quanto do frio. Foi, durante esta noite, que um encontro inesperado aconteceu. Enquanto rastejava pelas areias e sentia frio, uma silhueta apareceu de repente de trás de uma duna. O corpo robusto, forte e alto evidenciava um homem, no entanto, o breu do escuro escondia suas feições. Pude notar o seu aproximar, já que o mesmo andava em minha direção.

—— O rapazinho precisa de ajuda?
—— Não! —— menti, precisava muito de ajuda.

Era claro que ele também percebia isso. Um garoto se arrastando pelo deserto, com os olhos e boca secos, que denunciavam o desgaste do corpo desidratado. Nenhuma garrafa de água e nenhum animal para locomoção. Tudo indicava que eu estava necessitando urgentemente de ajuda, o que, para minha sorte, o homem ofereceu novamente.

—— Não precisa bancar o independente —— grunhiu ele, como se realmente me conhecesse. —— Já encontrei outros na mesma situação. Garanto, são mais do que você pode pensar.
—— E o que você fez? Ajudou eles para depois os matar? —— Minha garganta ardeu ao proferir essas palavras.

Devo dizer que essa foi uma acusação muito idiota. Mas eu não conseguia pensar direito, meu cérebro já tinha fritado com o calor, e agora congelava com o frio. Não havia parado para pensar que estaria insultando a minha única salvação em um raio de centenas de quilômetros. Felizmente, o homem não se importou com minhas 'doces' acusações, pelo contrário. Os risos foram altos e roucos, como se tivessem vindo de alguém muito velho.

—— Sabe, essa é a primeira vez que um estranho me chama de enganador e mentiroso. Você é bem cauteloso, não é? —— perguntou-me calmamente, enquanto prostrava-se em minha frente, onde agora podia tomar conhecimento de seu rosto. Ou não. O homem trajava uma roupa grossa feita da pele de algum animal, algum que eu não conhecia. Era marrom escuro, quase preto, os pelos grossos e grandes, e em algumas partes possuía manchas brancas. A pele cobria-o por inteiro, desde sua cabeça até os pés. Um pequeno buraco para entrar o ar encontrava-se na parte onde possivelmente estaria o nariz dele, e outros dois para os olhos.

Não me importei com a pergunta dele, afinal ele tinha acertado em cheio. Sempre fui muito cautelosa com as pessoas, principalmente com desconhecidos no meio do deserto. Devo dizer que isso acontece pelo trauma que adquiri referente a alguns acontecimentos trágicos pelos quais sofri quando mais jovem. Entretanto, essa peculiaridade já havia me salvado uma vez, e quem sabe ela não volte a me salvar no futuro.

—— Eu preciso de água. —— Cedi, a sede estava realmente me matando.

Nada ele disse. Tomou um odre com sua mão direita, que antes estava escondido por debaixo da pele que vestia, e o arremessou ao chão em minha frente. Agarrei-o como um tigre pega sua presa, vorazmente querendo tomar um gole de água, embora tenha sido impedida antes que o pudesse fazer.

—— Cuidado —— advertiu o homem, segurando meu ombro ao dizer o restante. — Esta é a única água que carrego, não tome tudo, mas apenas o suficiente. Não quer ficar sem ela de novo, não é?

Ele estava certo. Destampei o objeto e com duas goladas experimentei o líquido ali contido. Era água. Não parecia nada diferente de qualquer outra que já havia tomado, mas parecia muito mais refrescante do que todas as outras. Creio que isso aconteceu pelo fato de estar sedenta, quase morrendo por aquilo, no sentido literal.

—— Obri...gado. —— agradeci, embora a palavra tenha saído entrecortada e forçada. Não queria tê-lo de agradecer, preferia nunca fazer isso. Mas a situação era inesperadamente diferente de qualquer outra, pareceu-me justo dizer aquilo, embora não entendesse o porque dele ter me ajudado, pois sequer conhecia-me, não?

Quando deixei de olhar para o odre que ele tinha me dado após ter bebido um pouco de seu líquido e voltado minha atenção para onde o homem estava, dei-me com os olhos encarando o vazio. Em um simples passo de mágica o ser desapareceu. Nem rastros nem vestígios sobraram de sua presença. Nem mesmo havia deixado pegadas para trás. Era como se nunca tivesse existido e aquilo tudo fosse projetos de minha imaginação. No entanto, o odre ainda estava em minha destra e o frescor da água ainda me refrescava. O que teria sido aquilo?

Me levantei das areias e chacoalhei-me para que o restante dela saísse de minhas roupas. O frio ainda podia ser sentido, mas agora havia saciado um pouco do desejo de beber água, então deveria continuar o meu percurso. Guardei o objeto em minha cintura e retomei minha caminhada. Quando estava para partir, observei algo caído no chão e me atentei ao que poderia ser. O objeto, por incrível que pareça, era um casaco negro acolchoado com lã. Seria este um item que o homem havia deixado para mim? Muito misterioso. Coloquei-o em meu corpo e pude, finalmente, sentir-me protegida do frio.

Outros dois dias se passaram, e eu me encontro agora no terceiro dia de caminhada. O destino para o qual caminhava, enfim chegou. O enorme castelo em ruínas à minha frente era singular e parecia ser muito antigo. Algumas elevações rochosas despendiam pontes estreitas para chegar e sair da estrutura distinta. Formado e esculpido em uma rocha gigante, um projeto moldado pelos antigos homens, cujo quais não conheciam o chakra. Uma construção achada por mim, embora tenha pensado que o homem que havia encontrado anteriormente tinha vindo desta mesma direção. Uma coincidência?

Curioso como sou, adentrei o recinto em busca do novo e inédito.

Considerações:

Filler com 1271 palavras. 100 de status + 100 pelo bônus da meta do mês ter sido cumprida.

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Re: o desconhecido, iroet - 17/8/2019, 22:50

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