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Naruto RPGAkatsukiNão é o único, simplesmente o melhor!
Arco 11:
Reino de Lilith: PesadeloAno: 71DG
Após uma dura jornada, Shaka finalmente caiu e teve a maldição retirada de seu coração. No entanto, os problemas trazidos pela família Hattori não se extinguiram. Shion revelou ter ajudado a libertar Lilith, uma monarca da dimensão infernal, que agora está possuindo o corpo de Hyuga Katsura e libertando uma horda de seres infernais contra este mundo. O mundo corre risco de ser consumido pela maldade dessa criatura, mas não se o plano de Shion der certo: forçar Lilith a causar um evento chamado de O Grande Eclipse, onde as portas de todos os mundos e dimensões ficarão abertas, e assim permitir a ele ir ao submundo resgatar sua amada Katsura Grey para finalmente selar Lilith.
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Estação: Inverno

Blackfeather'
Genin
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[Filler] Um mundo sem heróis - 17/8/2019, 21:28

[Filler] Um mundo sem heróis 126b0d10

Um mundo sem heróis
~1013 palavras


O
caminho e a ordem que deveriam ser seguidos para se alcançar um estado de maturidade no sistema, era essa a definição de resiliência que Asami detestava. Adquirir esse tipo de posição, o que freqüentemente a assustava, talvez fosse um dos maiores pesadelos que queria evitar. Essa parte da historia traça exatamente isso, o momento em que Asami, desperta de sua catatonia, perde completamente o desejo de estabelecer qualquer forma de vinculo com qualquer um que fosse.

“Menina... Menina...”

A neve caía lentamente brincando no ar, debaixo de uma ponte, aquecida com o que aqueles pobres moradores podiam fornecer, a garota abria seus olhos, aqueles mesmos olhos que admiravam Asa, os mesmos olhos que descobriu numa vida de merda algo que fizesse sentindo, depois viu fluir a explosão de ódio e sangue e apenas olhou para suas mãos, aquelas pequenas, frias e pálidas mãos que Asa disse ter sentindo, no interior dela, o mais sincero calor, como se um vinculo entre aquelas mãos e as mãos dele tivessem sido criadas e materializadas muito antes daquele encontro, e que aquela condição de pobreza, de miséria, fosse apenas o caminho pelo qual aquele encontro deveria ser realizado.

“Asa... Asa!”

Pensou ter dito em voz alta, mas era sua voz que não saía, presa aquela condição miséria, abriu a boca e sentiu o ar frio preenchendo todo o seu corpo, depois sua visão foi se tornando mais clara e viu dois velhos, um senhor e uma senhora, em roupas de pratos, analisou a feição deles levemente alegres.

— Eu... Eu...

Lágrimas escorreram de seus olhos numa ultima tentativa de se mostrar humana, rapidamente secaram, por fim, entendeu tudo, entendeu a falsa ordem estabelecida no mundo, compreendeu que a morte nada mais era que a desculpa pra não matar, pra deixar nascer, pra fazer florescer! Nada daquelas coisas que sua vó disse fazia sentido, pelo menos não mais. A morte já não era o combustível da desordem para criar uma nova ordem, não, na verdade a morte era a tentativa mais pura de se criar um mundo de desordem, contudo, essas falsas interpretações sociais apenas tentavam esconder de que o universo, naturalmente, era propenso a desordem.

— Não tente levantar menina, pobrezinha, acaba de se recuperar de um trauma, o que faremos Pai-san?

— Não temos como cuidar dela pra sempre...

O homem visivelmente se remoia, era um homem bondoso assim como Asa e isso enchia o coração da Chinoike de raiva, a bondade nunca serviu pra coisa nenhuma na vida dela, na verdade, todas as coisas boas se mostraram fracas, refém daquele mundo, destruir tudo, sim, destruir a bondade, que na verdade é tudo, que é o que faz o universo fluir, destruir a bondade era o que deveria ser feito, apenas isso fazia sentido em seu coração...

— Pre-preciso de água.

Levantou-se e bebeu uma água suja, cor esverdeada e cheiro forte e característico, chegou por fim no ponto mais baixo que o ser humano poderia viver e, no seu ato de bondade suprema, olhou aos velhos e partiu cambaleando, eles, obviamente, não foram atrás dela, pois sabiam da nobreza de sua ação, a verdade era essa, não podiam sustentá-la e nem ela agüentaria formar um vinculo com alguém.

“Asa você morreu Asa, você não existe mais no mesmo mundo que eu, estou sozinha Asa e você prometeu que ficaríamos juntos, você mentiu assim como minha vó, você é um mentiroso, um perdedor e mentiroso!”

Seu rosto não tinha mais nenhuma expressão, as vezes sorria ao pedir esmolas mas tão pouco parecia natural essa sua atitude. Tinha perdido completamente a vontade de sentir qualquer coisa positiva, e mesmo já não via sentido em forjar sentimentos ou usá-los num modo automático para que de alguma forma pudesse comover a sensibilidade das pessoas.
— Preciso urgente de dinheiro e não tenho nada... Talvez eu deva voltar pra casa e falar com minha vozinha? Será que ela ainda vive lá com aquele inútil?

Pôs em seu coração isso, foi até o local onde viveu grande parte de sua infância, sentiu vontade de correr como a criança que era em direção aos braços de sua querida matriarca, de abraçá-la, de comer os deliciosos bolos de queijo doce que fazia, de se deleitar num chá preto, quente, delicioso naquele inverno, de brincar até mesmo com pessoas que ela julgou que nunca sentiria falta. Pousou a mão sobre o portão, sentiu a frieza da madeira que parecia dizer: “Ande, saia daqui! Vivemos muito melhor sem você!”

A porta se abriu e sem som era estalado, como estivesse se rompendo. As pessoas brincavam, corriam, sorriam, algumas se viraram, muitas delas nem reconheceram Asami e trataram de expulsá-la

— Parem! Minha vó é dona disso aqui! Obasan! Obasan! — gritou vertendo em lagrimas a medida que era jogada de novo para fora, não sabia o que fazer ninguém a atendera.

Um homem se aproximou, mais um daqueles com olhar piedoso, de nojo, de desprezo, aquele olhar sujo que os ditos bondosos tem, esses míseros covardes, cúmplices de toda a violência que caiu sobre ela, seu espírito estava perturbado, sorriu, não sabia mais como reagir as coisa e apenas sorriu, abriu um sorriso tão elástico e não natural que qualquer pessoa que a visse daquele jeito poderia morrer gargalhando.

— Asami...

— Tio Onoki. — Era assim que ela e sua querida Obasan chamava aquele velho senhor, um dos moradores mais antigos daquele lugar.

— Asami, sua vó se mudou pra uma vila distante, ela já não mora aqui há uns meses, parece que aquele senhor, nossa, esqueci o nome, levou ela pra bem longe daqui.
Pronto. Asami estava completamente destruída e uma nova criatura surgiu a partir dali, voltou as ruas e ali morou por mais algum tempo, perdeu a noção do quanto rastejou por entre aquelas ruas, por quanto evitou conversar e quantos sorrisos falsos emitiu para conseguir convencer as pessoas de que no fundo, só estava desesperada, mas nada, nem ninguém, seu coração havia se esfriado e se tornado uma pedra, tão fria, tão perversa que a Asami de um mês atrás não se reconhecia, o mundo dos ninjas não possuía heróis.





OFF

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Re: [Filler] Um mundo sem heróis - 17/8/2019, 21:37

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O sistema me usa e eu uso o sistema.
King Of The Dead - B.B
One Who Has Triumphed Over Adversity
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Edição de Aniversario por Shion e Senko.