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Naruto RPGAkatsukiNão é o único, mas simplesmente o melhor!
Arco 10:
RemanescentesAno: 70DG
Hanatarō olha para a vila do topo do prédio do Departamento de Pesquisa. Há dois anos era uma salinha no fim do laboratório geral da vila, agora tinha seu próprio prédio tão alto quanto o próprio escritório do Kazekage. Hanatarō sorri vendo as pessoas andando felizes na nova vila construída graças aos avanços científicos realizados com a inteligência de Takura, sua mentora. Antes, ele só via uma vila pobre, com construções de areia frágeis, com um horizonte desértico, dependendo de outras vilas, inclusive de Konoha, para conseguir sobreviver, mas agora... Sunagakure estava grandiosa novamente e tinha comprado sua independência. As construções ainda tinham porções de areia, mas eram forjadas em metais nobres, em ouro, em prata, criando grandes casas e prédios. As lojas estavam cheias de especiarias únicas, pois o trabalho de encontrar certos ingredientes se tornou muito mais prático desde que a vegetação voltou a florescer nos arredores da vila; onde antes era só deserto agora possuía vielas de relva, florestas, rios e uma fauna cheia de roedores, mamíferos e carnívoros.
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Vilarejo Atual

[filler] A verdade sobre tudo - em 17/8/2019, 19:34


HP:925CK:1275 ST: 00/07


As vezes quando tudo parece estar indo de mal a pior a gente pensa que nada pode deixar a situação mais precária, no entanto, como um bom sábio uma vez ''nada é tão ruim que não possa piorar'', e eu como um bom e inteligente aluno sempre dei a razão para as palavras dos mais sábios, o que de fato era uma grande tolice, visto que sempre fui cético para diversas coisas uma delas era as relações sanguíneas que as pessoas tinham, será que elas valiam realmente alguma coisa. Eu olhava para meu pai e não me enxergava nele, era como se estivesse olhando para um estranho, e foi nesse pensamento que minha vida começou a degringolar de uma maneira exponencial, era como se alguns reflexos da minha realidade começassem a se revelar, de um jeito que jamais havia sentido, uma maneira que eu não tinha nenhum controle afinal eu era realmente filho dele?

Minha mãe sempre se referia ao meu pai com certo desgosto, nunca sequer trocaram carícias ou palavras de afeto, e por este motivo principalmente este, que uma pulga começava a coçar atrás de minha orelha, mas valeria a pena confrontar ela diretamente ou apenas deveria me fazer de bobo enquanto ela achava que estava por cima? Tinha que ser de um jeito sutil tão sutil quanto o toque da seda, com absoluta certeza eu arrancaria a verdade dela custe o que custar, ela não poderia mais me enganar, não a mim, somos frutos do meio em que vivemos, ela é um gênio ninja, eu sou um prodígio com um poder latente que ninguém jamais vai ver, e isso é o que basta, ela me treina para isso, ser alguém que não depende dos outros para nada, mesmo as vezes dando valor excessivo para a minha vila e também algumas outras coisas.

- Eu vou arrancar essa verdade nem que seja a força, e pronto. De hoje minha mãe não passará. - foi então que dirigi-me para os arredores da vila onde costumávamos treinar todos os dias antes do pôr do sol, e lá estava a srta Romanov, sorridente com aquela mesma empáfia que eu tinha, debochada e com uma espada na mão - Oi mãe. - disse em tom seco, aproximando-me dela com passos lentos enquanto sacava a Kokuto de lâmina negra que era minha arma favorita em toda a terra, respirei fundo e complementei meu cumprimento - Hoje vamos fazer um treino diferente? Quem vencer terá direito a um prêmio de sua escolha, uma pequena aposta entre mãe e filho, como de costume. - ela franziu o cenho como se estivesse começando a se dar conta do que estava prestes a acontecer, claramente, ela não era boba mesmo.

Ela riu e assentiu com a cabeça - Se meu filho se sente confiante para me enfrentar em um combate direto, não vejo nenhum problema, ah e parabéns por sua promoção para Tokubetsu Jounin, Lax. - ela balançou a lâmina ao redor do corpo, fazendo todas as folhas que estavam ao seu redor balançarem e a terra levantar a poeira. É, ela estava realmente focada, ou irritada por ser desafiada por um garoto de 14 anos, mas isso não importava, nossas habilidades não estavam muito distantes, a diferença era somente a experiência que ela tinha de sobra, porém um golpe de sorte podia definir o rumo de qualquer luta, de qualquer momento, só um segundo importava para isso, e eu tiraria proveito dele para derrotar ela e arrancar toda a verdade.

Desembainhei a espada levemente com o dedão, esperando qualquer movimentação dela para reagir antes de ser golpeado. E ela não me decepcionou, ao ouvir a Katana sair 1 centímetro da bainha, avançou com uma sede de sangue que eu jamais havia sentido, recuei um passo e esperei o primeiro movimento dela, um golpe descendente com a lâmina, com a canhota saquei a kokuto, aparando a mesma com certa dificuldade logo após desviando para o meu lado oposto o golpe dela as duas lâminas faiscaram e o som de aço com aço tomou conta de todo o terreno, ela era mais poderosa que eu imaginava, então não poderia me dar ao luxo de somente me proteger deveria atacar.

Girei o corpo para enquadrar o outro golpe,deslizando a ponta da arma no chão por todo o movimento, golpeando de baixo para cima com o rosto tomado de irritação por ser pressionado por ela e logo após surpreso pela ruiva defender somente com o punho da espada - Essa é chamada de defesa irregular. Quando defendemos um golpe sem usar a lâmina e sim o pulso da espada.- a ponta da kokuto havia sido parada milimetricamente antes de acerta-la, droga.

-Vou lhe apresentar algo diferente então. Mamãezinha. - chutei o joelho dela frontalmente e logo após empurrei e empunhadura da kokuto em direção ao rosto de minha mãe, acertando-lhe o nariz em cheio, fazendo com que a mesma recuasse alguns passos, esfregando o pequeno fio de sangue que desceu pela narina - Então essa é sua forma de lutar?  Aproveitando deslizes e improvisando? Quem diria que eu iria baixar minha guarda em uma luta contra você? Não vou cometer esse erro mais uma vez. - ela deu um tapa no próprio rosto, retomando o foco de maneira impressionante.

-Pois é, não posso ser dependente de você para sempre, que tal terminarmos isso em um único golpe? - questionei e provoquei, segurando a espada com ambas as mãos a frente do rosto, no mesmo instante jurei que ouvi um rosnado vindo dela, bom, isso não era algo legal, porém era tarde demais para retroceder.

Frente a frente, ambos seguramos as espadas da mesma maneira e avançamos um na direção do outro o mais rápido possível, diminuímos a distância entre os dois efetuando ambos os golpes instantaneamente, no entanto uma pequena artimanha minha foi executada, corri a pegada as mãos para a extremidade mais ao fim do cabo, ganhando assim alguns centímetros de vantagem, encerrando o golpe com o fio encostado no pescoço dela, e a espada dela encostada no meu antebraço.

-Acho que ganhei, não é mesmo? - sorri com desdêm ao ver que ela admitira a derrota - Então, mãe, quem é meu verdadeiro pai, e por que você me esconde isso? - questionei abaixando a lâmina e embainhando a mesma, e observando as feições da ruiva atentamente.

-Como eu imaginava, você se deu de conta. - suspirou cravando a espada no chão - Na verdade eu e você somos membros de uma linhagem sanguínea conhecida como uma das mais poderosas que existem. Os Uchiha. - naquele instante um mal estar me ocorreu, era como se o peso do mundo estivesse caindo sobre meus ombros uma sensação de vazio existencial, mas ao mesmo tempo a curiosidade - Por que eu nunca consegui desenvolver nada então? Tem certeza que sou um? - questionei mais uma vez, com a voz quase embargada.

- Sim, você é um. -  minha mãe executou alguns selos de mão e deu um tapa em minha testa a sensação de queimação tomou conta de meu corpo, junto com um turbilhão de sentimentos que conflitavam diretamente a escolha de minha mãe, por que ela havia feito aquilo? Por que me enganar durante todos tempo? Era uma coisa que dificilmente entenderia pelo fato de não ter conhecimento de nada - Eu selei isso quando você nasceu, por isso nunca despertou nada, porém  nunca deixou de ser um prodígio, só que sem nenhum afloramento de kekkei genkai.

- P...Por que escondeu isso de mim? - ajoelhei-me levando as mãos a cabeça tentando manter a sanidade mental, respirando fundo para controlar tudo aquilo - Pela sua proteção, Laxus, os poderes de nosso clã são desejados em todas as partes do mundo, eu não podia te perder como perdi seu pai, não suportaria essa carga, ficaria louca. - respondeu se ajoelhando e colocando a mão em meu ombro enquanto as lágrimas rolavam pelo rosto, ela pela primeira vez mostrava emoções perante a mim - Seu pai emprestado é um grande amigo que decidiu te assumir ainda quando bebê, não o julgue, ele é um grande homem.

Ergui o rosto, tentando assimilar tudo aquilo e assenti com a cabeça involuntariamente, sentindo o abraço dela vir logo a seguir - Eu sempre puxei os seus treinos em excesso porque queria que fosse forte o suficiente para se proteger, me desculpe. - pela primeira vez sentia um abraço dela, era quente e verdadeiro, naquele momento entendi tudo que ela tinha feito e porquê - Fique tranquila, eu não vou  guardar ressentimentos disso, afinal você fez o que fez para me proteger não é mesmo? Obrigado por falar a verdade, mesmo. - retribui o abraço, escondendo o rosto no pescoço dela por um instante e logo após ambos retornamos ao normal, deixando aquele momento de seriedade absoluta passar - Então você deixou eu ganhar? Eu acho que foi injusta essa partida, já que não usou sua arma principal, vou querer uma revanche por essa afronta. Madame Uchiha.  


Ambos rimos por um momento e levantamos limpando a poeira do corpo, durante os momentos a seguir, era a oportunidade de saber tudo que podia saber sobre minha família, meus poderes e meu potencial, será que algum dia eu iria aflorar o tão famoso sharingan? Ou eu seria mais um ninja que sequer tinha a habilidade de controlar a própria kekkei genkai? Aquilo tudo só me mostrava algo que iluminava meus planejamentos para o futuro, até onde eu poderia chegar? Se com minhas capacidades seladas eu tinha um grande potencial, só precisava aprender a desenvolvê-lo. E para isso precisaria o dobro de dedicação que tive até aquele momento, será que conseguiria?

- Espero que você não revele isso, para ninguém, nosso clã ja sofreu demais no passado, então tome cuidado quando seus olhos aflorarem. - concluiu minha mãe, findando a conversa naquele momento, afinal o crepúsculo já começava a se manifestar, era o momento de retornar para casa.




Considerações:
Aparência é a mesma da sign, bandana fica na cintura pendurada no cinto

Filler troca de clã- 1632 palavras
Jutsus Usados:

Equipamentos:

adendo:

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Blackfeather'
Genin
Blackfeather'
Vilarejo Atual
Ícone : [filler] A verdade sobre tudo 100x100

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Re: [filler] A verdade sobre tudo - em 17/8/2019, 20:00

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