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Naruto RPGAkatsukiNão é o único, simplesmente o melhor!
Arco 11:
Reino de Lilith: PesadeloAno: 71DG
Após uma dura jornada, Shaka finalmente caiu e teve a maldição retirada de seu coração. No entanto, os problemas trazidos pela família Hattori não se extinguiram. Shion revelou ter ajudado a libertar Lilith, uma monarca da dimensão infernal, que agora está possuindo o corpo de Hyuga Katsura e libertando uma horda de seres infernais contra este mundo. O mundo corre risco de ser consumido pela maldade dessa criatura, mas não se o plano de Shion der certo: forçar Lilith a causar um evento chamado de O Grande Eclipse, onde as portas de todos os mundos e dimensões ficarão abertas, e assim permitir a ele ir ao submundo resgatar sua amada Katsura Grey para finalmente selar Lilith.
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[ Kaguya → Uzumaki ] Asphyxia – Natsumi - 14/8/2019, 18:26


Asphyxia – Uma história de Natsumi

Como você esconde a verdade de alguém? Simplesmente guardando tudo para si e deixando a outra pessoa viver sem saber seu real propósito? E se esse alguém for sua filha? Você conseguiria mesmo assim não contar para sua criação quem realmente ela é?

43 D.G – Kumogakure no Sato

MÉDICOS! MÉDICOS! – uma mulher grávida exclamava ao entrar ao hospital com um homem ensanguentado ao seu lado. — MEU MARIDO ESTÁ MORRENDO! – gritou mais uma vez.

Um grupo de dois médicos e três enfermeiros se formou rapidamente naquele pronto-socorro. Um médico e um enfermeiro seguraram o homem enquanto traziam uma maca para aquele que estava a beira da morte.

O que aconteceu com ele? – perguntou o médico, com suas vestes manchadas de sangue.
Fomos atacados no caminho para entrar na vila, um grupo de mercenários. Ele me protegeu, mas eram muitos, tivemos sorte de escaparmos e chegarmos até aqui. – contou a mulher.

A mulher e o grupo do hospital seguiram para a sala de operações o mais rápido que podiam. Grávida, a moça não podia ir muito rápido, estava ofegante e tinha se esforçado muito só de chegar no hospital, uma enfermeira chegou ao seu lado para ajudá-la a se locomover.

Você está bem? – perguntou docemente.
Sim, estou. – a mulher respirava um pouco mais.
E o bebê? Não sofreu nada? – questionava.
Não, ela é forte e resistente, como o pai. – respondeu com um sorriso orgulhoso no rosto.
É uma menina, que legal. Já sabem o nome? – a conversa rumava para um caminho que tranquilizava a grávida.
O pai dela queria que ela se chamasse Natsumi, que significa a “beleza do verão”, principalmente por causa dos meus cabelos loiros.
Que lindo… Sabe… faremos o melhor para salvar ele. – falou a profissional.

A mulher ficou quieta.

Levantou-se devagar da onde estava e rumou para a janela, onde a operação do seu marido estava acontecendo. Um grande grupo de cirurgiões estavam agitados ali, ao lado do homem ferido.

Vamos, vamos! Temos que salvá-lo! – exclamou o primeiro médico, aquele que segurou o homem pela primeira vez.

Injeções, cargas elétricas, medicamentos… tudo estava sendo usado para conseguir manter aquele rapaz no mundo dos vivos. Ele cuspia muito sangue, seu corpo parecia todo quebrado, perfurações. A situação estava mais do que crítica, era impressionante como aquele homem ainda conseguia se manter vivo com aquele nível de ferimentos.

Passou-se duas horas até o momento que tudo se decidiu, ele morreu. A grávida ficou em pé todo esse tempo vendo seu parceiro lutando para se manter vivo. Quando viu que seu marido não estava mais com ela, lágrimas começaram a escorrer de seu rosto.

Azumi… – proferiu devagar.

A enfermeira, que estava ao lado, aproximou-se dela e deu envolveu seus braços nela.

Sinto muito por sua perda. – confortou a mulher.

O grupo de cirurgiões saíram da sala e vieram de encontro com a mulher.

Pedimos desculpas, mas não conseguimos salvá-lo. – o médico também estava desolado. — Precisamos saber uma coisa, qual era o nome dele? – perguntou.
Azumi… – ela deu uma pausa — Uzumaki Azumi.

O homem se surpreendeu com a resposta, mas logo voltou ao normal.

Então é por isso que ele disse: “protejam a menina” – informou.

A mulher assentiu positivamente com a cabeça.

Sim… ela é uma Uzumaki. – revelou.
Sei de alguém que pode ajudar este bebê, mas preciso da permissão do Raikage. – falou o homem.
Como? E aliás, qual é seu nome? Desculpe.
Okamoto Ken. – respondeu o médico.

4 meses depois…

A criança havia nascido, mas a situação não era para festejar por muito tempo.

A dor do luto da mulher, que se chamava Chinatsu, ainda persistia, mas ela superou isso aos poucos. Ela e Okamoto se aproximaram, primeiro por causa do médico em querer ajudar em esconder a pequena Natsumi. Com autorização do Raikage, os dois começaram a morar juntos semanas antes do parto e o homem já fazia os preparativos para uma viagem arriscada, onde decidiria todo o futuro da menina.

Dois dias depois do parto, Chinatsu já estava bem, e junto de Ken, viajou até um local no País do Trovão com a pequena Natsumi. Demoraram algumas horas até chegar.

Será que vai dar certo? – perguntou, um pouco apreensiva.
Pelo que conheço dele, sim. – respondeu Ken. — Ele já fez coisas que nunca imaginaria que pudesse ser possível.

Em alguns minutos chegavam até uma pequena vila no alto de uma montanha. Natsumi tava um pouco ofegante, ela não estava acostumada com a falta de ar do País do Trovão.

Calma, Nats, respira devagar. – orientou a mãe.

O casal foi recepcionado por um jovem de cabelos azuis, com roupas um pouco extravagantes em relação aos outros moradores daquele minúsculo vilarejo.

Ken! Seja bem-vindo. – recepcionou o homem.
Hensuki… Esta é Chinatsu, e essa é Natsumi. – apresentou as duas.
Você me falou meses atrás sobre esse caso, vamos para minha casa… logo. – e assim ele guiava os três para sua casa.

Dentro da casa de Hensuki, já havia tudo sido preparado. Um berço com velas em volta e algumas inscrições em tinta ao redor.

Devemos fazer isso rápido, antes que as peculiaridades dela venham a tona. – informou o homem. — Coloque-a no berço. – ordenou.
Tudo bem. – e assim Chinatsu colocava-a no lugar apropriado.

Hensuki aproximou-se da bebê e a observou de perto.

Chinatsu, né? – perguntou ele. — Você quer que ela manifeste sua linhagem do clã Kaguya? – finalizou a questão.
Tem como fazer isso? – surpresa perguntou.
Sim, para mim é muito fácil. Só preciso de um fio de cabelo seu. – falou.

De forma rápida ela retirou o fio dourado e entregou a ele.

Ela vai chorar um pouco, para ficar mais convincente terei que colocar a marca do seu clã na testa dela, tudo bem? – questionou

Ela só assentiu positivamente com a cabeça.

O polegar dele ficou engolfado em um chakra amarelado. Ele colocou o fio de cabelo na testa da bebê e pressionou com o polegar. Com a outra mão, fazia um selo. De repente, inúmeras subscrições saiam do dedo dele e cobriam grande parte do corpo da bebê. Ela começava a chorar, Chinatsu instintivamente queria interromper, mas Ken a parou.

Duas marcas vermelhas redondas surgiram na testa da pequena Natsumi durante o processo, igual à sua mãe. O fio de cabelo pressionado na testa sumia. As marcas negras pelo seu corpo simplesmente adentravam na sua pele. A garota parou de chorar.

Pronto, selei a linhagem Uzumaki dela e manipulei a Kekkei Genkai da Chinatsu nela. Além disso, a cor do cabelo dela será loira, em vez de vermelha, como são normalmente os Uzumaki. A marca do clã na testa é a representação do fūinjutsu, onde tá todo o poder Uzumaki dela, por ironia é onde armazena a cor de seu cabelo, e combinou com o clã da mãe. – explicou tudo.

Chinatsu, sem palavras, começou a chorar. Ela correu até Hensuki e o abraçou.

Obrigado mesmo! Te devo tudo por isso. – falou toda chorosa.
Não precisa, eu tava devendo um favor ao Ken. – respondeu.

Ela deu alguns passos para trás e limpou o choro da cara, pegou Natsumi no colo novamente, que já estava dormindo tranquila.

Obrigado, Hensuki. – agradeceu Ken no portão da vila.
Você sabe, eu que te agradeço por aquele dia… – falou um pouco sem graça.

Os dois se abraçaram pela última vez e assim se separaram. O casal voltara a Kumogakure.

Como será a vida dela agora, Ken? – perguntou
Será como de qualquer criança, não sofrerá com perseguição nem nada do tipo. – respondeu.

Ela deu um sorriso.

Azumi terá orgulho dela.

23 anos depois...

Um adolescente de cabelos azuis chegava correndo pelos portões de Kumogakure, clamando por ajuda. O pedido de socorro chegou até o alto escalão da vila, onde fora descoberto que um homem da vila deste garoto havia sido sequestrado, e ele tinha um grande valor para a vila. Kaguya Natsumi fora a encarregada por resgatar este homem.

Saindo da vila com o garoto, eles conversavam um pouco durante o caminho. Lá ela descobria que o homem sequestrado era seu pai, e que ele era mestre em jutsu de selamento. Natsumi ficou curiosa quanto a esse homem, pois nunca tinha visto alguém ser mestre nessa área.

Não demoraram muito para chegar até o vilarejo do menino, que estava dominado pelos invasores. O garoto dizia a ela que os inimigos queriam um jutsu do pai dele, mas essa técnica estava escondida. Natsumi tinha que ser rápida para resgatá-lo antes que o matassem por não mostrar onde o pergaminho estava.

A Kaguya era forte, rápida e focada. Num piscar de olhos ela acabava com a maioria dos inimigos na parte de fora da vila e nos portões, restando somente poucos dentro da casa. Ela era bruta, e entrou como um tanque de guerra pela porta da frente. Como um raio, matou todos os sequestradores da casa. O homem, também de cabelos azuis e amarrado numa cadeira de costas para Natsumi, estava ofegante.

É a segunda vez que quase morro… Obrigado, quem quer que seja. – falou.

Natsumi virou a cadeira com ele para o seu lado.

Me chamo Kaguya Natsumi, seu filho veio até Kumo para pedir ajuda. – informou.

Ao ouvir o nome dela, começou a pensar.

Kaguya… Natsumi… Nats… – ele arregalou os olhos. — Meu deus! – exclamou.

Ela ficou sem entender.

Você é filha de Chinatsu, não é? – perguntou.
Como você sabe? – questionou de volta.
O fuinjutsu ainda está funcionando? – não respondeu a pergunta, na verdade fez outra.
Do que você tá falando?
Me desamarre, por favor.

Num movimento veloz, ela tirou todas as cordas daquele homem. Ele se aproximou de repente dela, olhando para sua testa.

A marca ainda está intacta… – dizia orgulhoso.

Ela tirava ele de perto.

Do que você está falando? Me fale agora! – ordenou.
Ken e Chinatsu não te contaram?
O que?
Você não é uma Kaguya, você é uma Uzumaki.
Uzu-o que?
Essa marca em sua testa, que representa o clã Kaguya, é falsa. Eu que forjei ela ao selar os seus poderes do clã Uzumaki.

Natsumi de repente começava a perder respirar de forma errada, parecendo que estava sendo asfixiada. O homem se assustou com a reação dela.

Calma menina! Será que é um efeito colateral do fūinjutsu quando eu o apliquei? – se perguntou. — Vou tirar ele de você! – o seu polegar enchia de chakra e passava em cima da marca.

A marca da testa dela começava a criar símbolos por todo seu corpo saindo de dentro da sua pele. Estes símbolos iam direto para a sua testa, onde voltavam para o polegar de Hensuki. A marca perdeu a cor, o vermelho que tinha foi absorvido pela pele e correu até seu coro cabeludo, onde, em instantes, fios vermelhos surgiam pouco a pouco.

Natsumi ainda tava com a respiração afetada, mas aos poucos ia recobrando o controle, saindo da situação. Quando parecia tudo bem, desmaiou de repente.

Acordou horas depois, numa cama, na mesma casa, com Hensuki ao seu lado.

O que aconteceu? – perguntou a mulher.
Um efeito colateral não intencional do selo que tinha feito. – explicou.
Me sinto… diferente, parece que falta algo em mim, mas tem algo que me dá uma sensação que tenho mais.
Tente manipular os ossos.

A ex-Kaguya tentou retirar um osso do seu corpo, mas não conseguiu.

O que você fez comigo? – ela se irritava um pouco.
De ruim? Nada. Fiz somente o que sua mãe e Ken pediram para mim. – respondeu.
Ahn?
Você e sua mãe em que conversar, e muito. Pensei que ela já tinha te dito a verdade, passou tanto tempo…

Ela levantou da cama melhor. Saiu da casa e via a vila em festa. Um punhado de crianças viram a Natsumi sair da casa e correram até ela para abraçá-la.

Obrigado, moça ruiva! Você salvou minha vida! – disse uma das crianças.
Ruiva? – perguntou a si mesma, e puxou parte do seu cabelo. Estava vermelho em vez de loiro.

Ela não quis voltar até o homem, somente atendeu o público agradecido por suas ações e voltou até Kumo.

Uzumaki…? – pensou durante o caminho.

Considerações:
Filler de Troca de Clã 1968/1500

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Convidado
Convidado
Anonymous
Vilarejo Atual

Re: [ Kaguya → Uzumaki ] Asphyxia – Natsumi - 14/8/2019, 18:41

@Ok
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Edição de Aniversario por Shion e Senko.