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Naruto RPGAkatsukiNão é o único, simplesmente o melhor!
Arco 11:
Reino de Lilith: PesadeloAno: 71DG
Após uma dura jornada, Shaka finalmente caiu e teve a maldição retirada de seu coração. No entanto, os problemas trazidos pela família Hattori não se extinguiram. Shion revelou ter ajudado a libertar Lilith, uma monarca da dimensão infernal, que agora está possuindo o corpo de Hyuga Katsura e libertando uma horda de seres infernais contra este mundo. O mundo corre risco de ser consumido pela maldade dessa criatura, mas não se o plano de Shion der certo: forçar Lilith a causar um evento chamado de O Grande Eclipse, onde as portas de todos os mundos e dimensões ficarão abertas, e assim permitir a ele ir ao submundo resgatar sua amada Katsura Grey para finalmente selar Lilith.
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Estação: Inverno

Blackfeather'
Genin
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[Filler] Questionamento Infante - 22/7/2019, 22:12

[Filler] Questionamento Infante 126b0d10

Dúvida Infante
~1040 palavras


Q
ual o sentido da ordem, se ela é apenas o resultado da somatória das coisas mais frágeis e superficiais. Quando a solidão nos alcança a ponto de consumir o que resta de nossos corações, não há nada mais a fazer, não existe mais salvação, além, é claro, de duas possibilidades:

"Morrer... Destruir..."

— O que está pensando minha querida netinha?

A luz incidia sobre o rosto da velha Oba-san contornando cada uma das rugas que compunham sua pele branca e fria. As vestes negras, arcaicas e sobretudo austeras, dava a senhora uma notação de respeito quase religioso de todos os habitantes do cortiço.

— Sabe vovó... Eu não acredito que a morte tenha que ter qualquer coisa de positiva pra ser boa...

— Uma forma interessante de pensar minha pequena, mas não é assim que o universo funciona. Vivemos num planeta que não passa de um sistema fechado, o mesmo para nosso sistema solar e universo, em maior ou menor grau, todos pertencemos a esse conjunto de coisas, apesar de estarmos atualmente separados. A morte é apenas o estado natural da desordem, e o caos é uma ordem que não converge pra uma direção conhecida.

A velha bebericou o café sobre a mesa. Sentiu o gosto quente tomando conta de sua boca, o rosto enrubesceu pelo calor. Asami não poderia respeitar alguém mais do que a própria avó com sua sabedoria que parecia beirar o infinito. Seguindo os passos da matriarca, a Chinoike colocou um pouco do café preto e torrado no copo e bebeu. Nunca tinha sentido um gasto tão ruim e amargo em sua vida. O café percorreu seu corpo em todos os sentidos, sua face não corou, pelo contrário, assumiu uma tonalidade neutra.

— Veja querida, é disso que falo. O café é um produto final, um estado de ordem, quando bebemos nos transformamos naquilo que mentalizamos no íntimo de nossos seres. Existir é um paradoxo e, portanto, mesmo a morte não seria uma tentativa de solucionar isso? Talvez, penso eu, que ser racional trás mais dor e sofrimento do que alegria.

Bebeu mais uma vez o café, a chocaram já estava perto de se acabar. A manhã ladrava como um cão ao ver seu dono partir. Uma chuva leve descia e parecia provocar a apaixonada janela, que fazia ressoar o barulho majestoso por todos os lugares do estabelecimento.

— Mas não se preocupe com isso mocinha, você é muito nova, não adianta tentar assimilar... Asami?

— Sabe Oba-san... Eu... Perdi um amigo recentemente.

— Quem?

— Um gatinho de rua que eu encontrei, mas eu não pude salva-lo. Vi quando ele morreu nas mãos daqueles idiota.

— Creio que não é somente isso que queria me falar, vamos diga tudo.

A menina repousava a mão sobre o colo. As juntas fechadas fazia sua palma suar, como se estivesse chorando. Seu coração começou a bater num compasso diferente enquanto sentia um pouco do cheiro da chuva que começava a invadir toda a casa.

— Eu... Eu gostei de... Eu gostei do sangue.

A velha senhora sorriu. Sabia do peso dessas palavras para um Chinoike. Apesar de amedrontada, a senhora prometia que tudo ficaria bem, que é normal alguém se sentir assim uma vez ou outra na rua.

"Talvez..."

Asami abaixou o olhar, melancólica, o peso que a vida perdida daquele gato em sua formação foi de tal forma importante, que não conseguiria mais reagir a morte se não em convergência ao sangue e a violência, o fato de deixar de existir persistia como um encalço e uma dor, mas imaginar que a destruição na verdade, como disse sua avó, não passava de um processo natural de purificação, tornava a dor menos doída.


— Morte... Sangue... Morte... Sangue... Morte... Sangue... — a menina estava num balanço observando as nuvens e seus diversos formatos, num de seus primeiros devaneios sobre a essência da morte e da destruição.

— Neko-chan não precisava morrer... Eu não queria ter gostado do sangue do Neko-chan! — chorava sozinha, mais uma vez seu coração sangrava, porém, enxugou as lágrimas, sua vó se aproximou com uma sacolinha de salgados.

— Você está sempre sozinha assim, Asami-chan, perdão por não ter muito tempo pra você.

Oba-san detestava o sentimentalismos, evitava contatos físicos exagerados, odiava gente que falava alto e proibia que crianças que não proferiram palavras chegar perto dela. Aquele jeito austero, contudo, não se estendia a sua neta, apesar de manter a pose durona. A bem da verdade, Oba-san amava muito Asami, e, vê-la pela primeira tendo que confrontar o dilema da morte, era uma etapa da vida que ela queria participar. A velha tinha consciência de que delineando bem esse processo, a garotinhas poderia se tornar uma mulher bondosa e honrosa no futuro, pois, no fim, todas as nossas decisões, de uma forma ou de outra, são tomadas em relação a morte.

— Não quero brincar com ninguém hoje.

— E por que não?

— Por que não.

A velha sorriu olhando para o muro de sua humilde pousada. Um desenho de coração em uma das paredes cinzentas, provavelmente obra de Asami. Se fosse qualquer outro dia teria aberto sua boca e mandado a menina lavar completamente a sujeira que tinha feito, dessa vez não, queria usar aquele desenho para ensinar algo a sua neta, abriu a boca e...

— Boa tarde, Oba-san, quanto tempo!

— V-você... O quê!?

Asami ainda lembra do jaleco do homem e de como sua vó levantou irritada com a aparição do sujeito. Sentia seu coração palpitar mais forte e intenso na frente daquele jaleco assustador. Não pensou muito quando viu o homem pela primeira vez, porém, já crescida, se perguntou qual o sentido de alguém usar um jaleco fora de um laboratório ou algo do tipo? Que tipo de segurança biológica era aquela? Agora, depois de tantos anos, tanto faz.

Foi para o quarto e se trancou lá por algumas horas quando foi chamada por sua vó. A velha tinha um olho roxo, mas mantinha o sorriso carinhoso para com a neta.

— Venha vamos comer!

Desceram as duas, o homem também sentado a mesa.

— Quero te apresentar alguém, esse é seu tio, Tio-san, vamos, cumprimente!

Obedeceu relutante, mal sabendo que sua vida estava prestes a mudar.





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Re: [Filler] Questionamento Infante - 23/7/2019, 12:22

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O sistema me usa e eu uso o sistema.
King Of The Dead - B.B
One Who Has Triumphed Over Adversity
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Edição de Aniversario por Shion e Senko.