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Naruto RPGAkatsukiNão é o único, simplesmente o melhor!
Arco 11:
Reino de Lilith: PesadeloAno: 71DG
Após uma dura jornada, Shaka finalmente caiu e teve a maldição retirada de seu coração. No entanto, os problemas trazidos pela família Hattori não se extinguiram. Shion revelou ter ajudado a libertar Lilith, uma monarca da dimensão infernal, que agora está possuindo o corpo de Hyuga Katsura e libertando uma horda de seres infernais contra este mundo. O mundo corre risco de ser consumido pela maldade dessa criatura, mas não se o plano de Shion der certo: forçar Lilith a causar um evento chamado de O Grande Eclipse, onde as portas de todos os mundos e dimensões ficarão abertas, e assim permitir a ele ir ao submundo resgatar sua amada Katsura Grey para finalmente selar Lilith.
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Ch3rry
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Ícone : Fillers de Reina NsWGVLz

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Fillers de Reina - 19/7/2019, 01:17

@Ch3rry escreveu:
Qualidade adquirida Conhecimento Toxicológico (1)
Palavras: 1679
HP:225/225
CH: 225/225
ST: 00/03.






O vendedor de venenos



Eram 8 horas da noite de quando Reina caminhou com passos leves pelo corredor de sua casa. Em seus braços jazia um grosso livro sobre Kugutsu que certamente era grande demais para a estatura pequena da criança, que o levava com ambas as mãos. Como estava com o colo cheio, Reina precisou deixar sua pelúcia em seu quarto, e isso a incomodava profundamente.

Quando a menina chegou à sala, ela constatou com desgosto seu maior medo: Sua mãe estava lá, ao lado de seu pai, coberta por grossos casacos de frio. Ela parou imediatamente, considerando voltar e discutir aquele assunto em outro momento, mas os ouvidos treinados de ninja do homem rapidamente a entregaram e ele se virou na direção da filha.


Fillers de Reina SE5ItIa


- Boa noite, minha querida. – Ele sorriu para ela – Esse é o meu livro que você está carregando?

Sentindo os olhos de sua mãe se fixando nela como uma tempestade violenta, Reina engoliu em seco e sentiu a temperatura baixar ao seu redor. Hesitante e desejando com todas as suas forças ter Kiri ao seu lado, ela se aproximou dos dois e sentou-se ao lado do pai.

Com as mãos levemente tremulas, ela colocou o livro aberto em cima da mesa de centro e apontou para uma página, sem dizer uma palavra. Os pais se inclinaram para entender o que a menina pretendia e logo identificaram o artigo sobre a manipulação avançada de veneno para marionetes.

Os olhos de Seira se estreitaram quando ela voltou a se recostar na poltrona, esperando o pronunciamento do marido. Kagesuke coçou o queixo como se estivesse perdido em pensamentos e após alguns segundos extremamente agoniantes, mirou a filha com um olhar duro amortecido por um sorriso.

- Você já deseja aprender sobre manipulação de venenos, minha querida? – Reina acenou com a cabeça após meio segundo nervo de hesitação. Ela não gostava do rumo que aquilo estava tomando.

Kagesuke deu um pequeno suspiro antes de ponderar mais uma vez, porém o resultado não foi como Reina desejava.

- Reina, você sabe que é muito talentosa na arte do Kugutsu, e eu tenho certeza que conseguiria dominar a criação de venenos também... – Ele pausou por um segundo, procurando as palavras certas – Porém eu estava conversando com sua mãe há alguns dias atrás e nós concordamos que talvez eu esteja indo rápido demais com o seu treinamento.
Reina abriu a boca para contestar, mas as palavras não saíram, congeladas na ponta de sua língua. Os olhos azuis de sua mãe pareciam satisfeitos.

A temperatura caiu mais.

- Eu adoraria te ensinar sobre venenos daqui há alguns anos, mas você já foi promovida a genin tão cedo. Por que não dá uma pausa em seu treinamento e procura algumas crianças perto da sua idade para brincar? Eu acho que manipular venenos seria muito perigoso para alguém tão jovem.

Reina processou por alguns segundos as palavras de seu pai, porém não achou forças para discutir. Ela nunca achava. Com um aceno de cabeça, ela pegou o livro e saiu a passos rápidos da sala, não ousando olhar para trás e encarar a expressão dos dois.

Uma vez em seu quarto, a menina abraçou Kiri o mais rápido o possível, sentindo sua ansiedade se esvair. Os olhos dela recaíram sobre a silenciosa música da neve flutuando e, lentamente, um plano foi se formando em sua mente.

Ela, pela primeira vez, não sentia vontade de ser passiva sobre isso.

--\\--

No dia seguinte, tão quão seu pai saiu para o trabalho, Reina pulou a janela de seu quarto sem e encarou o céu com sentimentos conflituosos. Acinzentado, mas não parecia que ia nevar. Ela caminhou calmamente por cima do caminho raso de neve do dia anterior, abraçada à sua pelúcia para suprimir o frio. Ela não sabia mais se odiava a neve tanto quanto antes.

Mas se ela não odiava a neve, então isso apenas significava que ela era todas aquelas coisas que sua mãe acreditava que ela era. Uma aberração, um monstro.

Ela não estava pronta para deixar de odiar ainda, logo não tardou a sair do caminho branco assim que alcançou o centro da vila.

Ela não planejava contar a ninguém seu objetivo de hoje, nem que isso significasse esconder algo de seu pai. Reina começava a cada vez mais desejar ficar mais forte, se aprofundar na arte do ninjutsu, kugutsu e mesmo... Mesmo sua amaldiçoada manipulação de gelo.
Ela seguiu sem pressa o mapa que desenhara, baseado unicamente na descrição que ouvira uma vez de uma conversa com seu pai e o homem que planejava visitar. Ele aparentemente era um especialista em venenos que havia sido pessoalmente requisitado por seu pai para um trabalho complicado há algumas semanas atrás.

Assim que chegou no lugar aproximado, Reina começou a pedir informações à pedestres sobre a localização da ‘loja de venenos de Kuji’, apenas para receber, frustrada, diversas negações de cabeça.

Quando estava começando a considerar desistir, ela foi abordada por um estranho homem que cobria sua cara com um tapa olho. As feições fortes e roupas gastas faziam com que muitos pedestres o evitassem e isso deixou a criança alerta. Com um olhar frio, Reina fitou o homem nos olhos.


Fillers de Reina Meh6wye


- Relaxa, mocinha. – Ele disse com um sorriso que Reina não conseguiu discernir se era de escárnio ou de gentileza. Talvez os dois. – Soube que está procurando uma loja de venenos. Posso saber o que uma criança da sua idade iria querer em um lugar assim?

- Não. – Ela respondeu friamente, sem abaixar a cabeça – Se conhece o lugar, me diga.

O homem então caiu em uma longa gargalhada que eriçou os pelos da nuca da garota. Abraçando sua pelúcia com mais força, reina levou seu braço esquerdo a Kunai que guardava em seu cinto. O homem então parou de rir de súbito e, ainda com um sorriso, fez um gesto com a mão.

- Vire no segundo beco a três quadras daqui. Você precisa entrar numa parte mais escura da cidade pra achar esse tipo de coisa.

Com um aceno de cabeça, Reina se afastou a passos largos do homem, sem se virar. Durante o caminho, ela tomou cuidado em evitar ser seguida, mas não parecia que o homem estava atrás dela. Finalmente soltando sua Kunai, a garota avistou uma loja com o símbolo de venenos, aliviada.

O beco era estreito e deserto, o que parecia martelar na mente de Reina o fato de que ela não devia estar ali. Ela evitou pensar em seu pai quando atravessou a porta do estabelecimento, cautelosa. A loja exibia pequenos frascos com nomes complicados, guardados em diversas prateleiras. Eles possuíam diversos tipos de cor e estavam categorizados por sua letalidade. Evitando sentir-se intimidada, a jovem prosseguiu até o balcão.

- Sinto muito, criança, mas vai precisar trazer seus pais se quiser comprar algo. – Uma voz abafada disse de algum lugar do outro lado do balcão. Reina ficou na ponta dos pés para enxergar um homem baixinho, coberto por um capuz, sentado em uma cadeira que falava sem olhar para ela.

Ela se lembrava do homem que veio falar com seu pai ser mais alto, mas ela não tinha realmente olhado para ele. No momento que ele e seu pai conversaram, ela aconteceu de estar no quarto ao lado e tudo que conseguia ter visto era a silhueta do homem indo embora. Deixando as dúvidas de lado, buscou folego.

- Por favor, me treine em Toxicologia.

O homem ficou em silêncio, sem levantar a cabeça. Após alguns segundos ele respondeu com uma voz seca.

- Vá pra casa, criança. Não gosto de perder tempo.

Sem hesitar, Reina sacou sua Kunai e a lançou com precisão no torso do homem. A arma atingiu o alvo com um baque surdo, fazendo com que o manto que o cobria caísse e revelasse a estrutura de madeira. Uma marionete.  

- Por favor, me treine em Toxicologia. – Ela repetiu, dessa vez olhando para o nada. O marionetista certamente estaria por perto, a observando.

Mais alguns segundos se passaram até que um som demorado de palmas lentas ocupou o ar – Nada mal, criança – uma voz familiar ecoou. Reina girou a cabeça procurando o dono da voz, mas não encontrou ninguém. Até que a sensação gelada de uma lamina encontrou seu pescoço e o susto fez com que ela derrubasse sua pelúcia no chão. – Mas não gosto que furem minhas marionetes.

Reina olhou pra baixo. A lamina que lhe ameaçava era a mesma que ela tinha jogado na marionete, apesar de ela não fazer ideia de quando e como havia parado nas mãos de seu agressor. Após outro meio segundos, o homem devolveu a arma em sua mão.

- Nossa, ficou frio aqui. – Ele comentou com deboche – A filha do Kagesuke, certo? Ouvi falar de você, fora que é a cara do pai.

Ela se virou para encarar, com surpresa, o homem que havia encontrado na rua mais cedo. Sentindo-se inexperiente e idiota, Reina se calou.

- Vá pra casa agora. Se quiser aprender sobre venenos peça a seu pai. Ele não é tão bom quanto eu, mas dá pro gasto – Fuji disse zombeteiro, como se conhecesse o pai de Reina a muitos anos. A garota cerrou os punhos.

- Ele não deixa – ela disse em voz baixa, a temperatura ao seu redor certamente alcançando menos de dez graus. – Diz que sou muito nova.

- E eu concordo. Veneno não é coisa de criança.

Com um lampejo de raiva, Reina retirou sua bandana ninja de seu tornozelo, estendendo-a pra frente sem encarar o homem nos olhos. “Eu sou um ninja” disse em sua mente, mas as palavras ficaram presas em sua boca.


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Os segundos passam lentamente, criando um silencio constrangedor. Reina desceu o olhar para o chão e hesitantemente segurou Kiri nos braços outra vez. O homem deu um longo e exagerado suspiro.

- Amanhã, as doze horas. Se for se atrasar nem venha.

Levantando a cabeça de súbito, Reina exibiu um rápido sorriso antes de se curvar. Pelos meses seguintes, uma vez na semana, iria tornar-se um hábito comum ir àquela pequena loja isolada.



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Blackfeather'
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Blackfeather'
Vilarejo Atual
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Re: Fillers de Reina - 19/7/2019, 08:02

@

obs.: O post tá muito kawaiiiii :3!

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Edição de Aniversario por Shion e Senko.