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Naruto RPGAkatsukiNão é o único, simplesmente o melhor!
Arco 11:
Reino de Lilith: PesadeloAno: 71DG
Após uma dura jornada, Shaka finalmente caiu e teve a maldição retirada de seu coração. No entanto, os problemas trazidos pela família Hattori não se extinguiram. Shion revelou ter ajudado a libertar Lilith, uma monarca da dimensão infernal, que agora está possuindo o corpo de Hyuga Katsura e libertando uma horda de seres infernais contra este mundo. O mundo corre risco de ser consumido pela maldade dessa criatura, mas não se o plano de Shion der certo: forçar Lilith a causar um evento chamado de O Grande Eclipse, onde as portas de todos os mundos e dimensões ficarão abertas, e assim permitir a ele ir ao submundo resgatar sua amada Katsura Grey para finalmente selar Lilith.
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Estação: Inverno

Tamashi
Genin
Tamashi
Vilarejo Atual
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[Filler] Tamashi - Infância. - 15/7/2019, 21:43





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— Silencio, Tamashi, não saia daqui até eu voltar — Lagrimas desciam no rosto do garoto, paralisado pelo medo, enquanto sua mãe o escondia dentro de um caldeirão, o garoto forçava uma pequena brecha, onde podia ver um homem bêbado, que gritava com sua mãe, gritava tanto que era impossível até mesmo do garoto ouvir seus pensamentos.

— Você não tem vergonha! De me roubar desse jeito? Sua Imunda! — gritava o homem.

— Não senhor, isso só pode ser um engan... — antes que a mãe de Tamashi terminasse de falar, o homem levava a mão até o seu rosto, apertando com força.

— Você sabe que muitas pessoas morrem por menos que isso, não é mesmo? — a mulher respondia apenas balançando a cabeça, em sinal de confirmação.

— Mas eu não sou um homem tão mal para acabar com essa sua vida suja — nessa hora, com as mãos ainda no rosto da mulher, o homem simplesmente o levava contra a parede, amassando seu rosto com a palma da mão, enquanto a nuca batia na parede, e assim que tirasse mão, a mulher involuntariamente caia de joelhos no chão, escorregando contra a parede, enquanto seu nariz sangrava, fazendo a começar contorcer no chão.

— Mãe... Mamãe... Por favor... Mãe — o garoto não se agüentava dentro da grande panela, enquanto apenas assistia tudo aquilo, começava a chorar, o homem nem percebia a presença do garoto, talvez pela raiva, logo virava as costas e ia embora, deixando a mulher se contorcendo no chão.

Assim que o homem ia embora Tamashi sai de dentro do caldeirão indo em direção a sua mãe deslizava no chão enquanto se aproximava dela, que ainda deitava segurava o nariz que não parava de chorar, aquela era só mais uma noite na vida de uma família, constituída por uma meretriz e um filho bastardo de algum dos relacionamentos da profissão de sua mãe.

O garoto nem mesmo tinha completado quatro anos, e essas ocasiões eram corriqueiras em sua vida, quase tão casuais quanto os banhos diários em água fria que era obrigado a passar todos os dias, o que na época era a atividade a qual mais gostava, visto que sua mãe o banhava, e mesmo com aquele olhar triste, mesmo com todo o peso do mundo dentro de suas costas, naquele momento ela sorria como se estivesse com o mundo entre as mãos, enquanto segurava o garoto.

— Temos que lavar a orelhinha, Mocinho... Você gosta de viver com a Mamãe?
— Claro — jogava água em sua mãe depois de uma resposta rápida e direta da pergunta que para ele era boba, mas que para sua mãe tinha um motivo muito profundo para fazê-la.

Naquela noite, quando foi dormir, o garoto ouviu certo ruído semelhante a choro, vindo do peito de sua mãe, depois de encará-la por certo tempo, a abraçava, voltando a dormir com um sorriso no rosto, o garoto não entendi todo o peso que deveria sentir naquele momento, sua inocência era tanta, que mesmo a dor de sua mãe que era exposta de uma forma que sal tristeza trasbordasse em seus olhos, passava despercebida, e os dias em que podia dormir, ou que ela podia dar banho nele eram os melhores de sua vida, tão bons que faziam todos os problemas  desaparecerem.

— Silencio! — a mãe de Tamashi acordava o garoto o fazendo levantar e correr dentro do casebre para a cozinha, alguém batia na porta com muita força, com tanta força que a cada toque parecia mais ameaçador, até que, mulher mais do garoto decide abrir a porta, e ver o que ela, afinal, aquela porta não era nem mesmo capaz de segurar o vento, assim que abriu, um homem alto, de cabelos brancos e olhos vermelhos se mostrava.

— Desculpe, boa noite! — dizia o homem com uma naturalidade assustadora.

— Boa noite? — Respondeu a mãe de Tamashi sem entender nada do que estava acontecendo, aquilo na realidade era mais que assustador, chegava a ser macabro, o que aquela pessoa faria ali essa hora — O que você quer? — voltava a perguntar

— Bem, é uma historia longa, mas eu sou um antigo cliente seu, e nós tivemos um filho, e hoje eu vim salva-lo dessa vida — o homem falava com um sorriso macabro, fazendo com que sua mãe se derretesse em choro, que durou por muito tempo, até que o homem dissesse — Não se preocupe, eu voltarei amanha se essa é o problema.
Alguns meses se passava, tudo tinha mudado agora, a mãe de Tamashi não trabalhava mais como meretriz, seu pai agora vivia com eles, mesmo que de forma estranha sempre sumia, aparecendo apenas poucas vezes durante a semana.

Aquilo durou por muito tempo, até que as visitas do homem se tornaram mais recentes, ele agora se mostrava um bêbado, que na maior parte do tempo agia de forma violenta.

— Silêncio, Tamashi, não saia daqui até eu voltar — novamente o garoto voltava para aquele inferno, escondido dentro do guarda-roupa assistia enquanto sua mãe era espancada pelo sujeito que dizia ser seu pai, o mesmo sujeito que teria tirado ela dessa situação a fazendo novamente a se sujeitar aquele papel, enquanto calado o garoto assistia tudo — Mãe... Mamãe... Mãe por favor — lagrimas desciam do rosto do garoto, enquanto o seu pai segurava sua mãe pelo pescoço, e com um olhar de desespero dizia — Isso é tudo culpa sua!  — Sem entender a única coisa que restava para o garoto era o choro, e sua ruína psicológica, aquelas cenas se tornaram corriqueiras, agora a saída daquela vida se tornava cada vez mais impossível, afinal os dois foram destinados a seguir aquela vida, e não podiam fazer nada para ir controla a maré.

— Tamashi, você ainda é jovem,  tem toda uma vida pela frente, vai embora, vai ser melhor assim, a mamãe não pode mais te proteger — em meio a lagrimas jogada no chão, a mulher chorava, ao pedir para seu filho, ainda uma pequena criança fugir.

— Eu não posso... Você é minha mãe, a gente vai estar sempre juntos, até o final nisso, sempre juntos — apertando a mão de sua mãe o garoto dizia aquelas palavras que apenas projetava mais choro no rosto da mulher.

Aquilo foi se estendo até Tamashi completar quatro anos, onde sua historia, escrita por ele mesmo inicia.


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Blackfeather'
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Re: [Filler] Tamashi - Infância. - 16/7/2019, 08:20

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Edição de Aniversario por Shion e Senko.