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Naruto RPGAkatsukiNão é o único, mas simplesmente o melhor!
Arco 11:
Reino de Lilith: PesadeloAno: 70DG
Após uma dura jornada, Shaka finalmente caiu e teve a maldição retirada de seu coração. No entanto, os problemas trazidos pela família Hattori não se extinguiram. Shion revelou ter ajudado a libertar Lilith, uma monarca da dimensão infernal, que agora está possuindo o corpo de Hyuga Katsura e libertando uma horda de seres infernais contra este mundo. O mundo corre risco de ser consumido pela maldade dessa criatura, mas não se o plano de Shion der certo: forçar Lilith a causar um evento chamado de O Grande Eclipse, onde as portas de todos os mundos e dimensões ficarão abertas, e assim permitir a ele ir ao submundo resgatar sua amada Katsura Grey para finalmente selar Lilith.
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Vilarejo Atual

[Filler] Relatos. - em Sex 5 Jul - 13:04

Noutro tempo...

Houve um tempo em que tudo parecia prosperar continuamente, como se os males do mundo não somente desaparecerem esperando uma próxima era, mas completamente erradicados da face da terra. Em todos os cantos, fosse em vilarejos maiores, as grandes potências ninjas, que se aproveitavam da contínua estabilidade para uma completa renovação das forças militares, aposentando ninjas veteranos de suas funções e missões fora das muralhas, deixando-os única e exclusivamente para o treinamento das gerações posteriores, em todos os cantos se podia vislumbrar um sorriso no rosto, uma expressão de serenidade infindável estampada no rosto, como se houvesse plena consciência acerca do fato de que abalar aquela paz seria de todo impossível. Homens e mulheres de sangue antigo faziam o possível para colaborar na manutenção do período pacífico, não somente restringindo-se ao controle da vila em que habitavam, pois logo surgiu uma cooperação entre países distantes, o que levou um grande intercâmbio de ninjas e kunoichis a acontecer. Dia e noite as caravanas avançavam por terras ermas, mas sem comboios, sem espadas a mostra, sem a ansiedade martelando o coração, sabendo que naqueles tempos nada de ruim poderia acometer viajantes. A tecnologia surgia a cântaros, com cada grande potência possuindo sua divisão particular para pesquisas e avanços; não tardou para que, naturalmente, fosse aplicada na forma de armas e materiais bélicos no geral. Afinal, parecia ser uma característica inerente a natureza humana, o desejo de proteção mesmo que ela não fosse necessária por ora. Contudo, o florescimento da tecnologia também se deu em outros campos, com facilidades no campo da energia e do abastecimento alcançando também menores povoados, nos cantos mais escondidos de cada país, surpreendendo seus habitantes quando chegavam figuras de bandanas em grandes comitivas, trazendos aparatos forjados em aço, o zumbido elétrico poluindo o ar, um som cada vez mais alto. Não tardou para que tu se assemelhasse à mais perfeita utopia.

Apesar da estabilidade, que parecia vindoura, de maneira que alguns até mesmo estimavam durar para sempre, desde que se colocassem as pessoas corretas a frente de seus respectivos países e vilas, alguns ficavam extremamente infelizes com o rumo que o mundo tomara. Os Samurais, outrora mantenedores da paz, que em momentos de conflito envolvendo a cinco potências sempre haviam se apresentado como uma força neutra, mediadores da paz, agora se reduziam a um povo acuado pelo frio, encurralado em suas montanhas na forma de três lobos selvagens, reduzidos a uma tradição que vinha de séculos atrás, um tempo tão distante que sequer se era falado fora dela. Entretanto, as forjas de Tetsu no Kuni nunca pararam, nem por um instante, de produzir espadas e armaduras, pois o Shogun permanecia cético a respeito daquilo. “Apenas esperem. Haverá um tempo em que, inexoravelmente, precisarão de nós. Como sempre, aqui estaremos, prontos para a marcha. Prontos para uma vez mais mediar a paz.” Mas o tempo nunca chegava, os dias, meses, anos foram passados rápidos, velozes como a luz, imperceptíveis entre gerações e gerações de samurais inquietos. Entre os nobres se cogitava que era questão de tempo até um líder provocar o conflito de maneira artificial, apenas para ter de usar suas forças para alguma coisa, afinal, era caro manter um exército do tamanho de um país inteiro, ainda mais em terras com colheitas tão escassas, que dependia de um comércio com estrangeiros para alimentar os seus. E, como foi previsto, aconteceu.

[...]

Relatório de um sentinela avançada de Konohagakure, enviado para observar a movimentação do exército do Shogun. Convenientemente, seu nome era Shizuke.

Ei-lo: Não acreditei quando subi por uma montanha distante e avistei os acampamentos, cujos filetes de fumaça subiam em centenas aos céus, tamanho era o agrupamento de homens em armaduras reunidos no entorno de fogueiras. Tentei, sem sucesso, contá-los, mas acabei por me contentar com a informação de eram muitos, muitos mesmo. De meu ponto de vantagem precisa forçar muito a visão para descortinar o acampamento, estando eu cerca de um quilômetro do que tentava enxergar — em suma, não era uma boa vista a que tinha. Sendo assim, me arrisquei a aproximar-me. Tive o cuidado de rodear o terreno duas vezes antes de me aventurar mais adentro do País do Ferro; caminhei em torno das bases dos Três Lobos e procurei por possíveis vigias. Não encontrei nenhum. Imaginei que, puro achismo meu, os samurais não quisessem deixar guardas rondando o terreno, pois talvez essa estranha organização de homens pudesse denunciar o que estava por vir; mas poderia, igualmente, ser descuido ou arrogância. De todo modo, sempre tive a mão direita posta sobre o cabo da espada em meu flanco esquerdo, pronto para um saque ágil. Não foi necessário. Assim, escalei a encosta de um dos lobos e me coloquei num lugar melhor para perscrutar o acampamento. Não estava munido de tecnologia alguma, pois naqueles tempos era de se esperar que os samurais também tivessem as deles (algo que nunca chegou a ser confirmado mesmo nas eras posteriores -- Nota de Registro). A encosta não era íngreme, foi fácil a subida e, chegando no topo, me deitei sobre a neve, de bruços, rapidamente ficando coberto pela manta branca que descia dos céus vagarosamente, puxada para baixo pelo abraço gravitacional, mas lutando contra a resistência do ar. Perdoe-me a poética, mas está muito frio e, mesmo agora enquanto escrevo esse relato, me encontro ainda nas terras dos samurais, escondido, imaginando que tenha sido descoberto ou delatado, e a poética é meu escape por ora. Lembro-me de vislumbrar um homem, totalmente régio em sua postura, a espada à cintura com o cabo decorado de verde-coral, a cabeça da armadura imitando o formato de um dos três lobos das montanhas. Sem dúvida alguma, o Shogun. Ele caminhava entre as fogueiras, conversando brevemente com seus comandados e por fim se retirou para um barracão que ficava no exato centro do acampamento — ainda agora me espanta a precisão com que fora armado todo o terreno ao centro das montanhas. Aí, as fogueiras todas foram apagadas. Três homens, saídos do barracão do Shogun, de modo que os julguei serem generais ou conselheiros de importância, deram um sinal e depois foi uma profusão de homens correndo, vozes graves gritando. Preparavam-se para a marcha.

Que fique dito, temo pela ordem das coisas. Temo pela paz, pela estabilidade. Rogo a qualquer divindade que escute minha prece para que ao menos esse relatório chegue aos superiores.
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'Schrödinger
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Vilarejo Atual
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Re: [Filler] Relatos. - em Sex 5 Jul - 18:45

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O sistema me usa e eu uso o sistema.
King Of The Dead - B.B
One Who Has Triumphed Over Adversity
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Edição de Natal por Loola e Senko.