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Naruto RPGAkatsukiNão é o único, simplesmente o melhor!
Arco 11:
Reino de Lilith: PesadeloAno: 71DG
Após uma dura jornada, Shaka finalmente caiu e teve a maldição retirada de seu coração. No entanto, os problemas trazidos pela família Hattori não se extinguiram. Shion revelou ter ajudado a libertar Lilith, uma monarca da dimensão infernal, que agora está possuindo o corpo de Hyuga Katsura e libertando uma horda de seres infernais contra este mundo. O mundo corre risco de ser consumido pela maldade dessa criatura, mas não se o plano de Shion der certo: forçar Lilith a causar um evento chamado de O Grande Eclipse, onde as portas de todos os mundos e dimensões ficarão abertas, e assim permitir a ele ir ao submundo resgatar sua amada Katsura Grey para finalmente selar Lilith.
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Vilarejo Atual

[Filler] O Portador do Fogo. - Seg 24 Jun 2019, 18:09

Tive esse estranho sonho recentemente, de fato não faz muito, e até agora não consigo compreender com ao menos alguma clareza seu significado; pode bem se tratar de alguma espécie de premonição, um acontecimento terrível que está por vir — mas mesmo neste lembro-me de ver tudo como borrões, formas indecifráveis que ganhavam luz emergindo da escuridão e, mesmo nas formas que me eram totalmente concretas, observáveis, visíveis, existia uma incerteza angustiante.

"Começou com uma alta torre arranhando o firmamento e ao fundo não se divisam estrelas nem a lua, apenas uma escuridão desoladora, como a se cor que preenchesse e desse vida à toda existência fosse agora o preto. A construção, à distância aparentando ter sido erigida em grandes blocos de pedra polida, alguns maiores e outros menores, mas todo seguindo uma espécie de simetria consigo mesmos, parecia rodeada por uma densa bruma, que subia em rodopios e ia aglomerar-se no topo, onde jazia uma chama de vermelho vivo. Algo nela parecia sinalizar que queimava, e queimaria, eternamente. Algo naquele era chamativo, como se envolvido numa aura que instigava o desejo irreprimível em qualquer um que o visualizasse. Algo naquele desejo era maligno, uma força oculta, que habitava o mundo desde o seu nascimento, esperando e esperando; o Portador da Chama havia de aparecer. E por quilômetros e quilômetros não se divisava nada fosse por norte ou por sul, tudo avançava e sumia numa imensidão negra e árida, de toda desprovida de vida, tomada pelo silêncio e por uma noite eterna e sem brilho, sem vida de fauna e flora, uma completa desolação; em suma, a ausência de tudo, um terra reservada somente à torre e a sua traiçoeira atração, que desempenhava nos homens a principal fonte de perdição daqueles tempos, uma força irrefreável que por si só seria capaz de devastar nações inteiras, derrotar até mesmo o mais valoroso herói. O poder da Chama, era tudo que queriam, a habilidade sagrada que repousava no topo da torre, o fogo que não se apagava nunca, o mecanismo pelo qual, segundo diziam, foi possível fundar os pilares do mundo e mante-lo estável. Por esse motivo, o poder incomensurável da chama, a torre residia numa dimensão própria, um espaço só dela, apartado da realidade mundana dos desafortunados seres humanos, que em sua grande maioria, mesmo sem saber sequer que existia tal poder, se destruíram e continuavam a se destruírem aos montes, guerreando por motivos banais, iniciando contendas por luxúria, desejo e orgulho. Vez ou outra, porém, um vislumbre escapava dessa dimensão de bolso e vinha à realidade dos mortais para atormenta-los com promessas, sim, vazias promessas cujo único intuito era o de transformar esse minúsculo túnel através do espaço que separava ambos mundos e com seu tamanho atual de nada servia senão como mero canal para o envio de mensagens, numa via larga e aberta para permitir a passagem da torre, para que ela se instaurasse de maneira definitiva entre ninjas e samurais, para que continuasse a se alimentar de sua principal fonte de poder: a tragédia humana. O ciclo sem fim de morte e traição, de fome e desolação, de esperança e desesperança intercalados em longos períodos, a alteração abrupta da instabilidade; a torre ansiava por tudo aquilo e, durante sua própria história, que também era a história dos homens e seus desejos, inúmeros foram os que se deixaram acriticamente serem seduzidos.

Esse era o sonho. Não exatamente um sonho, muito menos premonição, como tentara prever inutilmente sua mente terrena; chegava à ele a mensagem, a convocação para sua louca e desenfreada busca, para o cumprir de seu propósito, para ser a ponte que conectaria esse mundo ao outro e deixaria passar não somente a chama como a torre. Shizuke, sibilou em sua voz gélida a torre.

A convocação estava feita.

Tomado naquele ímpeto anômalo, o Yoshimura despertou, sentindo dentro de si aquela sensação de estranheza, mas também um apetite insaciável que, mesmo que comesse e comesse, mesmo que virasse obsessivamente galões inteiros de água, não passava. Era como ter fogo queimando em suas tripas, era como ter as veias tomadas por sangue quente, quente como a superfície do sol, quente como o fogo do inferno. E então começou a se aventurar, recolhendo toda as suas coisas silenciosamente, armando-se com sua espada, deixando para trás sua bandana e a uma pequena bolsa na qual guardava um grande número de armas metálicas de média e longa distância, levando somente seu desejo, o insaciável desejo. Assim, embrenhou-se pelo coração do País do Fogo, que não poderia ter nome mais conveniente à busca do que esse, através de colinas e montanhas, adentrando territórios que aparentemente eram inóspitos, mas que guardavam nessa ausência de vida um significado singular, a memória de eventos passados gravados na terra, presentes nos ossos carbonizados que decoravam o chão sobre a relva, amarrados em correntes enferrujadas, empalados por estacas que agora meramente repousavam sobre a vegetação baixa e verdejante. O lugar era um grande cemitério, onde não morrera ninguém em particular mas sim a vida como um todo, um outro tipo de vida, uma essência pura que se opunha ao domínio com mão de ferro da Chama; mostrava ao espadachim que seriam em vão quaisquer esforços para para sua busca, que homem algum, semi-deus, deus, força da natureza, nada poderia parar os intentos da torre e que, mesmo que ele próprio falhasse na busca outro receberia sua missão e daria continuidade à ela e caso não obtivesse sucesso este também, o ciclo seria continuado eternamente, como vinha acontecendo desde a própria existência do mundo; pois o sucesso pouco importava desde que essas criaturas tolas e orgulhosas continuassem suas vidas miseráveis pelo continente, com mortes aos montes acontecendo diariamente, não somente regando o solo com sangue morno mas mantendo viva a chama da torre. Era assim que sobrevivera queimando por tanto."

E quando acordei nada daquilo que vivenciara somente no mundo onírico me parecia real ou cabível, nada naquela narrativa macabra — cujo aspecto invocador do terror era o quão real poderia ser, mesmo não o sendo — me fazia atestar por sua veracidade e, ainda assim, mantive-me a ponderar acerca dela, abraçado em meus próprios joelhos, com o queixo junto ao peito, sentindo aquele calor dentro mim crescer e crescer, junto com a sede insaciável...

1044 palavras.
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'Schrödinger
'Schrödinger
Vilarejo Atual
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Re: [Filler] O Portador do Fogo. - Ter 25 Jun 2019, 08:03

Visto/Aprovado

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O sistema me usa e eu uso o sistema.
King Of The Dead - B.B
One Who Has Triumphed Over Adversity
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Edição de Aniversario por Shion e Senko.