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Naruto RPGAkatsukiNão é o único, simplesmente o melhor!
Arco 11:
Reino de Lilith: PesadeloAno: 71DG
Após uma dura jornada, Shaka finalmente caiu e teve a maldição retirada de seu coração. No entanto, os problemas trazidos pela família Hattori não se extinguiram. Shion revelou ter ajudado a libertar Lilith, uma monarca da dimensão infernal, que agora está possuindo o corpo de Hyuga Katsura e libertando uma horda de seres infernais contra este mundo. O mundo corre risco de ser consumido pela maldade dessa criatura, mas não se o plano de Shion der certo: forçar Lilith a causar um evento chamado de O Grande Eclipse, onde as portas de todos os mundos e dimensões ficarão abertas, e assim permitir a ele ir ao submundo resgatar sua amada Katsura Grey para finalmente selar Lilith.
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Mokaccino
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Mokaccino
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[Filler] O passado. - 22/6/2019, 22:23

Antes mesmo dos primeiros raios de sol surgirem do horizonte, o grupo de gatunos do deserto, órfãos e refugiados da antiga vila de Sunagakure, já se encontravam de pé, organizando seu precário arsenal, realizando suas preces ou revisando a missão que iriam efetuar naquela manhã. Pela primeira vez em algum tempo aquela deveria ser uma tarefa simples, uma missão decente oferecida por um vilarejo próximo. Zeno e seu grupo deveriam entregar algumas mercadorias a uma vila de mercadores e em troca receberiam alimento suficiente para três dias.
Zeno repassava o plano em sua cabeça, ele não tinha muitas armas, apenas uma faca e três agulhas que havia encontrado no deserto e portanto não havia muito o que organizar – Acredito que todos já estejam prontos, Zeno -. O garoto levou algum tempo para responder e quando o fez, se limitou a acenar positivamente com a cabeça – Eles estão agitados. Parece que ontem a noite alguém lhes disse que passaríamos pelas ruinas amaldiçoadas de Sunagakure – O colega gatuno riu, mas vendo a inexpressividade de Zeno foi obrigado a mudar rapidamente suas feições, adotando uma mascara de preocupação e espanto – Zeno, me fale que isso é mentira... Nós não podemos passar por aquele lugar, ele é... Amaldicoado, Zeno -.
Zeno se levantou e deu alguns tapas em seus trapos, fazendo areia voar – Não existe maldição nenhuma, Silva. Nossos pais nos diziam isso para que nos manter afastados de lá, para esquecermos aquelas ruinas e focarmos em seguir adiante -. O jovem se virou e se colocou em movimento, afim de se juntar ao grupo que já lhe esperava – Nós vamos passar por lá, vamos nos apoderar de seja lá o que encontrarmos e ainda dar cabo de nossa missão, esta entendido Silva? Nós precisamos sobreviver e não sobreviveremos tendo medo de enfrentar nosso passado -.
A caravana não demorou a sair. Sendo conduzida e guardada por sete jovens, crianças com não mais do que doze anos de idade, que no passado já se encontrariam prestes a ser formar shinobis.
Enquanto três das crianças manifestavam caretas de dor, se esforçando para arrastar o veiculo de madeira pela areia, as outras três e Zeno guardavam os arredores. O líder do bando, Zeno, ia a frente, procurando por armadilhas e emboscadas que pudessem ter sido preparadas por outros gatunos – Esse veiculo é péssimo, teria sido mais fácil colocar a mercadoria em nossas costas -. Sem perder a paciência o garoto retrucou, aumentando o tom da voz afim de ser ouvido em meio aos fortes ventos que atingiam o grupo – Não reclame, Mohamed. Agradeça por termos conseguido esse veiculo em nosso ultimo saque, ou se não nem esse serviço teríamos conseguido. Os anciões do vilarejo só nos contrataram pois concluíram que com tal meio de transporte a mercadoria estaria segura -. Mohamed, um dos garotos que puxava o carro de boi e também um dos mais gordinhos e fortes do grupo, ameaçou retrucar, mas ao ver que ninguém mais havia se juntado em seus protestos, desistiu.
O sol raiou e se pois, o grupo de crianças continuou a se mover, devagar e cuidadosamente por aquele território sem dono em que o país do vento havia se transformado. E foi só quando nada mais havia para iluminar a jornada que Zeno fez sinal para o grupo parar – Iremos pernoitar por aqui. Silva, plante armadilhas em torno da caravana... Não acenderemos fogueira, assim correremos menos risco de sermos alvo de mercenários ou ladroes, então se preparem pois essa será uma noite difícil -. Como todo jovem crescido no deserto sabia, os dias poderiam ser quentes, mas era a noite o mais mortal dos períodos. O frio que fazia, em adição com as fortes rajadas de vento, poderia levar a óbito qualquer um com pouca saúde.
Zeno se juntou ao carro de boi e observou seus terminarem os afazeres antes do repouso. E quando tudo havia sido concluído e todos se encontravam sentados ao redor da caravana, Zeno observou a todos apanharem de dentro de suas bolsas as suas rações, restos de comida mofadas que haviam adquirido em missões passadas.
Observando seus colegas e se encolhendo em meio a suas poucas vestes para fugir do frio o jovem adormeceu.
Por força do habito, Zeno acordou antes mesmo do sol raiar. Mentalmente o garoto agradeceu, sabendo que aquela seria a melhor hora possível para seguir viagem – Vamos, acordem todos, temos uma missão para concluir. Com sorte hoje já conseguimos nos livrar desse peso -.
Os garotos acordaram resmungando, reclamando do frio, mas seguiram os comandos daquele que haviam conquistado sua confiança por meio da eficiência em suas missões e saques.
Conforme profetizado, os garotos passaram naquela manha pelas ruinas de Sunagakure. Quase todas as crianças se assustaram inicialmente, mas frente aos gritos de Zeno, seguiram viagem e logo perceberam que nada havia a temer daquele local – Gostaria de me lembrar de como ela era antes de sua queda. Dizem que seus muros alcançavam os céus e foram erguidos a mãos pelos primeiros Kazekages, shinobis lendários que tinham o poder de controlar as areias do deserto -.
A viagem seguiu com os garotos balbuciando a respeito de lendas e mitos de Sunagakure. Durante todo o percurso Zeno se manteve quieto, afinal, era sobre ele que a maior responsabilidade recaia. Se Zeno se desconcentrasse e não percebesse a aproximação dos inimigos, a vida de todos estaria em perigo.
No final da tarde daquele mesmo dia o grupo finalmente alcançou Sevir, uma das grandes vilas de mercadores do país, local de abundancia e riqueza, que fez com que os humildes gatunos sonhassem pelo menos durante alguns minutos e pela primeira vez na vida com uma vida digna.
A desilusão não demorou a ocorrer. O preconceito com que foram tratados logo nos portões de Sevir fizera com que os jovem se lembrassem de seu local.
Arrasados, os garotos finalizaram seu serviço, apanharam a carta de conclusão do mesmo e se retiraram da cidade – Vamos, se sairmos agora devemos chegar amanha cedo em nossa vila e apanhar aquilo que nos devem -.

Considerações”:
Primeiro Filler da semana.
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Mokaccino
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Re: [Filler] O passado. - 22/6/2019, 23:37

Os sete gatunos deram as costas a nobre e rica vila comerciante, local que não os via mais do que aparentavam, garotos pobres, sujos e sem perspectiva. Com sua fé novamente abalada, seguiram viagem, como se aquele sonho que viveram por um misero segundo nada mais fosse, como se não o tivessem vivido, afinal, quem eram para sonhar com tal riqueza, quem eram para sonhar com uma vida digna e igual a daquelas pessoas, cujo único feito em suas vidas havia sido o de nascerem em um berço de ouro...
A caravana, mais leve devido a entrega das mercadorias, seguia mais rapidamente, e Zeno sabia que aquilo também se devia a vontade de seus colegas em regressar a pequena e pobre vila de refugiados, lugar onde eram reconhecidos, lugar onde eram verdadeiros heróis por alimentarem seu povo.
O sol novamente começava a se despedir, se pondo no horizonte. As ruinas de Sunagakure foram novamente avistada e Zeno, sem pensar duas vezes deu seu comando – Iremos dormir nas ruinas hoje. Não é seguro andar pelo deserto de noite e lá pelo menos encontraremos abrigo do vento -. Os garotos naquela altura da viagem nada mais tinham a temer ou criticar, simplesmente acataram o comando de seu líder e o seguiram por entre os escombros que se erguiam para fora das areias do deserto.
Em meio ao que parecia o centro da vila, Zeno identificou os restos de um antigo edificio, local onde poderia encontrar o abrigo que necessitava para repousar e também poderia ter uma boa visão dos arredores – Fiquem aqui, eu vou na frente especionar e ver se o local está livre de armadilhas -.
Zeno fez o que prometera e de peito aberto se enfio dentro dos escombros. Dentro do edificio tombado, nada parecia muito seguro, mas nenhuma armadilha havia. Enquanto convocava seus colegas para dentro, o jovem se perguntava o que teria causado tamanha destruição – Dizem que foram pragas divinas, enviadas para fazer com que todos pagassem pelos pecados da humanidade – disse Mohamed, que não demorou a ser refutado por Silva – Nada disso... Eu ouvi dizer que foi uma deusa antiga, mais forte do que qualquer shinobi que já sonhou em pisar na terra... Dizem que ela procurava se vingar daqueles que a aprisionaram -. Zeno, que até o momento se mantinha quieto em um canto do local, se manifestou – Se esse for o caso nós devemos a destruição de nossa vila a toda a humanidade, a todos os outros países e vilas que se limitam a assistir o mal que se instala nesse deserto -.
A conversa não demorou a cessar, estavam todos muito exaustos fisacamente e psicologicamente devido a tudo que haviam vivenciado naquele dia. Em meio a silencio, um a um os ofãos foram apanhados por morfeu e levados ao mundo dos sonhos.
Zeno sonhava que era um nobre mercador e abria os portões de sua cidade a todos os refugiados. Sua vila prosperara ainda mais após o feito, até que... BOM.
Zeno e os demais gatunos despertaram com o barulho que vinha do lado de fora das ruinas – Eu não falei que esse lugar era amaldiçoado ? -. Zeno tacou um pedaço de tijolo na direção daquele que havia reclamado – Quieto todos -. Os sons ameaçadores do lado de fora continuaram e os garotos arriscaram olhar pelas festas e lacunas que faltavam do edificio para descobrir o que acontecia – Mas que merda... -. Dessa vez nem Zeno precisou intervir para que os garotos se aquietassem...

Em meio a ruina um embate parecia acontecer entre um exercito e um único homem. Os soldados do exercito, trajando nada mais do que panos esfarrapados lançavam agulhas e armas contra o único homem, que desviava dos golpes por meio de graciosos saltos que pareciam desafiar as leis da física – Shinobis -.
O embate seguiu, os dois lados aos poucos revelavam mais de suas habilidades. O exercito lançava explosivos e investia seus soldados contra o guerreiro solitário, que parecia ser capaz de controlar a força dos ventos e criar poderosos tornados.
Em meio ao embate algo chamou a atenção de Zeno. O movimento dos soldados pareciam limitados, era como se eles não fossem de fato humanos e tais suspeitas se revelaram verdadeiras quando após um cuidadoso olhar, Zeno contemplou aquilo que os trapos escondiam – Madeira... Eles são... Bonecos...Mas se são bonecos, pelo que são controlados... ou melhor, quem os controle? -. A pergunta parecia assolar também ao guerreiro que lutava contra as marionetes e que poupava sua energia em busca de seu verdadeiro adversário.
Os garotos não conseguiam acompanhar o embate da mesma forma que Zeno, mas também não conseguiam tirar seus olhos daquele que era o primeiro duelo shinobi que haviam presenciado em suas vidas – Incrivel, quanto poder... Já imaginou o quanto nós conseguiríamos roubar com um poder igual aquele? Nós não roubaríamos mais idosos bem de vida que viajam de férias, nós seriamos capazes de furtar verdadeiras caravanas comerciais, guardadas por mercenários e shinobis -. Zeno não se pronunciou, mas a ideia lhe penetrou fundo a mente “E se fossemos capazes de controlar marionetes e de reger os ventos como se fossemos verdadeiros maestros? Aonde poderíamos chegar? Teriamos uma vida tão boa quanto a daqueles lordes comerciantes?”.
O embate durou cerca de mais cinco minutos. O mestre titereiro fora encontrado em meio aos escombros, mas antes que pudesse ser vitima do mestre dos ventos, fez seu ultimo movimento e cravou nas costas de seu adversário duas katares que provinham dos braços quebrados de suas marionetes.
Com o final da disputa, Zeno voltou a pedir silencio a seus colegas e se recolheu para dentro das ruinas – Vamos dormir... E em silencio... Não queremos que alguém como ele nos encontre aqui -.
Na manha seguinte o grupo de gatunos deixou, com cuidado, as ruinas de Sunagakure. Antes de partirem, Zeno tomou o cuidado de recolher alguma das marionetes caídas e então deu a ordem para o regresso até a vila de refugiados. Zeno não imaginava ainda, mas aqueles destroços iriam vir a lhe acompanhar para sempre.

Considerações”:
Segundo Filler da semana possibilitado pelo "Filler extra" que estou solicitando nesse exato momento.
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Rocky
Shugonin Jūnishi
Rocky
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Ícone : [Filler] O passado. Tumblr_pse1kamKGv1w7ua6go1_100

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Re: [Filler] O passado. - 23/6/2019, 09:35

996 palavras, faltaram 4. Edita e depois passo pra verificar.

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[Filler] O passado. Original
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Vilarejo Atual

Re: [Filler] O passado. -

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Edição de Aniversario por Shion e Senko.