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Alvorecer
Arco 04
Ano 17 DG
Verão
A queda do pastor cobrou um preço altíssimo do mundo ninja: o golpe final trouxe ao mundo um tempo de dor e sofrimento; fome e pobreza retornaram às ruas, a violência triplicou, os antigos heróis caíram ou ficaram desacreditados. Mas, um pouco perto do amanhecer, a Hydra, que até então se mantivera em silêncio, mostrou-se das sombras, trazendo oportunidades de emprego e uma esperança para salvar o mundo dessa mais nova calamidade. Líderes ninja não tiveram escolha senão se arriscarem em tratados suspeitos para conseguir manter firmes seus lares e seus soldados. No entanto, os reais planos da Hydra ainda continuam sendo um grande mistério.
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Shion
Fundador do RPG Akatsuki, Shion é responsável por manter o bom funcionamento de todas as áreas do fórum há mais de 10 anos. Completamente apaixonado por RPG e escrever, hoje é o principal responsável pelo desenvolvimento de toda a trama desse universo baseado na arte de Kishimoto.
Shion#7417
Angell
Angell é jogadora de RPG narrativo desde 2011. Conheceu e se juntou à comunidade do Akatsuki em fevereiro de 2019, e se tornou parte da administração em outubro do mesmo ano. Hoje, é responsável por desenvolver, balancear, adequar e revisar as regras do sistema, equilibrando-as entre a série e o fórum, além de auxiliar na manutenção das demais áreas deste. Fora do Akatsuki, apaixonada por leitura e escrita, apesar de amante da música, é bacharela e licenciada em Letras.
Angell#3815
Indra
Oblivion é jogador do NRPGA desde 2019, mas é jogador de RPG a mais de dez anos. Começou como narrador em 2019, passando um período fora e voltando em 2020, onde subiu para Moderador, cargo que permaneceu por mais de um ano, ficando responsável principalmente pela Modificação de Inventários, até se tornar Administrador. Fora do RPG, gosta de futebol, escrever histórias e atualmente busca terminar sua faculdade de Contabilidade.
Indra#6662
Biskath
BisKath é jogador do NRPGA desde julho de 2020, tendo encontrado o RPG por meio de pesquisas e começado a jogar nele, sem pausas desde então. É jogador de RPG desde 2013, mas o Akatsuki foi o primeiro de Naruto em que se aventurou. Apenas começou como moderador em abril de 2022, se dedicando as funções da moderação até se tornar administrador em julho do mesmo ano, auxiliando também na avaliação da área de criações. Fora do fórum cursa desenho, pois tem interesse em artes de forma geral..
BisKath#0666
XXXXX
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lathe biosas

Urameshi
Chūnin
Urameshi
Vilarejo Atual
lathe biosas

[ filler ] evanescer da folha - Publicado 13/6/2019, 22:17

Escrevia num pequeno caderno com um lápis. Um manuscrito, de capa negra dura com folhas amareladas. Comprara-o dias anteriormente e desde então pousava a fina ponta de grafite sobre o amarelo sem saber ao certo o que pôr. Deitada no sofá da sala, descansava. O seu mestre a observava atentamente a sua indecisão. Do canto oposto da sala, apoiou-se sobre a bengala, afagou as suíças com as mãos e se aproximou.
— Qual é o problema, Aiko? — indagou ele, sentando-se na poltrona a sua frente. — Não sabe o que escrever?
— Eu pretendia contar da minha rotina. Guardá-lo e um dia voltar a lê-lo, quem sabe daqui a uns quinhentos anos... — revelou. — Seria como a minha arca do tempo. — disse em um tom claramente empolgado.
— Arca do tempo?! — ele riu. — E você pretende viver tanto, menina? Não tem esperança de ter sanado a peste do mundo até lá? Eu não estou te ensinando tudo à toa. Eu realmente deposito todas as minhas fichas em você.
Constrangida, escondeu-se por detrás da capa.
— Olhe-me nos olhos quando falo, garota. — tomou um tom assustador. — A imortalidade não é algo com o que se deve brincar. Eu vivi e vi tanto que não posso apagar as lembranças da mente. Elas me atormentam. E aqueles que mais me trazem terror não são os que eu assassinei pela justiça, mas sim os que eu não fui capaz de salvar... — palavreou com concisão, com os olhos cerrados e os sulcos da testa bem delineados ao franzi-la.
Aiko recuou e comprimiu os ombros.
— Perdão, mestre. — escusou-se.
— O terá quando escrever suas páginas... — soltou um sorrisinho, levantou-se e saiu dali.

Confrontou-se com o inevitável. E, se esforçando, escreveu três linhas de seu dia, relatando o atrito vivido. Não era nada de cunho filosófico, sequer de alguma ciência social. Era somente uma crônica, uma passagem de sua rotina. Fechou o caderno e o guardou na estante da biblioteca. Algum outro dia haveria de finalizar seu diário. Encontrou-se com o instrutor na cozinha e ele achou estranho que ela estivesse trajada com o intuito de sair.
— Aonde pensa que vai? — questionou. — Já conseguiu exercitar a escrita?
— Sim, Kyo-sama. Não foi muito, ainda sim foi do coração. — disse-lhe. — Vou ao campo de treinamento, preciso melhorar as minhas técnicas. Não poderei ser uma serva digna do nome de Jashin se não for suficientemente poderosa. — argumentou precisamente, recordando ser ela a ninja que empunhava a espada da justiça.
— Fala como eu no passado. Já sou velho e não me falta força. Pergunto-me se fiz o suficiente... Duzentos anos e o mundo não mudou nem um pouco sequer. Talvez esteja a humanidade fadada ao fracasso. — confessou sem esperança, possivelmente abatido com o passado.
O cansaço lhe impregnava a cara. Se os que morreram tentando a imortalidade soubessem o que passava o velho, jamais a teriam desejado. As décadas que se somavam significavam unicamente tormenta sem fim. Apesar de convicto de seu caminho, ele era tortuoso e desviado. E, às vezes, se pegava perguntando se escolhera adequadamente. Certamente o pássaro passava mais felicidade, por mais que preso pela corrente de seu instinto. Sobrevivia com plenitude, cumpria seu papel e logo morria; seguia o ciclo. Ele era diferente, o seu dever só se finalizaria com a paz. No fim, poderia ser uma utopia.

Deu conta que sua aprendiz gritava.
— Mestre! — dizia, na intenção de lhe chamar a atenção.
— Desculpe-me. Estou velho e às vezes penso demais nas coisas. Mas você está cheia de juventude e sei que tem um longo caminho a correr. Vá, garota. Treine e se torne forte, quem sabe consiga cumprir com o que foi professado. — ordenou-lhe melancolicamente, assolado por tristeza irreversível.
Aiko não era boba. Conhecia aquele homem. De nada adiantaria tentar elevar sua moral. Retirou-se correndo. Nas ruas de Konohagakure andou. Passeava observando a tudo, de certo modo patrulhando os becos, vielas e ruas. Construções concretas davam espaços às árvores. Prédios altos e um espaço arbóreo rico, demonstração verdadeira da possibilidade de coexistência entre a vida urbana e a rural. Em seu caminho havia uma andarilha. Uma mulher velha de cabelos grisalhos, cega, que improvisara na estrada uma mesa de papelão e ali predizia o futuro. Por detrás de seu capuz negro viu um sorriso amarelo, com alguns dentes faltando. Curiosa, aproximou-se à passadas largas.
— Mais próximo, jovem. — disse ela num tom de voz arrastado, meloso.
Cautelosamente reduziu a distância até ela.
— Mais próximo... — e ela foi.
Tomou sua mão e o polegar correu as linhas da palma. A senhora sorriu de novo, estupefata com o futuro dela.
— Deve pensar que viverá por muitos anos, que será sempre imortal. Engana-se, menina. Não é e jamais será o que imagina ser. O que te acontecerá não está compreendido dentro das expectativas. Eu vejo a morte e a revelação. Ela virá... Sim, certamente virá. — profetizou com pesar na voz.
— Morte e revelação? Que surpresa. Não me espanta os profetas serem conhecidos como charlatães. Desculpe-me... — retirou a mão. — Voltarei ao meu lar... — jogou algumas moedas e deixou o lugar.

O período de profecia fora custoso, arrancando-lhe de seu treinamento. De volta à residência do imortal, encontrou-se com ele à porta, vestindo um gibão e calças pretas. Os cabelos grisalhos estavam bem escovados para trás e usava a bengala de madeira ao andar.
— Aiko-san... — alegrou-se ao vê-la. — Hm. Vejo que seu treino não foi producente... As roupas continuam limpas... — observou.
— É verdade... — confirmou ela se apercebendo dos detalhes. — Fui enganada... Uma velha. Ia ao campo quando fui abordada. Ela me disse que leu meu destino. Mas, no , foi só enganação... — relatou descontente.
— Previsão do futuro? — riu. — Quanta baboseira. Não existe algo como o destino, garota. Cabe a nós decidir o nosso amanhã. E, claro, aos desígnios de Jashin.
— Sim, pura baboseira. — concordou tristemente, esperando que residisse algo de místico na previsão.
Ele sentiu o peso que carregava a voz dela. Certamente descontente. Dessa vez, ele a alegraria.
— Esqueça isso. Fui comunicado que existe um novo alvo. Um homem de trinta e cinco anos que violentou e assassinou três mulheres, uma delas a sua esposa... — propôs indiretamente, sabendo que mexeria com o senso de justiça dela.
— Vamos! — respondeu abruptamente, com o sangue efervescendo.
Se havia a menor possibilidade de se criarem novas vítimas, não perderia tempo. Muniu-se de seus equipamentos e foi à porta.
— Estamos esperando por alguém? — questionou.
— Era esse o vigor que buscava... — saiu.

Já possuía as coordenadas do alvo. O bosque nos arredores de Konohagakure, num pequeno e abandonado casebre de madeira. As autoridades estudavam aquele homem há algum tempo, e não tardaria até que agissem. Em uma hora chegaram ao local. Esconderam-se entre copas pesadas e verdes, preparando-se para a emboscada que executariam. Fitaram a humilde residência e aguardaram pacientemente. O coração da jovem pulsava e ela estranhamente recordava da previsão: “uma morte...” repetia a voz melosa da idosa em sua mente. E, à noite, com a luz da lua os iluminando, viram ele se retirar da única entrada e saída. Espreguiçou-se e estalou o pescoço.
— Sairão do meu quintal ou terei de fazê-lo à força? — resmungou ele, estressado.
Vestia uma camisa básica branca e uma calça jeans azul. Calçava sandálias feitas à mão, um trançado de fibras de árvores. Os cabelos eram negros, curtos, penteados para trás. A barba cobria todo o rosto e se acumulava abaixo do queixo em um tufo considerável. Percebidos, Aiko e Kyo se moveram. Saíram da posição e ficaram um ao lado do outro encarando o adversário.
— Ótimo. Agora, falta mais um...
Os dois se entreolharam. Quem mais estaria ali? Repentinamente, uma silhueta se moveu na direção deles. Uma mulher voluptuosa, baixa, da mesma altura da garotinha. Seus cabelos negros caíam nos ombros e era tão bela quanto uma lua cheia. A kunoichi conhecia ela, aquela a quem tinha como mãe. Shiori, era este seu nome.
— Mãe! — gritou surpreendida, com os olhos esbugalhados.
— Olá... — apresentou-se. — Desculpe-me, querida, somente queria saber se estava bem. Acabei estragando tudo... — disse cabisbaixa, definitivamente esmorecida.
— Ótimo, a merda de uma reunião familiar em meu quintal. E você, vovô? É o avôzão dessa família?! — caçoou.
Num suingue dos braços do assassino invocou ele uma dupla de machados guardados numa técnica de restrição. Machadinhas, empunhadas uma em cada mão. O mestre Jashinista tomou a dianteira. A bengala se tornou um bastão, depois de revertida a técnica básica de transformação. Elas tentaram se conter, porém foi inútil. Abraçaram-se enquanto se chocavam os instrumentos de guerra dos combatentes.

Os corpos se envolveram em fraternidade e amor. E, por um instante, resgatou a memória estranha da profeta: "Eu vejo a morte...". Não deixaria que nada acontecesse aos que amava.
— Aiko! — exclamou o mestre.
Ele apresentava uma dificuldade clara em combater o homem e os seus débeis movimentos se revelavam inúteis frente à voracidade de homicida.
— Ajude-me! — suplicou já ofegante.
Correram juntas, uma por um flanco e outra por outro. Ambas eram mestres do combate com espadas. Tentaram um ataque de pinça, alvejando-o com o aço pelas laterais. Ele sorriu e recuou.
— Três contra um. Tsc, pífio. Duas putas e um velho gagá. Isso é o melhor que Konoha pode me oferecer. Venha, dançaremos um pouco e eu devorarei as suas cabeças como fiz à minha própria esposa. E, para garantir o espetáculo, aqui. — evocou oito cópias das sombras de si. — Bailemos. Agora são três contra um. Vejamos se conseguem enfrentar os meus clones... — desafiou.
E, obedecendo-o, todos dançavam. Ninjutsus e kenjutsus aos montantes, somando-se um ao outro. Um verdadeiro show de técnicas e uso de chakra. Entretanto, diferentemente do aguardado, o inimigo era forte demais. As reservas de chakra dele se apresentavam inesgotáveis. Mantinha-se lutando em alto nível, debelando jutsus e enfrentando hábeis artistas marciais. O rumo da batalha, antes favorável, se invertera e agora se demonstrara a favor do oponente. Não era um simples civil. Dominava todo o tipo de poder, desde técnicas de vedação ao mais apurado uso de armas brancas. Três minutos bastou ao desfecho: derrota. "Eu vejo a morte..." pensou.

Jaziam três corpos atirados ao chão. Ainda vivos, todavia exaustos e já sem força. Ergueu-se a menina, com cortes sangrando por todo o corpo. A camiseta branca dele se tingira com o vinho do sangue.
— Oh! A putinha ainda tem alguma força. Está decidido. — sorriu. — Vou torná-la minha escrava sexual. Será ótimo ter alguém jovem vigorosa para compartilhar a cama comigo. — deu um sorriso horrendo, mostrando os dentes da face com certa psicopatia envolvida.
— Aiko... — a mãe usou o restante de força com o propósito de se erguer. O velho a acompanhou. — Eu serei a distração, querida. Utilize a oportunidade para aplicar o golpe final. E, pelos deuses, não erre.
— Mãe! — interrompeu-a. — Não pode...
— Escute a sua mãe e a mim. Ela é uma guerreira formidável, porém não o fará sozinha. Será de agora em diante minha herdeira. Use o que for necessário e, escute com atenção, jamais perca o seu senso de justiça. — aconselhou.
As lágrimas correram o rosto e ela se sentou. De olhos fechados, concentrou a energia natural. E, do outro lado, no fronte de combate, eles tentavam segurá-lo. Tudo aconteceu em um instante. Um breve suspiro e o redor de seus olhos se tornavam azulados, com crosta semelhante a escamas. Assumira o estado sábio do dragão. A verdadeira herdeira do poder de Sawagi.

O último esforço de mãe e mestre renderam resultados. Entrelaçaram os braços nos do inimigo, que já não possuía cópia qualquer invocada em campo. Prenderam-o com força, a única que restava.
— Agora! — exclamaram em uníssono.
A canhota segurou a bainha. A destra, o cabo. Sem hesitar, fez uso de sua melhor técnica aérea. O manusear da espada em perfeição. Com força e velocidade tão arrebatadoras que o homem sabia que iria morrer.
— Merda... — disse, um segundo anterior ao choque de ar revoltoso contra o corpo.
As lâminas retalharam ele por completo em pequenos pedaços, até que o cenário se tornasse um horror: tripas, miúdos e outras partes dele. O mestre sofrera do mesmo. A mãe, por outro lado, conseguiu escapar sem ter sido estripada. Recebera cortes profundos no tórax. Não sobreviveria, decerto, ainda sim residia o último esforço. Ajoelhou-se ao seu lado e segurou sua mão em prantos, levando-a ao seu peito.
— Não acabou... — tossiu sangue. — Eu ainda tenho que fazê-la conhecer seu futuro. Não é quem pensa ser, minha queridinha. — confessou com dor. "uma revelação..." — É, na verdade, Uchiha Aiko. A herdeira do lendário clã Uchiha.
A mão da mãe se abriu e a palma encostou no peito. Desfez o selo criado no início de sua vida. Uma vedação tão poderosa que impedia que os genes Uchiha viessem à tona. Desfizeram-se a maldição Jashinista e boa parte de suas capacidades. Tornaram-se areia que viajava com a ventania.
— Não acabou... — repetiu, porém desta vez seus olhos perdiam a cor.
Sepultou-a naquela tarde até que a chuva caiu. Era dia de seu aniversário e, ao final, a profecia se cumprira...  

Filler para mudança de clã:
Sem clã -> Uchiha (2181 palavras)

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[ filler ] evanescer da folha Susanoo-no-Mikoto-slaying-Yamata-no-Orochi-in-Kojiki
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Zeitgeist
Zeitgeist
Vilarejo Atual
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Re: [ filler ] evanescer da folha - Publicado 14/6/2019, 09:49

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