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Naruto RPGAkatsukiNão é o único, simplesmente o melhor!
Arco 11:
Reino de Lilith: PesadeloAno: 71DG
Após uma dura jornada, Shaka finalmente caiu e teve a maldição retirada de seu coração. No entanto, os problemas trazidos pela família Hattori não se extinguiram. Shion revelou ter ajudado a libertar Lilith, uma monarca da dimensão infernal, que agora está possuindo o corpo de Hyuga Katsura e libertando uma horda de seres infernais contra este mundo. O mundo corre risco de ser consumido pela maldade dessa criatura, mas não se o plano de Shion der certo: forçar Lilith a causar um evento chamado de O Grande Eclipse, onde as portas de todos os mundos e dimensões ficarão abertas, e assim permitir a ele ir ao submundo resgatar sua amada Katsura Grey para finalmente selar Lilith.
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Estação: Inverno

Tatsumaki
Genin
Tatsumaki
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[Filler 1.0] - Tatsumaki - 1/6/2019, 23:44


Filler: ❲ O Tornado do Terror. ❳
Eu sempre soube que minha vida cercada de mimos era na verdade uma maneira que meus pais tinham para suprir sua ausência na minha infância. Meu pai, sempre foi um homem de negócios e minha mãe sempre o auxiliou nos eventos e festas de alto nível social que eram convidados e precisavam marcar presença. Na frente dos outros, éramos uma família perfeita, mas por detrás de todos os holofotes, eu sabia que era bem diferente do que se podia imaginar. Quando eu tinha aproximadamente 7 anos, eu ainda possuía um pouco mais de noção do que era ser uma pessoa normal, a maioria dos empregados ainda me viam como uma adorável garota cuja personalidade não era tão difícil de se controlar, bastava me fazer sorrir que eu cedia a qualquer coisa que me pedissem, mas isso logo mudaria de um dia para o outro. Lembro-me de estar em meu quarto sozinha quando ouvi cochichos na porta, pelo lado de fora.

[ Empregada 1 ] - Mas como vamos falar com ela? - Quase não conseguia ouvir, devido ao som abafado pela porta.

[ Empregada 2 ] - O senhor Takashi nos pediu para prepará-la. Infelizmente, nós vamos ter que dar essa notícia pra ela. - Completou a outra mulher.

De qualquer forma, aguardei no meu quarto até que ambas decidiram me contar o que estava acontecendo. Foi naquela manhã chuvosa, em meu quarto, sabendo por empregados, que soube que minha mãe havia falecido em decorrência a uma complicação no coração. Doença esta que, para minha surpresa, eu não sabia que existia, muito menos que poderia levar minha mãe a óbito tão repentinamente. Depois que a notícia foi enfim me entregue, meu pai que havia pedido para que os empregados me consolasse e preparasse para conversar com ele posteriormente, veio até mim para me explicar algumas coisas. Naquele dia, ele também me deu uma carta lacrada, com um cheiro de perfume inconfundível, era uma carta de minha falecida mãe que meu pai havia recebido dela. Ele me disse que não se meteria no assunto da carta e garantiu que não havia lido sequer uma palavra e que estava respeitando a memória da minha mãe. Depois que conversamos um pouco eu fiquei a sós com aquele papel. Meus olhos se encheram de lágrimas enquanto lia.

Carta de Despedida:
Querida filha. Sei que hoje, você é muito jovem e talvez não entenda o que está acontecendo. Se você estiver lendo isso, obviamente eu devo estar morta. A insuficiência cardíaca vem a muitos anos me castigando e, assim como esperado, acabou culminando no dia do meu falecimento. Seu pai tentou o que podia, mas infelizmente, nem todo o dinheiro pode comprar minha saúde. O intuito desta carta é te dar algumas explicações, pois nunca fomos muito próximas e eu tenho que te explicar que isso se dava ao fato de minhas crises e estado de saúde seriam perceptíveis a você com uma convivência mais próxima… Eu me afastei de você para que não acompanhasse a doença me consumir. Infelizmente, não fui o maior exemplo de mãe, mas lhe amo acima de tudo e tenho alguns conselhos que sempre quis te dar, mas não tive coragem de fazer ainda em vida.

Nunca deixe que seu destino seja decidido por outra pessoa. Sei que pode parecer idiotice, mas quando me casei com seu pai, acabei me tornando, juntamente com ele, uma pessoa de negócios e de renome… Eu nunca quis ser apenas uma mulher que desfrutava de riquezas e participava de eventos. Eu queria ser médica, porém seu pai nunca aprovou que eu me tornasse uma. Não fazia bem para os negócios que eu trabalhasse. Não fazia bem a imagem que seu pai passava para todos.

A outra coisa que tenho de te deixar ciente é: você pode se sentir vazia agora que sabe de como eu me sentia em relação a minha vida como esposa seu pai, do sonho que abdiquei e dos motivos de eu não ter sido presente na sua vida, porém saiba, que acima de tudo, você é minha preciosa esmeralda. Nunca haverá algo que você não consiga fazer por si mesma, você é incrível.

Em cima da cabeceira da cama do quarto de seu pai, haverá dois livros grandes. Um é minha maior paixão e o outro é um sonho que não realizei. Ambos são seus.

Me desculpe por tudo…

Quando li aquilo, confesso que fiquei arrasada. Senti ódio, arrependimento, tristeza e impotência. Não era isso que eu queria ler, eu queria minha mãe. Eu a amava, assim como amo meu pai, mas daquele dia em diante passei a detestar os negócios da família. Assim como na carta, fui até o quarto de meus pais logo após aquela leitura infeliz. Eu chorava e as pessoas me olhavam como uma órfã a partir dali. A pena nos olhares deles me machucava ainda mais, pois eu não queria compaixão, eu queria minha mãe viva. Quando cheguei no quarto, assim como ela havia descrito, encontrei os dois livros, não estavam empoeirados, muito menos desgastados pelo tempo, estavam completamente perfumados e em ótimo estado de conservação, tamanho era o carinho que ela tinha por eles. Os peguei sem sequer ler sua capa, pois queria sair dali logo, as lembranças do quarto me traziam ainda mais dor.

Quando enfim voltei ao quarto, lembro-me de ter me sentado na beira da cama, colocando um livro de cada lado. Lembrei-me das palavras dela na carta e, enquanto a chuva engrossava do lado de fora da mansão, meus olhos lacrimejavam ainda mais. A cada soluço de desespero, raios e ventania nos galhos da árvore em frente a janela abafavam meu choro e grito de dor. Eu peguei o primeiro livro enquanto enxugava as lágrimas, notei que na primeira página do mesmo, havia a mesma frase da carta “Minha maior paixão”. Quando comecei a folheá-lo, me segurei mais uma vez, a dor me consumia, pois ali, diante dos olhos marejados, estavam as fotos dela comigo ainda recém nascida, várias e várias fotos, de momentos que eu nem lembrava, e como descrição de cada uma das centenas de imagens, a frase se repetia. Ela nunca deixou de me amar. Sua atitude, embora egoísta, de se afastar de mim para que eu não soubesse de sua doença, não significava que ela não gostava de mim. Quando terminei de ver o álbum, notei que haviam páginas com marcas de lágrimas mais no final do mesmo, obviamente sendo as delas que eventualmente foram cobertas pelas minhas. Faltava então mais um livro, o “sonho não realizado” para que eu visse.

Coloquei o álbum de recordações de lado. A chuva lá fora se intensificava muito mais e eu até me assustava, era facilmente intimidada pela força da natureza, ainda mais agora, fragilizada com a perda. Quando segurei o outro livro comecei a ler com atenção, pois eram anotações e mais anotações. Fórmulas químicas, desenhos de partes do corpo humano, células e coisas que eu não fazia ideia do que eram. Enquanto eu folheava, podia ver que aquelas anotações era, afinal de contas, uma espécie de caderno de estudo que tinha inúmeras anotações sobre anatomia e medicamentos que agiam de formas variadas no corpo. Eu finalmente entendia o significado daquilo, era minha mãe tentando encontrar a cura para a própria doença, tentando fazer como uma médica faria, para lutar tentando salvar uma vida. Eu não sabia o que fazer com aquelas notas, muito menos as entendia, mas eu sabia que aquilo era o grande sonho que ela não pode concretizar. Tratei com carinho de ambos os livros, busquei de todo coração encontrar uma utilidade para aquilo e, foi quando, em meio a tristeza de perder minha mãe, comecei a desenvolver um gosto peculiar por ler coisas relacionadas à saúde.

[...]

Nos dias seguintes ao enterro dela, continuei sua pesquisa, mas para isso, precisei de muita base científica no ramo do estudo do corpo e medicina. Foi aí que comecei a frequentar todos os dias, depois dos estudos, a biblioteca da mansão em busca de livros sobre medicina e anatomia. Meses se passaram e eu me tornei boa no assunto, foi quando passei a pesquisar sobre doenças e como afetam o corpo, como fazer esse tratamento ou aquele, passei dias ali. Uma coisa puxava a outra e eu me sentia bem com isso, me distraía, me tirava do tormento de ficar sozinha, pois meu pai, nada fez depois daquela conversa sobre a morte, permaneceu distante, mas eu não o julgava, agora ele também estava se sentindo só. Um ano de estudo havia se passado e eu era extremamente boa no que diz respeito conhecimento do corpo e suas limitações, foi quando eu percebi que era uma nerd trancafiada no quarto e que eu deveria me permitir viver mais. A menina que antes era doce, agora tinha 8 anos e era extremamente individualista e debochada com os outros… Estava na hora de conquistar meus próprios sonhos. Eu havia mudado a mentalidade, eu havia mudado meus interesses, eu queria viver por mim e fazer o que eu quisesse para não partir como minha mãe, cheia de lamentações. Desde então nunca mais me viram como uma pessoa frágil, pois eu havia moldado em meu rosto, um semblante como máscara, a máscara que me protegeria e impediria que os outros me julgassem com seus olhares de pena… Por fora eu era uma leve brisa, mas por dentro; era um tornado. O tornado do Terror.


Considerações:
Apenas um Filler contando um pouco sobre como era a infância da personagem e como ela desenvolveu conhecimento em anatomia humana. Gostaria de receber, por consequência, a QUALIDADE de valor UM, de CONHECIMENTOS ANATÔMICOS e adicioná-la a ficha. Além dos meus 200 de Status, referente ao mês do Up de Junho, de 2019.

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Indra
Juuichidaime Hokage
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Re: [Filler 1.0] - Tatsumaki - 2/6/2019, 00:00

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Edição de Aniversario por Shion e Senko.