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Naruto RPGAkatsukiNão é o único, simplesmente o melhor!
Arco 11:
Reino de Lilith: PesadeloAno: 71DG
Após uma dura jornada, Shaka finalmente caiu e teve a maldição retirada de seu coração. No entanto, os problemas trazidos pela família Hattori não se extinguiram. Shion revelou ter ajudado a libertar Lilith, uma monarca da dimensão infernal, que agora está possuindo o corpo de Hyuga Katsura e libertando uma horda de seres infernais contra este mundo. O mundo corre risco de ser consumido pela maldade dessa criatura, mas não se o plano de Shion der certo: forçar Lilith a causar um evento chamado de O Grande Eclipse, onde as portas de todos os mundos e dimensões ficarão abertas, e assim permitir a ele ir ao submundo resgatar sua amada Katsura Grey para finalmente selar Lilith.
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Estação: Inverno

Blackfeather'
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Vilarejo Atual
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[Filler] Enma - 4/5/2019, 17:26

[Filler] Enma 126b0d10

Laços de família
1067 palavras


N
o dia em questão descia do céu uma chuva torrencial, como imensas colunas de água, que incidiam sobre os telhados de madeiras das casas simplórias daquela região e escorriam ao solo como agregados ainda mais intensos, levando a formação de uma enorme quantidade de lama, amarronzada, e extremamente percolante. Não bastasse isso, a única mercearia daquela rua próxima a casa de Enma, estava fechada devido às goteiras proveniente de um telhado velho e mal acabado. Assim, presa junto ao seu adoentado irmão, a jovem e pequena shinobi de longos cabelos negros, se preparava para ir para sua primeira missão.

— Como vai fazer pra trabalhar hoje, Enma? — perguntava o irmão, deitado sobre a cama, pele pálida, cabelo desgrenhado e fala arrastada. — Creio que seja um bom dia pra você descansar... Então, não precisa se esforçar muito hoje, acenda uma fogueira e vamos conversar.

Enma já estava trajada em seu kimono, esperava todos os dias àquela hora do dia que podia se afastar daquele clima de morte que seu irmão nomeava lar. A bem da verdade, e é preciso dizer, que Enma amava seu querido oni-san, mas se sentia mal de estar próximo a ele, daquele corpo frágil e dependente. O suor lhe descia a pele como se estivesse sempre febril e seu cheiro — costumava pensar ela — era como se toda a moléstia da terra recaísse sobre cada porosidade de sua pele, o que era torturante. No fim das tardes, principalmente as mais quentes, as feridas se abriam, levando o surgimento de sangue e pus. Os gemidos, baixos e relutantes, saiam como um vento de mau agouro, recheando toda a casa daquele ar instável produzido por sua desconhecida doença. Por isso, Enma fugia, por isso, arriscava sua vida como shinobi às escondidas. Queria se manter longe e faria o máximo possível, mesmo num anormal dia de chuva como aquele.

— Não é muito comum chover por aqui, em breve deve parar, devo me apressar querido irmão. — se aproximou, beijou-lhe a testa e se afastou com um olhar sério, mais de intensa caricia.

— Que bobagem! As ruas devem estar pura lama, além disso, em dias de chuva, quem você acha que vão comprar... — fez um movimento com a mão, quase histérico, tentando lembrar a palavra que tinha em mente — Bijuterias, num dia como esse?

— O patrão é rigoroso.

E não era mentira, não que trabalhasse de fato, apenas escondia isso de seu pobre irmão, um pacifista e obstinado jovem de Kumo, filho primogênito de uma antiga e importante família que, por conta de seu pacifismo, ruiu aos poucos, junto com todos os membros e todas as posses de sua família. Por conta disso escondia dele, e de sua teimosia, o fato de que estava trabalhando como ninja, e fingia trabalhar para um rigoroso burguês de um bairro vizinho.

— Que ele vá a merda junto com suas coisas... — Takeo se levantava, apoiando com a ajuda da irmã as contas contra a parede ao lado de seu futon. Sua fala era energética, quase política e dotada de igual retórica. Os olhos brilhantes de esperança olhavam a feição inexpressiva da irmã que, no fundo daquela doce face, escondia certo desprezo por ter seu destino selado aquela criatura que tinha que chamar de irmão.

— Sabe que eu não posso me demitir. — Sua voz era calma, carinhosa e fluía como musica aos ouvidos do irmão. — Precisamos de dinheiro — o que não era mentira, mas que causava irritação ao rapaz, ou, como ele pensava:

— Quem você acha que é pra falar comigo nesse tom? — seu tom de voz era irritado, o compasso das frases um misto de visível irritação e consternação por sua pobre irmã.

— Me perdoe. — tirou dos olhos o cabelo que escorria em direção aos olhos, abriu um sorriso meigo, puro e sincero. Acima de tudo, desejava a melhoria de Takeo e acreditava que a esperança era, sem sombras de duvidas, seu melhor remédio.

— Não diga besteiras, quem gritou fui eu,vem cá.

A menina se aproximou, meio amedrontada,  meio curiosa. O irmão a envolveu com seus braços ossudos por conta de sua enfermidade. Ela sentiu sua pele fria, pegajosa e sua tez que exibia, orgulhosa, toda aquela mortandade. Aconchegou-se em seus braços e, por incrível que possa parecer, se sentiu bem, segura, como se ele não estivesse doente, como se aquele dia fosse terminar com ele chegando em casa de seu serviço e ela do dela, ambos trabalhando, com seus orgulhos intactos, sem aquela relação de vidraça construída pela dor e o desespero da doença.

— Eu vou cuidar de você Enma, eu prometi isso aos meus pais, eu vou melhorar, então, por favor, me perdoe por não poder te proteger.

As orelhas de Enma foram ficando cada vez mais vermelhas — não precisava de ninguém para protegê-la, uma hora teria que reconhecer isso — e sua ansiedade cada vez mais forte. Seu rosto estava repousado sobre o peito largo do irmão, o olhar disperso no nada.

— Deixe-me proteger você — disse ela baixinho.

— O quê? — ele aproximou seus ouvidos, tentando impor ao som que saia de sua boca um retorno, mais claro, mais conciso. — Pode repetir?

— Precisa confiar em mim, até se sentir melhor, me deixa cuidar de você.

Ficou com medo da resposta do rapaz, que virou seu olhar para a dobradiça da janela, gasta pelo tempo, como todos os moveis daquela casa insalubre, seu lar.

— Ok.

Foi o que disse. Afastou-a, virou-se contra a parede de seu futon e passou parte do dia dormindo e na outra parte calado. A irmã decidiu não sair naquele dia, sabia que seu irmão já não agüentava a solidão daquela casa e temia que este sucumbisse a loucura de estar preso a cama, ao corpo e aquela dor que sua enfermidade lhe impusera.

A noite chegou e a chuva diminuía a força, em conformidade as goteiras paravam e reinava cada vez mais o silencio. Na janta, Enma preparou uma sopa com alguns poucos vegetais que tinham sobrando, temperou com ervas que cresciam próximo a um córrego ao lado de sua casa e, sentados um de frente para o outro, Takeo levantou a cabeça e delicadamente levantou o rosto de sua irmã com a mão esquerda, usando o pequeno queixo da garota como apoio.

— Tudo bem, pode cuidar de mim, mas quando eu melhorar, vamos um cuidar do outro, como éramos antigamente.

Ela sorriu, ele também. Lá fora, a chuva caia, dentro de casa, contudo, o tempo era limpo e estável.






OFF

Filler
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Chūnin
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Vilarejo Atual
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Re: [Filler] Enma - 4/5/2019, 20:22

[Filler] Enma Aprova13

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[Filler] Enma Sing10

Spoiler:

[code]
Gasto e Dano Jutsus escreveu:Rank E: 00 & 00;
Rank D: 10 & 25;
Rank C: 25 & 45;
Rank B: 50 & 70;
Rank A: 100 & 140;
Rank S: 200 & 280;
Mortais: Variável & 560;
Rank -: 75 & 90

[Filler] Enma Sem_tz10
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Edição de Aniversario por Shion e Senko.