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Naruto RPGAkatsukiNão é o único, simplesmente o melhor!
Arco 11:
Reino de Lilith: PesadeloAno: 71DG
Após uma dura jornada, Shaka finalmente caiu e teve a maldição retirada de seu coração. No entanto, os problemas trazidos pela família Hattori não se extinguiram. Shion revelou ter ajudado a libertar Lilith, uma monarca da dimensão infernal, que agora está possuindo o corpo de Hyuga Katsura e libertando uma horda de seres infernais contra este mundo. O mundo corre risco de ser consumido pela maldade dessa criatura, mas não se o plano de Shion der certo: forçar Lilith a causar um evento chamado de O Grande Eclipse, onde as portas de todos os mundos e dimensões ficarão abertas, e assim permitir a ele ir ao submundo resgatar sua amada Katsura Grey para finalmente selar Lilith.
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Ange
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Ícone : [Filler] Pela Primeira Vez (pt. 2) HKIv36V

[Filler] Pela Primeira Vez (pt. 2) - Sab 27 Abr - 23:30


Angell Hyuuga

[ HP: 600/600 | CH: 600/600 | ST: 00/05 ]


Os olhos perolados de Angell se depararam, por uma fresta no capuz negro da capa igualmente negra, com o rosto da figura macabra, direcionado para baixo, para a visitante que devia ser recepcionada. Ela não sabia direito o que fazer, acima de tudo, porque a dita figura não era nada mais, nada menos que um esqueleto... vivo!

– Você... também é algum tipo de miragem? – ela se arriscou a perguntar. – D-digo... tudo pelo que eu passei até chegar aqui era miragem, certo?

Porém, a resposta do esqueleto não veio. Na verdade, ele se limitou a se afastar para o lado esquerdo e erguer os braços para convidar a azulada a entrar na igreja atrás dele, cujas portas de madeira escura se abriam, rangendo ruidosamente. Era como se... ele quisesse que ela descobrisse por contra própria o que estava querendo saber. E Angell não se sentia mais em condições de recusar àquela incitação.

Antes de mais nada, ela deu uma olhadela hesitante para dentro da igreja: tudo ali era tão escuro quanto a própria noite do lado de fora; mas, em contraste, também tinha todo um ar convidativo e caloroso atravessando a entrada e chegando até a visitante. Então, ela cedeu e enfim subiu os poucos degraus que a levariam a, depois de passar por debaixo do arco das portas abertas, entrar de vez na igreja. Conforme o esqueleto lhe guiava através do saguão, ela sentia, bem aos pouquinhos, seu espírito abalado ir se reestruturando e seu corpo meio enfraquecido ir se fortificando outra vez. Porém, ela continuava hesitante, tão hesitante que deu uma olhada para trás logo que chegou à escadaria que lhe levaria ao próximo andar... só para ver as portas da igreja voltando a se fecharem, muito provavelmente aprisionando-a ali dentro até sabe-se lá quando. Então... não haveria mais volta, mesmo.

Angell suspirou baixinho e continuou acompanhando aquele esqueleto. Não demorou a chegar até seu quarto, que, além de lhe esperar também de porta aperta, discrepava um pouco do restante do interior da igreja, já que parecia ter sido decorado mais ao gosto da própria azulada: as paredes eram escuras, mas azuis ao invés de negras, bem como as roupas de cama e os detalhes dos móveis de madeira. Mesmo estranhando, ela entrou. Caminhou devagar até a cama, passou a mão direita sobre o cobertor azul com leveza, sentindo a maciez convidativa do mesmo, e enfim se sentou no colchão molinho, virada de frente para a porta. Deparou-se outra vez com o rosto do esqueleto, que havia parado antes da entrada para o quarto.

– Aguarde aqui. – ele disse apenas, antes de se virar e fechar a porta trás de si.

...como se Angell tivesse alguma escolha agora.

Ou tinha, sim; o esqueleto não havia trancado aorta, só fechado; a enorme (e única) janela do quarto, que quase tocava a cama, que, por sua vez, encostava na parede em que a mesma havia sido instalada, estava até entreaberta. Então caberia só e somente à azulada realmente esperar e terminar o que tinha começado ou desistir e correr de volta para casa.

[...]

– Angell, está aí? – ela ouviu uma voz desconhecida vinda do outro lado da porta.

Enquanto esteve sozinha, depois de tirar lá um tempinho para pensar, a azulada voltou a se levantar da cama de seu mais novo quarto, abriu de vez a janela acima da mesma e se sentou em seu parapeito, apenas para poder olhar lá para fora novamente. A lua cheia, que continuava brilhando no alto do céu tão escuro acima da igreja, iluminava o que alguns poderiam considerar como o jardim da dita edificação: um cemitério – um cemitério de verdade! – que, a olhos nus, se estendia quase até sumir no horizonte.

– Sim... estou. – Angell respondeu finalmente, em um murmúrio mínimo.

Ouviu a maçaneta da porta sendo girada e, em seguida, a própria porta sendo aberta. Deu uma olhadela para trás antes de virar seu corpo inteiro para dentro do quarto de novo, e não teve como não se espantar com o que via: quem tinha vindo de encontro à Hyuuga agora era um homem – não mais um esqueleto – exatamente igual àquele que ela havia imaginado no dia anterior, enquanto ainda estava ouvindo os supervisores da academia ninja da Folha conversando.

– ...Anatole?! – ela não conseguiu não perguntar.

– Então você também já sabe quem sou? – ele rebateu. – Já sabe onde está, como eu sei de onde você veio?

– Eu ouvi os boatos...

– Boatos não costumam ser verdadeiros. Entretanto, eu sou; minha catedral é. O que eu não esperava era que Konoha ainda cultuasse meu nome e minha história. Conte-me, pequena Angell, o que ouviu e por que interessou-se por isso tudo.

– Bem... eu... ouvi dizerem que, “muito tempo atrás, uma casa abandonada no centro de Konohagakure foi palco de pequenas contribuições para o maquinário bélico ninja da vila”, que “Kimi, o dono da casa, era famoso por seus surtos psicóticos, que levaram aos boatos de que ela era assombrada”, que “muitas pessoas tiveram a coragem de visitá-la, mas poucos voltaram, e aqueles poucos não estavam em condições humanas de reproduzir os acontecimentos lá dentro”... que “Kimi, desejoso por longas jornadas, partiu uma última vez, abandonando a casa aos ratos e aranhas”, que, “pouco a pouco, a população voltou a frequentá-la, até que descobriram que uma ilusão mascarava sua verdadeira identidade; não era uma casa maltrapilha, era uma mansão extremamente complexa, repleta de labirintos, laboratórios, prisões e várias outras coisas macabras e medonhas, e, por isso, especialistas a demoliram”. Depois... ouvi dizerem que, “anos mais tarde, Anatole prometeu ao lunático que daria continuidade ao seu legado, mas, como sobre a casa demolida tinham colocado um parque, justamente para darem as costas à história dela, teria de procurar por uma região mais remota”, que, “depois de mais alguns anos, agora de elaboração, Anatole retirou a ideia do papel e a colocou em prática, apropriando-se de um amplo terreno retangular, localizado em uma clareira entre a Folha e a Névia, circundado por árvores, o que garantiria discrição e proteção natural de olhares curiosos”.

– Hm... mas não ouviu dizerem que chegar nessa “região” exige muito esforço físico e mental, pois o trajeto contém várias armadilhas elaboradas por mim mesmo, de modo a dificultar a chegada de indivíduos fracos?

– Sim, sim, ouvi.

– Então por que se aventurou? Quero dizer, você é claramente a kunoichi mais fraca que já alcançou minha catedral... e os ainda mais fracos, que não conseguiram realizar essa sua proeza, atualmente fortificam o subsolo de meu jardim - sim, aquele que você apreciava até eu vir ao seu encontro.

Angell desviou seus olhos do rosto de Anatole, sem saber como responder.

– Bem... não importa. Você já está aqui; agora cabe somente a mim transformá-la em uma verdadeira ferramenta humana de combate. Claro, a menos que você se contente em ser para sempre uma mera presa - capaz de se safar dos seus predadores, quem sabe, mas, ainda assim, uma mera presa.

E agora a azulada estagnou. Seus olhos se arregalaram, mas continuavam desviados do rosto do shinobi à porta de seu mais novo quarto. Como diabos ele podia saber tanto assim sobre ela? Ou estaria ele apenas insinuando coisas mais genéricas para, a partir das reações dela própria, descobrir quem era sua visitante?

Angell entreabriu a boca para perguntar algo...

– Não se sinta pressionada a nada. – mas foi impedida por mais algumas das palavras de Anatole. – Você já percebeu por conta própria que pode retornar a Konoha sempre que desejar, certo? Então também deve se acalmar se eu te contar que as armadilhas que você enfrentou para chegar até aqui não te afetarão mais nas próximas viagens.

...e como ele sabia que ela pretendia retornar – tanto para sua casa no bairro Hyuuga quanto para a igreja, assim alternadamente –?

A azulada voltou a mover seus olhos perolados, na intenção de encontrar outra vez o rosto do shinobi à porta de seu quarto. Porém, no meio do trajeto, no instante em que ela piscou, todo o cenário ao seu redor mudou; assim de repente, ela não estava mais na igreja, e sim em Konohagakure, deitada em sua cama, sozinha não apenas em seu quarto, mas em toda a casa que seus finados pais lhe tinham deixado como “herança”. E mais de repente ainda, como se o efeito de um flash cegante que a havia pego de surpresa já estivesse passando, mas só dentro de sua mente, ao invés de no próprio mundo palpável ao seu redor, ela foi se esquecendo, apesar de ainda se esforçar para se lembrar, do sonho do qual acabara de acordar.


“But it’s the only thing that I have.”



Informações:
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Kunai: 10 (10 espaços)
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Hikaridama: 2 (2 espaços)
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Habilidades usadas:

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[Filler] Pela Primeira Vez (pt. 2) Scre1755
[Filler] Pela Primeira Vez (pt. 2) D5NZRF4Olá, eu sou a Angell.
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Re: [Filler] Pela Primeira Vez (pt. 2) - Dom 28 Abr - 20:43

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Edição de Aniversario por Shion e Senko.