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Naruto RPGAkatsukiNão é o único, simplesmente o melhor!
Arco 11:
Reino de Lilith: PesadeloAno: 71DG
Após uma dura jornada, Shaka finalmente caiu e teve a maldição retirada de seu coração. No entanto, os problemas trazidos pela família Hattori não se extinguiram. Shion revelou ter ajudado a libertar Lilith, uma monarca da dimensão infernal, que agora está possuindo o corpo de Hyuga Katsura e libertando uma horda de seres infernais contra este mundo. O mundo corre risco de ser consumido pela maldade dessa criatura, mas não se o plano de Shion der certo: forçar Lilith a causar um evento chamado de O Grande Eclipse, onde as portas de todos os mundos e dimensões ficarão abertas, e assim permitir a ele ir ao submundo resgatar sua amada Katsura Grey para finalmente selar Lilith.
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Ícone : [Filler] O definhar do crisântemo. Chrollo-100

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[Filler] O definhar do crisântemo. - Sab 27 Abr 2019, 22:24


Parte I
O definhar do crisântemo.
V
aguejo sobre os campos vastos de Iwagakure, a secura do ambiente racha meus lábios que necessitam da constante hidratação advinda de minha saliva. O ardor natural do ambiente me põe a questionar sobre minha escolha de sair de casa, mas uma sensação de inquietude havia me dominado por completo, o que padeceu a minha atual conjuntura. Estar aclimatado com essa situação, realmente é um total favorecer. Ainda sim sinto escorrer uma gota escorrer sobre minha testa, não apenas o clima, mas meu calor corporal também parece estar acima do regular. Uma sensação não de acolhimento e sim de ardência se agarra a meu coração, um sentimento inexplicável que se atrela não apenas a minha mente, assim como também ao meu corpo. Essa sensação não amigável que deveria, portanto me fazer regressar a casa por algum motivo me prende ao solo e a um caminho ainda sem rumo. Sinto-me incapaz de controlar meu próprio corpo, uma sensação de observador, como se as rédeas da direção fossem-me tomadas. Um sonho lúcido, onde assim posso enxergar o mundo e sentir. Não era como se fosse algo de imediato, se tratava mais de uma troca, onde apesar de não lhe dar a permissão verbalmente, ainda assim, queria lhe entregar o assento. Vagarosamente minha robustez altera-se para um tronco mole, esvaziado de postura, um corpo sem ter alma e nem vida, apenas um animal sendo arrastado para os interesses de seu dono.

Como num estalo, o lapso da sensação que já se sucedia de maneira intrínseca, me faz volta ao normal, num desperto de consciência. Uma estrada familiar afora ter acabado por chegar nela de certa maneira indiretamente, até mesmo involuntária. Só que ao mesmo instante que sincronizava minha noção com o local, minha visão instintivamente se dirige a um canto do horizonte. Uma senhora, mesmo que possuas traços fortes por conta do tempo possui em si uma aura meiga, roupas leves e o sol quente não parece castiga-la.  Embora tiver retornado a meu domínio, sinto um fardo enorme em minhas pernas, que acaba por impedir minha movimentação. A figura aprazível aproxima-se lentamente, apesar de ter noção que em sua atual velocidade o tempo de demora deveria ser espaçoso, é como se novamente houvesse perdido a noção do mundo e em simples passo, como se ela fosse parte do próprio fluxo do mundo, aquela acaba por chegar próxima a mim. Ao dar um longo sorriso consigo por observar melhor suas feições faciais que comprovam ainda mais sua idade avançada, contudo essas rugas pareciam tão belas e tranquilizantes para mim. A adorável criatura então se põe adjacente a mim, eu a observo e mesmo sem mover seus lábios, consigo escutar claramente:

“A virgem inala da realidade carnal,
O crisântemo anseia pelo definhar,
Logo esse ouro deixará de brilhar,
O despiar vem de maneira sepulcral,

O sucumbir da luz trás o carmesim,
Busca-se o desafogo através do enforco,
Visto que inicialmente apenas enxerga-se o pânico,
A irá insurge, outrossim.

Ao encaminhar da vigésima lua,
A alma busca Lucífer,
Enquanto o inferno ainda se estabelecer,
A puta castidade atua.”

Ao final desse cântico que se expôs de maneira tenebrosa, minha cabeça bombeia me fazendo cair de joelhos. Por um breve momento sinto meu cérebro ser triturado a ponta de não ter noção do meu próprio corpo, ponho as mãos sobre meu crânio numa infrutífera tentativa de interromper a dor. O breve passa, lentamente ergo a cabeça e observo um puro vazio. Uma imensidão branca sem a noção de um final, mas também sem a noção de possuir um inicio. Desmantelando qualquer percepção de profundidade de um jeito nunca antes sentido por mim, o que apenas me causa náuseas. Repentinamente sinto o estalo de vidro estilhaçando sobre mim, foco minha visão nesse ponto e vejo uma rachadura imensa no branco, como se a própria realidade estivesse desdobrando e quebrando-se. Contudo, não caem lascas de vidro, mas sim gotas... Pequenos pingos com uma coloração avermelhada, esses que se tornam cada vez mais a ponto de se tornarem um temporal. Até que finalmente sinto um cheiro forte de sangue, as gotas estão mais espessas, é um raciocínio bem simples saber de onde vem esse odor. Começo a perder o folego, minha noção de mundo começa a ser devastada pelo o que observo. Pisco, tudo desaparece, volta ao nulo. Pisco novamente, observo um cemitério. Uma lápide a minha frente, e por algum motivo, mesmo sem lógica, lágrimas caem dos meus olhos. Não entendo por que, mas o forte sentimento de falta me aflige. Tento focar no nome do epitáfio, mas não importa o quanto foque o nome permanece borrado. Não tem como ser problema de vista, minha vista é perfeita. Volto a ofegar, meu coração palpita com tanta força que apesar de toda minha situação consigo senti-lo por todas as veias do meu corpo. Até que por um momento me toco: “Tudo isso deve se tratar de uma ilusão, como fui tão estúpido?”. Seguidamente desses pensamentos procuro alguma arma em minha bolsa, mas nada acho, decido então resolver pelo modo antigo. Mordo minha com toda minha força, a adrenalina percorre por meu corpo, não consigo raciocinar direito. Meus dentes enfincam na minha carne, sangue transborda das veias perfuradas, mas nada muda, continuo nesse lugar. Num ato de total insanidade, começo a morder meu braço por inteiro diversas vezes até cair ao chão em total desespero. Uma poça de sangue se forma abaixo do braço mutilado, meus olhos já vazios encaram o absolutamente nada. Eu me sinto sem nada, sinto apenas a completa perda existencial.

- Filho? Filho? Você está bem?

Tenho um alavanco da cama, observo a minha mãe ao meu lado com um semblante de preocupação. Crio consciência da situação e a respondo:

- Sim... Eu estou bem, só foi um pesadelo.

- Ah, então tudo bem, a comida já está pronta. Se puder ir à mesa, depois podemos conversar sobre isso se quiser – Ela responda já de maneira calma, tentando me confortar.

- Certo, certo, logo eu vou. – Ao final de minha frase ela se afasta do meu quarto.

Assim tento compreender o meu sono, o que diabos tinha acontecido. Pela primeira vez em minha vida havia sentido algo tão real, mas por algum motivo tudo se tornou embaralhado, assim como outro sonho qualquer. Só que mesmo as memórias estejam misturadas, as sensações que senti: Seja de perda ou dor, foram tão reais, eu apenas sei que me sentia lúcido em todo sonho.

Alguém bate na porta, um som forte, mas de alguma maneira lento e... Triste. Escuto os passos da minha mãe indo em direção atender.

- Senhor Matsuda, há quanto tempo? Veio levar a meu filho a outro treinamento?

Ele então retruca:

- Na verdade, eu trago uma notícia.

Fim da parte 1.


Status:
HP: 250/250 CH: 250/250 ST: 00/04


Considerações:
Palavras: 1.125
Ganho: +100 status








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Convidado
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Re: [Filler] O definhar do crisântemo. - Dom 28 Abr 2019, 04:16

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Edição de Aniversario por Shion e Senko.