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Naruto RPGAkatsukiNão é o único, simplesmente o melhor!
Arco 11:
Reino de Lilith: PesadeloAno: 71DG
Após uma dura jornada, Shaka finalmente caiu e teve a maldição retirada de seu coração. No entanto, os problemas trazidos pela família Hattori não se extinguiram. Shion revelou ter ajudado a libertar Lilith, uma monarca da dimensão infernal, que agora está possuindo o corpo de Hyuga Katsura e libertando uma horda de seres infernais contra este mundo. O mundo corre risco de ser consumido pela maldade dessa criatura, mas não se o plano de Shion der certo: forçar Lilith a causar um evento chamado de O Grande Eclipse, onde as portas de todos os mundos e dimensões ficarão abertas, e assim permitir a ele ir ao submundo resgatar sua amada Katsura Grey para finalmente selar Lilith.
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Ícone : [Filler] Pela Primeira Vez HKIv36V

[Filler] Pela Primeira Vez - 20/4/2019, 23:53


Angell Hyuuga

[ HP: 600/600 | CH: 595/600 | ST: 01/05 ]


Foi logo depois de ter se graduado genin pela academia ninja. Angell ainda passeava devagar pelos corredores da dita cuja, como se quisesse gravar cada detalhe seu na época em que a deixava, já que até mesmo as maiores mudanças podem acontecer em questão de segundos. E a azulada se demorava tanto... a ponto de perder a noção do tempo, e então não sair do prédio junto dos outros novos genins para voltar para sua casa.

– Para onde você acha que eles vão agora? – ela ouviu uma voz desconhecida perguntar sabe-se lá para quem.

– Quem poderia dizer, se não eles mesmos? – respondia outra voz desconhecida. – Cada um tem o seu caminho próprio a seguir, a maioria só não sabe disso ainda. Mas todos eles descobrem mais cedo ou mais tarde, e alguns até nos surpreendem.

Quem eram aqueles dois? Do que falavam? De quem falavam? Angell se aproximou da sala de onde as vozes vinham, chegando a respirar mais devagar para não se deixar ser percebida. Ativou seu Byakugan e, com ele, conseguiu ver alguns papeis nas mãos dos dois shinobis que conversavam. Pareciam ser supervisores da academia, e, naquele momento, seguravam as fichas dos recém-formados.

– Nós nem demos as indicações esse ano... – murmurou aquele de cabelos castanhos, virado de costas para a parede por detrás da qual Angell os “espionava”. – Os nossos alunos andam mais espertos e curiosos a cada turma.

– Concordo! – o outro sorriu. – Eles já saem daqui sabendo quem e onde procurar; já sabem o que querem e vão reunindo informações sobre os novos instrutores antes mesmo de entrarem na academia. São engenhosos!

Então eles falavam dos mais novos genins? Queriam brincar de descobrir que tipo de treinamento cada um buscaria agora? Dizemos, era bem o que parecia. E eles falavam abertamente tanto sobre grupos mais renomados espalhados pela Folha quanto sobre grupos que deviam existir só em boatos – boatos engraçados em algumas vezes, de tão absurdos, mas, em outras, um tanto realistas e até medonhos.

Ainda atenta aos arredores, a azulada ouviu passos vindos do corredor de trás, mas na direção daquele em que ela estava. Desativou seu Byakugan às pressas e se afastou primeiro da parede, depois da sala, para caminhar logo até as escadas daquele andar. Desceu e saiu do prédio, sendo surpreendida pela noite que acabava de cair. Pegou o mesmo caminho do ano inteiro de volta para casa, andando quase tão devagar quanto um caramujo. Não era desânimo, não era cansaço, talvez nem fosse medo do que havia ouvido na academia. Era só ponderação mesmo, ponderação sobre a veracidade dos piores boatos, e processamento cerebral das palavras-chave que mais chamaram sua atenção neles, como “Anatole”, “psicótico”, “dar sequência ao legado”, “algum lugar entre Konohagakure e Kirigakure”, “armadilhas desconhecidas”.

[...]

Ela não conseguia dormir naquela noite, nem conseguia saber por que, apesar de ter lá suas suposições (muito bem fundamentadas, por sinal). Novamente, não era medo do que tinha ouvido na academia naquele mesmo dia, mas alguma coisa naquela história toda a intrigava, para não dizer que a atormentava mesmo. Mas caberia a ela, justo a ela, tão insegura de tudo, correr atrás dos mistérios daqueles boatos horríveis? Querer desvendá-los, entendê-los, ou algo do gênero?

“Não...” – ela pensou consigo mesma. – “Não caberia.”

Mas, então, por quê? Por que estava se levantando, por que estava saindo de casa, do bairro Hyuuga, por que estava se misturando ao silêncio daquela madrugada iluminada apenas pela lua cheia, por que estava correndo pelas ruas da Folha, para a floresta que a cerca, para onde Kirigakure deveria ficar? Ela sequer sabia o caminho certo!, mas ter uma mínima noção já a impulsionava daquela maneira...

Foram alguns minutos longos até Angell alcançar a floresta e se enfurnar ali. Do chão, pulou para os galhos das árvores, tentando acelerar seu ritmo de até então e diminuir um pouco o cansaço que começaria a sentir em breve. Ela já olhava para cima vez ou outra, procurando pela lua. Talvez fosse uma boa ideia tentar se guiar pela posição da mesma, que demoraria mais para cruzar todo o céu do que a azulada demoraria para alcançar seu objetivo. ...ou, ao menos, era o que ela esperava.

Agora o tempo parecia se arrastar. Por mais que tentasse manter seu ritmo, Angell já começava a se sentir fadigada. Há quanto tempo corria? Há quanto tempo permanecia acordada? Havia levantado cedo e treinado um tanto antes de correr para a academia no dia anterior, e não conseguiu dormir nem por um segundinho tanto antes quanto depois de o dia virar. E, pensando nisso mesmo que agora, ela se perguntava se seria lá boa ideia ter agito tão precipitadamente... e por simples intuição.

“Não...” – ela pensava, de novo, consigo mesma. – “Não ser-...”

– Angell...! – mas ouviu um murmúrio vindo de algum lugar da floresta ao seu redor; murmúrio de uma voz desconhecida, voz de homem.

– ...olá? – a azulada respondeu, hesitantemente.

...mas não obteve resposta. Seria o sono? Seria o cansaço?

– Angell... – outro murmúrio de outra voz desconhecida, de novo voz de homem.

Agora, ela respondeu parando sobre o próximo galho que viu à frente, sacando uma kunai da sua bolsa de armas e ativando seu Byakugan para vasculhar uma área circular de 1 quilômetro de raio, tendo a si mesma como epicentro. Sussurros não deveriam passar de uns 10 metros – ela presumia –, mas qualquer precaução continuaria sendo estritamente necessária em território desconhecido. E que território maldito não seria aquele, onde pessoa nenhuma começa a sussurrar o nome de um invasor que sequer conhece? Dizemos, não havia ninguém lá; Byakugan não deixaria nada escapar.

– Que técnica poderosa, Angell! – mas a azulada continuava ouvindo a primeira voz.

Um riso baixo escapou pelos lábios dela, por culpa do nervosismo que começava a se apoderar de si. Primeiro, alguém que nem mesmo existe lhe chamava; agora, tentava lhe bajular? É só o Byakugan; qualquer Hyuuga depende dele para se tornar um ninja. Qualquer um que conhecesse o dito doujutsu (para saber quão poderoso ele é) saberia também disso.

– Você deve ser uma kunoichi tão forte... tão capaz...! – e uma terceira voz de homem surgiu para a azulada.

Mas, agora, ela já tinha certeza da ilusão em que estava entrando; ela não passava de uma genin – recém-formada ainda. Para os Hyuuga, se eles ao menos se lembrassem da existência dela, talvez fosse uma grande vergonha ela não ser uma das mais fortes, apesar de ter nascido na ramificação principal. Mas, para ela, era a verdade. A azulada juntou suas mãos para realizar um Genjutsu no Kai, imaginando já estar presa em alguma ilusão ninja. Porém, as três vozes de antes continuavam a lhe chamar e exaltar repetitivamente. Assustada e sem novas ideias em mente, ela apenas voltou a pular de galho em galho pela floresta, mas bem mais apressada que antes; incomodada a ponto de nem guardar de volta sua kunai.

...por sorte. Já que nem mais olhava direito por onde passava, quase que desprezando sua própria técnica ocular, tanto que teve o pé direito agarrado por uma armadilha simples: uma corda de sisal que a prendeu e suspendeu de cabeça para baixo pelo tornozelo. Sim, por sorte ela não havia guardado sua kunai, que teria caído no chão, bem longe de si, junto com umas quatro ou cinco shurikens, quando a bolsa de armas presa em sua cintura resolveu abrir com a inércia. Claro que ela teria medo de descer da árvore depois, devia ter outra armadilha ali embaixo. Então, que ficasse de lição: ela carregaria na mão a única arma cortante que lhe havia sobrado até o fim de sua jornada.

Cortando a corda e voltando a pular de galho em galho, Angell agora fez o melhor uso possível de seu Byakugan. Outra lição para ela, que a livraria de muitas das armadilhas pela floresta – só não todas porque as vozes, por exemplo, continuavam a atormentá-la, cada vez mais altas e próximas. Altas demais... demais!... a ponto de se tornarem gritos, capazes de fazer a Hyuuga estacionar sobre o primeiro galho que viu pela frente outra vez e tampar os ouvidos como pôde... de forma tão desesperada que a fez se esquecer de segurar direito a kunai que deveria acompanhá-la.

Seus olhos perolados começaram a se arregalar com o medo lhe consumindo. Só então ela percebeu quão mais densa e apertada a floresta ao seu redor havia se tornado. Mas quando? Quando foi que ela se deixou assustar tanto? Deviam ser os gritos... que não a deixavam pensar em nada. Nada além deles mesmos e dos sonhos traumáticos que ela tinha com eles quase todas as noites. Sonhos nos quais o bairro Hyuuga inteiro se incendiava repentinamente durante a noite, de maneira tão rápida que não dava a mínima chance para qualquer um escapar. Nem mesmo os mais capazes... como ela tanto queria ser um dia.

O medo tomou conta do corpo da azulada de tal forma que ela sequer conseguiu se mover mais. Os olhos se fecham com a mesma força que ela usava para tentar separar seus ouvidos daqueles gritos vindos sabe-se lá de onde, e inclusive uma lágrima tímida escorreu pelo rosto apavorado dela... mas secou antes mesmo de pingar, fazendo com que Angell percebesse a mudança brusca na temperatura da floresta, a partir do lado de onde ela mesma vinha.

O susto foi tamanho que acordou a Hyuuga daquele estado quase que de transe em que ela havia entrado. Ela conseguiu abrir os olhos de novo e se virar logo, e então viu uma das coisas que mais poderiam assustá-la no mundo: fogo. Toda a parte da floresta que ela já havia percorrido agora estava em chamas. Repentinamente. E o incêndio corria na direção dela de maneira tão rápida... que não lhe daria a mínima chance para escapar. Exatamente como acontecia com sua casa em seus sonhos.

Sua boca se entreabriu, mas nada saiu da mesma. Não havia tempo para gritar. Quase não havia tempo para respirar. Ela precisava correr. Ela precisava correr para não acabar como em seus sonhos. Ela não poderia acabar como em seus sonhos!

Angell voltou a se virar e a saltar de galho em galho pela floresta, abrindo caminho como pôde por aqueles espaços mínimos entre as árvores... ainda mais apressada que quando se assustou pela primeira vez, que já era mais apressada que quando saiu de casa naquela madrugada. Não podia morrer ali. Não podia morrer daquele jeito. Nem que fugir fosse o único modo de se salvar agora, ela não podia morrer naquele fogo! E saltava pelos galhos da maneira mais desajeitada que já viu na vida, de tão apavorada que se estava, tentando ultrapassar seus limites físicos, que pediam para ela parar, que avisavam que ela não aguentaria seguir naquela velocidade por muito mais tempo.

...até ela não ver mais nenhum galho para onde pudesse pular, nem ver mais nenhuma árvore à frente ou dos lados.

Caiu esparramada no chão.

[...]

A primeira coisa que Angell fez foi tentar se levantar outra vez. Sem sucesso em um primeiro momento, ela olhou para trás... e não viu nada mais, nada menos que uma floresta “comum”, intacta, como se nunca tivesse passado por qualquer incêndio. Seria mesmo fruto do cansaço dela? Não... Tudo aquilo?, não. Era demais para ser só uma miragem. Ela sentiu a temperatura, a lágrima que havia secado antes de se desprender de seu rosto. Ela sentiu!

Mas por bem, por mal, nada mais estava ali. Agora eram só ela, a floresta calma para trás... e a lua no céu. A mesma lua que ela seguia antes daquele pesadelo começar. A mesma lua que ela parou de seguir sem nem perceber, de tão atordoada que havia ficado. A lua que logo mais se esconderia atrás de uma edificação majestosa, que a Hyuuga não poderia dizer àquela distância se parecia mais com uma igreja ultrarromântica ou com um castelo gótico, mas que, de qualquer forma, remetia bem aos boatos que ela havia ouvido na vila. Então... ela teria encontrado o que procurava? Teria vencido as armadilhas de que ouvira falar?

Talvez fosse cedo demais para concluir qualquer coisa, mas ela ainda não saberia se não se arriscasse um pouco mais. Já nem tinha mais escolha mesmo, no estado simplesmente patético em que se encontrava.

De início, começou a se arrastar na direção da dita edificação. O ar sinistro daquele lugar nem fazia diferença para quem quase foi morto pelos próprios medos. Tudo que ela queria era terminar o que começou. E, se tivesse mais um pouco de sorte, terminar com alguma boa notícia. Aos poucos, ela conseguiu voltar a se levantar e começar a caminhar mais parecida com um ser humano, apesar de curvada, quase encolhida, da respiração ofegante e do suor frio que cobria seu corpo inteiro. Foi se aproximando mais e mais de seu destino, até finalmente alcançá-lo e se deparar, bem na frente da porta de entrada, com uma figura tão macabra quanto o lugar em si. E acabou estacando por ali, encarando aquela figura, sem saber direito o que fazer agora.


“But it’s the only thing that I have.”



Informações:
Considerações:
Filler (2.168 palavras) para aquisição de 100 pontos de status.
Nenhuma informação colocada aqui será utilizada no ongame da personagem; os primeiros esclarecimentos virão no próximo filler.
Velocidade: 3
Inteligência: 2 + 1 (da qualidade "Inteligência Aguçada")
Bolsa (20 espaços):
Kunai: 10 (10 espaços)
Kemuridama: 5 (5 espaços)
Hikaridama: 2 (2 espaços)
Kibaku fuuda: 6 (2 espaços)
Habilidades usadas:

Byakugan
Descrição:
O Byakugan (白眼; Literalmente significa "branco do olho") é o dōjutsu kekkei genkai do clã Hyuga. É um dos Três Grandes Dōjutsu (大三 瞳 术, Daisan Dōjutsu), juntamente com o Sharingan e o Rinnegan. Aqueles que herdam o sangue deste clã quase inexpressivo, tem olhos brancos. Quando o Byakugan é ativado, as pupilas do usuário se tornam mais distintas, e as veias se elevam perto dos olhos. Parece também que ao contrário dos outros dois grandes dōjutsu, todos os membros do clã possuem e podem usar a kekkei genkai desde o nascimento, em oposição à necessidade de despertar ou mais, não herdá-lo em tudo.
As Habilidades do Byakugan deixa-o muito cobiçado por outras aldeias, como evidenciado por Kumogakure que tentou roubá-lo, um evento que levou até o que é conhecido como a "Questão dos Hyūga". Ao de Kirigakure foi capaz de obter um único Byakugan de um Hyūga que ele derrotou, e utiliza grandes forças para protegê-lo. Ao mesmo tempo, Danzō Shimura tentou igualmente recuperar ou destruí-lo. Ao contrário de um Sharingan transplantado, um Byakugan transplantado pode ser ativado e desativado a vontade.

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[Filler] Pela Primeira Vez Scre1755
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Re: [Filler] Pela Primeira Vez - 21/4/2019, 01:09

Acho que tu confundiu, sorte que foi só por 1 número, nada demais né 1.000 palavras extras.
@App, vamo vê como termina
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Edição de Aniversario por Shion e Senko.