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Naruto RPGAkatsukiNão é o único, simplesmente o melhor!
Arco 11:
Reino de Lilith: PesadeloAno: 71DG
Após uma dura jornada, Shaka finalmente caiu e teve a maldição retirada de seu coração. No entanto, os problemas trazidos pela família Hattori não se extinguiram. Shion revelou ter ajudado a libertar Lilith, uma monarca da dimensão infernal, que agora está possuindo o corpo de Hyuga Katsura e libertando uma horda de seres infernais contra este mundo. O mundo corre risco de ser consumido pela maldade dessa criatura, mas não se o plano de Shion der certo: forçar Lilith a causar um evento chamado de O Grande Eclipse, onde as portas de todos os mundos e dimensões ficarão abertas, e assim permitir a ele ir ao submundo resgatar sua amada Katsura Grey para finalmente selar Lilith.
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Estação: Inverno

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Vilarejo Atual

Fillers do espadachim ingênuo. - Qua 03 Abr 2019, 16:11

1.

O que acontecera com a cálida brisa matinal do verão? Que sucedera as tardes de sol ardente, lançando seus castigos fulgurosos contra quem ousara dispensar a proteção contra os raios ultravioleta? Pois tudo agora, parecia à Shizuke, eram incógnitas. Não havia sol nem chuva, dias nublados ou o horizonte límpido e azul. Era como se o cenário que antes havia sido Konohagakure, nas profundezas das planícies verdes do País do Fogo, agora fosse algo diferente, uma realidade à parte daquela; o vazio. Abriu a porta de casa para ver com os próprios olhos o porquê de tudo aquilo, como se residissem nas ruas da vila as respostas que procurava. Fechou a porta atrás de si, fechou os trincos, girou a chave e guardou-a no bolso. As longas vestes floridas de espadachim sequer se moviam enquanto ele andava, permaneciam inertes e sem sofrer ação do vento, pois o mesmo não existia mais. As vias vazias se tornavam ainda mais tristes assim, o chão de terra batida e as lojas abertas porem não povoadas, como se todo mundo tivesse saído correndo. A já bem conhecida cafeteria que dava de frente para sua casa não era exceção, seu interior ainda conservava xícaras e pratinhos sobre o balcão, cafés esfriando dentro das formas circulares de cerâmica. Ele se aproximou; abriu a porta e o sininho acima desta fez seu barulho característico, anunciando para ninguém sua chegada. Abriu uma porta ao fim da extensão do balcão e passou para o outro lado. Procurou na cozinha aos fundos por um bule, se aventurando em grandes caixas retangulares que guardavam grande parte dos utensílios ali utilizados. Encontrou. Foi até a pia à sua esquerda e encheu o bule com água, até preencher uma linha que marcava o meio do recipiente. Levou ao fogão e esperou ferver. O relógio na parede não se movimentava, ausente o tic-tac. Sentiu-se confuso: o tempo parara e ele ainda se movia, enquanto as outras pessoas haviam desaparecido de todo canto. Ou era ele quem sumira? O mistério avivava-se cada vez mais dentro dele e parecia consumi-lo como o fogo faz à gasolina o seu tempo. Logo, era momento de tirar o bule do fogão. Foi até a frente do balcão carregando a água fervente e depositou o bule sobre a tábua de madeira, enquanto colocava cinco colheres de café no coador. Feito isto, despejou a água e observou enquanto esta escorria num bule abaixo. Levou alguns segundos e, conforme o líquido se espremia entre os furinhos do papel, o aroma inundava a frente da cafeteria. Como não havia vento o aroma permanecia, reforçava a si mesmo a cada onda de vapor que subia encaracolada. Como não havia vento ninguém poderia sentir o cheiro que faria seu caminho até a quadra seguinte. Mesmo que houvesse vento, não haveria quem vir.

Tomou uma xícara ele mesmo e deixou as moedas no valor da dose, sobre a parte de trás do balcão. Passou pela porta e o sino tilintou outra vez. O som ecoou nas paredes da solitária cafeteria, até se esvair sem força.
Os dias se foram. Meses também. A barça cresceu, o cabelo se alongou ainda mais, descendo numa cachoeira por suas costas até alcançar os quadris. Todos continuaram desaparecidos e ele continuou caminhando sem rumo, até que alcançou a borda do continente.

Podia ver barcos ancorados por toda a praia, amarrados em tocos de madeira, encalhados na areia, presos às plataformas de madeira que se estendiam até uma porção do mar. O azul cortava a terra ali e anunciava seu fim, ou era a terra que se interrompia e deixava o mar avançar? As ondas consumiam, ano a ano, as construções humanas feitas à beira da praia, fossem casas ou pequenos prédios onde os pescadores vinham vender o que tinham. Mas a julgar pelo estado, ninguém frequentava tais prédios há muito; pelo que sabia, desde que todos tinham desaparecido. A água intentava contra a areia sem qualquer pudor, em ondas enormes que pouco a pouco iam vencendo a batalha contra os barcos e as cordas que amarram estes; pancadas na madeira e roídas nas cordas de cânhamo.

O espadachim agora parecia mais um andarilho, ou melhor, um pedinte. Não fosse a espada de punho verde em sua cintura e tal aparência seria indiscutível; sua postura conservava a disciplina que o caminho da espada exigia, os braços compridos retinham certa tensão, as mãos mantinham dedos envergados prontos para desembainhar a Kurosawa e desnudar a lâmina expondo-a contra a luz diurna. Seus pés marcaram a areia, deixando um rastro que vinha desde onde a terra era firme. Decidiu por sentar-se e observar o vai-e-vem do corpo d'água diante de si. Tinha em mãos uma fruta avermelhada, a qual comia com mordidas vigorosas; os animais também haviam desaparecido, restando somente os frutos que a terra poderia lhe oferecer para que não morresse de fome. Quando por fim terminou, jogou no mar. Levantou-se e foi caminhando vagarosamente na direção dos barcos ancorados, procurando algum que ainda conservasse estado suficiente para não afundar em alto mar, além de um par de remos. Percorreu grande parte da fileira de embarcações até que encontrou o que desejava. Desamarrou a corda que o sustentava preso e empurrou até onde a água seria suficiente para ele não encalhar, depois pulou dentro. Segurou firmemente os remos e os bateu na água, lançando-se para frente. Afundou as longas hastes de madeira naquele azul infinito em movimentos mecânicos e ininterruptos, cada vez mais longe do porto, a imagem sumindo até que o azul ocupava seu horizonte para onde quer que olhasse. Parou sobre uma mancha negra que, vista de cima, parecia vir do fundo, qual fosse a profundidade dele. Não era criatura alguma, disso tinha certeza, mas sim uma mancha, nada além disso; uma inquietude, uma anomalia. Respirou fundo e lembrou-se que todos haviam desaparecido, pois o fato lhe escapara após tanto tempo só. Como todos desapareceram enquanto ele sobrou? Como poderia aquilo ser real e não um sonho duradouro ou longa alucinação? Todo esforço que fazia para entender a situação complicava ainda mais seu entendimento, de modo que, por fim, optou por abração a solidão e não pensar mais nisso. A bainha, presa à cintura, emitia um calor anormal, o confortando.

1038 palavras.
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Re: Fillers do espadachim ingênuo. - Qua 03 Abr 2019, 20:12

Fillers do espadachim ingênuo.  NZyNX5p
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Edição de Aniversario por Shion e Senko.