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Alvorecer
Arco 04
Ano 17 DG
Verão
A queda do pastor cobrou um preço altíssimo do mundo ninja: o golpe final trouxe ao mundo um tempo de dor e sofrimento; fome e pobreza retornaram às ruas, a violência triplicou, os antigos heróis caíram ou ficaram desacreditados. Mas, um pouco perto do amanhecer, a Hydra, que até então se mantivera em silêncio, mostrou-se das sombras, trazendo oportunidades de emprego e uma esperança para salvar o mundo dessa mais nova calamidade. Líderes ninja não tiveram escolha senão se arriscarem em tratados suspeitos para conseguir manter firmes seus lares e seus soldados. No entanto, os reais planos da Hydra ainda continuam sendo um grande mistério.
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Shion
Fundador do RPG Akatsuki, Shion é responsável por manter o bom funcionamento de todas as áreas do fórum há mais de 10 anos. Completamente apaixonado por RPG e escrever, hoje é o principal responsável pelo desenvolvimento de toda a trama desse universo baseado na arte de Kishimoto.
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XXXXX
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[Filler] Quando Tudo Está Interligado C8hAtH9

Angell
Administradora
Angell
Vilarejo Atual
[Filler] Quando Tudo Está Interligado C8hAtH9

[Filler] Quando Tudo Está Interligado - Publicado 27/3/2019, 23:31


Angell Hyuuga

[ HP: 600/600 | CH: 600/600 | ST: 00/05 ]


Não tinha sido há tanto tempo que Angell ganhou de um amigo – seu primeiríssimo amigo – uma informação que jamais imaginaria poder usar a seu favor. Na verdade, naquele momento, a dita informação sequer se parecia com uma; a azulada só foi perceber que ela o poderia ser tempos depois, na semana em que começou a visitar a biblioteca da Folha para adquirir quanto pudesse de conhecimento acerca do mundo shinobi e da vida ninja em geral. Acontecia que Kai, no fim de tarde em que Angell o conheceu, contou-lhe uma série de coisas que não faziam o mínimo sentido, e que, somadas ao fato de ela gostar demais de ler, despertou-lhe uma vontade crescente de entender melhor o mundo ao qual tinha passado a pertencer desde que começou a frequentar a academia ninja de Konohagakure. Porém, o que tinha levado Kai a viver todas aquelas histórias sem sentido que contou, depois, a Angell, foi uma busca dele por pergaminhos no porão de sua casa.

A azulada não sabia se haveria pergaminhos em seu porão, ainda mais porque morava sozinha há todos os seus anos e não tinha por que pensar que seus pais tivessem algo a lhe esconder, da mesmíssima forma que também não tinha por que pensar que eles não tivessem algo a lhe esconder. Ela não os tinha conhecido; não fazia a mínima ideia de quem eles eram. Eles tanto poderiam ser boas pessoas como poderiam ser demônios encarnados. ...mas por que ela pensava naquelas coisas possivelmente ruins, mesmo? Seria – e foi – melhor simplesmente descer até o porão de sua casa. Teve de recorrer à luz de um lampião seu para desbravar o desconhecido, já que não sabia onde nem em que estado se encontravam os próprios do “cômodo”. E, conforme ia caminhando com cuidado, claramente receosa de esbarrar ou tropeçar em algo por ali, ia notando a quantidade de velharias acumuladas nas estantes caindo aos pedaços.

A cada olhadela da azulada para aquelas montanhas de (sobretudo) objetos estranhos ao seu conhecimento ainda tão limitado, ela sentia que sua curiosidade só aumentava mais e mais. Era como se seus pais tivessem sido colecionadores ou algo do tipo. Exploradores, talvez. Pesquisadores, quem sabe. Mas algo ali estava muito errado; independentemente de qual daquelas suas hipóteses estivesse certa, todas deveriam ter levado seus pais a fazerem algum tipo de registro do que quer que se dedicavam a investigar, mas Angell não conseguia encontrar um mínimo sinal de pergaminhos ou livros em qualquer canto daquele porão. ...mas não, não podia ser daquele jeito. Tinha de haver alguma coisa escrita no meio daquela bagunça toda, nem que fosse só para catalogar aqueles objetos.

Angell estreitou seus olhos perolados e começou a dar mais atenção a cada cantinho para os quais os direcionava conforme ainda caminhava. Ralentou seus passos. Começou a mover o lampião em sua mão esquerda para cima e para baixo, para um lado e para o outro, iluminando uma área maior que antes. E, de tanto procurar com todo aquele cuidado, enfim acabou identificando o que parecia ser uma ponta desenrolada de pergaminho, saindo de uma caixa mal fechada de papelão. Ao se aproximar mais da dita caixa, abaixando-se à frente da mesma e apoiando seu lampião no chão, do seu lado direito, a azulada se deparou com um kanji meio apagado pelo tempo e todo coberto de poeira. Teve um pouco de receio de tocá-lo – como esteve tendo receio de mexer em qualquer coisa que via durante seu trajeto, na verdade –, mas estava curiosa demais. ...e parecia que tinha se esquecido de que ainda estava em sua própria casa. Ora, tudo ali era seu, mesmo que indiretamente! Mas ainda parecia tão errado sair vasculhando coisas que não tinham sido colocadas ali por si mesma...!

Angell suspirou pesadamente, piscou os olhos com lentidão e tomou sua decisão: se Kai pôde ter mexido nos segredos da casa dele antes, ela também poderia mexer nos segredos de sua casa agora. Então, começou com um assopro leve em cima daquele kanji apagado. Porém, como quase nada daquele pó se moveu da caixa para o ar, Angell limpou o kanji com as próprias mãos. “Coisas”, foi o que conseguiu ler. ...mas o que seriam “coisas”?

Ela tomou a liberdade de arrastar aquela caixa até a escada do porão. Limpou-a melhor, ergueu-a em seus braços e levou-a até a sala de estar de sua casa. Por hora, apagou o lampião que usava e entreabriu as janelas, para deixar a luz do sol entrar e iluminar o cômodo naturalmente. E finalmente abriu a caixa, deparando-se com inúmeros pergaminhos de tamanhos e cores diferentes, cada um com um título específico, mas tão pouco explicativo quanto o kanji da própria caixa que os continha. (Agora parecia até que os pais de Angell eram, na verdade, aspirantes a poetas.) Porém, um daqueles títulos já chamou a atenção da azulada logo de cara: “Maravilhas Interiores”. Por algum motivo, ela desconfiou que seu conteúdo teria a ver com sentimentos, suas interpretações, suas demonstrações... tudo sendo abordado, talvez, por um ponto de vista poético também. Ou será que havia alguma razão no que quer que fosse estar escrito ali?

Ela separou o dito pergaminho, sentou-se no chão, com suas pernas cruzadas em X, e o desenrolou sobre suas coxas. Porém, a primeiríssima coisa com a qual se deparou foi um desenho feito à mão – mas, ainda assim, extremamente perfeccionista e detalhado – de... do interior de um corpo humano. Seus olhos perolados se arregalaram em um misto de espanto e admiração, e sua curiosidade pareceu ser cutucada mais uma vez. O que era aquele desenho? Por que estava dentro daquele pergaminho que devia ser artístico? ...ou será que Angell tinha se enganado?

Por precaução, ela pegou mais dois pergaminhos de dentro da caixa, um intitulado “Benéfica Natureza” e outro “Maléfica Natureza” – na visão da azulada, mais dois nomes poéticos. Abriu-os ao mesmo tempo... e também encontrou neles desenhos ao invés de palavras, mas, agora, desenhos de flores – e sim, uma bem diferente da outra. Desenrolando mais os três pergaminhos, Angell enfim encontrou palavras escritas, mas também não dispostas da forma como se espera de um texto; eram apenas indicações, nomes de partes e estruturas tanto das flores quanto do corpo humano, e eram escassas demais para serem constituintes de qualquer poema. Então tudo naqueles pergaminhos era razão. Não havia nada de artístico em nenhum deles. ...exatamente ao contrário do que Angell tinha imaginado.

Ainda assim... do que se tratava tudo aquilo?

Ela enrolou e guardou novamente os pergaminhos com as flores, optando por se concentrar apenas naquele “Maravilhas Interiores” por hora. Passou seus olhos por cada partezinha do seu desenho de abertura com atenção e curiosidade, antes de partir para o segundo desenho e começar a ler aqueles nomes que só não flutuavam aqui ou ali ao redor do mesmo por estarem ligados a ele por linhas indicativas. O terceiro desenho já era do interior de uma cabeça. O quarto, do interior de um pescoço. O quinto, de um tronco. O sexto e o sétimo, emparelhados e aproximados, de braços e mãos direitos e esquerdos. O oitavo e o novo, também emparelhados e aproximados, de pernas e pés, e também direitos e esquerdos.

O primeiro texto apareceu, contando a Angell o que os desenhos de até então já deixavam óbvio: aquele pergaminho era um estudo completo (ou quase isso) de anatomia humana. A explicação daquele texto acerca do conceito de “anatomia” se resumia a uma análise das estruturas do corpo e de suas funções e/ou funcionamento biológicos, como uma introdução ao estudo anatômico teórico, mesmo.

Angell continuou desenrolando o pergaminho devagar, dedicando muito mais tempo que o necessário para ver os próximos desenhos e ler os próximos textos. Primeiro, encontrou uma enxurrada de informações sobre o sistema esquelético. ...mas aqueles ela não conseguia enxergar com seus próprios olhos, quando ativava seu Byakugan? Bem, mas de que adiantaria ver e continuar não sabendo nada sobre?, ainda mais quando se tinha acesso completo a essas informações agora. Então sim, Angell deu àqueles desenhos a mesma importância que esteve dando aos anteriores e que ainda daria aos posteriores.

Os próximos sistemas que o pergaminho debulhava eram o muscular e o tegumentar, que, mesmo postos juntos, pareciam menos cheios de nomes que o esquelético. Depois, os desenhos que o pergaminho trazia começavam a apenas correr pelo corpo humano, enquanto se concentravam em seus “centros” no tronco, na cabeça ou em pontos específicos – eram as representações dos sistemas circulatório, nervoso e endócrino, respectivamente. E, por fim, tudo começava a se misturar dentro do espaço do tronco, mesmo que os desenhos do pergaminho continuassem incrivelmente bem delineados e minuciosamente apresentados – os últimos sistemas que Angell via eram o respiratório, o digestório e o urinário.

Ela deixou o pergaminho debruçado sobre suas coxas, escancarado, e olhou-o como um todo. Tinha simplesmente devorado as informações que o mesmo continha... mas será que já tinha sido capaz de absorvê-las todas? Não, não, claro que não! Mas precisaria. O porquê ela não sabia; sabia apenas que precisaria. Aquilo era interessante demais para ser olhado assim só superficialmente. Ela poderia – e realmente iria – ler aquele pergaminho de novo, de novo e de novo nos próximos dias; estudá-lo até poder dizer que sabia tudo sobre as “maravilhas interiores” dos corpos humanos.


“But it’s the only thing that I have.”



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Jonin | ANBU
Satoru
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Re: [Filler] Quando Tudo Está Interligado - Publicado 28/3/2019, 20:25

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