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Naruto RPGAkatsukiNão é o único, mas simplesmente o melhor!
Arco 11:
Reino de Lilith: PesadeloAno: 70DG
Após uma dura jornada, Shaka finalmente caiu e teve a maldição retirada de seu coração. No entanto, os problemas trazidos pela família Hattori não se extinguiram. Shion revelou ter ajudado a libertar Lilith, uma monarca da dimensão infernal, que agora está possuindo o corpo de Hyuga Katsura e libertando uma horda de seres infernais contra este mundo. O mundo corre risco de ser consumido pela maldade dessa criatura, mas não se o plano de Shion der certo: forçar Lilith a causar um evento chamado de O Grande Eclipse, onde as portas de todos os mundos e dimensões ficarão abertas, e assim permitir a ele ir ao submundo resgatar sua amada Katsura Grey para finalmente selar Lilith.
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Estação: Primavera

Urameshi
Chūnin
Urameshi
Vilarejo Atual
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[ FILLER ] Urameshi - em 14/3/2019, 15:58

O inverno chegava ao  derradeiro dia de sua existência naquele ano. Naquela oportunidade, Aiko saiu de casa e foi às compras, buscando encontrar brochuras que pudessem oferecer novas perspectivas de mundo. Por medo da última vez em que fora raptada, seu pai resolvera acompanhá-la.
— O que vai comprar, dear? — questionou curioso, sorrindo calorosamente.
— Livros. Acho que desta vez será filosofia. Estava pensando em ler um pouco mais sobre o Bushido. É interessante, penso eu.
— Bushido? Incrível. Com apenas catorze anos e pensando em coisas como estas. É uma menina excêntrica. Acredito que, na sua idade, eu só queria ver as minhas colegas peladas... — gargalhou, recordando-se dos momentos em que invadia fontes termais e contemplava a luxúria.
— Poupe-me de seu passado, pai. Sobretudo quando se tratar de algo ilícito e imoral. — reclamou enfurecida. — Que vergonha. E se alguém tentasse me espiar? Você acharia isso certo?
— Claro que não. Mas isso não vem ao caso...  Quero dizer, merda, minha little girl sempre consegue encontrar uma forma de me fazer sentir mal. — resmungou, tornando à face obtusa.
Ela riu, pois, apesar da rebeldia juvenil, ainda existiam os momentos em que era cômico.

Chegaram à livraria com alguns minutos de caminhada. Era um ambiente que entretinha a jovem e ávida por conhecimento. Olhou ao redor e viu o glamour das dezenas de prateleiras que brilhavam em seus olhos com cores exuberantes. Obviamente, aquela visão romantizada era provocada por sua afeição ao conhecer. O ascendente manteve-se sorrindo ao ver o contentamento da menina.
— E então, o que está esperando? Vá. — exigiu ele, enfiando as mãos nos bolsos das calças marrons que trajava.
Não tardou. Inclinou o corpo levemente a frente e disparou irrefreável na direção daquilo que tanto ansiava encontrar. Muniu-se de uma pilha em minutos.
— Oh! Darling, não precisa carregar todo esse peso sozinha. Deixe-me ajudá-la um pouco... — disse tomando para si alguns exemplares.
— Certo, pai. Fique com estes, vou buscar alguns mais...
Apressadamente, entregou nas mãos do homem uma montanha de obras. A massa acumulada fez a coluna dele envergar, sofrendo a fim de carrear a imensidão.
— Vá na frente, baby. Eu vou pagar isso e chegarei logo em seguida. — solicitou contente.
Meses separavam desde o último momento em que ambos tinham um momento juntos, divertindo-se. Porém, duraria pouco. Quando pôs os pés para fora do estabelecimento, saltitando de felicidade por poder se concentrar em novamente aprender, foi surpreendida por um quarteto mascarado. Eram homens altos e musculosos e surgiam do aparente "nada". Usavam chapéus circulares manufaturados a partir de fibra de bambu. Surpreenderam aos transeuntes que ocupavam a via pública. Entretanto, fizeram pior à Aiko. Capturaram-a em cordas semelhantes às que utilizava o primeiro sequestrador. Apagaram-a e a levaram, em uma técnica espaço-temporal, à base deles. A ação durou centésimos de segundo. Quando notou o pai, era tarde. Falhou o físico em face do sentimental, permitindo que toda a soma fosse ao chão. A representatividade do que sentia no momento: ruína.
— De novo não...

No extremo norte do vilarejo, concentrava-se o covil dos inimigos. Um casébre de madeira que abrigava grandiosas instalações no subsolo. Um complexo gigantesco como se tratasse de um labirinto, contendo centenas de salas com propósitos dos mais diversos. No entanto, um único objetivo comum à todas: pesquisa. Pousaram numa destas; um laboratório como o que entrara semanas antes, quando amaldiçoada pelo louco cientista.
— O que querem de mim? — indagou.
— Você, Aiko, é responsável pela morte de meu mestre, Yamamoto-sama. Por causa disso pagará o preço do sangue. Eu, Hojin, o subchefe da Urigaki, serei o responsável por fazer você sofrer pelo restante dos seus dias. — revelou um deles, retirando a máscara.
Ao fazê-lo, os demais se desfizeram em fumaça. Eram todos clones das sombras. Um homem belo de cabelos longos e rubros. Uma voz firme, que provavelmente causava alvoroço com a maioria das mulheres. Balançou os fios rubros de um lado ao outro e liberou sua roupa de combate, demonstrando ser, na verdade, alguém esbelto, de porte físico definido, porém com quase nenhum volume muscular. Suas vestes compreendiam um quimono totalmente alvo, com uma camiseta interna negra.
— Primeiramente, uma amostra de seu sangue. — clamou.
Da agulha à pele, removeu do vaso uma pequena amostra do gene da kunoichi.
— Agora, vejamos o que guarda o seu dna para mim... — fez uma pequena pausa, levando a amostra da seringa a um computador não muito distante.
— Maldito... Eu não deixarei que concretize seus objetivos. Não deixarei! — esbravejou, sendo levada ao mundo paralelo do subconsciente onde habitava o monstro; a entidade de todo o ódio contido. Ele definhava. — Que merda é essa? — questionou enfurecida.
— Pensava em usar a marca amaldiçoada, certo? Não se preocupe, eu já tomei conta dela. Essas cordas fizeram todo o trabalho sujo. Eu não serei tão infantil como foi o Yamamoto-sama. És imprevisível.

Alguns minutos correram e o resultado finalmente veio. Impresso na tela do computador, observou-o com um notório riso sádico.
— O elemento da velocidade... Jinton... É, de fato, interessante... — comentou com pausas intermitentes. — Vejamos aqui, tenho algumas informações sobre ele em alguns dos livros desta biblioteca. — falou provocativo, enquanto buscava a referência ansiada.
Ela vivia momentos de terror, não sabia ao certo o que aconteceria. Ademais, por ter ele, descoberto qual era sua arma secreta. Somente os deuses seriam sabedores de seu destino àquela altura.
— E aqui está! — anunciou. — Entendi. Então é esta a fórmula. Um código gênico único, devo dizer. Influencia toda a estrutura esquelética e muscular a trabalhar duma maneira única. Devo imaginar que seus pés são bem velozes. Uma pena estarem presos por estas cordas...
— Desgraçado. O que pensa em fazer comigo? Prometo-lhe, o que fizer a mim, responderei com o triplo de intensidade. — ameaçou sisuda.
— Hyahahahaha! — riu, maléfico. — É engraçado. Sua imagem é a de um leão enjaulado. Esqueça sua família, nenhum deles pode ajudá-la agora. Você está só, vocalizando contra o terrível futuro o qual não pôde prever. Tema, garotinha. Entre em pânico. Nada adiantará. Agora, sou oficialmente o senhor de seu destino. Tenho, sob meu alforje, o seu amanhã. — conversou tranquilamente.
Com equipamentos científicos, manipulou o sangue. Desenvolveu, aliado à pesquisa recente, uma fórmula, espécie de soro proteico, com o qual era possível apagar completamente um traço do dna de alguém. Dissolveu-a numa bolsa de solução fisiológica e caminhou lentamente na direção da menina.  
— O que pretende com isso? — perguntou.
— O mesmo que fez a mim. Destruir tudo que considera importante.
— Não ganhará nada. O faz somente por vingança? E depois, a quem fará mal? Tem fim?
— Interessante. É exatamente o que diz um rato quando o coloco numa casinha e brinco com seus membros com meu bisturi. Uma pena que não entenda seu socorro. A linguagem dos ratos é complexa... — metaforizou, relacionando o clamor dela com o que faria um animal imundo como os roedores aos quais se referia.

Aplicou a agulha na fossa antecubital destra, numa das inúmeras veias que a percorria. A dor não a incomodou, o tormento foi provocado em função do horror de ter seu corpo violado a contragosto. Os olhos arregalados não acreditavam no que acontecia. Era completamente inesperado, contrastando com todas as expectativas criadas por sua vida inteira.
— O comportamento de todos é sempre o mesmo: o questionamento, a raiva e, enfim, a aceitação. O verme sempre se rende. Contemple seu futuro, uma realidade na qual eu vou lhe tirar tudo de importante.
Cabalmente, sofreu com algia abissal. Todos os músculos se contraíram igualmente, em seguida vibraram e, enfim, foi acometida por uma convulsão. Debateu-se no chão, porém o acesso venoso sequer deslocou qualquer milímetro. Uma hora e estava finalizado o procedimento. Outras vinte e quatro foram dispendidas em sono. E, ao despertar, contemplou o infortúnio: suas habilidades haviam sido roubadas.
— Então finalmente acordou, dorminhoca. Seus genes eram poderosos, mas nem mesmo eles são infalíveis. Este é um dos adventos de Yamamoto-sama. É uma revolução: ele anula por completo todas as características provindas de uma linhagem sanguínea avançada. Eu a alertei e cumpri: tomei tudo que lhe pertencia.
Os olhos dela se tornaram vazios. As marcas do esgotamento físico eram notáveis. Sua linhagem era agora estéril, não possuía mais qualquer poder especial em seu sangue. Já não possuía mais esperanças, até que surgiu uma luz.

A porta foi rompida à força por fora. Uma força-tarefa, composta por ambos, pai e mãe, além de ninjas de elite do vilarejo da mais alta patente, dentre jonins especiais e os ordinários.
— Veja, menina, a ajuda chegou... — sorriu sadicamente.
— Não se preocupe, little dove. Papai está aqui para salvá-la. Fukoshichin no Jutsu! — exclamou.
— Esta é a última fortaleza da organização, está acabado. Renda-se. — gritou um dos acompanhantes do pelotão.
A técnica ninja de selamento transformou todos os arredores num espaço confinado, onde nenhum chakra poderia ser utilizado senão o de seu portador e todas as saídas eram fechadas. Aparentemente sem fraquezas, era esta a técnica suprema de seu pai.
— Gyahahahaha! — gargalhou ele, sabendo o destino inevitável da morte. — Me matar não será o suficiente. Nada será. O que fiz a ela, nem você nem ninguém será capaz de recuperar....
Sua fala chegou ao fim, bem como a sua respiração e impulsos nervosos. Seu crânio foi esmagado pelas mãos nuas do homem furioso. Desfez o jutsu. Estavam livres.    
— Eu não sairei do seu lado nunca mais... — prometeu segurando-a nos braços.
— Sim... Está certo...
Saíram juntos daquele lugar. Algo além de sua linhagem sanguínea havia sido assassinado.  


1558 palavras. Mudança de clã. A comprei, entretanto ainda não foi aprovado. Se não o for, o que acho improvável haja visto minha quantidade de AG, favor desconsiderar.
Jinton (velocidade) -> Sem clã/kg/hi

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Julian Kyor
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Re: [ FILLER ] Urameshi - em 14/3/2019, 18:02

Muito bom, gostei demais, o enredo e a progressão é atrativa, apenas um adendo quanto a disposição do texto e template, acho que poderia melhorar muito mais, visto que a visualização do texto se tornaria mais limpa e organizada. É isso. Filler @Aprovado.
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Edição de Natal por Loola e Senko.