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Naruto RPGAkatsukiNão é o único, mas simplesmente o melhor!
Arco 11:
Reino de Lilith: PesadeloAno: 70DG
Após uma dura jornada, Shaka finalmente caiu e teve a maldição retirada de seu coração. No entanto, os problemas trazidos pela família Hattori não se extinguiram. Shion revelou ter ajudado a libertar Lilith, uma monarca da dimensão infernal, que agora está possuindo o corpo de Hyuga Katsura e libertando uma horda de seres infernais contra este mundo. O mundo corre risco de ser consumido pela maldade dessa criatura, mas não se o plano de Shion der certo: forçar Lilith a causar um evento chamado de O Grande Eclipse, onde as portas de todos os mundos e dimensões ficarão abertas, e assim permitir a ele ir ao submundo resgatar sua amada Katsura Grey para finalmente selar Lilith.
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[Filler] O veneno de Deus - em 5/3/2019, 03:10

Os antigos monges diziam que a lua era a representação do espirito feminino sobre a terra, iluminando os olhos daqueles que se deram oportunidade de deleitar-se sobre a noite. Vinculados pelo cordão umbilical que nos permitia transitar pela escuridão da madrugada. Impossibilitados de enxergar com perfeição diante do abismo, o caos. Ínfimos e de natureza frágil. Projetos dos deuses que nos visitaram em um passado distante. Eruditos do universo e da sabedoria divina, nos acompanhavam na trajetória rumo ao desconhecido, pelo menos pra nós, meros seres ignorantes da natureza divina de nossos corações. Igualados aos deuses por nossa semelhança diante da criação original. Definidos como anjos caídos cá na terra, por botarmos defeito na obra do grande criador. Filhos desafortunados pelas próprias decisões, baseadas no ego e na necessidade de se satisfazer para o ganho próprio. Decididos a morrer por uma obra inacabada, simplesmente por não sabermos nosso lugar na obra principal. Na realidade, perdidos de nós mesmos. O que revestia um coração de lembranças e magoas de um passado distante e incompleto. Trazia um jovem as ruas a procura de inspiração para sua obra primitiva. Os mesmos devaneios que aqui se encontram passavam de relance por sua mente conturbada, enquanto seus olhos seguiam rumo a escuridão de uma rua mal iluminada. Deveras solitário, como sempre, se encontrava rígido seu coração devido fatos de um presente monótono e desequilibrado. Redimido do próprio papel num sonho utópico de paz, mal encontrara a si mesmo. Talvez por isso vagasse sozinho, desprendido dos próprios sonhos nem meramente cogitava fechar os olhos para dormir. Talvez por medo, estivesse na esperança de que a sua falta de amor próprio fosse o pesadelo que temia a tanto tempo. Entretanto sabia que era real. Enquanto via o céu escurecido desnudar sua beleza sobre seus olhos, clamando seus detalhes e veemência. Tratou de esconder suas mãos no bolso de sua calça como fazia habitualmente, andando com seus passos lentos e acanhados. Não tomara tão importante seu tempo. Havia travado guerras consigo mesmo por tanto tempo, que já não havia mais pressa. Seus olhos trovejavam a mesma curiosidade que sua mente galgava. Transparente à luz que reluzia de fora. Parqueou em frente ao grande portão que a tempos havia transposto a dentro, com boas intenções e não mais recordara do jovem que ali um dia veio a adentrar. Quem sabe havia esfriado o coração que a muito tempo ardia uma grande paixão. Vislumbrou mais uma vez o céu, nem dando conta do que acontecia ao seu redor. Apenas tentava reafirmar a si mesmo sua permanência naquele lugar, por alguma necessidade. Quando lembrou dos olhos negros de uma jovem moça de cabelos longos. Um breve sorriso veio a tona em seu rosto, mas fora interrompido por uma manobra brusca de correntes enrijecidas por chakra, que envolveram seu corpo, na altura do peito. Desviou o olhar para os lados, a procura do responsável, e de longe pode localizar uma silhueta coberta por um manto negro, ligada àquela correte. A tentativa de reagir fora frustrada pela falta de força vital, culminando num desmaio repentino.
O que se seguiu só pode ser visto quando acordou em uma sala totalmente privada de luz. Ainda meio zonzo, sentiu suas pernas e braços presos em uma cadeira aonde precisamente se encontrava, quando na tentativa frustrada de se libertar uma luz fora acesa, irritando seus olhos a pouco desacordados. Cerrando os cenhos conseguiu ver um homem abrir uma porta a sua frente para que outro adentrasse a sala. Sua fisionomia era claramente disforme, apresentando cicatrizes e queimaduras em grande parte do rosto. Sobre o corpo usava o manto que a pouco havia visto, antes de perder a consciência. — Quem é você? — Articulou o rapaz de cabelos loiros preso na cadeira de metal, afastando seu corpo enquanto o homem com cicatrizes se aproximava. — Pode me chamar de Dark! Mas essa será a única pergunta sua que terá resposta. A partir de agora, quem faz as perguntas sou eu... — Advertiu o homem que se denominava Dark, tocando a face do jovem loiro. Dark aproximou sua face ao lado da do rapaz condizendo oque viria a seguir. — Eu sei quem você é, Samael! Mas não é você que queremos. Queremos uma informação sobre uma amiga sua e deixaremos você ir quando nos disser oque queremos. Então me faça um favor e seja bonzinho. Okay? — Determinou Dark, com um sorriso sádico em seu rosto, afastando a face da do jovem Samael, enquanto fitava-lhe os olhos. — Esse é Taurus, ele está aqui para o caso de você não colaborar, mas acho que não será necessário, certo? — Aconselhava à Samael, como uma advertência futura. O rapaz não entendia oque estava acontecendo, oque o manteve calado por todo o discurso. Ainda não sabia as reais intenções daqueles homens. — Então me diga...Onde encontro, Uchiha Maya? — Inquiria o homem cujo nome remetia a própria escuridão. Samael por um momento assustou-se com a pergunta, mas manteve-se inerte perante os homens, sem demonstrar qualquer mudança em sua fronte. Não tinha ideia da conexão que aqueles homens tinham com Uchiha Maya, entretanto sabia que não havia quaisquer chance de delata-la sobre custódia de interrogatório. Manteve-se em silencio, olhando para baixo. — Haha! Não vou perguntar três vezes. Onde encontro aquela vadia? — Dark inquiriu mais uma vez, agarrando o cabelo de Samael levantando sua face, mas o mesmo mantinha seus olhos fechados. O homem esperou alguns poucos segundos, na esperança de que algo pudesse ser dito, porém o silencio permaneceu intacto. Tomou a recuar fazendo um gesto para que Taurus tomasse a dianteira. O grande homem tinha cerca de dois metros de altura e grande peso, seus braços eram grossos e musculosos, e o mesmo se demonstrou animado com o gesto de seu líder, espalmando as mãos antes de se aproximar. Fora direto ao rosto de Samael, disferindo dois socos seguidos com os punhos fechados em ambos os lados de sua face. Logo em seguida pegou seu cabelo levantando sua face, assentando um terceiro soco diretamente no centro de sua cara, visando seu nariz. Segurou o corpo de Samael para que ele não caísse para trás com a cadeira, ajeitando-o mais uma vez na posição em que estava. Em seguida se afastou para que seu líder pudesse se aproximar. A essa altura o rosto de Samael escorria sangue, entretanto o jovem parecia manter a calma através de uma respiração profunda e isso foi claramente percebido por Dark, que gargalhou com a situação. — Acha que irá aguentar por muito tempo? — O homem da escuridão inclinou-se em direção a Samael, ameaçando. — Sabe... Taurus sabe ser mais delicado quando quer. Então seja um bom Genin e me diga, onde encontro Uchiha Maya? — Samael por um instante voltou a respirar normalmente e sussurrou algo que fora inaudível para o homem cicatrizado. — O quê? — Questionou. O rapaz repetiu, só que mais uma vez fora baixo demais para que fosse compreendido. — Fale mais alto! — Gritou o homem.
— A lua...que ilumina as almas... — Murmurou Samael, ainda baixo, mas dessa vez audível. Dark arregalou os olhos com seu semblante em fúria, golpeando-o com um tapa na face, seguido de gritos claramente descontrolados. — VOCE ACHA QUE ESTOU DE BRINCADEIRA MOLEQUE? SE NÃO ME DISSER OQUE EU QUERO, EU VOU TE MATAR AQUI MESMO E NINGUEM IRA SABER OQUE ACONTECEU COM VOCE! — O homem cuspia em seu espernear, indo até Taurus logo em seguida, falou algo em seu ouvido, mas Samael fora capaz de escutar. — Faça-o falar de qualquer jeito. Eu volto em duas horas. — Taurus balançou a cabeça em sinal de positivo, movendo seus olhos em direção a Samael. — Ei, olha aqui! Psiu — Chamava a atenção de Samael, que abriu seus olhos fitando-o. Ele o encarava com um sorriso cínico, enquanto em suas mãos segurava um facão visivelmente amolado. — Você sabe de anatomia? — Gargalhou Taurus, alisando o facão na parede de gesso. — Eu poderia lhe fatiar em pedacinhos igual um porco no abate, em questão de segundos. Mas vou apenas brincar com você. — O brutamontes colocou o facão sobre os ombros de Samael simulando um movimento de decapitação, mas não o fez. A essa hora, Samael já não estava totalmente pleno de suas faculdades mentais e apenas tentava manter a calma. Nunca havia passado por tal situação, porém anos de treino e meditação haviam lhe dado um controle excepcional de sua mente e corpo, oque lhe favorecia em casos extremos. Mas não sabia se isso duraria por muito tempo. O brutamontes moveu o facão em direção a coxa de Samael, pressionando o mesmo até que começasse a rasgar o musculo tocando o fêmur. Nessa hora, o jovem não pode se segurar, soltando um grito de dor. Taurus então puxou o facão, dando um grande rasgo em sua coxa, com cerca de quinze centímetros. Foi quando o jovem começou a tremer diante da situação. A calma já havia esvaído e a agonia tomado conta da situação. Taurus então tocou seu ombro, aproximando-se mais uma vez. — Vamos lá campeão, me diga onde ela está. — Naquele momento, uma onda de fúria passou pelo corpo de Samael que quase nunca perdia a cabeça, tomado pelo momento ele levantou os olhos dessa vez esbranquiçados e disse furioso. — VAI SE FUDER! — Taurus olhou para o olho do jovem, percebendo a feição diferente de anteriormente e soltou uma gargalhada tão alta que chegou a doer os ouvidos de Samael. Contudo fora algo apenas de faixada, após a falsa gargalhada suas mãos se moveram em uma apunhalada firme em direção ao ombro de Samael, cravando o facão próximo ao coração, mas sem atingir seus órgãos vitais, fazendo o jovem gritar de dor novamente. Nesse momento, o rapaz já não aguentava mais a dor que sentia e por isso havia aceitado o destino de sua morte, pois sabia que não abriria o bico sobre o paradeiro de Maya. O porquê disso parecia obvio, entretanto envolvia sentimentos maiores do que o próprio Samael poderia imaginar. Com a arma cravada em seu ombro, graças a perda de sangue, sua consciência começou a esvair-se, quando ouviu um som de alguém bater na porta. — Parece que chegou a sua hora, moleque! — Taurus puxou o facão, fazendo mais sangue sair do ombro do jovem, que lutava pra manter-se consciente. Enquanto isso o brutamontes foi até a porta, abrindo-a, sem qualquer preocupações. Um erro fatal. Sobre a mira de seus olhos a própria Uchiha Maya se apresentou a sua frente, olhando em seus olhos. Taurus não pode desviar dos grandes astros vermelhos que compunham sua face, caindo em um genjutsu que o fez desmaiar imediatamente. Adentro o recinto, Maya assustou-se com a cena que se deparou. Quando topou com tamanha carnificina, rapidamente tentou manter a calma, mas sua preocupação a havia tirado de seu centro. — Meu Deus! Samael! — Gritou, correndo em direção ao corpo de Samael que ainda restava um instante de consciência. — Maya... — Foram suas ultimas palavras, até perder a consciência mais uma vez.
Seja o destino, ou a sorte. Nunca havia sabido oque o havia feito deixar seu Pais natal, o Pais do Arroz, para chegar até o Pais da Terra. Entretanto, fora lá a primeira vez que havia se sentido vivo. Quando conheceu o velho que o adotou e agora, a primeira vez que havia se sentido próximo a morte. Talvez houvesse encontrado seu lugar novamente, um pouco antes de perder a consciência. Não importava se iria acordar, talvez fosse sua hora e ter se reconciliado com si mesmo fora seu maior premio. Porém sua fácil desistência perante a vida não seria ouvida tão facilmente pelos deuses. Sentindo grande dor, despertou sobre o leito de um hospital no meio da noite, questionando a si mesmo se estava realmente vivo. Quando olhou para o lado, pode ver Maya deitada em uma cadeira, coberta por um casaco, dormindo como um anjo sem asas. — Um anjo caído... — Sussurrou, tentando levantar seu corpo, mas a dor o fez murmurar levemente alto acordando a garota. A mesma despertou devagar, mas ao perceber que Samael estava acordado se recompôs sobre a cadeira em um pulo. — Desculpe, não quis te acordar! — Desculpou-se Samael, colocando a mão sobre o ombro a pouco rasgado. — Não tem problema... Eu é que lhe devo desculpas... — Disse Maya, ajeitando o cabelo. A jovem olhava para o chão como se procurasse as palavras certas para se expressar. — Não sei como eles chegaram a informação de que você tinha contato comigo. Foi um descuido não ter lhe avisado que tinham pessoas atrás de mim e... — Dizia da maneira que podia. — Não se preocupe! Fico feliz que você esteja bem! — Interrompeu Samael, com um leve sorriso em seu rosto. O rosto da garota agora corado, desviava o olhar para o outro canto do quarto, buscando esconder sua timidez. Por algum motivo ela se sentia assim perto dele. — E se não fosse por você, eu não estaria aqui agora. — Completou Samael, olhando a jovem com um olhar agradecido. Entretanto, Maya sabia que as consequências do ocorrido eram sua culpa e não se esquivaria tão facilmente dos fatos. Estava convicta de seu erro como Jounin e pessoa, oque a trazia um enorme sentimento de culpa. — Exato! Eu lhe coloquei nesse hospital... — Ela olhou para Samael, desta vez séria. — Se eu tivesse lidado melhor com meus problemas, você não teria de lidar com eles por mim. Aqueles homens foram criminosos que deixei escapar de uma missão anterior, e não achei que eles voltariam atrás de mim. Foi um erro abrir brecha para que eles viessem a minha procura. Pior ainda, dei espaço para que eles capturassem alguém que... — Pausou a fala por um instante. Não sabia qual palavra usar. — ... conheço... — Ela olhou para o chão, envergonhada com a falta de perspicácia. — Eu poderia ter evitado isso... — Se questionava com o olhar ligeiramente vago. Samael pode perceber o arrependimento em sua voz. — Eu fui fraco ao não conseguir evitar meu sequestro, além do mais, você me ressuscitou dos mortos... — Samael deu uma leve risada enquanto completava. — Isso é um feito e tanto. — O rapaz olhou para a moça, que levemente ergueu seus olhos em sua direção, ajeitando seus longos cabelos negros. — Só prometa que aquele treino ainda estará de pé quando eu melhorar, tudo bem?! — Perguntou Samael, dessa vez seu olhar era um pouco mais sério. A jovem levantou o rosto, dando um leve sorriso de canto, respondendo com a voz meio envergonhada pelo acontecido. — Tudo bem! — Samael se ajeitou melhor na cama, deitando novamente, virando-se para Maya mais uma ultima vez. — Agora pode ir pra casa dormir em sua cama, ficarei bem sozinho! — Disse fitando-a. — Não precisa, eu ficarei aqui... — Ela respondeu, mas o mesmo insistiu. — É serio! Está tudo bem! Você dormirá melhor em sua cama e eu dormirei melhor sabendo que você está bem! — Mais uma vez a jovem teve suas bochechas coradas pela sua timidez, olhando para o lado para que não fosse pega pelo olhar do rapaz. — T-Tudo Bem... — Disse ela se levantando da cadeira, colocando seu casaco sobre o corpo. — Virei te visitar amanhã! — Disse Maya. — Durma bem, Maya... — Respondeu o rapaz, com um leve sorriso em seu rosto. A garota dessa vez também sorriu, retribuindo o desejo. — Você também... — Começou então a andar para fora do quarto. Por incrível que pareça, a culpa que anteriormente sentia havia se dissipado levemente e uma sensação estranha tomava conta de seu corpo, assim como o sorriso que dera ao sair pela porta, balançando a cabeça de um lado pro outro em sinal de negativo. Mal pode ver, mas Samael sorria deitado na cama naquele mesmo instante. Ambos não sabiam oque era aquilo, mas estavam conectados um com o outro.


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Re: [Filler] O veneno de Deus - em 5/3/2019, 16:30

[Filler] O veneno de Deus ZATRB8y

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"Eles são capazes de trapacear, roubar, bater na esposa, deixar morrer de fome a velha vovozinha ou matar a machadadas uma raposa pega numa armadilha. Por isso aos homens agrada inventar monstros e monstruosidades: sentem-se menos monstruosos.”
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Re: [Filler] O veneno de Deus - em 16/3/2019, 17:08

Samael deleitava-se em uma meditação profunda, sentado sobre uma rocha no cume de um monte ao norte do vilarejo. Seus olhos fechados e respiração profunda auxiliavam a concentração do rapaz para que pudesse exercer sua atividade da maneira mais eficaz possível. A capacidade de concentração do jovem dava a ele uma paz de espirito reconfortante, oque lhe compensava a cada instante que se passava. A noite o envolvia com sua escuridão, enquanto os pequenos feixes de luz no céu iluminavam vagamente a terra. Já era tarde da madrugada e havia um bom tempo que o rapaz meditava naquele lugar. Sua respiração era constante; e a posição em se encontrava era popularmente conhecida como a pose de lótus, utilizada para a meditação de monges.

Era uma prática comum de L, meditar pela madrugada. A inconsistência de seus sonhos, que traziam a tona visões de um futuro distorcido, não deixavam o jovem descansar como queria, oque o levava a querer ficar acordado a maior parte do tempo. Seus instintos lhe diziam que seus sonhos eram mais reais do que imaginava e que de alguma forma, deveria se atentar mais aos avisos que sua própria mente insistia em lhe dar. Porém, era difícil confrontar tal pensamento diante de uma realidade monótona vivida pelo jovem. A constante busca pela paz interna havia o ensinado a compaixão para com as pessoas e sua visão de futuro, quando acordado, podia se resumir no avanço mental de cada ser humano. Desse modo, as pessoas seriam capazes de entender umas as outras sem muitos esforços.

Entretanto, era oque via em seus sonhos que o tirava do eixo e o deixava a mercê de uma pergunta que lhe arrancava o sono. Mesmo tendo motivos humildes e sinceros, sabia que a insuficiência em executar seu plano beirava a uma utopia de um sonho que se tornava pesadelo. Arranjar-se sobre a realidade o fez enxergar a verdade por trás de cada semblante e o ódio que se escondia dentro de cada coração. Isso o fazia enxergar o próprio ódio que continha dentro de si. Essa história o rasgava por dentro, desnudando sua verdadeira face para si mesmo. Soube a partir de si próprio, que seu sonho seria um caminho longo a percorrer e pra muitos, impossível de se concluir. Por vezes se viu questionando a si próprio, no intuito de evoluir a própria visão, porém, muitas das vezes se estagnava nos próprios limites da sabedoria humana; oque o levava a questionar, mais uma vez, se era devidamente apto para liderar tal mudança no mundo.

A realidade, é que, muita das vezes, não se colocou como líder da própria revolução. Não se importava em ser apenas um figurante perante as histórias que iriam se desenrolar, desde que soubesse que fez sua parte. O problema era conseguir enxergar tal parte enfrente ao todo. Oque o levava a tentativa de desmistificar o próprio sentido da vida. Se nem ao menos ele tivesse a resposta, quem dirá que aqueles que buscam soluções realmente se sentiriam seguros em seguir rumo a uma paz que não lhe dá respostas. Isso no fim, se mostrava o alicerce da ignorância humana. A necessidade de uma certeza absoluta, tornava os homens dependentes da estabilidade mental e por consequência ignorantes quanto a natureza metamórfica da vida em curso. Por fim, seria difícil convencer as pessoas de que a vida nada mais é do que um infinito oceano e a maneira como navegas trará o rumo a se tomar.

Entender que na maioria das vezes, somos manipulados pelas próprias emoções e levados pelos impulsos, nos torna diferentes da maioria dos seres vivos. Mesmo limitados a esse fragmento de vida, chamado corpo, havíamos sido presenteados com o saber divino provindo de uma visão ampla de unificação. Cada ser procura se tornar um com a própria história, dignos de carregar o próprio fardo a ponto de erguer a bandeira sobre o mais alto monte. Seja lá quais for os meios ou os fins, quando a história se encerra, todos retornam para o mesmo lugar e o caminho será a única coisa que irá diferir cada um. Talvez por isso, Samael tenha se preocupado tanto com tais pensamentos ao longo do tempo. Afim de não se desviar de suas virtudes, expos a si mesmo, seus devidos pontos de referencia, mesmo que pra isso, tivesse que seguir caminhos diferentes do esperado.

A principio, não tomar vantagem sobre os outros era um de seus maiores mandamentos. A necessidade de entender cada caminho trazia consigo a beleza da infinitude e por consequência as tragédias das inconsistências. Cada ser trazia consigo a fome daquilo que mais carecia e buscava nela uma maneira de se jogar rumo aos seus objetivos. Traçar seus passos nem sempre era possível e por muitas das vezes, a razão não era mais a principal força motora dos princípios humanos. Os sentimentos que a muito tempo lhe foram inferidos passam a se tornam túmulos onde se enterram as emoções do presente e por consequência, eles acabam se tornando adubo para a construção de um objetivo distorcido.

Esse era o maior medo de Samael e por vez, um de seus mais recorrentes pesadelos. Se ver perdido entre as covas de sentimentos que havia enterrado e por medo esconde-los com mais sentimentos, adubando aquilo que deveria ser deixado. Recorrer a caminhos curtos e atalhos para se alcançar um objetivo egoísta e por fim, justifica-lo com preces de um sentimentalista baseado no pessimismo e na prisão mental que atormenta muitos seres humanos. Seus devidos atos de coragem, não mais valeriam se não enfrentasse seus próprios sentimentos e sabia muito bem disso.

Talvez por isso, no fim, Samael tivesse a resposta. Mesmo que ainda não estivesse pronta para ser redigida ou pronunciada a qualquer um. Não necessariamente os caminhos devem ser escolhidos a partir de sua dificuldade, porém sempre soube que há necessidade de se sacrificar para obter aquilo que se almeja. Mas um sacrifício sem princípios, nada mais é que um suicídio. E estar devidamente ciente de que nem toda compaixão será retribuída, torna a tarefa mais árdua do que imaginava, já que trazia sentimentos muitas vezes individualistas a tona. No meio disso tudo, coube ao rapaz esconder-se sob suas ações, deixando que seus atos falassem por si mesmo. Cansado de procurar em si mesmo aquilo que o conectava com o resto das pessoas, decidiu não mais se esconder diante das faces que o julgavam. Mas no fundo, decidiu ignorar aqueles que esperavam sua derrota através de promessas e histórias. Deixou que julgassem seus atos e tomassem partido por si mesmos, enquanto seguiria seu caminho sem se justificar. Talvez pelo fato de não saber o motivo de seguir aquele rumo, apenas se espelhou naquilo que um dia trepidou suas falas e o fez questionar o seguimento de sua vida.

Se sentia pronto a lidar com os próprios sentimentos, mesmo que esses escondidos sobre o manto da paciência, seriam devidamente libertos em sua mente para que pudessem se transformar. Parou de se intimidar com os próprios sonhos e partiu rumo ao caminho que achava certo; mesmo que seus pés descalços se machucassem pela estrada. Sentiu seu peito se intimidar perante ao primeiro passo, mas não se deixou levar sob o manto de devaneios molestadores. Carregou sobre as costas o próprio medo e a insegurança, intimidando a própria face diante o espelho. "Quem é você?"




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Re: [Filler] O veneno de Deus - em 17/3/2019, 08:33

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Re: [Filler] O veneno de Deus - em 6/4/2019, 12:34

Como um simples ser humano, transitar pelas areias do tempo levava consigo o peso e a dor de caminhar sobre o próprio passado e futuro, a procura de respostas para as mais diversas perguntas. Impossibilitados de se desvincular da própria vontade de entender o mundo que nos acolhe e ao mesmo tempo nos repudia. Talvez uma ignorância ínfima, resquício do inicio de nosso nascimento nesse plano. Uma procura incessante pela sabedoria. O caminho em si pode variar do paraíso ao inferno, do inicio ao fim.

Por muito tempo, Samael foi açoitado pela própria fome em adquirir conhecimento; arrastando-se sobre o grande deserto da mente dos deuses a procura de respostas quanto a suas perguntas mais profundas. Seu espirito acorrentado a própria cegueira, o levou a vagar pelo caminho em busca da sensatez necessária para entender as próprias necessidades de compreensão. Enquanto sua mente se perdia em devaneios e pensamentos sobre o mundo, até mesmo oque lhe era concedido não lhe parecia suficiente para saciar sua vontade de se tornar totalmente completo, de corpo e alma. Mas seus olhos só podiam enxergar até onde alcançavam e por muito tempo, se esqueceu das próprias limitações.

Como uma maré de ressaca, sua mente dançava com a ira dos deuses e se limitava aos passos humanos, atracando-lhe em pensamentos insanos sobre a realidade em que vivia. Não mais podia se sentir em casa, assim como sentia um ar de artificialidade em tudo que observava. Aos poucos estava perdendo o brilho em seu olhar, numa busca incessante pela própria sanidade mental. A loucura já havia o alcançado a muito tempo, mas diferente de muitos, essa loucura se atracava a própria fúria de seus sentimentos e escolhas perante a sua própria fé. Seus sentimentos se tornavam cada vez mais opacos e a única coisa que lhe espairecia a mente era navegar entre as ideias insanas sobre outros mundos. No fim, acabava por naufragar na própria ignorância, tendo de buscar fora de si aquilo que nunca esperou entender, mesmo que uma parte de si fosse incrédula a isso.

Seus desejos minimalistas, se tornavam cada vez mais animalescos, e com o passar do tempo sua insanidade foi tomando forma e desvinculando seu espirito de seu próprio corpo. Chegou a considerar-se morto, vagando dentro da mente universal, dentro de um sonho que consistia em se tornar um pesadelo. Considerando a própria vida uma maldição da qual se agarrava, pelo simples medo de deixa-la. No fundo, já não sabia qual era a real intenção que o levava a viver tudo aquilo. Egoísmo, ódio, amor, gratidão, ignorância... Já desconfiava de si mesmo e dos próprios pensamentos, seus sentidos pareciam tentar lhe enganar. Os deuses que tanto acreditava pareciam lhe punir por sua arrogância perante a grande obra chamada universo. Havia se perdido entre as linhas do tempo e já não sabia se estava vivo ou se era um simples espirito em busca de sua redenção.

Estava realmente em um deserto, numa noite fria, onde nada mais que a lua e as estrelas lhe faziam companhia, além dos sentimentos que indesejados vinham a tona. Já não sabia diferenciar a própria verdade e tudo que lhe trouxesse um pouco de satisfação parecia-lhe impróprio e uma mentira de seu subconsciente. Vagava sobre a fina areia do deserto rumo a um horizonte sem fim. Lembrava bem do seu trajeto até ali, mas recordar-se do passado não lhe trazia boas recordações, além de um desconforto pela fasta de sanidade em seguir seu próprio caminho. Já era tarde pensar em voltar e inviável entender oque havia passado. Tudo que tinha era oque presenciava naquele instante. Uma tormenta de ideias que desafiavam os deuses e o colocavam diante do altar do julgamento. No fundo, entendia oque ali acontecia. Não se sentia digno da racionalidade, diante da desconfiança nas próprias crenças e certezas, coisas estas que lhe davam um chão para caminhar.

O que o incomodava não era a caminhada em passos lentos, ou a demora, ou o frio, ou a escuridão, mas a simples sensação de não conhecer a realidade. Talvez tivesse relacionado tanto sua vida aos seus sonhos, que tenha começado a sonhar acordado e nunca mais acordado. Era oque cogitava naquele momento. Ouvia vozes vindas do sussurro dos ventos, respondendo cada comentário mental que fazia, cada pergunta que fazia. Mas já estava cansado daquilo e por fim só implorava por silencio. Uma profunda sensação de tristeza abalou seu peito naquele momento, fazendo-o parar de caminhar. Seus olhos se fecharam firmemente e sentiu vontade de chorar, mas por um instante desconfiou da própria emoção desabafando um sorriso nada feliz. Havia se tornado totalmente louco e já não acreditava nos próprios sentidos. Tudo que havia visto, aprendido e observado podia ser uma simples miragem, mas naquele instante, os sussurros pararam de falar.

Seus olhos mais uma vez se abriram procurando o horizonte que era clareado pela luz da lua e mais uma vez pode ver o deserto incessante terminar na linha tênue no fim do alcance de sua visão. Voltou a caminhar devagar dessa vez pode ouvir o som dos ventos como realmente são, sem nenhuma voz ou comentário, trazendo-lhe um grande alivio. Por fim, aquele alivio era impossível de se questionar. Pelo menos aquela sensação de alivio lhe parecia real. Mas soube logo em seguida que tudo fazia parte de sua jornada, no momento em que se perguntou o porque daquilo tudo. Um sussurro leve porém nítido, proveu palavras junto com o vento, utilizando de seu som como alicerce para sua manifestação. "Sinta". Foi oque a voz disse. Naquele exato momento, uma sensação de tranquilidade tomou conta de L, fazendo olhar para o lado, a procura de alguém. Porém não encontrou uma sequer alma viva, pelo menos era oque seus olhos podiam enxergar. Nesse instante o mesmo não conseguiu entender oque acontecia e por um momento observou o céu estrelado. Sua visão começou a borrar e lagrimas começaram a cair de seus olhos, fazendo-o chorar. Entretanto, não conseguiu conter-se daquela vez.

Na sua mente, sentiu um enorme fluxo de energia gratificante passar por todo o corpo e os sussurros voltarem a falar. Porém dessa vez não sentia medo, nem insegurança. Sentia-se grato pela oportunidade e feliz por entender o potencial daquele mundo tão infinito em suas possibilidades. Seus olhos se fecharam e se abriram novamente, acordando em sua cama. Entretanto lágrimas escorriam de seu rosto. Sentou-se na cama e viu que já estava em Iwa, recordando-se do que havia acontecido. Aquele sonho havia sido uma recordação de sua viagem até aquele País, mas parecia um pouco diferente do que realmente recordava. Seus olhos percorreram a rua do vilarejo, mas não havia ninguém devido ao horário. Voltou a fechar seus olhos com a intenção de dormir mais uma vez. Sentir tudo aquilo novamente trouxe-lhe o motivo de perceber que tudo tem um propósito e que quem controla nosso destino somos nós mesmos. Algo que um dia pareceu prepotência de sua parte hoje fazia parte de sua individualidade, nós controlamos nosso próprio destino.


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Re: [Filler] O veneno de Deus - em 6/4/2019, 15:54

Pod cre, eu li todo o primeiro filler da tortura de duas mil e tantas palavras pra descobrir que era outro pra ser avaliado...
Bem, ao menos posso dizer com certeza que aquele filler (Da interrogação sobre Maya) foi ótimo pra caralho, pqp!
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Re: [Filler] O veneno de Deus -

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Edição de Natal por Loola e Senko.