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Naruto RPGAkatsukiNão é o único, simplesmente o melhor!
Arco 11:
Reino de Lilith: PesadeloAno: 71DG
Após uma dura jornada, Shaka finalmente caiu e teve a maldição retirada de seu coração. No entanto, os problemas trazidos pela família Hattori não se extinguiram. Shion revelou ter ajudado a libertar Lilith, uma monarca da dimensão infernal, que agora está possuindo o corpo de Hyuga Katsura e libertando uma horda de seres infernais contra este mundo. O mundo corre risco de ser consumido pela maldade dessa criatura, mas não se o plano de Shion der certo: forçar Lilith a causar um evento chamado de O Grande Eclipse, onde as portas de todos os mundos e dimensões ficarão abertas, e assim permitir a ele ir ao submundo resgatar sua amada Katsura Grey para finalmente selar Lilith.
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Estação: Inverno

Ranmaru
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Ranmaru
Vilarejo Atual
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[Filler] Tokimaro - 2/3/2019, 13:22


Ressocialização
Se adaptando com meu novo mundo 



Era uma noite chuvosa, fazia algumas horas que fui entregue de volta para minha família, (para fins de contexto; eu fui seqüestrado quando mais novo e participei de experimentos sociais bizarros) eu não sabia o que sentir àquela hora, sabia que o inferno havia acabado, mas não estava feliz ou triste, estava apenas vazio.
 
Fiquei enrolado em uma coberta por alguns dias, me levavam comida e cuidavam de mim o tempo todo, mesmo assim aquele tempo todo eu não troquei uma palavra com meus avôs, eu não conseguia falar, não havia esse costume onde eu fiquei por tanto tempo, as conversas sempre te levavam a morte, foi me ensinado isso.
 
Depois  de alguns dias naquela coberta sem mexer um dedo minha avó me pergunta —Garoto, você não gostaria de tomar um banho? Não pode ficar ai pra sempre—  ela estava sorrindo, mas eu não entendia o que significava aquele gesto, então não respondi nada, continuei olhando para ela, até que fosse embora, ela não costumava muito em insistir.
 
Certo tempo se passa, já estava de noite, meu avô chega, ele trabalhava até tarde antes de se afastar do mundo ninja, sempre me perguntando como eu estava, mesmo sabendo que eu não ia responder, depois de conversar com a minha avó na cozinha, ele decide que eu tenho que tomar um banho mesmo que fosse a força, havia tempo que eu estava daquele jeito —A gente entende o que o menino passou, mas ele tem que superar isso, já se passou semanas e ele fica deitado, sem sair da cama, olhando pro nada, isso vai ser apenas um empurrãozinho! —  Disse isso enquanto se aproximava, ele olhou para mim com seu rosto já enrugado e se preparou para me levar ao banho.
 
O tempo que estive com meu algoz, aprendi que se alguém te tocasse ele iria te ferir, assim  que meu avô encostou em mim, eu o feri com uma pequena lamina que havia escondido na minha esse tempo todo, por sorte ele desviou apenas fazendo um pequeno corte no seu rosto, com o susto ele se afastou, eu vendo aquela brecha tentei acertá-lo novamente, infelizmente aquele era meu mundo, ferir era viver.
 
Como adulto ele desviou fácil do segundo golpe e me segurou dizendo — Esse menino, o que pensa que está fazendo? — até que olhou meus braços, eles estavam com vários cortes recentes, era uma forma de me deixar calmo que eu havia desenvolvido para conseguir esperar o momento mais oportuno de atacar, eu me sentia em meio a inimigos, então continuei a pratica por todo esse tempo, para conseguir esse momento de atacar e fugir.
Com isso meu avô ficou tão surpreso que não sabia como reagir, eu esperneava e gritava como um animal assustado, na tentativa de que me soltasse ,tentativas falhas, pois como um homem adulto nossas forças eram desproporcionais, foi quando minha avó entrava na sala assustada perguntando o que estava acontecendo, foi o tempo do meu avô virar o rosto que eu conseguir chutar seu pescoço e fazer com que ele me soltasse, então corri para o canto da parede, esperando diminuir o raio de vulnerabilidade que existia.
 
Eu agia como um completo animal naquele momento, mas a culpa não era minha, você se torna o que o ambiente te faz, e onde eu vivi era aquilo que eu precisava ser para sobreviver, e meus avôs entendiam aquilo, em mais uma tentativa ele tentou se aproximar de mim, eu esperava mais um ataque pelo menos em minha visão, mas não era, ele me abraçou, deixando uma mão livre minha, era a oportunidade perfeita para acabar com aquilo.
 
Acertei-o com um golpe na parte superior das costas, onde meu braço conseguia alcançar, mas ele não reagiu, ele começou a chorar, eu não entendia, se estava doendo porque ele não se afastava, seu abraço não estava me machucando, muito pelo contrario, era como se me curasse, e toda aquela lagrima, eu não entendia mais nada, então comecei a chorar junto com ele, cada vez mais alto, eu exprimia cada dor de dentro com gritos de desespero, eu não tinha entendido mas aquela era minha casa, eu sentia isso, soltei minha “arma” e apenas chorei como um bebê que acabou de nascer pelo resto da noite
 
Eu não lembro quando dormir aquela noite, a única coisa que me vem em mente quando me lembro do dia seguinte sou eu acordando, demorei alguns minutos, até que levantei, meu quarto era cheio de livros, uma pratica que o doutor encorajava no seu experimento era a leitura, acredito que foram os únicos momentos de paz que me recordo daquele lugar, eu queria tanto pegar um daqueles livros, mas não sabia qual escolher, ouvi alguém batendo na porta e corri para minha cama, era minha avó, me saudando com um bom dia, trazia o café da manha, sentou do meu lado e disse — Ontem foi um dia difícil, foi nosso primeiro contato, mostrando nossas personalidades, não precisa se preocupar, seu avô vai ficar bem, você quer algo ? —Ela sempre perguntava aquilo, mesmo eu nunca respondendo, mas nesse dia em especial apontei para os livros — Ah, então você gosta de livros? — respondi balançando a cabeça positivamente, ela levantou e me chamou para escolher qual eu gostaria de ler.
 
Esperei um tempo, até criar coragem de levantar, e me aproximei dela, eu queria muito acreditar que era tudo verdade e que eu estaria bem a partir de agora. Sorrindo ela foi mostrando livro por livro, falando qual era seu preferido e os indicando, então ela para por alguns segundos, se aproxima e pergunta — Você sabe ler? — Novamente com um gesto eu digo que sim, então pego um livro e começo a ler em voz alta, sorrindo por ouvir pela primeira vez minha voz depois de tanto tempo, passamos o dia todo lendo aqueles livros, não foi algo ruim, já me acostumava com o ambiente.
 
Não muito tarde meu avô chega em casa, estava cheio de curativos dos ferimentos do dia anterior, escutando minha voz , correu para o quarto ver o que estava acontecendo, então se depara com com aquela cena, ele sorriu e decidiu não interferir.
 
Já tarde da noite eu decido tomar um banho, já estava me adaptando com tudo, não me sentia tão ameaçado, quando acabei desci para jantar, aquilo tudo era muito novo para todos nós, fazia anos que eu não comia a mesa, mesmo com costumes estranhos eu ainda me lembrava de como fazer coisas simples, foi um pouco difícil comer com talheres no começo, mas com o tempo fui pegando o jeito.
 
Já tinha se passado bastante tempo, a maior parte dos meus dias eu passava lendo livros, aprendia bastante com eles, e era quando eu me sentia seguro, algumas manias tinham sumido, já não me feria para tentar concentrar, eu não precisava mais daquilo, passei boa parte do tempo lendo, o que me ajudou bastante.
 
As vezes eu ficava olhando pela janela, minha avó pensava que eu olhava para as crianças brincando, e sempre dizia que eu podia descer e brincar com elas se eu quisesse, mas ela estava enganada, eu gostava de ficar na janela vendo ninjas de todas as formas passando, eles eram como heróis afinal me salvaram e graças a eles tenho essa vida.
 
Um dia convidaram outra criança para me visitar, eu não me importei muito, meio que ficaram sem jeito, afinal eu nem olhei pra cara dela, apenas continuei lendo meus livros, eu nunca entendi a necessidade de ralações sociais, quando o pai da criança veio buscá-la, estava trajado como um ninja, era um jounin, meus olhos encheram de brilho aquele momento, eu soltei meu livro e comecei a fazer perguntas de como era ser um ninja e tudo mais, ele ficou contente de ver minha animação mesmo não entendo todo aquele entusiasmo.
 
Eu virei amigo do garoto, pelo menos socialmente falando, quando descobri que ele era estudante da academia, eu criei um total entusiasmo sobre o mundo ninja, parecia incrível todas as historias e feitos que ele contava de outros ninjas.
 
Isso se foi continuo até eu conversar com meus avôs sobre entrar na academia, minha avó não muito contente e receosa não gostou de inicio, meu avô por outro lado não podia esperar pra eu entrar na academia, com o tempo tudo se ajeitou, trabalhei duro na academia, a maior parte das coisas eram fáceis eu estava acostumado, mesmo enferrujado eu sabia como aprender, meu avô me ensinou vários Justus do meu clã até eu virar gennin, foi o dia mais feliz da vida dele, e essa foi minha reabilitação e como eu decidi e me tornei um ninja, meus objetivos? Tentar ser o mais normal possível.




Consideração :

+400 a fim de superar Tique (1)




HP=200/200 CH=200/200



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[Filler] Tokimaro E1c83eb19641d556c8eb1e2586b07a0d
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Convidado
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Vilarejo Atual

Re: [Filler] Tokimaro - 2/3/2019, 13:40

[Filler] Tokimaro NZyNX5p
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Edição de Aniversario por Shion e Senko.