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Naruto RPGAkatsukiNão é o único, simplesmente o melhor!
Arco 11:
Reino de Lilith: PesadeloAno: 71DG
Após uma dura jornada, Shaka finalmente caiu e teve a maldição retirada de seu coração. No entanto, os problemas trazidos pela família Hattori não se extinguiram. Shion revelou ter ajudado a libertar Lilith, uma monarca da dimensão infernal, que agora está possuindo o corpo de Hyuga Katsura e libertando uma horda de seres infernais contra este mundo. O mundo corre risco de ser consumido pela maldade dessa criatura, mas não se o plano de Shion der certo: forçar Lilith a causar um evento chamado de O Grande Eclipse, onde as portas de todos os mundos e dimensões ficarão abertas, e assim permitir a ele ir ao submundo resgatar sua amada Katsura Grey para finalmente selar Lilith.
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Estação: Inverno

Balzac'
Genin
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Vilarejo Atual
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[Filler] Balzac' - 1/3/2019, 09:01

[Filler] Balzac' 68747410

"Receita" de família!
2.040 palavras


R
eceber o título de gennin na academia ninja é algo importante para qualquer estudante de qualquer aldeia oculta do mundo, mas é ainda mais importante quando você se forma após uma reprovação no ano anterior, por não ter conseguido realizar qualquer um dos ninjutsus básicos que haviam sido apresentados dentro da sala de aula. É claro, se formar em último lugar numa turma com mais de trinta alunos não é uma coisa muito fácil de engolir, mas, pelo que Cho guarda na memória, ele não devia nada a qualquer um dos seus colegas de classe em questão de “potencial”, pois, por mais que tentasse, não conseguia se esforçar em nada e, por causa disso, sempre deixou-se ficar relegado a mediocridade, e pensava o mesmo dos colegas, achando o esforço deles inócuo pois eram perdedores  (assim como ele) e nada poderia mudar isso.

Qualquer pessoa que observe Cho nesse momento, deitado despreocupadamente em sua cama, lendo um livro sobre insetos e botânica, um lápis de escrever entre o lábio superior e o nariz, dançando despreocupadamente em seu rosto a cada movimento que ele fazia, poderia imaginar que o recém formado ninja era um preguiçoso e despreocupado, entregue ao ócio e, por isso, fadado a ser mais um ninja qualquer, ledo engano.

Cho não era e nem é o tipo de pessoa preguiçosa, não fazer as coisas por falta de vontade é diferente de não fazê-las com receio do cansaço ou do trabalho que ela possa provocar, dito isso, Cho estava mais para o tipo que não tenta por mera insegurança, por não crer que suas ações no mundo possam contribuir para qualquer coisa se não desastre, é como na teoria do caos, o bater das asas de uma borboleta em Konoha provoca um furacão destruidor em Kiri. Ou seja, sua maior insegurança era que qualquer movimento que fizesse resultasse em algo de extremo mal estar para as pessoas que convivem com ele, ou mesmo para a vila.

Na manhã do dia da formatura, os pais de Cho, Aya e Hibiki Aburame — a primeira uma costureira e o segundo um ninja fracassado, tendo concluído ao longo de seus 50 anos apenas missões de nível mais baixo — prepararam diversas guloseimas dos mais diversos tipos para uma festa em comemoração a formatura de seu filho. Para Hibiki, Cho poderia viver o sonho que ele sempre teve, mas por conta de sua falta de capacidade técnica, ou mesmo intelectual, nunca pode realizar. Para Aya seria o fim das gozações feitas contra sua família por nunca ter tido a capacidade de formar um único shinobi, muito menos algum que tenha saído do elo mais baixo entre os ninjas.

Esse fardo incomodava Cho tanto, que as vezes pensava em correr, fugir, ou mesmo desaparecer por completo, em alma e existência, não por tristeza ou ansiedade, mais por pura insegurança, mesmo antes de tomar qualquer atitude, já imaginava o pior dos cenários. Era péssimo em selos de mãos, apesar de conseguir realizar todos os jutsus básicos o fez com uma enorme dificuldade e, além disso, não conseguia competir nos treinamentos de batalha contra seus colegas, muitos dos quais mais novos que ele. É óbvio, a diferença de nível não era grotesca, mas, pensava, se esforçar para quê se pessoas medíocres nunca chegarão a qualquer lugar, se não no posso do fracasso que estão condenados?

Antes de ir para a formatura decidiu-se por ir à casa do avô. Nobu Aburame era o único ninja da família de Cho dotado de respeito entre os membros do clã Aburame e da própria aldeia oculta. Um fabricante de ferramentas ninjas que eram previamente envenenadas, criadas a partir de técnicas de produção completamente novas e secretas.

— Cho, então, como está...

— Não muito bem, Oji-san.

— Seus pais, não é mesmo? — perguntou enquanto colocava chá quente sob o balcão da loja, onde Cho estava escorado. — não os culpo, todos nós esperamos grandes coisas de você.

— Eu preferiria que não... Mas não posso fazer nada.

— Porque toda essa falta de confiança, meu garoto?

— Bem... Não é como se eu fosse o melhor ninja que vai sair da academia, existem pessoas melhores que eu — pensava consigo mesmo o quanto constrangedor era aquela conversa, seu rosto completamente rubro por conta de que, pela primeira vez, se abria com um parente sobre o quanto ruim era carregar o peso de tantas esperanças. — sei que posso parecer ingrato e tudo, mas mesmo se eu me esforçar, tenho certeza que não vou chegar a lugar algum.

— Qual o maior problema que você passa atualmente quanto à vida de shinobi? — o velho observava seu neto da cabeça aos pés, uma feição que ao mesmo tempo em que era crítica também assumia tons de pura melancolia.

— Bom... Eu não me sinto forte o bastante, sou péssimo em selos e...

— Entendi, Entendi... — colocou a mão sobre a cabeça do jovem e o acariciou com um sorriso no rosto — Já sei, que tal eu te ensinar alguns jutsus!

— Vovô...

— Olha, quando eu era shinobi, atingi o grau de chunnin, ou seja, tenho muito a fazer por você.

Ou era isso, ou ir direto pra casa se preparar para a formatura e, de qualquer forma, já estava lá perto de seu avô, a pessoa que mais respeitava no mundo. Ele sabia que Nobu fora um ninja não muito excepcional em campo de batalha, tendo se dedicado a fabricação de armas e etc. Mesmo diante disso, era verdade o fato dele ter alcançado a graduação de chunnin, e ficou conhecido durante alguns anos, em sua maior fase, como o Monstro das Lâminas de Cabelo, criando uma curiosidade quase mórbida no jovem shinobi, afinal, seu avô evitava falar de sua vida como ninja o que, talvez, fosse resultado de suas frustrações no mundo shinobi. Seja como for, decidiu-se treinar com seu avô.

— Oji-san, que tipo de técnica você vai me ensinar?

— Vou te ensinar um truque que uso para melhorar a feitura de selos de mãos... E como eu me tornei o Monstro das Lâminas de Cabelo.

Cho ao mesmo tempo em que explodira de alegria ao ouvir o que o avô disse, se encheu da mais pura e cristalizada ansiedade e insegurança. Nem para seu pai seu avô tinha ensinado essas técnicas que o fez conseguir alcançar o nível de chunnin.

Do caminho da loja até o campo de treinamento de Konoha não mais que quinze minutos. Durante o percurso, seu avô lhe contou como conseguiu alcançar a alcunha de Monstro das Lâminas de Cabelo:

“Eu me sentia fraco, tão inseguro e frágil, quanto você se sente hoje... Talvez até um pouco mais que você, afinal eu me formei na academia com vinte e um anos... Ei, não ria de mim! Eu, diferente de você, me esforçava todos os dias, mas nunca consegui fazer nada... O quê? Por que eu não desisti? Cale a boca e me escute! É sobre minha história de superação, oras...

Meu esforço se mostrou em vão, só que existia algo sobre nossa família que eu não sabia, há cerca de cem anos, ou mais, um de nossos antepassados mais antigos havia escondido em uma antiga antessala, que hoje faz parte daquele imenso corredor que sua mãe mandou fazer, um pergaminho. Eu encontrei, li e vi que não o aprenderia tão facilmente, eu era um botânico, um cientista, e aceitei o fato de que nunca poderia lutar e quase desisti, quando descobrir que esse nosso “avô” havia anotado várias dicas de como realizar essas técnicas. Graças a esse conhecimento prévio dele eu a aprendi em dois dias. Com o conhecimento que eu tenho e o conhecimento obtido pelo nosso “avô” mais a sua inteligência, podemos aprender essa técnica em poucas horas!”.


A história do avô realmente tinha traços de alguma verdade, tirando alguns pontos ali e aqui que o tempo aumenta e a mente envelhecida de um senhor fabrica. Chegaram ao campo de treinamento que naquele dia, por conta da formatura dos alunos da academia, estava praticamente vazio. O clima naquele dia mais ameno que o comum, mesmo para um dia de verão, apesar de que, qualquer variabilidade climática fosse causadora de certa apreensão tanto de Nobu quanto de Cho que, dificilmente, aceitavam qualquer variação do cotidiano se não aquelas conhecidas como “acidentes visíveis” como o fato de uma casa da aldeia ter sido construída de maneira porca e que o primeiro contratempo vai levá-la do centro da aldeia a Suna.

— Primeiro vamos para os selos de mãos, minha dica é a seguinte...

E começou uma série de explicações sobre desenhar as posições em sua mente e depois externá-las  de maneira automática, deixando o subconsciente agir. Depois pediu para que o jovem desenhasse num monte de areia as posições e que tentasse absorver aquelas imagens na sua mente. Fizeram isso por mais de uma hora, depois, praticaram diversas posições de mãos repetidas vezes, que fizeram Cho até mesmo soar, mesmo naquele dia frio.

— Muito bem, creio que melhorou bastante!

— Será mesmo... — disse o jovem de maneira quase deprimida.

— Vejamos... Faça o selo da cabra! — em milésimos de segundo o jovem fez — muito bem, agora faça o selo da cobra! — continuou — Excelente! Por fim o selo do dragão!

Todos foram executados rapidamente, com alguma relutância em alguns momentos, mas visivelmente havia melhorado de forma significativa sua habilidade nesses selos.

— Agora estou pronto para os jutsus?

— Sim, vamos ver. — Tirou três pergaminhos da bolsa que carregava na perna esquerda. Os pergaminhos não tinham mais que dez centímetros, eram tomos de aparência envelhecida e com coloração ou mesmo tonalidade totalmente ocultas pelo tempo. — começaremos com o Kebari Senbon...
E  o velho realizou tudo com maestria, seu cabelo se tornou duro como diversas Senbon, daí o nome. Antes de pedir para que Cho reproduzisse a técnica, deu algumas dicas e então lançou esse primeiro pergaminho para que o jovem pudesse se aprofundar no aprendizado.

— Minha vez? Ok.

Foi mais difícil do que pensava, mais conseguiu após meia hora fazer todos os três jutsus, sendo que os demais eram:  Hari Jizō e Ranjishigami no Jutsu — esse ultimo ele fez com um pouco mais de dificuldade que os demais.

Aquelas poucas horas que passou com o avô foram o suficiente para fazê-lo perceber o quanto de conhecimento seu velho poderia ter. A partir daí, pode perceber, até certo ponto, que estava mais forte do que outros colegas de academia que não tinham a sorte de ter Nobu como Oji-san.

No caminho da formatura os dois se mantiveram em silêncio, o pôr do sol deixava todo o ambiente numa tonalidade avermelhada, naquele momento, a temperatura estava agradavelmente mais quente que a manhã. Chegou na formatura com a roupa suja, cabelo totalmente bagunçado como resultado do treinamento, com sua mãe chorando de preocupação e por acreditar que seu filho era uma vergonha e um rebelde sem causa.

De volta em casa, apenas ele, sua mãe e pai, o avô havia ido para “casa” — quando na verdade fora beber sakê em nome do neto, mesmo que Cho não tivesse permissão para ir, principalmente por ser menor de idade. — comeu bastante de tudo o que a mãe havia preparado com a ajuda do pai, tomou para si alguma parte do diálogo que tivera com os dois e foi dormir.

— Droga... Isso é apenas o começo, mas talvez com a ajuda deles eu possa chegar bem mais longe na minha jornada, não custa nada tentar! — seu pai abriu a porta do quarto, em passos lentos achando que o filho já estava dormindo, verificado que não, perguntou:

— Ei garotão...

— Já disse pra não me chamar assim pai, não sou um cachorro.

— Já sei, já sei... Ei, o velho te ensinou algumas técnicas não foi?

— Bem, sim. — ele queria mentir pois, pelo que sabia, seu avô nunca ensinou para nenhum de seus filhos sobre as técnicas que o deram aquela alcunha.

— Que cara é essa, não se preocupe, ele tentou me ensinar, mas eu não me saí bem, vai dormir vai.

Sorriu, olhou para o pai, sabia o que seu pai queria dizer com aquilo, os dois se entendiam muito bem, sentiu o peso em seus ombros caírem por terra completamente e pensou em seu avô e disse para si mesmo: “se for pra ser igual a eles, eu não me importo de ser um medíocre...”


Considerações:


Superação do Defeito "Ironia"






Status: OFF

Árvores, cinzas  - Rank C

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[Filler] Balzac' De3ee96677a997999a59904d93681eee01289cf7_00
— A riqueza e as posses não faz o homem, mas sim suas mudanças, sua força e as habilidades que adquire ao longo da vida.
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Convidado
Convidado
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Vilarejo Atual

Re: [Filler] Balzac' - 2/3/2019, 13:34

[Filler] Balzac' NZyNX5p
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Edição de Aniversario por Shion e Senko.