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Naruto RPGAkatsukiNão é o único, simplesmente o melhor!
Arco 11:
Reino de Lilith: PesadeloAno: 71DG
Após uma dura jornada, Shaka finalmente caiu e teve a maldição retirada de seu coração. No entanto, os problemas trazidos pela família Hattori não se extinguiram. Shion revelou ter ajudado a libertar Lilith, uma monarca da dimensão infernal, que agora está possuindo o corpo de Hyuga Katsura e libertando uma horda de seres infernais contra este mundo. O mundo corre risco de ser consumido pela maldade dessa criatura, mas não se o plano de Shion der certo: forçar Lilith a causar um evento chamado de O Grande Eclipse, onde as portas de todos os mundos e dimensões ficarão abertas, e assim permitir a ele ir ao submundo resgatar sua amada Katsura Grey para finalmente selar Lilith.
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Estação: Inverno

Agnes
Genin
Agnes
Vilarejo Atual
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[Filler] Um Caminho Sem Volta - 22/2/2019, 17:17

O pretume era absoluto e obsoleto, o viés da solidão e da depressão dos mortos e desvairados, a casa dos demônios e de tudo o que há de pior e que eram capazes de despertar durante o sono. Grunhidos pairavam no subconsciente e aos poucos assimilavam a frequência e a sonoridade de vozes desconhecidas, transformando-se prontamente em sussurros e depois em gritaria. ― Não entregue a sua alma! ― Os cílios descolaram e as pálpebras proporcionaram aos olhos, arregalados, o vislumbre de uma escuridão idêntica e incapaz de permiti-la discernir onde estava. Arrastou a língua por entre os lábios sem conseguir molhá-los devido a secura extrema da boca e piscou os olhos algumas vezes tentando manter-se acordada. Instantaneamente sentiu os seus pés encostarem num pedaço áspero de madeira que considerou ser uma banqueta pequena, e ao que se movimentou sutilmente ouviu o som de ferro se batendo, entregando as propriedades do que amarrava ambos os punhos que ardiam por conta do contato e, provavelmente, do tempo prendidos. As auréolas dos seios ardiam tanto quanto a vagina, e o líquido que escorria de suas costas cheirava a sangue. O seu corpo apresentava sinais de exaustão ao que tremia - não de frio -, e a cabeça pesava cada vez mais a ponto de não conseguir ergue-la se assim prosseguisse. Suas ideias estavam fora de lugar e sequer se recordava dos motivos que a carregaram até ali, entretanto pôde concluir que estava sob os efeitos de sessões extensivas de tortura e tinha a certeza de que aquilo não podia continuar. Evidentemente não mais sonhava, todavia futuramente preferiria retroceder à enfrentar seus medos.

O desconforto era inquestionavelmente indescritível e insuportável. Sem ter o que fazer e muito menos como se mexer, os ouvidos incitaram-se a permanecer atentos e captaram o som - que vinha de todos os lados - de gotas batendo em água, o que, no estado em que estava, sugeria que alguém a fazia companhia. Buscou pela sua voz em vão pois até mesmo as suas cordas vocais sugeriam ter sido maltratadas e experienciou o repuxar das unhas que deviam ter tentado arrancar, somente então. Foi quando uma porta rangeu no horizonte obscuro trazendo consigo a luz mais indesejada que já presenciara e que iluminou a pior de todas as visões que já tivera. Atados ao teto pelo pescoço, homens e mulheres estrangulados e estripados, sem um dos olhos ou algum dos membros, todos derramando pouco a pouco tudo o que corria em suas veias; A representação do horror que nascia no íntimo da nossa protagonista extasiada. Sentiu vontade de vomitar mas nem para isso tinha forças. ― Carregue-a até o sacrifício. Todo o sangue de que precisávamos já foi coletado. ― Do mesmo modo que as tochas iluminaram os mortos, aquela fala iluminou o túnel que precisava traçar para reconquistar suas lembranças, e nas suas paredes cada uma das partes se conectavam como num quebra cabeça: Uma carta pergaminho visitou a sua residência no dia mais obscuro da sua estadia na Nuvem e a conduziu, igualmente ao preto dos céus, à pior de todas as tarefas já direcionadas. Cedo ou tarde o destino bateria na porta, contudo lhe parecia precoce demais.

Um terceiro elemento nascia no mesmo ponto em que os outros iguais, convocando-os para um aviso. Recordando o timbre que acordara os seus sonhos, os sussurros sopravam informações que desejava crer serem inverídicas. No intervalo de tempo a cabeça pesou tudo o que podia e desceu a circulação sanguínea tão traiçoeira e forte quanto a dor que existia na sua nuca, mesmo que nada se comparasse a dor que ascendera no peito. Correndo pela sala para bater nas paredes e nos corpos estraçalhados e recochetear até os seus ouvidos, atendeu a notícia mais devastadora que já alcançara sua audição. Seu corpo parou de tremer e de tentar lutar contra tudo aquilo e os batimentos cardíacos aceleraram instantânea e terrorosamente. O cérebro comprimiu semelhante a uma mão apertando um filhote de pardal até esmagar. As pupilas dilataram de medo e os olhos iniciaram uma lacrimação com toda a dor que a vida humana e os sentimentos eram capazes de dispor. Tentando negar em voz alta aquilo o que ouvia, o diafragma ardeu e a boca rachou, os dedos parecendo se mexer como quando encostava em alguém. Não conseguia emitir sons e mesmo que conseguisse só saberia gritar. De onde arranjaria forças para resistir se nem mais sanidade parecia ter?, questionou-se enquanto os três homens se aproximavam da sua tortura. Com a chama do lado dos rostos e revelando suas identidades, era possível imagina-los deleitando-se com a agonia da pessoa que a vítima mais amava. Recordou-se dos sussurros. ― Alexia está morta. ― As lágrimas, até então contidas, escorreram no fim.

Localizada nos confins do País dos Demônios, depois da Gruta dos Desesperos e do Lago das Ingratidões, a fortaleza tinha seis andares e sessenta e seis cômodos ladrilhados por um material empretecido. As paredes, com a mesma paleta de cor, tinham pinturas rupestres esporádicas feitas de sangue, simbologias desconhecidas que adornavam-nas escondendo passagens secretas para os quartos dos sessenta e cinco moradores, onde a única iluminação - assim como em todo o resto - era patrocinada pelo fogo de velas ou archotes. No sexto piso localizava-se o maior de todos os quartos, o sextuagésimo sexto. E não coincidentemente, naquele momento, dentro dele estavam todos os que dividiam a morada, com exceção dos que foram buscar a virgem. O âmbito era macabramente incomum, divergindo de todos os outros espaços que existiam naquela enormidade: Não havia teto, o que permitia a imagem do céu estrelado brilhar; o chão e as paredes eram forrados por crânios e antes do fim da saleta um altar com uma espécie de livro sagrado em cima erguia-se no meio de duas figuras devidamente uniformizadas; Um homem e uma mulher que lideravam a seita e acabariam tendo, contra a vontade, que se preocupar com a criança. ― Senhores ― Um outro os reverenciou. ― Eu suponho que deveriam se atentar pessoalmente ao sacrifício. ― Ambos se olharam. A voz masculina falou: ― Algum problema? ― E o subordinado respondeu: ― Receio que sim. Mesmo sob os efeitos da tortura ela ainda conseguiu desacordar nossos homens. Parece que as suas habilidades com o relâmpago são maiores e mais fortes do que imaginávamos. ― Descendo os degraus até alcançar o mesmo patamar que seus súditos, o casal caminhou calmamente para fora e desenhou com os pés o trajeto até a prole da profecia.

Imergindo em lembranças felizes o subconsciente desprendeu-se da tortura e o corpo começou a ganhar força. Recordando-se dos únicos sorrisos que fora capaz de dispor em toda a sua vida e da pessoa responsável por eles, cavou forças para erguer a cabeça e controlar o seu corpo para atacar. Fluindo dos fios de cabelo até o dedo miúdo dos pés a energia foi e voltou dezenas de vezes, atiçando o fluxo sanguíneo e bombeando o sangue para o coração numa velocidade ainda maior, os nervos à flor da pele e as veias da testa saltando (pois por mais que fosse conseguir, aquilo era o máximo que poderia fazer por um bom tempo). Começou pulando do banco e se deixando pendurar pelas mãos quando rodopiou nos ares e golpeou o rosto dos dois homens mais próximos, simultaneamente apelando para o uso do seu elemental que percorreu todo o corpo antes de alcançá-los. Depois, agarrou a corrente que a prendia ao teto com ambas as pernas e ficou de cabeça para baixo para desviar das armas atiradas pelo único que ainda permanecia de pé, voltando com ambas as mãos paralelas até alcançar a lâmina afiada e envolta em chakra que este segurava, quebrando a prisão dos punhos ao meio. Saltou as pernas até o pescoço inimigo e terminou com as suas forças para quebrá-lo. Caiu junto com o corpo e custou a se levantar. Cambaleou, e em alguns momentos apoiou-se ao piso até alcançar a saída, escorando pelos cantos enquanto o sangue das costas e as lágrimas dos olhos escorriam sem parar. Assustou-se quando a sua sombra não era a única a dividir a cena. Subiu os olhos e pôde conhecer o casal, que a alcançou logo. ― Nós não esperávamos menos, Agnes... Ela não está morta. Mas dependendo da sua conduta poderá estar. ― Atentou-se para a figura da mulher, que segurava pelos cabelos o corpo de Alexia.

Considerações:
A passagem faz referência a futura habilidade secundária conquistada pela personagem e aos ocorridos (que virão a ser negociados com o narrador) na RP. Filler com 1400 palavras visando +100 de status e a qualidade "Perito Elemental: Relâmpago (1)" por conta da personagem ser prodígio.

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Re: [Filler] Um Caminho Sem Volta - 23/2/2019, 09:22

@Ok
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Edição de Aniversario por Shion e Senko.