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Naruto RPGAkatsukiNão é o único, simplesmente o melhor!
Arco 11:
Reino de Lilith: PesadeloAno: 71DG
Após uma dura jornada, Shaka finalmente caiu e teve a maldição retirada de seu coração. No entanto, os problemas trazidos pela família Hattori não se extinguiram. Shion revelou ter ajudado a libertar Lilith, uma monarca da dimensão infernal, que agora está possuindo o corpo de Hyuga Katsura e libertando uma horda de seres infernais contra este mundo. O mundo corre risco de ser consumido pela maldade dessa criatura, mas não se o plano de Shion der certo: forçar Lilith a causar um evento chamado de O Grande Eclipse, onde as portas de todos os mundos e dimensões ficarão abertas, e assim permitir a ele ir ao submundo resgatar sua amada Katsura Grey para finalmente selar Lilith.
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[Filler] Recomeço - Seg 4 Fev - 19:18


O sol se punha por de trás das montanhas ao redor da vila, sendo tomada pela tarde com sua sombria sensação de desolação. Era isso o que eu sentia sempre que entardecia, além das lembranças bizarras que as vezes me tomava a mente, me deixando completamente paralisado. Os médicos já tinha observado isso, estavam preocupados com minha salde mental, mas eu não me preocupava com eles. Aliais, não me preocupava com mais ninguém. Tinha perdido minha família, as únicas pessoas que me amaram verdadeiramente, e que eu amava. Nada mais me importava, apenas me vingar daqueles que haviam feito aquilo com meu antigo lar. No entanto meu estado atual não me ajudava, era como se eu não conseguisse fazer nada. Vez ou outra paralisava do nada, como se o mundo fosse me engolir, era muito ruim de fato.

Eu não tinha vontade de falar com ninguém, até mesmo demorei para dialogar com algum dos médicos. No entanto um em específico conseguiu tirar meu silêncio. Tudo o que ele dizia era que poderia me ajudar a sair daquele buraco em que havia caído, e que isso melhoraria bastante meu estado mental. Demorou para que pudesse me convencer, até porque eu não queria ter contato com ninguém. No entanto, ao decorrer do tempo pude perceber que enquanto mais rápido melhorasse, mais rápido poderia seguir com a investigação de quem destruiu meu lar. Com esses pensamentos eu aceitei a ajuda, daquele que me trataria por algum tempo.

Era certo que isso demoraria, eu não estava bem e isso era visível. Tudo mostrava o quanto seria difícil para mim. Mas fui, me sentindo incomodado com todo o ocorrido. O primeiro dia não foi la muito agradável, fiquei durante algumas horas escutando as perguntas feitas pelo doutor, mas sem responder nenhuma delas. Não que eu evitasse, mas porque minha memória falhava em se lembrar. Falhamos na primeira tentativa, porém fui pedido para retornar no dia seguinte. Não entendi o motivo, não tinha conseguido responder nada o que significaria em uma enorme falha, e que talvez não tivesse solução. Mas não foi essa a sensação que senti ao ser chamado de volta ao consultório.

O dia seguinte não foi muito diferente, as perguntas feitas a mim também não foram respondidas, e algo ainda pior ocorreu. Minha cabeça quase explodiu de tanta dor que senti, nada fazia passar tremenda dor, nem mesmo alguns remédios fortes o bastante para me dopar. O incômodo era tamanho que nem ao menos pude seguir com o tratamento, tive que ir direto para o hospital. Somente lá alguns dos médicos que já me conhecia acabaram me tratando, me obrigando a dormir com um remédio muito forte. Sinceramente, não queria que aquilo acontecesse.

O sono apenas piorou minha situação. Trouxe a mim algumas das lembranças do ocorrido em minha vila natal. As chamas, as pessoas correndo de um lado para o outro, os rostos desesperados, tudo isso me perturbou de tal forma que acordei repentinamente me deparando com um do médicos me observando. Meu corpo estava completamente molhado, como que se eu tivesse afundado em um rio. O suor escorria pela cama molhando os lenções brancos, além do colchão. Tudo aquilo era sinal do quanto eu estava na pior.

Naquele instante pensei que nada mais podia ser feito por mim, que o tratamento já teria ido pelo ralo e afundado de vez. Imaginava o quanto minha alma estava destruída, o quanto me encontrava perdido. Chegara finalmente no fundo do posso, não tinha salvação. Era apenas uma casca vazia. O médico enfim se retirou, e quando pensei que ficaria sozinho o psicólogo adentrou ao quarto dando ola. Não entendi o que ele fazia ali, até porque não dava mais para fazer nada por mim, mas ele achava o contrário. Deixou claro que devia ir ao seu consultório mais algumas vezes, até que tudo fosse finalmente resolvido, mas para mim seria apenas uma perca de tempo.

Mesmo sabendo que nada adiantaria fui até o doutor no dia seguinte, mantendo-me durante algumas oras em sua companhia. Diferente dos outros dias tive algo a mencionar, o sonho que tive na noite anterior, que me tomou em um desespero sem igual. Ele achou interessante, tinha sido a primeira vez que de fato falaria sobre o que ocorreu em minha vida. Ele viu ali uma abertura para a minha melhora, mesmo que pouca. Alguns remédios foram entregues a mim, no intuito de me ajudar com o sono, pelo menos foi o que me disseram. Mas na prática não foi bem assim, não mesmo.

Noite após noite pesadelos me tomavam, me impediam de descansar por completo. Eu não conseguia dormir direito, e as lembranças me maltratavam cada vez que dormia. Tinha chegado ao ponto deu não querer mais dormir, mas fui impedido. Tudo o que eu sonhava dizia para meu médico, afim de esclarecer mais as coisas. No entanto sempre que acordava me lembrava apenas de pequenas partes do que havia sonhado, o que dificultou o tratamento. Mesmo assim estava avançando, aos poucos me lembrava de tudo o que aconteceu naquele dia diabólico. Não sabia de fato se queria me lembrar de tudo, até porque me traria dor.

Fiquei durante um tempo sem tomar os remédios, apenas fazendo alguns exames. Tudo estava normal pelo que me diziam, mas a dor de cabeça não me largava desde então. Ela parecia que explodiria a qualquer instante, e isso me incomodava de tal maneira que sentia a vontade de arranca-la. Tive que tomar muitos remédios para conseguir reduzir o incomodo, embora não tivessem sumido totalmente. Pelo que o doutor podia detalhar, tudo era devido as minhas memórias reprimidas, que só passaria quando eu me lembrasse de tudo nitidamente. Me perguntei se isso seria possível, me lembrar de tudo, mas havia uma técnica que me ajudaria nesse sentido.

Faria um tratamento de hipnose, cujo objetivo é me aprofundar em minha própria mente afim de resgatar todas as lembranças guardadas em minha memória. Me perguntava se isso de fato daria certo, ou se era apenas um blefe para me acalmar, mas isso era tudo o que eu tinha no momento, tudo o que eu poderia fazer era aceitar. Parei enfim de tomar os remédios, pois eles poderiam impedir que entrasse em conexão comigo mesmo. Fiquei alguns dias com as fortes dores me incomodando, até enfim o dia da hipnose.

De certo que eu não estava muito esperançoso, que nada me ajudaria a melhorar, mas decidi continuar afim de ver no que daria. Tudo começou de forma suave, inciando com um descanso sobre um tipo de sofá cama. Logo deu-se o segundo passo, o doutor me apresentou um tipo de relógio, o colocando rente aos meus olhos enquanto me pedia para descansar. Pouco a pouco ele foi balançando o objeto, até enfim me fazer cair no sono. De alguma forma eu estava entre o sono e acordado, conseguia escutar a voz do médico mas não conseguia abrir meus olhos.

O som da voz do homem era fraca, porém audível o suficiente para escutar suas instruções. Encontrava-me diante de várias portas, em um tipo de corredor um pouco grande. Ao fundo dele havia uma porta de cor diferente das demais, esta era vermelha enquanto as outras eram brancas. Conseguia ver uma fumaça saindo dela, e um cheiro forte de queimado. Tal cheiro me remeteu ao dia em que minha família fora morta, o dia em que encontrei meu lar pegando fogo. O dia do meu aniversário. O doutor me pedia para ir até ela, para abri-la. Hesitei por alguns instantes, até enfim abri-la de uma vez só. Era de fato uma cena absurda, podia ver nitidamente a correria, as chamas, o cheiro forte de carne queimada, as casas em brasa e por fim os corpos dos meus pais estirados no chão. Vi o momento em que cai ao chão, e quando alguns ninjas de iwa me encontrando. Era tudo muito intenso, muito vivido, tanto que meu corpo começou a estremecer. Foi nesse momento que fui despertado, tendo todas as minhas memórias vividas em minha mente. A dor de cabeça não me incomodava, nem mesmo sentia-a mais. Sabia de vez o que havia ocorrido. Contei tudo ao homem, e percebi que tinha muito mais a tratar do que imaginava.

A conversa foi longa, tinha muito a dizer sobre tudo o que aconteceu e os motivos de ter ficado daquele jeito. O homem percebeu que eu não havia superado meus problemas, e me pediu para visita-lo mais algumas vezes durante a semana, podendo encontra-lo aos fins de semana também caso necessário. Com isso parti, seguindo de volta para a minha casa.


HP: 200/200 CH: 300/300 ST: 0/2

Considerações:
Palavras: 1441
Objetivo: + 100 de Status / Superação de defeito Amnésia Dissociativa (1)
Ações:
Jutsus Usados:
Armas Usadas:
Armas Especiais:
Raijin no Ken - Presa na Cintura
Armas Levadas:
Kunais - 5
Shurikens - 5
Kibaku Fuuda - 20 (espaço 5)
Hikaridamas - 5 (Espaço 5)
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Shiro
Tokubetsu Jonin
Shiro
Vilarejo Atual
Ícone : [Filler] Recomeço 100x100

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Re: [Filler] Recomeço - Seg 4 Fev - 19:36

É manolo, tenso.

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Edição de Aniversario por Shion e Senko.