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Naruto RPGAkatsukiNão é o único, simplesmente o melhor!
Arco 11:
Reino de Lilith: PesadeloAno: 71DG
Após uma dura jornada, Shaka finalmente caiu e teve a maldição retirada de seu coração. No entanto, os problemas trazidos pela família Hattori não se extinguiram. Shion revelou ter ajudado a libertar Lilith, uma monarca da dimensão infernal, que agora está possuindo o corpo de Hyuga Katsura e libertando uma horda de seres infernais contra este mundo. O mundo corre risco de ser consumido pela maldade dessa criatura, mas não se o plano de Shion der certo: forçar Lilith a causar um evento chamado de O Grande Eclipse, onde as portas de todos os mundos e dimensões ficarão abertas, e assim permitir a ele ir ao submundo resgatar sua amada Katsura Grey para finalmente selar Lilith.
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Vilarejo Atual

[Filler] Onde os pássaros dançam. - Seg 28 Jan - 16:07


HP: 700/700 • CH: 700/700 • ST: 00/03


[Filler] Onde os pássaros dançam. 9vLGbuc
"Como seria se eu pudesse voar?" Acredito que essa seja uma pergunta bem recorrente à todos, principalmente quando crianças e quando não há a capacidade técnica necessária para manipular elementos ou criar um jutsu específico para isso. É o caso de Morpheusa: não nasceu abençoada com grandes poderes elementais, mas sim com uma leve afinidade com o elemento das descargas elétricas e polos positivos e negativos, raiton. Jamais poderia com isso alcançar as mais altas camadas da atmosfera, tampouco planar e bater asas como os pássaros, a não ser que passe grande parte de sua vida buscando poderes elementais que a permitam tal coisa. Às vezes, não subconscientemente paira e pensa sobre quão bizarras poderiam ser asas sangrentas criadas à partir da manipulação de seu próprio sangue, mas na maior parte das vezes só se presenteia com um riso bobo e logo esquece a ideia. Bem, agora a garota conhece o suficiente para que possa implantar em si mesma asas reais, assim como pássaros, se pensar num protótipo adequado, mas sequer passara isso por sua mente até então. Mas, talvez isso mudasse.
Mais um dia medíocre: estudos e treinamentos. Nada mais importava para a pequena garota prodígio, mas tudo bem. Antes do anoitecer já estava em sua casa, rolando em sua cama, usando um simples vestido preto com alças. Estava, sozinha, pensando sobre tudo que aprendeu em seu dia: retórica, pathos, logos, ethos, persuasão. Sequer testou seu novo conhecimento em alguém, mas nem precisaria para saber que aprendeu tal técnica com êxito. Como sempre, seu cérebro lhe favoreceu de forma esplêndida. Sequer poderia ser considerado seu próprio mérito, visto que era obra do acaso que seu órgão tenha se formado com fisionomia tão adequada para o tipo de vida que Morpheusa levaria, mas mesmo isso não mudaria o fato da grande exaustão mental alcançada após estudar por horas a fio, sem pausas. (Afinal, era isto que fazia sempre, focava-se tanto em aprender logo que sequer haviam descansos para recobrar seu fôlego). Não demorou até que caísse no sono, e um novo sonho incomum voltasse a rebobinar, como uma fita de vídeo, em sua mente.
Sentia a presença de membros nunca antes percebidos impulsionando-se contra o ar, enquanto via resquícios de verde ao longe, bem abaixo de seus pés. Aliás, seus pés não tocavam o chão, mas podia sentir a pressão atmosférica e a força das correntes de vento perfeitamente. Jamais poderia ter sentido tais sensações fora de um sonho, e tinha ciência disso. — Só pode ser outro sonho como aquele... — pensou consigo mesma, numa tentativa de emitir sua voz por sua boca, porém falha. Ao mesmo tempo que se lembrava do sonho ao qual se referia, não lembrava-se exatamente sobre o que pensava. Desistiu de lembrar e começara a olhar à sua volta. Novamente, percebeu que seus membros estavam alongados, assim como seu tronco e, invés de ter suas vestes comuns, seu corpo estava apenas revestido com grandes e longas plumas, tão macias quanto algodão. Não fazia ideia de qual material era aquele, mas, ao olhar para um de seus braços, percebeu que havia logo às suas costas grandes e pesadas asas que batiam involuntariamente, fazendo com que estivesse há vários minutos parada na mesma localização em meio à nuvens escassas, que refletiam com sua brancura as cores emitidas pelos raios solares. Não podia acreditar no que estava vendo, afinal, tinha consciência de que não passava de projeções de sua mente durante o sono, mas também não conseguia fazer-se despertar.
Mantendo-se parada ao céu, olhando o continente que estava a metros de distância de seus pés, via passar por sua frente e pelas suas laterais bandos de pássaros fazendo malabarismos e piruetas no ar. Perguntava a si mesma se seria capaz de fazer o mesmo, mas não ousara. Tentava, aos poucos, então, diminuir o ritmo do batimento de suas asas imaginárias para que pudesse em breve pousar: a sensação de voa deveria ser libertadora, mas como se via presa não passava de angústia e desespero. Como imaginou, tornou-se efetivo a diminuição dos batimentos e, aos poucos, se via descendo da segunda camada mais baixa da atmosfera para a primeira, e dentro de minutos estaria com seus pés no chão.
Quando enfim pôde pousar, se deparou com um animal que jamais vira: a maior parte de sua pelagem era branca, mas suas orelhas tinham tons rosados e eram compridas e finas, como a de um coelho, ao mesmo tempo em que seu rosto era composto por feições de animais tão distintos que imaginou ser um ser mitológico. Poderia mesmo designar tal criatura como um roedor, felino ou canino: era igualmente proporcional a todos. Em seu pescoço havia um acessório que não soube definir como uma gravata borboleta ou realmente uma borboleta. Ficou encarando a criatura por tempo o suficiente para que a mesma se irritasse e por si só se dirigisse à Morpheusa: — Ao que parece, ainda não se encontrou com os outros, não é mesmo? — fazendo com que a cabeça de Morpheusa começasse a latejar. Sabia que o questionamento lhe trazia algo familiar, mas não conseguia ver nada além de uma cauda dupla de cor púrpura. Antes de que respondesse qualquer coisa a tal animal, o mesmo disparara à ela uma grande rajada de vento que obrigou-a a levantar voo e, sozinha, tivera de aprender a controlar suas asas dadas pelo que acreditava ela, pegadinhas de sua mente, e planar sobre os ares. Após descobrir como controlá-las, finalmente sentiu a sensação leve e livre que talvez se assemelhe com às dos pássaros, borboletas e outros animais capazes de lutarem contra as forças do vento, gravidade e atmosfera. Morpheusa dançava e rodopiava pelo céu, enquanto olhava para a terra que há pouco havia pisado e o animal com quem havia falado tinha sumido de sua vista.
O sonho que a prendeu em seu sono não convidado e a levou até cedo da manhã em breve dissiparia, e como de praxe, Morpheusa levantaria e ainda não se daria conta do que houve.­ 
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Furino
Mestre de RPG
Furino
Vilarejo Atual
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Re: [Filler] Onde os pássaros dançam. - Seg 28 Jan - 16:13

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Edição de Aniversario por Shion e Senko.