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Naruto RPGAkatsukiNão é o único, simplesmente o melhor!
Arco 11:
Reino de Lilith: PesadeloAno: 71DG
Após uma dura jornada, Shaka finalmente caiu e teve a maldição retirada de seu coração. No entanto, os problemas trazidos pela família Hattori não se extinguiram. Shion revelou ter ajudado a libertar Lilith, uma monarca da dimensão infernal, que agora está possuindo o corpo de Hyuga Katsura e libertando uma horda de seres infernais contra este mundo. O mundo corre risco de ser consumido pela maldade dessa criatura, mas não se o plano de Shion der certo: forçar Lilith a causar um evento chamado de O Grande Eclipse, onde as portas de todos os mundos e dimensões ficarão abertas, e assim permitir a ele ir ao submundo resgatar sua amada Katsura Grey para finalmente selar Lilith.
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Vilarejo Atual

[Filler] A perda da primeira emoção, empatia - 28/1/2019, 04:51


HP: ❲ 675 • 675 ❳ CH: ❲ 1150 • 1150 ❳ ST: ❲ 06 • 06 ❳

Essa é uma história do passado de Ilumi, uma história não muito feliz como muitos leitores podem estar procurando.

A casa Zoldyck, uma família pouco conhecida popularmente, pois seu trabalho é feito na sombra, Silva, pai de Ilumi sempre treinou pessoalmente o jovem, pois era seu segundo mais velho, o primeiro não aparentava ser muito discreto, por conta de tal problema Silva forçou seu filho ser o mais discreto possível.

Era mais uma manhã, o sol mal havia brotado do horizonte, sua luz sequer iluminava sua janela e Ilumi já estava sentado em sua janela com seu olhar vazio focado no horizonte, ele balançava sua pernas para gastar um pouco de sua energia hiperativa que toda criança tem, ela estava ansioso para finalmente começar o treino com seu pai, finalmente… finalmente eu vou treinar com o papai, eu esperava tanto por isso, será que eu vou ter o elemento fogo como meu irmão mais velho Ikki, ele saltava da cadeira, na varando mesmo ele dava chutes e socos sem pretensão alguma, o garoto estava tão engajado em seus movimentos que ele sequer notava ao seu redor, por tal motivo seu pai conseguia entrar no quarto, ele encostava na parede e via os movimentos do filho, ele então batia na porta de seu quarto para chamar a atenção do garoto e dizia -taijutsu não é uma de suas artes mais fortes, por que não focamos em outra coisa?

O menino então parava com um susto assim que via que seu pai, ele logo tentaria se recompor com sua postura, colocaria a mãos em seus bolsos e olharia para seu pai, ele sequer ria da piada que seu pai soltava, pois no fundo Ilumi sabia que seu pai não soltava piadas, seu pai logo saia do quarto sem falar mais uma palavra, Silva falava novamente -você já sabe qual é sua natureza elemental?- Ilumi não demoraria nem um segundo sequer e responderia -tenho afinidade com doton, senhor- ele não chamava seu pai de pai e sim de senhor, o garoto nunca entendeu direito, mas ele apenas seguia aquilo que lembrava.

Ambos seguiam para uma sala no subsolo da grande mansão Zoldyck, dentre muitas câmaras Ilumi entrava em uma que soltava um som peculiar, era como um chocalho, o som de coisas se rastejando no chão davam um leve calafrio ao garoto, ele hesitaria por um momento, mas no exato segundo que o garoto fazia tal ação seu pai olharia para trás com um olhar de assassino, ele olhava de tal forma para seu próprio filho, para sua prole, nenhuma palavra era trocada entre os dois, Ilumi apenas seguia para dentro da sala com seu medo exalando pela sua pele.

O salão de pedra era bem simples, mas amplo, no cômodo havia buracos que aparentavam ser a origem dos sons que escutava do corredor do subsolo, o garoto ousava se aproximar de uma das bordas dos buracos, ele curvaria um pouco seu torso e olharia para dentro do buraco escuro, seu pai logo aparecia ao lado com uma tocha em mãos iluminando o fundo do buraco, Ilumi se surpreendia e ficava paralisado de medo no ato, eram cobras de grande quantidade que se entrelaçam, passam uma por cima das outras, era uma cena certamente grotesca para as pessoas comuns, mas seu pai dizia -seu treinamento será o de ficar imune a todos dos venenos- o pai apontava para o resto dos buracos e continuava -em cada buraco a cobras e neles um tipo de veneno diferente, apenas venha falar comigo quando estiver imune a todas as cobras que aqui habitam- o pai do jovem se retirava do local deixando a tocha ali queimando, aquele objeto era a única coisa que emanava calor naquele lugar frio, silencioso e grotesco para Ilumi.

O menino com a tocha em mãos andava mais pelo local, pois ele já sabia muito bem que passaria um bom tempo frequentando aquele lugar, havia exatamente quinze buracos cheio de cobras, o garoto apenas andava ali, eu serei deserdado da família se hoje eu não ficar imune a pelo menos um tipo de cobra, o menino andava mais um pouco voltando ao primeiro buraco que havia visto, ele prendia a tocha no seu devido lugar que iluminava o fundo do buraco mostrando as cobras, ele ficaria de joelhos na borda, sua respiração ficará mais acelerada, ele passava a respirar não só pelo nariz mas pela boca também, as cobras pareciam responder ao medo do jovem, elas se atissavam, faziam mais barulhos, o fundo do buraco parecia ficar mais próximo, o número de cobras era incontável naquele buraco, Ilumi fechava uma de suas mãos enquanto com a outra ele iria estendendo lentamente, assim que seu braço ficava semi estendido ele via sua própria mão tremer, uma das cobras dava um salto tentando morder a mão do jovem, mas ela não chegava na altura necessária para dar sua mordida e colocar seu veneno, o jovem voltaria com sua mão direto ao seu peito, ele voltava a sua respiração ofegante, ele engolia sua saliva a seco e continuava a olhar para o buraco.

Ilumi falhava no primeiro treinamento que seu pai dava pessoalmente, ele estava com medo das cobras, mas agora além do medo das cobras ele sentia um desgosto sobre si, era algo dificil de explicar, ele se sentia vazio, só, como as cobras naquele lugar, por mais que existissem outras iguais a eles literalmente ao seu lado, de nada importava.

Num ato desesperado o garoto apenas corria do subsolo do escuro e frio mesmo que o local proporciona e seguia direto para seu quarto, ele não queria ver ninguém no momento, ele até mesmo trancava a porta, seguia para a suíte de seu quarto e trancava a porta também, ele se enchia de barreiras físicas de todos ao seu redor, ele escorregava de costas pela porta do banheiro até sentar no chão, ali ele ficaria apenas olhando para o nada sem entender direito tudo que havia acontecido naquelas poucas horas do seu dia.



Palavras: 1016

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Marudashi
Genin
Marudashi
Vilarejo Atual
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Re: [Filler] A perda da primeira emoção, empatia - 28/1/2019, 10:57

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[Filler] A perda da primeira emoção, empatia BuYpCsE
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Edição de Aniversario por Shion e Senko.