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Naruto RPGAkatsukiNão é o único, simplesmente o melhor!
Arco 11:
Reino de Lilith: PesadeloAno: 71DG
Após uma dura jornada, Shaka finalmente caiu e teve a maldição retirada de seu coração. No entanto, os problemas trazidos pela família Hattori não se extinguiram. Shion revelou ter ajudado a libertar Lilith, uma monarca da dimensão infernal, que agora está possuindo o corpo de Hyuga Katsura e libertando uma horda de seres infernais contra este mundo. O mundo corre risco de ser consumido pela maldade dessa criatura, mas não se o plano de Shion der certo: forçar Lilith a causar um evento chamado de O Grande Eclipse, onde as portas de todos os mundos e dimensões ficarão abertas, e assim permitir a ele ir ao submundo resgatar sua amada Katsura Grey para finalmente selar Lilith.
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[Filler] My true self - 26/1/2019, 06:36



ファントムハイヴ


Era um dia como qualquer outro, o sol de verão, espalhava sua graça para todos, exalando um calor tênue, que abraçava a tudo e todos. Acordado as pressas, me vesti, me higienizei e preparei um bom café da manhã. Com minha vasta experiência culinária, preparei um incomum, Ovos Beneditinos, junto a pães de trigo, carne de frango e algumas coisas verdes que haviam na geladeira. Não era moleza morar sozinho, mas era necessário para provar minha independência para os padres do monastério. Devorei minha rápida refeição, apenas para não cair duro durante minha rotina, movimentada como de costume. Com tudo pronto, me levantei e parti, saindo pela porta grossa de madeira, ao mundo exterior.

Cada passo era um sacrifício, nunca fui um grande fã do calor, mas esse dia em específico, me fazia repensar minha decisão de abandonar meu lar. — Que calor. — Era só o que pensava, enquanto as vezes os pensamentos escapavam, ganhando forma verbal. Não estava muito animado com as missões que deveria realizar hoje, mas elas me recompensariam bem, então pela necessidade de botar comida em minha mesa no dia seguinte, deveria obedecer meus superiores e fazer algumas tarefas para eles. — Que saco. — Era só o que pensava, além de desejar estar mergulhando na neve.

Pelos becos escuros da cidade, geralmente podia ver alguns jovens sendo agredidos ou assaltados por meliantes, então sempre que via algo suspeito, partia para o resgate, como um bom samaritano. Passos lentos, os pássaros cantando, nenhuma grande movimentação por parte dos habitantes, nada que chamasse minha atenção. Provavelmente, todos os habitantes sãos, ficaram em casa com seus leques ou foram nadar em algum riacho ou lagoa, qualquer coisa para fugir do calor. Tendo a grande ideia, que se sucedeu de uma corrida rápida para o sentido oposto, adentrando a loja de conveniência mais próxima.

Chequei os freezers, retirando deles alguns picolés de quaisquer sabores, o intuito era me refrescar. Tendo esperado na fila e pago por eles, parti dali em direção do gabinete de missões, já estando atrasado. O primeiro dos picolés foi aberto e rapidamente devorado, aliviando a temperatura. Quando o segundo teve sua embalagem violada, um grito pode ser ouvido não muito longe dali, um grito feminino que pedir por ajuda. De minhas mãos, o palito úmido pelo líquido congelado caiu ao solo, sendo esquecido enquanto apertei o passo para alcançar a origem do som. Deparando-me com uma cena grotesca, dois homens estavam caídos, com muito sangue espalhado pelo chão, provavelmente pertencente dos mesmos. Nas mãos de um homem alto e musculoso, uma jovem ruiva era mantida de refém, presa pela gola de sua camiseta.

Retirei rapidamente uma pedra do solo, disparando-a na direção do sujeito, acertando em cheio sua cabeça, que se abriu e liberou uma pequena quantia de sangue. Suas mãos se abriram, libertando sua prisioneira, que fugiu desesperada até seu salvador, eu. Com lágrimas em seu rosto, a expressão de pânico tomava conta, ela estava em estado de choque, realmente. — Isso acabará logo, fique atrás de mim. — Pedi-lhe, buscando reconfortá-la. O homem riu, achando cômico a diferença entre nossas alturas. Um homem grande de quase três metros dificilmente seria derrotado por um garoto de um metro e poucos, ou era o que ele achava. No momento em que seu punho se locomoveu pelo ar, criando um ruído leve, minha canhota foi contra o mesmo, abafando o ruído do impacto com a palma aberta, segurando o punho do adversário facilmente. Seus olhos se arregalaram, enquanto minha força era demonstrada. Com a outra mão livre, dei um fim ao embate, acertando o grandalhão em cheio no queixo, fazendo-o desmaiar e cair ao chão, com um grande ruído e tremor.

A moça me abraçou, incrivelmente agradecida pela ajuda, mas ainda assim, incrédula com minha força. Não havia muito o que fazer, me ofereci para levar a moça até a polícia para denunciar o crime, mas ela se recusou, dizendo que deveria resolver isso sozinha. Antes que pudesse concordar, seus olhos se arregalaram ao olhar em direção de minhas costas, enquanto eu apaguei logo em seguida. Ao clarão do dia para a escuridão da noite, não havia mais uma forte luz iluminando os céus, ou qualquer outra fonte de luz, na verdade. Estava em um quarto escuro e úmido, com algemas prendendo meus pés e mãos, além de correntes prendendo meus braços e pernas. — Que diabos é isso? — Indaguei, sem resposta, até que a porta pesada de metal se abriu, revelando um homem esguio de cabelos brancos. Ele portava uma máscara em seu rosto, ocultando sua face, enquanto ria e debochava de minha condição.

Nunca havia visto nenhum desses sujeitos, mas aparentemente, acabei me envolvendo nos problemas da moça e isso não acabaria bem. Contra meus avisos, o homem guiou sua mão até minha bolsa de armas, retirando minha identidade. Lendo meu nome, ele congelou, ficou cerca de um minuto parado, olhando para o cartão. Seus olhos se focaram nos meus, então analisando-me por inteiro, antes de voltar ao contato visual. "Okumura", ele disse, "Eu conheci seu pai", finalizou. Se pôs a rir outra vez, enquanto permaneci sem reação. "Seu sangue é especial, garoto, e por isso, não posso deixar que o use." prosseguiu, esticando bem os dedos de sua mão, antes que chamas surgissem nas pontas de cada falange, se guiando até meu abdômen, causando um dor aguda e desconfortável, ainda que não tão intensa. — O que você fez, desgraçado? — Indaguei, sem qualquer pista do porque isso estar acontecendo, enquanto ele parou e me encarou seriamente, retirando a máscara de seu rosto. "Eu retirei os poderes de seu pai, agora você possui apenas as habilidades de sua mãe. Ela era uma ninja incrível, mas não me oferece perigo agora.", explicou, ainda sem fazer muito sentido. Apenas aceitei as coisas como estavam, questionar mais apenas resultaria em mais perguntas sem resposta, então minha boca se calou, antes que pedisse não tão educadamente que se dirigisse ao inferno.

O homem grandalhão de antes entrou na sala, chamando seu mestre para resolver outras pendências. Em poucos segundos, estava novamente sozinho na sala, até que a garota ruiva da outra vez entrasse, na ponta de seus pés. Ela parecia séria, mas era possível notar o sorriso em seu rosto. "Anime-se, te tirarei daqui", ela disse, com um tom brincalhão e sarcástico.  Já não entendia mais nada que estava ocorrendo ali, mas não poderia negar a ajuda da garota se quisesse dar o fora daquele lugar. Rapidamente, as correntes caíram, enquanto um alarme escandaloso e insurdescente teve início, obrigando-me a cobrir meus ouvidos. Aquele dia só melhorava, com certeza. Agarrando-me pelo pulso, a garota me guiou para fora dali, seguindo por onde havia entrado, aproveitando a comoção dos guardas em checar as entradas, devido ao alarme em falso.

Nos esgueiramos por ai, o mais rápido que poderíamos, mas ainda assim, com cautela para não sermos pegos. Todas as saídas estavam lacradas, impedindo que qualquer espertinho acabasse encontrando a base por acaso, já que ainda estávamos em Konoha. Aquele lugar, provavelmente não seria bom me manter ali por muito mais tempo. Apertei o passo, chamando a atenção dos guardas próximas, não ligando mais para furtividade. — Esses desgraçados não vão conseguir nos pegar, vamos rápido. — Expliquei, tomando a dianteira e puxando-a pelo pulso, numa irônica troca de posições. Corri por algum tempo, pelos labirintos sem fim da instalação, sem saber para onde ia ou o que encontraria, mas os poucos guardar que me avistaram, desapareceram. Estava tudo indo muito bem, bem até demais, meu pressentimento me dizia que mais cedo ou mais tarde, algo muito ruim viria a acontecer.

Na grande porta que dava para a saída, estavam todos, encarando-me com suas expressões vazias e armas em punhos. — Desgraçados, nos deixem passar. — Pedi, sem o intuito de lutar contra tantos adversários ao mesmo tempo, mas os malditos permaneceram iguais, sem reação alguma, sem resposta. Soltei a garota e pedi que se afastasse, antes que a barra esquentasse. — Você não vai querer ver isso. — Lhe expliquei, estalando os dedos ao pressionando cada mão contra a mão oposta. Os sujeitos sem vida me cercaram, rapidamente, seus olhos vazios e trajes chiques me deixavam indignado, mas provavelmente eles ficariam mais agradáveis uma vez que caíssem no chão, inconscientes por algum tempo.

Katanas, nunchakos e até lanças, eles possuíam todos os tipos de arma, mas não pareciam ter a destreza suficiente para utilizá-las. — Venham, malditos! — Provoquei, obtendo uma resposta imediata. Todos se aproximaram, como ordenado, mirando suas armas contra mim, em um ataque frontal. Bastou um salto no timing ideal para me esquivar e chutar o rosto de meia dúzia dos sujeitos, que caíram como bonecos sem vida, algo que me deixou muito curioso. Talvez eles estivessem sendo controlados pelo homem de antes, mas não podia afirmar com certeza, então deveria me focar nos demais. Outro ataque simples, se aproximaram com um ataque frontal. Me abaixando e tomando o controle sobre um nunchako, ainda nas mãos de seu dono, o girei em alta velocidade, derrubando todos os sujeitos, antes de agarrar a mão da garota e partir dali o mais rápido possível.

O momento em que deixei o local foi prosseguido por uma escuridão imediata, que acompanhou flashbacks do passado, meus olhos se abriram para revelar a mim mesmo em minha casa, deitado sobre minha cama. Estava realmente confuso, mas não sabia nada sobre aquele local, tampouco onde ficava, então não me restaram opções que não deixar isso para lá. Se havia sido apenas um sonho ou não, não descobriria tão cedo.

Palavras: 1583.
Objetivo: Trocar de clã.
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Edição de Aniversario por Shion e Senko.