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Naruto RPGAkatsukiNão é o único, simplesmente o melhor!
Arco 11:
Reino de Lilith: PesadeloAno: 71DG
Após uma dura jornada, Shaka finalmente caiu e teve a maldição retirada de seu coração. No entanto, os problemas trazidos pela família Hattori não se extinguiram. Shion revelou ter ajudado a libertar Lilith, uma monarca da dimensão infernal, que agora está possuindo o corpo de Hyuga Katsura e libertando uma horda de seres infernais contra este mundo. O mundo corre risco de ser consumido pela maldade dessa criatura, mas não se o plano de Shion der certo: forçar Lilith a causar um evento chamado de O Grande Eclipse, onde as portas de todos os mundos e dimensões ficarão abertas, e assim permitir a ele ir ao submundo resgatar sua amada Katsura Grey para finalmente selar Lilith.
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[Filler] O vale das pétalas lilases. - 22/1/2019, 13:17


[Filler] O vale das pétalas lilases. 7Bz82VR

 ­ Era uma noite estranha. A cabeça de Morpheusa pesava como uma bigorna, e seus sentidos estavam falhos, isso sem contar seus lapsos de memória. Seus pés mal podiam sentir o aveludado toque das lilases pétalas espalhadas por todo o chão, e segurava involuntariamente um longo cajado repleto de tons de roxo. Não conseguia entender o que fazia ali, mas ali estava ela. Sua visão do chão parecia muito mais alta que o usual, e seus membros pareciam tão alongados que pensava estar sofrendo sintomas de macropsia. Olhava ao redor, e tudo era banhado em natureza. Podia ouvir pássaros cantando e via peixes pulando alegremente pelo majestoso lago ao baixo do vale. - O que é que estou fazendo? - a garota pensava incessantemente. Ao mesmo tempo em que aquele ambiente lhe parecia tão familiar, jamais o havia visto ou estado ali.
 ­ Seus sentidos começavam a se recobrar: agora podia sentir com extrema perfeição, a ponto de parecer que havia até mesmo um sentido a mais, auxiliando todos os outros. Sentia profundamente a maciez das pétalas quase de veludo tocando suas solas, e não só isso. Também sentia o áspero das brisas passando por seus braços, ao mesmo tempo em que também sentia pequenas folhas e grama raspando suas canelas. Além disso, podia sentir também a umidade do ar umidificando não só suas vestes e pele, mas também seus pelos corporais, assim como sentia as partículas de vapor d'água juntando-se à umidade de seus globos oculares. O tato foi o primeiro sentido ao qual a garota pôde embebedar-se.
 ­ Em seguida, viria o olfato. Sentia o aroma terroso proveniente da terra úmida às margens do lago, assim como a essência verde vinda das árvores e da grama. Podia sentir separadamente o odor de cada animal presente ali, mesmo que mal soubesse quais eram e onde estavam. Logo, viria a doce e suave fragrância dos frutos da maior árvore que já havia visto. Era regada, como todo o lugar, de pétalas lilases, mas seu diferencial eram os frutos no tom rosa pastel junto de um claro amarelo. Nunca havia comido tal fruta, mas havia de provar pela primeira vez. Afinal, seu aroma era tão penetrante nas narinas alheias e tão açucarado que seria impossível resistir a tal desejo.
 ­ Logo, tão cedo, sentiria o poder de seu paladar. Por conta de tamanho desejo pelo fruto da árvore causado pelo seu aroma, Morpheusa fora correndo até ela. Esticou seu longo braço e conseguira pegar uma das frutas que se encontrava no mais baixo galho. Não houve hesitação em levá-la até sua boca, e logo a mordeu. Sentiu a textura aguada e macia do fruto, assim como seu sabor incrivelmente doce, com um leve contraste azedo: havia de ser cítrico, e isso não decepcionou a garota. O misto de sabores era como uma bomba de prazer deslizando por sua língua e percorrendo seu esôfago. Era quase divino. Precisava pegar algumas dessas frutas para que pudesse, posteriormente, cozinhar doces variantes dela. Nunca havia sentido tal sabor, nem mesmo com morangos, que era a fruta que mais amava.
 ­ Mal pôde terminar seu deleite, e outro começara. Seus ouvidos agora pareciam receptores super potentes de frequências sonoras! Começara ouvindo, ao longe, um sublime chiado que tem origem numa cachoeira de uma montanha do vale, ouvia os delicados saltos dos peixes, o som das brisas tocando as folhas altas das árvores, os específicos grunhidos de cada um dos animais. Sentia-se quase como uma fada da natureza. Sua audição tornou-se plena: até mesmo a deslocação das nuvens pudera ouvir.
 ­ Por último, pôde finalmente enxergar o que estava logo a sua frente: nunca havia presenciado cores tão fortes e vivas como naquele dia. Parecia que estava dentro de uma paleta de tintas super pigmentadas de um prestigiado artista. Tinha a sensação de estar observando cores que sequer existiam, como a do ar. As cores dos sentimentos. A cor da aura de cada elemento que compunha o ambiente em que estava. Era mágico: como poderia existir uma sincronização com a natureza tão forte assim? Morpheusa sentia um misto de aflição com felicidade ao notar tantas coisas novas.
 ­ Enquanto continuava caminhando pelo vale em busca de novas sensações, vira dois cordões tão lilases quanto as pétalas balançando rente à um arbusto. Não pôde dizer do que se tratava. Com seu espírito curioso, se aproximara, cautelosamente, para que quer que o fosse, não o espantasse. Quando chegara perto, começou a perceber que era algum tipo de animal, jamais visto nos livros de biologia que lera, nem mesmo comentado pelas ruas de seu vilarejo. Agachou-se, levando delicadamente sua mão até o focinho do animal, que mesmo parecendo assustado, não recuara. Aproximou sua esbelta faceta até as costas da mão de Morpheusa, farejando-a. Logo após, assim como um felino domesticado, passou a esfregar o topo de sua cabeça, junto das orelhas, na mão da garota. Enquanto isso, Morpheusa, curiosa, observava a aparência de tal animal desconhecido: havia duas caudas! Assim como um cristal vermelho acoplado em sua testa... e as orelhas eram compridas demais para se tratar de um gato selvagem, sendo maiores até mesmo que de um feneco comum. Aliás, era totalmente um absurdo: sua pelagem era genuinamente lilás. Poderia ser uma manifestação das flores que regavam todo o vale? Ou realmente era apenas um animal ainda não catalogado em livros? Morpheusa começava a falar com tal bichano. —— Olá, bebezinho. O que será que você é, hein? —— disse, sem esperar nenhuma resposta, a alta garota. Quando a criatura arroxeada abrira sua boca, qualquer um no lugar de Morpheusa pensaria que iria emitir algum grunhido ou apenas bocejar, mas o inesperado ocorreu: ele respondeu sua pergunta. Estava falando. Mas diferente de antes, Morpheusa era incapaz de ouvir qualquer som. Seus sentidos haviam sumido novamente, porém numa escala muito maior. Mal podia ver imagens porcamente projetadas por seu cérebro. A última coisa que  conseguira enxergar fora a silhueta do animal subindo em seus braços. A sensação de impotência era iminente e desesperadora. Morpheusa estava prestes a colapsar, quando, de repente, com um susto e um pequeno grito, acordara pulando de sua cama, e, segundos depois, não lembrava de um fragmento sequer de seu longo sonho.
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Shiro
Tokubetsu Jonin
Shiro
Vilarejo Atual
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Re: [Filler] O vale das pétalas lilases. - 22/1/2019, 13:52

Também acontece comigo. Sei que sonhei mas nunca me lembro, tenso.

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Edição de Aniversario por Shion e Senko.