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Naruto RPGAkatsukiNão é o único, simplesmente o melhor!
Arco 11:
Reino de Lilith: PesadeloAno: 71DG
Após uma dura jornada, Shaka finalmente caiu e teve a maldição retirada de seu coração. No entanto, os problemas trazidos pela família Hattori não se extinguiram. Shion revelou ter ajudado a libertar Lilith, uma monarca da dimensão infernal, que agora está possuindo o corpo de Hyuga Katsura e libertando uma horda de seres infernais contra este mundo. O mundo corre risco de ser consumido pela maldade dessa criatura, mas não se o plano de Shion der certo: forçar Lilith a causar um evento chamado de O Grande Eclipse, onde as portas de todos os mundos e dimensões ficarão abertas, e assim permitir a ele ir ao submundo resgatar sua amada Katsura Grey para finalmente selar Lilith.
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[Filler] Invasão à sala de autópsia. - Qui 17 Jan - 22:01


HP: 325/325 • CH: 325/325 • ST: 00/03


 ­ Nas ruas de Konoha, durante um dia festivo, andava apressadamente Morpheusa, incomodada com tamanha agitação. Podia sentir os ruídos ocasionados pelos sapatos da multidão tendo impacto no chão em seus ouvidos perfeitamente, incluindo o próprio, quase insignificante em meio a tanto barulho. Se sentia tão incomodada que passara a ficar desorientada, começando a caminhar sem rumo, virando-se em uma esquina qualquer. Poucos passos após adentrar aquela viela passou a entrar em suas narinas um doce e suave odor que a atraíra. Era tão açucarado que manifestara sua sinestesia e passou a degustar o cheiro em sua língua, sentindo quase tanto prazer quanto ao que sente ao mastigar leves e fofas massas compostas por pão de ló acompanhado a vários tipos de cremes, recheios ou chantilly. Sentia como se fosse uma armadilha para ela mesma! Como a pessoa que até então sentia estar no auge de sua infelicidade pudera ser seduzida pelo sabor de um cheiro tão delicioso? E como isso poderia fazer sentido? Quem sente o sabor de um aroma? Seu desnorteamento a impedia de decidir o caminho correto: deveria voltar a estar sã e agir por sua racionalidade ou apenas deixar-se mergulhar em tamanho deleite? Apenas continuava seus passos em direção à fragrância que se mostrava cada vez mais densa, e por sua vez, mais forte no paladar de Morpheusa, que já começava a delirar, imaginando o bolo que estaria inalando. Cessou seus passos por alguns instantes, entrando cada vez mais fundo em seu delírio ocasionado agora por sua fome somada por sua falta de orientação. —— Pode ser Eclair! Ou Mille Feuille seria mais apropriado? Talvez até mesmo macarons ou babas au rhum. Também cheira à Crème Brulée... quando se quebra a crosta caramelizada! Será que sinto um pouco de amêndoas? Nesse caso, Paris Brest... —— balbuciava baixinho, consigo mesma, até que ouvira um longo e um tanto quanto estrondoso som ecoando de seu estômago, obrigando-a finalmente à olhar ao redor. Mal prestava atenção no que via em frente aos seus olhos, e talvez na quarta volta que sua cabeça dava para observar o ambiente, Morpheusa finalmente avistara o café que estava logo adiante. —— Não era uma armadilha! —— exclamou a menina, que se encontrava até zonza. Correu de forma desajeitada e irregular até a porta do café, a qual abriu com um sorriso bobo e sendo recebida por um garçom, que a levou até a mesa e a entregou o menu. Como seu olfato e conhecimento culinário jamais a enganariam, as opções eram repletas dos doces parisienses que imaginava em seu delírio. A pequena garota pediu, apenas para si, quatro deles. Comia-os com tanto gosto, como se fosse a primeira vez. Finalmente, recobrara seus sentidos perfeitamente, enquanto se apaixonava pelo Mille Feuille que deslizava por todo seu esôfago. Só aquele pedaço jamais bastaria. Nem mesmo dez. Ou nem mesmo cinquenta. Ela sentia a necessidade de aprender a fazer este bolo por si mesma, ou nunca se daria por satisfeita. Efetuou o pagamento do que comera e limpara sua boca que continha vestígios de chantilly com um lenço e sairia como um míssil do café.

 ­ Seguira destemida, em passos curtos e super rápidos, mantendo a cabeça baixa com o propósito de ignorar a multidão, e roendo a unha de seu polegar esquerdo como catalizador de estresse. Em mais nenhum lugar ela poderia estar se dirigindo, senão a Biblioteca de Konoha. É claro que passa longe de ser o foco, mas na Biblioteca há um grande acervo de livros de receitas, buscados em vários vilarejos e países para onde os ninjas viajam. Morpheusa se sente realmente muito grata por Konoha ter tantos interessados por cultura, já que a proporciona chances como essa. Seu objetivo era bastante simples: encontrar um livro de receitas bom o suficiente para que pudesse cozinhar tão bem quanto o bolo que comeu. Dirigira-se diretamente na estante a qual classificava os livros em uma categoria do cotidiano, que era onde poderia estar. A biblioteca principal era grande o suficiente para que pudesse dar cerca de quarenta passos até chegar a uma estante, pegar um livro, e em seguida retornar para um dos bancos estofados para lê-lo. No entanto, algo atiçou-lhe ainda mais a curiosidade: um livro de anatomia. Vira no canto de seus olhos, após virar aproximadamente dez páginas do livro de receitas, e aquilo parecia lhe atrair como uma abelha é atraída por néctar. Levantara-se fixando seus olhos nele, e não ousara retirá-los. Dirigira-se a ele, mas em questão de segundos uma pessoa entrou em sua frente e o pegara.

 ­ Em questão de segundos, o livro de seus sonhos sumira ao passo que trilhou até sua direção. O destino parecia brincar com a garota, mas ela então teria que driblá-lo fabulosamente com a simples atitude de visitar uma outra biblioteca, mesmo que fosse menor do que a que estava no momento, e assim o fez. Fechou o livro de receitas e entregou-o novamente ao pequeno espaço no qual ele se encaixava perfeitamente, descansando para que alguma cozinheira mais interessada pudesse lê-lo e utilizá-lo de uma forma que Morpheusa não faria naquele momento; seu compromisso agora era para com a anatomia.

 ­ Não haveria ali tempo ou condições que a parariam, andara dois quarterões sob o sol escaldante, ultrapassando multidões humanas que tanto odiava para, simplesmente, buscar o tal livro que atiçara-lhe a curiosidade. E por fim chegara: uma pequena casa de madeira marrom-clara, de aproximadamente trinta metros quadrados, mas com paredes repletas de livros que continham todas as informações que um dia precisaria recolher. Novamente, fora direto para a parede e trouxera os olhos para cada um dos livros que lá estavam, mirados com sua parte lateral à mostra. Na primeira passagem, não o encontrou. Nem na segunda. Então, a loira decidira que poderia ser mais prático se dirigir até a recepção e perguntar se o livro estava disponível naquele local, e então, perguntara. ——  Com licença... vocês têm o livro Anatomia? Perdoe-me, não me recordo o autor, mas eu gostaria muito de lê-lo —— num tom calmo, explicou, e por sorte fora respondida numa afirmativa. A recepcionista a levou até o local mais afastado dos livros e tirou uma camada empoeirada dando alguns tapas em sua capa e por fim o assoprando. O sorriso da face da garota era inevitável e totalmente expressivo. Leu-o de cabo à rabo, terminando-o em somente dois dias, tendo o levado para casa e para todo lugar que fosse, fosse o mercado, o restaurante, casa de sua amiga Ami ou qualquer outra coisa. Este tempo era realmente dado por excelência, por se tratar de um livro complexo que envolvia assuntos medicinais tão profundos. Mas Morpheusa não se acanhou, e mesmo assim conseguiu; a curiosidade era algo realmente belo, que fazia com que a garota se envolvessem de corpo e alma em assuntos e desenvolvesse meios para contornar as adversidades envolvidas no processo.

 ­ Depois disso, ela desejaria ver com os seus próprios olhos o que havia aprendido, e não havia local melhor que o hospital da vila para fazê-lo. Adentrar, no entanto, poderia ser complicado, mas a garota possuía uma estratégia. Numa certa manhã, locomoveu-se até o portão de saída do hospital que faria sua artimanha, utilizando de um jutsu de transformação para dar a sua aparência a semelhança de um dos médicos que vira. Bastaria agora entrar. Fuçaria pelos corredores até encontrar a dita sala de autópsia, que seria o local mais perfeito possível para que pudesse enxergar cada detalhe que vira em seu fabuloso livro de anatomia. Encontrando a clamada sala, percebera que não estaria sozinha: mais dois médicos efetuavam o processo. Aproximara-se, cuidadosa para manter o semblante e a aparência de médica. Seu visual branco de máscara seria bastante convincente. Eles olhavam-na de estranho, como se ela estivesse fazendo algo errado; e estava, aquela médica em questão não deveria estar ali. —— O que está fazendo, Dr. Phineas? —— perguntou, tendo a resposta logo em seguida: —— Estou efetuando uma análise que me pediram para fazer. Se me dão licença... —— e de um segundo para outro, seus olhos tomaram um tom escarlate e colocou-os num simples genjutsu, apenas para que passassem a enxergar a situação como normal. Nenhum daqueles doutores notaram a artimanha que Morpheusa aprontara, conseguindo assim acompanhar efetivamente os processos realizados naquela autópsia. Ao término, saiu da sala como se nada houvesse acontecido, se escondendo num corredor vazio para sair do henge no jutsu e então seguir para casa.




Considerações:
Filler + 400 palavras para desenvolver qualidade Conhecimento Anatômico (1)
(1420 palavras no total)
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Julian Kyor
Tokubetsu Jonin
Julian Kyor
Vilarejo Atual
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Re: [Filler] Invasão à sala de autópsia. - Qui 17 Jan - 22:58

@ Aprovado, muito boa a produção do enredo, parabéns. 200 pontos em Status e Qualidade Conhecimento Anatômico obtido.
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Edição de Aniversario por Shion e Senko.