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Naruto RPGAkatsukiNão é o único, simplesmente o melhor!
Arco 11:
Reino de Lilith: PesadeloAno: 71DG
Após uma dura jornada, Shaka finalmente caiu e teve a maldição retirada de seu coração. No entanto, os problemas trazidos pela família Hattori não se extinguiram. Shion revelou ter ajudado a libertar Lilith, uma monarca da dimensão infernal, que agora está possuindo o corpo de Hyuga Katsura e libertando uma horda de seres infernais contra este mundo. O mundo corre risco de ser consumido pela maldade dessa criatura, mas não se o plano de Shion der certo: forçar Lilith a causar um evento chamado de O Grande Eclipse, onde as portas de todos os mundos e dimensões ficarão abertas, e assim permitir a ele ir ao submundo resgatar sua amada Katsura Grey para finalmente selar Lilith.
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[Filler] My Little Boy - 17/1/2019, 06:07



ファントムハイヴ


Corria pelas portas, um verdadeiro labirinto de corredores me aguardavam sem reação, talvez fossem mais de mil portas que não davam a lugar algum, corria e corria, enquanto ofegava e não podia parar. — Onde está o meu garoto? — Podia-se ouvir, a indagação rouca da mulher gorda, que havia adquirido minha posse. Não desejava mais torturas, não, não seria capaz de aturá-las, então corri, corri e fugi. Depois de tantas portas, dificilmente sabia onde estava. — Makoto? — Gritava, buscava, não sabia onde eu estava e então o demônio havia me encontrado. Seus olhos vermelhos e brilhantes encaravam-me por entre a porta entreaberta, enquanto o silêncio reinou, sendo quebrado pelo tom sádico e seco do mordomo. — Te achei.

[2 Dias Antes]

Uma bela manhã, ou talvez não tão bela assim. O sol escaldante incinerava meu âmago com seu mormaço, tornando o simples ato de permanecer deitada, impossível. Me levantei, em um solavanco, impaciente com a temperatura. Fui com as mãos até os olhos, coçando-os e me preparando para mais um dia agitado. Escovei os dentes, tomei um rápido banho e me depositei na mesa da cozinha, onde tomei um belo café da manhã. O jornal da vila falava a respeito de crianças desaparecendo, logo na página principal. Era algo preocupante, mas provavelmente, a ANBU seria acionada em breve para resolver o caso. Como se meus pensamentos fossem absolutos, três batidas, seguidas de outras duas e logo após mais cinco, era um código utilizado para a entrega de correspondência do submundo, por assim dizer.

Retirei a carta do vão da porta, notando rapidamente o brilhante e vil selo real. A Rainha convocava minha presença uma outra vez, sequer tive dificuldades em imaginar a tarefa atribuída a mim. Com uma simples manipulação de meu corpo, abri a faca com o indicador, após transformá-lo em uma pequena adaga ciana. Meus olhos varreram o conteúdo do papel, absorvendo-o logo para um raciocínio mais amplo. — Que absurdo.

[1 Dia Antes]

Repetia meus afazeres matinais, preparando-me como de costume, pela exceção de um simples fato: não estava portando qualquer coisa além de minhas roupas. A carta havia sido bem específica, deveria me infiltrar na Mansão Midford, que era o local onde os desaparecimentos eram registrados. Todas as crianças eram vítimas de lá, então, a tática mais viável seria me fazer de isca. Estava ereta, portando uma postura digna de uma condessa, quando a porta foi atingida pela destra, três vezes, chamando a atenção das empregadas.

Um mordomo, de aparência bem cuidada e jovem me atendeu. Seus olhos, vermelhos como os de um demônio, fitaram não a meu corpo, mas a minha alma, enquanto um sorriso desumano se formava. — Bem-vinda a Mansão Midford, em que posso ajudá-la? — Ele indagou, sem ideia de minhas intenções. Com um rápido diálogo, lhe expliquei que desejava falar com sua ama, sendo rapidamente escoltada até o local. Com o homem a minha frente, aproveitei para olhar em volta, observando a tudo atentamente. A técnica de sensoriamento viria a calhar, reparando nas diversas assinaturas de chakra espalhadas pela casa. Sempre me disseram que a Duquesa Midford morava sozinho após o falecimento de seu marido, mas se isso estava correto, tantas assinaturas me diziam que havia algo errado. E antes que pudesse sequer falar algo, meu abdômen foi golpeado. — Eu lamento, mas esse truque foi realmente lamentável. — Suspirou o mordomo, enquanto seus dedos atingiam-me em cheio, cobertos de chakra, administrando uma técnica de vedação contra mim.

Meus olhos se fecharam, lentamente, enquanto o cenário se tornava apenas um borrão e minhas consciência se esvaia, levando ao desmaio. Na mesma noite, senti as mãos maliciosas acariciando meu corpo, enquanto os corvos bicavam as grades nas janelas. Estava em uma masmorra, fria e abominável, com restos humanos por todas as partes. Minhas mãos e pés estavam acorrentados e meu chakra estava totalmente inutilizável. Meu esforço em quebrar as amarras era inútil e cômica para minha torturadora. Com um sorriso malicioso, ela se revelou, a própria Madame Midford. Suas vestes se resumiam a uma roupa médica, branca como a neve, coberta por um avental de açougueiro. Em suas mãos, luvas de látex cobertas de sangue e outros fluidos, que me faziam querer vomitar.

Ela ficou ali, olhando para mim por alguns segundos, até ter uma grande ideia. — Irei lhe transformar em um menino. Eu sempre quis um filho, sabia? Eu sempre quis um filho, mas meu marido se foi e já não posso mais engravidar. — Ela monologava, conforme se aproximava e tampava meu nariz e boca, levando-me ao desmaio. Sua risada podia ainda ser ouvida, mesmo em sono profundo, enchendo-me com pesadelos.

[Hoje]

De meu sono profundo, despertei, aos prantos. Estava nervosa, precisava dar o fora dali o quanto antes, mas no instante em que me virei para levantar, pontadas fortes em todo meu corpo, as faixas mantinham os pequenos ferimentos já tratados da cirurgia em seu lugar. Meu corpo estava diferente, mas não conseguia entender ainda o quanto. Praticamente me arrastei para fora da cama, mancando pelo chão frio, descalça, na direção do único espelho que pude ver. Meus olhos, meu cabelo, meu rosto e meu corpo, não podia sequer reconhecer uma pequena parte de mim. Era praticamente havia me transformado por inteiro, eu era uma nova pessoa a partir daquele momento.

Me ergui, me recompus, respirando fundo e mantendo o foco no verdadeiro objetivo. Com força de vontade máxima, sai pela porta, me deparando com um corredor imenso. A voz da mulher, foi ouvida de longe, como um eco do inferno, enquanto se aproximava animada para me trazer café da manhã. Eu corri, não consegui ficar parado, o terror que aquela mulher havia me trazido não podia ser medido. Enfrentei o labirinto, passando por porta atrás de porta, desconhecendo meu destino. Por entre o que pareceu ser a centésima porta, os olhos carmesim do homem de preto me encontraram, fazendo meu corpo estremecer por inteiro. Com suas mãos, agarrou meu pescoço, começando a apertar cada vez mais, gerando uma falta de ar nunca antes sentida. Pensei que a morte chegaria para mim, como em vários outros momentos servindo a organização raiz, mas como um anjo, um esquadrão adentrou a sala, imobilizando o homem, mas não podendo impedir que desacordasse uma outra vez.

[Na manhã seguinte]

Em um súbito momento, pulei para fora de meus sonhos, encontrando a mim mesmo em uma cama de hospital. A janela aberta trazia consigo uma bela brisa fresca, que fazia as flores de gelo ao meu lado tremerem ao derreter. Alcancei imediatamente a carta que descansava na cabeceira, que possuía o mesmo selo de sempre. — Uma mensagem da rainha. — Proferi, mesmo que fosse o único ali. O conteúdo era óbvio, ela me parabenizava pelo "sucesso" em missão, sentindo o pesar do sofrimento a mim causado. Com os olhos voltados a janela, coloquei a carta de volta na cabeceira, procurando esquecer dos horrores do passado.

Palavras: 1141.
Objetivo: Trocar de aparência (gênero) com item comprado aqui.
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Edição de Aniversario por Shion e Senko.