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Naruto RPGAkatsukiNão é o único, simplesmente o melhor!
Arco 11:
Reino de Lilith: PesadeloAno: 71DG
Após uma dura jornada, Shaka finalmente caiu e teve a maldição retirada de seu coração. No entanto, os problemas trazidos pela família Hattori não se extinguiram. Shion revelou ter ajudado a libertar Lilith, uma monarca da dimensão infernal, que agora está possuindo o corpo de Hyuga Katsura e libertando uma horda de seres infernais contra este mundo. O mundo corre risco de ser consumido pela maldade dessa criatura, mas não se o plano de Shion der certo: forçar Lilith a causar um evento chamado de O Grande Eclipse, onde as portas de todos os mundos e dimensões ficarão abertas, e assim permitir a ele ir ao submundo resgatar sua amada Katsura Grey para finalmente selar Lilith.
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Estação: Inverno

Indra
Juuichidaime Hokage
Indra
Vilarejo Atual
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filler: ANTROPOFOBIA, por INDRA. - 4/1/2019, 22:19



KOBAYASHI INDRA

    Era mais uma noite em Konoha, onde Indra já tinha feito as suas missões diárias, e tudo o que queria era ficar em casa deitado e pensando nas mais variadas formas como ele poderia morrer. Não gostava de mostrar esse lado para a sua mãe, visto que ela era muito preocupada com ele, mas não conseguia evitar certos pensamentos na sua mente.

    Mas naquela noite, sua mãe estava em casa e parecia estar desanimada para preparar o jantar, por isso decidira sair para comer na rua, fato que não agradou muito o desajeitado Indra. Era difícil imaginar como não tinha passado mal nos últimos dias, afinal tinha um enorme pavor de estar perto das outras pessoas.

    - Vamos, querido. Não tenha medo de sair comigo. Não pode deixar uma senhora como eu sozinha na rua... - Kobayashi Haru, mãe de Indra, insistiu para que ele fosse com ela no Ichiraku Ramen comer com ela, mas sendo um pouco mais amável. Sua mãe podia ser um amor de pessoa, como também podia ser muito brava.

    - Eu não quero ir! – retrucou o garoto, deitado na cama de seu quarto, com a cabeça tão encostada no travesseiro que escondia o seu rosto e abafava a sua voz. – Já passo tempo demais nas ruas, fazendo missões e olhando toda aquela gente falsa e mal-educada. Uma hora ou outra eu vou acabar ficando louco. E você não é tão velha... Tem apenas 38 anos. – prometeu, não querendo sair de casa. Não queria admitir, mas só não gostava delas, como também tinha medo. Os anos na Academia tinham sido terríveis, e ele tinha a sensação de que, em algum momento, as pessoas ao seu redor iriam lhe engolir.

    - Tudo bem... – a mãe respondeu, com o mesmo jeito fofo de sempre. – Mas não tem comida na geladeira, então você ficará sem janta... – avisou, saindo do quarto e deixando o filho pensativo. Ele não queria ceder as chantagens emocionais da mãe, mas quando a sua barriga roncou, já era tarde demais: só conseguia pensar em comer.

    - Espera, mãe! - - gritou o Gennin, colocando as suas roupas e saindo do seu quarto apressado, chegando na sala e percebendo que sua mãe. – Eu vou com você... – disse sem muita empolgação.

    Os dois saíram juntos, caminhando devagar, para que a mãe conseguisse acompanhar os passos do filho. Indra não parecia nenhum pouco animado, pelo contrário: estava um pouco com medo, principalmente pelo fato da rua estar movimentada. Odiava isso com todas as suas forças, a sensação de impotência, o medo de ser atacado a qualquer momento.

    Quando os dois chegaram em uma rua mais movimentada, o corpo de Indra parou imediatamente, como se tivesse congelado. Sua pele começava a suar, ele respirava mais forte, e passava a olhar para todos os rostos que estavam encarando-o. Era uma sensação horrível, como se ele estivesse diminuindo a cada segundo que passava. As pessoas eram como monstros para ele.

    Haru, notando que o filho tinha parado, caminhou até ele, sorrindo para o mesmo.

    - O que você tem, meu filho? – perguntou para ele, fazendo carinho em seu rosto. Ela era a única com quem Indra não tinha nenhum problema. –

    - Eu... Eu não consigo, mãe. Todas essas pessoas, todas elas me encarando, rindo de mim... Eu tenho muito medo. – sussurrou, quase chorando de medo. Era vergonhoso para ele sentir aquelas coisas. – Meu Deus, eu só quero morrer agora. Por favor... – num movimento, Indra levou a mão direita para trás, tentando achar o estojo de equipamentos, para ver se conseguia pegar uma kunai e cravar no próprio peito, mas para o seu azar (ou sorte), ele não estava com ela.

    - Indra, meu filho... – a mãe levou-o para um banco que tinha ali, sentou-se ao seu lado e começou a fazer carinho nas mãos trêmulas do único filho. – Você é um garoto tão bondoso... Não merece estar passando por todas essas coisas.

    - Como se isso se tratasse de merecimento, mãe... – disse o garoto, olhando para ela suando frio. – O mundo é assim... Nada é justo, tudo é ruim. As pessoas são...

    - Preste atenção ao seu redor, filho. – pediu Haru, fazendo Indra olhar para a rua. As pessoas andavam normalmente, conversando umas com as outras, carregando suas compras. Ninguém parecia fita-lo da forma que ele imaginava. – Indra, querido, eu sei bem que muita gente já te fez mal nessa vida. Você não teve vida fácil na Academia Ninja, e teve um professor negligente. Os garotos da rua te perturbavam, e os alunos na Academia riam de você. Mesmo assim, você nunca deixou de ir as aulas, nunca deixou de estudar bastante, e acabou se tornando Gennin de Konoha. Ainda acho que você tem potencial para ir muito mais longe, mas apenas se você superar esse seu medo das pessoas. Eu sei bem que a nossa vida não é muito fácil, e que eu não pude dar a você um lar que você merecia, mas eu sei o quão forte você pode se tornar.

    - Eu... – Indra ficou com a cabeça baixa. Estava envergonhado de si próprio, mesmo sem merecer aquilo. Odiava sentir medo das pessoas, odiava querer tanto que elas se afastassem. Virou o rosto para a mãe e respirou fundo. – Só queria ficar bem longe de tudo e de todos. Eu não quero te abandonar, mãe, mas eu também não quero ficar perto dessas pessoas. É como se, a qualquer momento, eles fossem atacar a minha mente, e eu não irei conseguir me defender deles.

    A mãe pareceu compreender o filho, colocando-o em seus braços e o abraçando com ternura, acariciando o seu ombro. Ela beijou a sua testa e sorriu.

    - É por isso que você está treinando. Para se tornar mais forte que todos eles. Quando você evoluir e mostrar para o mundo o seu potencial, eles nunca mais irão fazer mal a você. Irão respeitá-lo pelo que você é e por tudo o que conquistou. – garantiu, ajudando-o a se levantar. – Agora vamos comer um Rámen.

    E então os dois foram para o Ichiraku. Indra se sentia um pouco melhor do que antes, não vendo as pessoas ao seu redor como monstros, acreditando que, como estava com a sua mãe perto, ela iria protege-la de todo o mal, mostrando que ainda conservava uma alma de criança dentro de si.

    Chegando no restaurante, mãe e filho se sentaram nos dois últimos bancos que restavam. Indra escolheu ficar no canto instintivamente, assim só ficaria do lado da sua mãe. Pediu um Ramen de Porco para a mãe e ficou ali esperando, escorando os dois braços na mesa, olhando para cima e tentando adivinhar que horas era. Quando olhou para o lado, sua mãe estava conversando com uma senhora baixinha e bastante entusiasmada.

    Senhora: Olha, minha filha, no meu tempo não era assim não. Os rapazes tinham mais respeito pelas senhoritas. Hoje eles agem como se fossem os machões, mas não passam de um bando de idiotas. Você parece ser uma boa moça, e espero que crie o seu filho muito bem, para ele não se tornar igual aos outros.

    - Está ouvindo, Indra? – a mãe fingiu uma cara de brava ao fita-lo, sorrindo para ele logo em seguida. – Não se preocupe, senhora. O meu filho é um ótimo menino. Ele trata todos com o máximo de educação possível. Não é, Indra?

    Indra fez uma cara de quem tinha sido pego no pulo, logo se lembrando das vezes em que discutiu com donos de loja e ficou emburrado na frente de Chuunins. Se a sua mãe soubesse, talvez não seria tão bonzinha com ele, mas a verdade era que Indra não era o tipo de pessoa que conseguia socializar tão bem como as outras pessoas.

    - Eu tento ser o melhor que eu posso. – foi tudo o que Indra respondeu, passando a mão pela nuca. Quando o seu pedido chegou, Indra pegou os Hashis e começou a comer o seu Rámen, tentando não participar daquela conversa, mesmo que ela parecesse ser interessante aos seus ouvidos.

    A senhora contava para Indra e Haru como o seu marido tinha sido um ótimo ninja, graduado como Jounin, e que era um herói de guerra no qual os seus cinco filhos se espelhavam. O garoto quase cuspiu o seu rámen ao ouvir que ela tinha tantos herdeiros.

    “Será que eles não tinham muito o que fazer em casa?”, pensou Indra. No final das contas, estava imaginando como tinha sido a vida do casal e dos filhos, até a morte do seu marido e da evolução dos garotos que, segundo a avó, tinham se tornado excelentes shinobis. De alguma forma, era uma história interessante.

    “Talvez eu tenha que praticar mais essa coisa de prestar atenção nas pessoas. Eu sei que eu não sou a pessoa mais legal do mundo, mas nem todos são pessoas ruins. Algumas pessoas ruins vão aparecer pelo caminho, mas algumas poderão ser boas. É um maldito tiro no escuro, mas é melhor do que ficar tremendo toda vez que eu estiver no meio da rua. No final das contas, as pessoas não são tão escrotas quanto aparentam... Eu acho.


Considerações:

Palavras: 1518
HP: 225
Chakra: 225
Ficha de Indra
Traje do Personagem
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Database
Chūnin
Database
Vilarejo Atual
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Re: filler: ANTROPOFOBIA, por INDRA. - 4/1/2019, 22:49

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Edição de Aniversario por Shion e Senko.