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Naruto RPGAkatsukiNão é o único, simplesmente o melhor!
Arco 11:
Reino de Lilith: PesadeloAno: 71DG
Após uma dura jornada, Shaka finalmente caiu e teve a maldição retirada de seu coração. No entanto, os problemas trazidos pela família Hattori não se extinguiram. Shion revelou ter ajudado a libertar Lilith, uma monarca da dimensão infernal, que agora está possuindo o corpo de Hyuga Katsura e libertando uma horda de seres infernais contra este mundo. O mundo corre risco de ser consumido pela maldade dessa criatura, mas não se o plano de Shion der certo: forçar Lilith a causar um evento chamado de O Grande Eclipse, onde as portas de todos os mundos e dimensões ficarão abertas, e assim permitir a ele ir ao submundo resgatar sua amada Katsura Grey para finalmente selar Lilith.
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[ Mud. de Clã ] Aquilo que a natureza nos deixou. - 27/12/2018, 20:59

Sabe quando você sente que estão te escondendo algo? Quando te fazem de idiota? Isso aconteceu comigo, e descobri a verdade a poucas horas.

Na manhã daquele dia…

O desanimo era algo tão recorrente em meu cotidiano após a minha volta que qualquer coisa diferente que eu fazia podia já me auto proclamar animada. Iwagakure, a vila na qual busquei refúgio depois do massacre da minha família, a família Xan. Não tenho com o que reclamar com a vila, vivi bons anos focada em meu objetivo maior e todos aqui me ajudaram indiretamente a conquistar mais poder, mas sentia… sentia que faltava alguma coisa. Queria vingar minha família daqueles malditos, a Vila das Fontes Termais e de Duqal.

Levantei-me de minha cama, diferente dos outros dias, parecia sentir o que passaria naquele dia. Já fui direto à cozinha para fazer um bom café da manhã. A energia corria em meu corpo, me dando força. “Nossa, hoje estou muito bem” – disse para mim mesma. Não queria aquele incentivo misterioso acabasse, é claro, quem queria ser uma pessoa sem ânimo algum? Uma alimentação bem reforçada na manhã traria forças para o restante do dia. Trajei-me com as roupas usuais, e então decidi dar uma caminhada pela vila.

De certo que a vila estava mais vazia depois do meu retorno, havia desaparecido por um ano. Não gostava da forma com que a aldeia se comportava, estava triste e sem calor algum. A dança formosa que um dia fora esta vila não existe mais. Dei alguns passos até um estabelecimento de armas, havia um velho ao lado da porta, estava com os olhos cravados em mim, estranhei imediatamente mas não exclamei, era somente um senhor sem força alguma.

Olhei todas aquelas armas que ali estavam, precisava arrumar algo diferenciado para treinar, algum tipo de arma nova. Meus olhos passearam por todos aquele “hall” de objetos feitos especialmente para o combate. Já fora revelada para mim que as danças que aprendia no Placídio de Navori eram movimentos de luta, então as danças que aprendi no fim me fizeram amar lutas. A visão cravou em uma arma em específico, um chicote. Pedi ao atendente que pegasse a arma, a segurei com firmeza, era uma arma formidável. Fiz alguns movimentos com a mesma para me acostumar, parecia que era feita para mim. “Ela é tão fácil assim de manejar?” – perguntei ao vendedor, enquanto fazia movimentos tão suaves quanto o vento. O vendedor arregalou os olhos me vendo portar a arma com tamanha maestria. “N-não…” – respondeu, boquiaberto. “Vou levar ela então” – falei para ele.

Minutos depois estava saindo da loja, e o mesmo senhor ainda estava lá, ao lado. Passei direto por ele, e depois de uns passos meus, finalmente se manifestou. “A última dos Xan, Irelia.” – disse o senhor com uma voz trêmula. Não demorou muito para eu já estar com a espada no pescoço dele. “Quem é você?” – falei, agressiva. “Acalme-se, garota. Não vim para te machucar.” – proferiu o homem sem medo algum de minha ameaça. Rangi os dentes em ódio, ninguém poderia dizer o nome dos Xan a não ser ela. “Explique-me como sabe sobre minha família.” – ordenei a ele. Ele então fazia algo que não poderia: riu. “Garota, você realmente não tem a essência deles.” – assim revelou. Por alguns segundos fiquei confusa quanto ao o que ele disse a mim, o que ele queria dizer como não ter a essência dos Xan? “Do que está falando, velhote?” – perguntei mais uma vez. Após a questão, dei mínimos passos para trás, a espada saiu do seu pescoço. “O que tenho para te falar não vai te alegrar muito, mas é algo que tenho que esclarecer tanto para mim quanto para Lito.” – falou. Fiquei mais confusa ainda, ele conhecia meu pai. “O que há de errado?” – perguntei, um pouco preocupada. “Tudo.” – respondeu seco. Se retirou da parede em ritmo lento, como a velhice normalmente é, e retirou uma bengala que estaria em suas costas. “Temos que viajar.” – afirmou, e assim, do nada, começou a se movimentar em uma velocidade absurda, tudo que fiz foi me impressionar e sair atrás dele.

Por algum motivo passamos pelo portão sem ninguém nos impedir, estranhei logo que havia trespassado os limites da vila. “Por que ninguém nos impediu?” – questionei. Um sorriso de lado foi visto no senhor. “Um simples genjutsu de área” – explicou. “Assim como fiz com você, para se sentir animada e sair de casa.” – revelou parte do seu plano. Na hora já comecei a rangir meus dentes em raiva. “Como é que é?!” – exclamei o questionando. “Você me colocou numa ilusão só para me sentir bem?!” – continuei a falar enquanto chegava cada vez mais perto dele. “Sua raiva não demonstra que é uma Xan, garota. Fique para si este sentimento assim que chegarmos aonde queremos.” – as palavras do ancião me fez regredir em minha investida. “Até agora não entendo o porquê de tudo isso…” – duvidei dele. “Logo saberá.” – falou rapidamente.

O sol ensolarado indicava que a tarde estava chegando, quase hora do almoço, o caminho que seguíamos começava a parecer familiar a cada passo. Ao passar das mais altas montanhas, finalmente descobria o nosso destino: a vila destruída de Ionia. “Por que estamos aqui?” – perguntei a ele. “Há algo necessário aqui, venha.” – e assim desceu da montanha direto para a parte do quintal de minha casa. Imagens da invasão da Vila das Fontes Termais passavam em minha cabeça por meio de “flashes”, as vozes de todos, os gritos, o choro, as covas, tudo voltava. Ajoelhava-me forçadamente no quintal aonde foram enterrados meus familiares, lágrimas começavam a escorrer. “Não… Não! Mãe! Pai! Irmão!” – exclamava com ambas as mãos na cabeça, o velho começou a observar, queria saber algo. Ofegante fiquei em menos de um minuto, não suportava reviver todas aquelas memórias. “Por que estamos aqui?” – repeti a pergunta. “A chave está aqui. A chave para a sua verdade.” – respondeu com convicção. Que chave seria essa? Abalada fiquei, somente segui. Adentramos onde foi minha morada pelos meus onze primeiros anos, tudo estava destruído ainda, mas havia um pouco da natureza se ligando a casa e aos que restava. O velho se ajoelhou perante a fogueira, para mim ele rezaria para aquilo. Relvas estavam entrando debaixo da lareira, aquilo me chamou a atenção. “As plantas protegeram o que venho buscar.” – disse e com isso levantou a lareira com uma força incrível. “O que mais você esconde, hein?” – perguntei um tanto quanto em tom de piada, raro para mim. “Faz tempo que não volto para o meu lar. É bom estar aqui.” – disse enquanto levantava-se com, literalmente, uma chave na mão. “O que? Você é de Ionia?” – surpresa falei. “Não temos tempo para perguntas idiotas, vamos até o País do Fogo agora.” – e como um raio, partiu da casa para as montanhas.

“Você tem que me falar, é de Ionia, assim como eu?” – falei para ele. “Como você? Não. De Ionia? Sim.” – respondeu, a cada palavra dele me fazia questionar minha origem. “Desde Iwa você vem me fazendo questionar minha origem. Eu não sou uma Xan?” – falei a ele. “Meu pai deveria ter contado ao Lito antes de partir, agora somente eu sei sobre você. Irelia… Você não é uma legitima Xan, qualquer um de Ionia podia ver isso em você.” – revelou. “Como assim? Por que não?” – perguntei mais uma vez. “O local que estamos indo agora é seu verdadeiro lar” – falou. “Somente um Xan pode abrir aquela porta, por isso estou aqui.” – disse. Aos poucos conseguia entender o que acontecia, as peças estavam se encaixando. “Você é um Xan?! Nunca te vi na vida, velhote. Quem é você?” – perguntei em raiva. “Irelia Irelia, não é desse jeito que deve tratar seu meio-tio.” – falou em ironia. “Tio…?” – falei. Não era a herdeira da família, não era a última da família, eu era… só mais uma. Não havia mais rumo, não havia mais nada, minha vingança era puramente… nada. Vingar-me dos homens que invadiram a minha vila e mataram minha… família? Eles eram minha família de verdade? Fiquei confusa.

A noite começava a aparecer quando chegávamos na floresta. Um conjunto de árvores estavam postas de forma estranha, bem destacada do restante da floresta, como se formassem uma barreira. “Dá-me o chicote.” – pediu. “Hum? O chicote?” – perguntei rapidamente. “Vá logo, eu que fiz você comprá-lo.” – mostrava mais uma de suas habilidades. “Maldito.” – o xinguei enquanto jogava a arma para ele. O velhote pegou a arma com destreza, a chave que havia pego na casa dos Xan estava junto ao chicote. Em um movimento rápido usou a arma que bateu no meio daqueles troncos esverdeados, de alguma forma as árvores começaram a se mover. Uma fechadura apareceu e do lado dela uma agulha. “Aqui que vem os Xan.” – falou o senhor com confiança. Colocou a ponta de seu dedão ali, uma pequena quantidade de sangue saiu e escorreu para dentro da fechadura, e a fez brilhar. Colocou a chave em seu espaço e girou, tudo começou a se mover como um mecanismo. As outras árvores saíram de nosso caminho de forma rápida. “Entre.” – ordenou, e assim o fiz.

Caminhei pelas gramas que ali haviam até chegar numa escadaria, segui o caminho acima e cheguei até em um templo. Haviam imagens, muitas imagens, a maioria delas com um casal e um bebê. Esse bebê era diferente, os cabelos dele eram brancos, parecidos com os meus. “Lito não é seu pai de verdade, esse homem das fotos que é: Senju Kirimoto. Um homem nobre, que teve que te largar quando bebê por que não podia cuidar de você.” – explicou. “Essa é sua mãe, uma Xan: Xan Tamisa. Ela teve que te largar junto com o seu pai, queria acompanhá-lo até o último dia de sua vida.” – continuou. “Por que fizeram isso comigo?” – perguntei enquanto passava a mão nas fotos, nos rostos deles. “Seu pai tinha uma doença transmissível e mortal, mas era somente passada quando estivesse em sua fase terminal. Perto do seu aniversário de um ano ele sentia que estava perto, e que tinha que se afastar, sua mãe o amava demais e não queria vê-lo sofrer sozinho, por isso decidiram por te deixar com Lito, um homem confiável, para cuidar de você.” – revelou. “A minha pequena Tamisa… sinto sua falta irmã.” – o velho passou a mão na foto de minha mãe, uma que estava sozinha. “Tio…” – tentei segurar minhas lágrimas ao máximo. “Única lembrança que tem do lado dos Xan são os cabelos brancos, de resto, você é toda seu pai. Você é uma Senju, Irelia. Senju Irelia.” – disse para mim.

“Senju…” – repeti esse nome para o ar.

Foi assim que descobri que o sangue que corria em minhas veias é de um clã chamado Senju. Meu tio e eu ficamos ali mais alguns minutos e depois voltamos, eu para Iwa e ele para a Ionia, precisava resolver algumas coisas. A vingança… continuaria… agora não somente pelos meus pais adotivos, mas sim pelo clã inteiro, desde aqueles desconhecidos até meu pequeno irmão.



Considerações:
Filler para mudança de clã.

1826/1500 palavras.
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Vilarejo Atual

Re: [ Mud. de Clã ] Aquilo que a natureza nos deixou. - 27/12/2018, 22:59

@bls
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Edição de Aniversario por Shion e Senko.