>
Naruto RPGAkatsukiNão é o único, simplesmente o melhor!
Arco 11:
Reino de Lilith: PesadeloAno: 71DG
Após uma dura jornada, Shaka finalmente caiu e teve a maldição retirada de seu coração. No entanto, os problemas trazidos pela família Hattori não se extinguiram. Shion revelou ter ajudado a libertar Lilith, uma monarca da dimensão infernal, que agora está possuindo o corpo de Hyuga Katsura e libertando uma horda de seres infernais contra este mundo. O mundo corre risco de ser consumido pela maldade dessa criatura, mas não se o plano de Shion der certo: forçar Lilith a causar um evento chamado de O Grande Eclipse, onde as portas de todos os mundos e dimensões ficarão abertas, e assim permitir a ele ir ao submundo resgatar sua amada Katsura Grey para finalmente selar Lilith.
Sumário
Mapa
Staff
Discord
Facebook
Contos
Estação: Inverno

Marudashi
Genin
Marudashi
Vilarejo Atual
Ícone : [Fillers] Asmodeusa 01YWM7A

https://www.narutorpgakatsuki.net/t66269-ficha-harada-yuta#485281

[Fillers] Asmodeusa - 20/12/2018, 18:31



_______________________

[Fillers] Asmodeusa BuYpCsE
-
Marudashi
Genin
Marudashi
Vilarejo Atual
Ícone : [Fillers] Asmodeusa 01YWM7A

https://www.narutorpgakatsuki.net/t66269-ficha-harada-yuta#485281

Re: [Fillers] Asmodeusa - 20/12/2018, 18:48


Ilha de Shalott

­ ­  ­ ­ ­ ­  Mais um dia. Asmodeusa acordara. Deu um longo bocejo em meio aos travesseiros e plumas de sua cama. Direcionara-se até a janela. Pudera ver, a cada margem de rio, longos campos de cevada e centeio.
­ ­  ­    ­ ­—— Sempre que os olho, penso que os campos estão como uma manta, cobrindo o mundo e confrontando os céus.
­ ­  ­    ­ ­Direcionara seus olhos violetas mais a frente. Existe uma estrada, que leva até as torres da cidade; na cidade, as pessoas passam, subindo e descendo, estagnam-se em frente aos lírios florescendo em torno da ilha, que se encontra ali embaixo: A Ilha de Shalott.
    ­ ­ ­Há também os salgueiros, que parecem sempre estar alvejando algo, com suas compridas lágrimas. Conjunto, os álamos, ondulando por conta das suaves brisas, e estes, tremem. Tremem sobre o curso de água com o caudal rápido e irregular, que caracteriza o rio, que corre pra sempre, junto à Ilha em meio ao rio, que flui até as praias da cidade: Cidade de Camelot.
    ­ ­ ­Asmodeusa olha à sua volta. Quatro torres pardas, e quatro muros pardos, tendendo sobre um espaço florido, e a ilha, sem ruído, alberga entre as árvores, a Senhora de Shalott.
­ ­     ­ ­ ­A beira-margem, coberta de salgueiros, deslizam-se pesadas barcas puxadas por lentos cavalos brancos; e, sozinha, desliza uma escuna, com suas velas de seda, que sem qualquer espuma, corre em direção à Cidade de Camelot.
    ­ ­ ­Asmodeusa acenara com as mãos. Levantara-se. Até mesmo gritara. Mas quem poderia tê-la avistado? Seria ela conhecida pelos pecadores? Seria ela conhecida pelos cidadãos que visitavam a ilha periodicamente? A Senhora de Shalott?
­ ­  ­    ­ ­Outro dia. Como sempre, Asmodeusa não teria tido uma noite agitada. Após o tradicional bocejo matinal, direciona-se novamente à sua janela. Começara a observar: Os campos como uma manta, confrontando os céus; a estrada que levava à cidade; pedestres admirando os lírios; salgueiros e álamos tornando-se turvos devido as suaves brisas, as escunas e barcas que estagnavam-se seguras à torrente. Asmodeusa começa a cantar.
­ ­  ­ ­ ­   Não tão longe, os segadores ceifando cedo, em meio as espigas de cevada, e estes, podem ouvir uma canção ecoando, que soa até mesmo alegre, claramente soprada pelas suaves brisas, sobre o rio, e esta iria em rumo às torres de Camelot. Já tarda. Sob a lua, os ceifeiros, fadigados, empilhando seus feixes em leiras arejadas, ainda escutando a canção, murmuram entre si:
­ ­  ­    ­ ­—— Ouvem este canto? É a fada. A fada de Shalott.
­ ­  ­    ­ ­Mais um dia. Neste, tecendo de dia à noite, uma mágica teia, com cores nem tão alegres. De repente, vindo de uma nuvem fria, ouvira um murmúrio, aterrorizante, dizendo:
­ ­  ­    ­ ­—— Uma maldição em ti, cairá. Se olhar para Camelot.
­ ­  ­    ­ ­Asmodeusa, confusa, não haveria de saber. Não há de saber o que a maldição possa ser. Assim, segue tecendo em diante, num ritmo constante, ela tece de noite e de dia, nem mais nenhum cuidado ter, a Senhora das torres de Shalott.
­ ­  ­    ­ ­—— Se todos podem ver o pôr-do-sol, por que eu não posso?
­ ­    ­ ­ ­Movendo o único espelho de seu cômodo, dependurado diante seu quarto o ano todo, em oposição à janela, reflexos de afora puderam lhe aparecer. Por ele, pôde ver a estrada que serpenteia até Camelot, enquanto tece. Logo ali, no ribeiro, há o moinho rodopiando, moendo os prováveis grãos de centeio. E ali, aldeãos rústicos, e capas de tons quentes de vendedeiras, passam além da Ilha de Shalott.
­ ­  ­ ­    ­Presa com uma roca de fiar, mal conseguia lembrar. Lembrar como era sentir. Sentara com seu algodão colorido, que lhe despertava cada vez mais repulsa, e voltara a tecer. Com as vistas marejadas, dissera:
­ ­  ­    ­ ­—— Este quarto há de ser meu túmulo. Sei que morrerei cedo.
­ ­    ­ ­ ­Neste mesmo semestre, pudera ver, às vezes, alguns montes de senhoras e senhoritas alegres, caminhando por entre os campos; ou abades da congregação caminhando lentamente; outras vezes, um pastorinho de caracóis, assim como pastores de ovelhas; uma donzela, muito bela, de longos cabelos carmesim, passando por entre as torres de Camelot.
­ ­  ­    ­ ­—— Qualquer um pode ver a maré vindo. Ou sentir a suave brisa. Até mesmo sentir as gotas d'água caindo dos céus. Por que eu não posso?
­ ­    ­ ­ ­E, algumas vezes, por seu espelho, pode ver os cavaleiros vindo, de dois em dois. E, não há nesse mundo, cavaleiro leal ou verdadeiro, para a Senhora, acorrentada, na Ilha de Shalott. Apesar de tudo, em seu quarto-tapeçaria, ainda se delicia a tecer suas lindas visões, do espelho. Muitas vezes, em noites silenciosas, via afora, funerais, com plumas, flores e luzes, e música, em Camelot.
­ ­  ­    ­ ­Numa noite, com a lua erguida em pique, vira duas jovens, recém casadas, comemorando.
­ ­    ­ ­ ­—— Não há alguém a quem eu possa pagar para que me deixe ir? ­Estou meio cansada das sombras. —— dissera a Lady de Shalott.
­ ­  ­ ­    ­Da sua alcova, pudera ver cavalgando por entre os feixes de cevada, com o sol brilhante por entre as folhas, e que flamejara sobre as luzentes ombreiras, da audaz Senhora Lancelot. Esta, uma paladina de mantas vermelhas ajoelhada, diante de uma dama de seu escudo, reluzindo no campo amarelo, no centro da Ilha de Shalott.
­ ­  ­ ­    ­A rédea, com jóias, cintilava como estrelas da Noite Estrelada, ao alto da galáxia dourada. Os sons da rédea cantarolavam, com ela cavalgando calmamente, até a cidade de Camelot. Sob o céu azul, sem nuvens, brilhava como o cintilante rio que levava até a Ilha de Shalott, o couro da sela.
­ ­  ­     ­Como sempre, em mais uma noite púrpura, sob as estrelas, um meteoro de cauda, reluzindo luz, move-se sobre o silêncio de Shalott.
­ ­     ­­ ­—— Essa dama será a minha morte, pois é o que sempre quis em minha vida. E eu sei que nem mesmo sabe meu nome. ­—— suspirara ­—— e mesmo que todas as garotas sejam o mesmo, para ela, eu ainda quero sair desse lugar. Não acho que possa enfrentar mais uma noite. Devo ir onde há salgueiros, e pequenas brisas, ondas, e flores! Encontrarei minha morte, mas, com meu último suspiro, cantarei para quem amo. —— pausara ­—— E ela verá meu rosto em outro lugar.
­ ­ ­    ­ ­ ­Manhã seguinte. A franja longa e clara brilhava à luz do sol. Cabelos louros tão marcantes. Chamara-a de fada dourada. Como uma faísca, aparecera no espelho de cristal, e junto ao rio, cantara, a Senhora Lancelot.
­ ­  ­    ­ ­Tardara. Ainda com a imagem da poderosa cavaleira em sua mente, a qual tinha em seu coração como fada. Cruzara toda a sua prisão, com três longos passos. Olhara pela janela: vira as brisas. Vira elmos e plumas. Olhara para Camelot. Apreciara os salgueiros, álamos, flores, lírios e violetas. Não aguardara um minuto: o espelho partiu-se, de ponta a ponta.
­ ­  ­    ­ ­—— A maldição caiu sobre mim! —— exclamara num alto tom.
­ ­  ­ ­ ­Descera as escadarias da torre. Lutando contra o tempestuoso vento do leste. Está chovendo, e estrelas estão caindo do céu. Os bosques amarelo-pálido desvaneciam-se. Os salgueiros lamentavam-se às margens do rio. Ali mesmo, descobrira um barco abandonado, sobre um dos salgueiros, que por ela chorava. E na proa do mesmo barco, escrevera "Senhora de Shalott".
   ­  ­ ­Como um maldito vidente observando sua própria desgraça, com compostura, olhara para Camelot. Chegando o início da noite, soltara as amarras e deitou-se no barco.
­ ­  ­    ­ ­—— Se qualquer pessoa pode assistir seus sonhos sendo destruídos... por quê eu não poderia?
­ ­  ­    ­ ­E então, o barco, com a correnteza começara a flutuar para longe, e o sangue começara a congelar em suas veias. Foi quando, num pulo, Asmodeusa, com o seu coração agitado, e olhos esbugalhados, acordando de seu sonho, gritara:
­ ­  ­    ­ ­—— QUE PORRA FOI ESSA?
­ ­  ­ ­    ­Passara o resto de seu dia com uma forte dor de cabeça pulsante, e, na hora de seu chá da tarde, estendeu-se em frente à sua estante de livros, e começou a encará-la, como quem procurava algo. Após alguns minutos, achara o exemplar que procurava: um livro de Alfred Tennyson. Não lembrava quando o tinha lido, então, o pegou, dispôs em seu colo e começara a folheá-lo. Finalizou, dizendo:
­ ­  ­ ­ ­   ——  Agora posso entender uma coisa ou duas... —— pausara, forçando sua memória ­—— ...mas de onde posso ter tirado o rosto familiar da bela dama dos cabelos dourados? Dizem que sonhos apenas refletem o que fica retido no nosso subconsciente. Devo tê-la visto na minha cidade natal? —— indagara-se.
­ ­  ­ ­ ­   Após o término de sua rápida leitura, Asmodeusa, repleta de pensamentos sobre o sonho que tivera nessa noite, acabou, pela primeira vez, esquecendo-se de seu chá, que repousava em sua mesa de centro na sala.
­ ­  ­ ­ ­
­ ­  ­ ­ ­

_______________________

[Fillers] Asmodeusa BuYpCsE
-

Última edição por asmodeusa em 20/12/2018, 20:04, editado 1 vez(es)
Convidado
Convidado
Anonymous
Vilarejo Atual

Re: [Fillers] Asmodeusa - 20/12/2018, 19:01

@
-
Conteúdo patrocinado
Vilarejo Atual

Re: [Fillers] Asmodeusa -

-


Edição de Aniversario por Shion e Senko.