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Naruto RPGAkatsukiNão é o único, mas simplesmente o melhor!
Arco 11:
Reino de Lilith: PesadeloAno: 71DG
Após uma dura jornada, Shaka finalmente caiu e teve a maldição retirada de seu coração. No entanto, os problemas trazidos pela família Hattori não se extinguiram. Shion revelou ter ajudado a libertar Lilith, uma monarca da dimensão infernal, que agora está possuindo o corpo de Hyuga Katsura e libertando uma horda de seres infernais contra este mundo. O mundo corre risco de ser consumido pela maldade dessa criatura, mas não se o plano de Shion der certo: forçar Lilith a causar um evento chamado de O Grande Eclipse, onde as portas de todos os mundos e dimensões ficarão abertas, e assim permitir a ele ir ao submundo resgatar sua amada Katsura Grey para finalmente selar Lilith.
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[Fillers] As Crônicas do Hatake - em 25/11/2018, 18:42



Aniversário (ライフコブラ)

As gotas de chuva misturavam-se ao líquido escarlate naquela noite tempestuosa. —— Onde eu estou? —— Tudo era preto e branco, como se nada naquele lugar possuísse vida: árvores, água, pedras e até mesmo os corpos que flutuavam e se dispersavam lentamente ao meu redor. A única cor no que parecia ser aquela realidade distorcida era o vermelho do sangue daqueles todos que caíram ao meu redor, enquanto eu permanecia de joelhos entre eles, talvez esperando a minha vez, ou talvez absorvendo toda a culpa por não tê-los protegido: eu não sabia o que estava acontecendo, apenas tinha ciência de que estava ali. Mas onde era ali?

Eu conseguia sentir o sangue escorrer pelos meus dedos e pingar naquele pequeno lago, mas nem mesmo todos os meus esforços eram capazes de tirar aquele líquido de minhas mãos: era como se eu estivesse para sempre carregando comigo a morte deles. Levantei-me em pé, ouvindo o ressoar da chuva nas paredes do que parecia ser uma caverna. A água vermelha formava uma espécie de córrego que prosseguia pelo longo e estreito corredor em direção a uma saída, que também não possuía vida: tudo lá fora era preto e branco. O caminho era obstruído por um número quase infinito de corpos empilhados, todos imóveis e sem quaisquer tipo de ferimento de batalha. Em um momento de desespero e dúvida, coloquei minha mão sobre o ombro de um deles e o arrastei, na expectativa de conseguir identificar seu rosto.

Contudo, o que eu observei não era um rosto humano. Não, na verdade, não era nada. Onde outrora costumava jazer dois olhos, um nariz e uma boca, agora residia um enorme buraco do mais puro negro: o vazio em pessoa me encarava com todos os seus segredos e mistérios lentamente penetrando minha pequena mente. Meus pés cambalearam e eu pude sentir o suor frio escorrer espinha abaixo —— era um terror inexplicavelmente real — ao mesmo tempo em que eu passei a correr em passos largos para longe dali, tropeçando em cada vez mais daqueles corpos não-humanos, preenchidos e recheados com o absoluto nada.

A corrida de alguns metros em direção a saída pareceu durar algumas horas dentro da minha perspectiva, mas eu finalmente alcancei-a. Todavia, lá fora parecia ser tão opressor quanto o lado de dentro da caverna: as árvores balançavam com o forte vento que soprava por aquela região, enquanto o som do que pareciam ser macacos ecoava por entre os troncos e vales dali. O recinto também não estava a salvo dos recheados por nada: corpos inertes espalhavam-se pelo chão, relevo e alguns até mesmo permaneciam pendurados de ponta cabeça nos galhos das árvores: todos dessa vez voltados para mim, com sua face vazia me encarando. Vire-me de costas em uma reação quase instintiva para voltar ao interior da caverna, mas para meu espanto, ela já não estava mais lá.

Onde outrora encontrava-se uma caverna repleta de corpos e sangue, agora existia apenas uma única figura enegrecida que me observava estática, segurando em sua mão direita uma espada curta. —— Quem é você? —— Indaguei para em seguida engolir em seco conforme aquele ser calmamente andava em minha direção. —— Você não sabe onde eu estou... —— Ele deixou a lâmina da espada recair sob o chão, emitindo um som de arrastar incômodo aos ouvidos. —— Eu fui perdido e você nunca me encontrou... —— Ele passou a circular ao meu redor: não existia nada em seu rosto, era apenas algo negro e repleto de nada. —— Onde eu estou, Kai?

Sua face enegrecida então tomou a forma de um largo sorriso de orelha a orelha, repleto de dentes afiados que me encaravam a apenas alguns centímetros de distância. O vento se tornava cada vez mais forte e o som dos macacos nas árvores se intensificava cada vez mais, como se uma tempestade estivesse prestes a aterrizar exatamente ali. Sem compreender absolutamente nada da magnitude daquela situação, encarei a figura. —— Pai?

O conjunto de três letras foi o suficiente para desmoronar com toda aquela realidade. A criatura recuou em desespero, como se tivesse sido apunhalada na região abdominal, enquanto todas as árvores que circundavam aquela clareira de repente passaram a desmoronar em sequência, uma por uma. A figura emitiu um ensurdecedor rugido e arremessou sua espada em minha direção, atravessando minha mão esquerda como se fosse um pedaço de papel machê. Não senti dor alguma: apenas olhei para o alto e observei as árvores caírem em cima de mim, trazendo consigo minha eminente —— porém já aguardada —— morte.

De repente eu estava deitado sobre os lençóis da minha cama, encarando o teto lentamente dar espaço para a luz que adentrava pela janela. Fora tudo um terrível pesadelo? Sentei-me no colchão, ainda suando frio e sem compreender absolutamente nada do que diabos eu havia sonhado. Voltei meus olhos para um calendário de papel pendurado na parede próxima da saída do quarto, e então me dei por conta: hoje seria o dia do seu aniversário, se ele não tivesse desaparecido naquele dia. Me senti aliviado, porém triste ao mesmo tempo: eu não estava de fato preso em uma realidade alternativa onde tudo era esquisito, mas eu também estava preso nessa realidade, onde o papai desapareceu na invasão do Yonbi à vila e nunca mais foi visto. Não saber seu paradeiro —— se havia morrido ou fugido —— talvez fosse a pior sensação que eu podia ter.

Chacoalhei a cabeça, tentando mandar para longe todos aqueles pensamentos depressivos que aos poucos me corroíam por dentro. Eu tinha que me levantar e esquecer daquilo, logo o restaurante ia abrir e eu precisava ajudar a mamãe a preparar os pedidos. Ergui-me da cama e fui em direção ao banheiro para realizar a rotina diária de escovar os dentes, lavar o rosto e as mãos. —— Kai! O café tá na mesa, se apressa! —— Exclamou uma voz feminina vinda da sala: era melhor eu fazer tudo rapidamente antes de tomar alguma bronca da minha velha. —— To indo, mãe! —— Gritei de volta, levando a água da torneira ao meu rosto. Foi então que eu observei a palma da minha mão esquerda, e percebi que nela jazia a cicatriz de um corte de espada.

Considerações:
• Aparência de Kai | Vestimentas
Hakko Chakura To está embainhada na minha cintura.
• Bandana da vila pendurada na cintura, também por debaixo da capa.
Utilizado:

Hip-Pouch:
• Kunais [06]
• Shurikens [05]
• Kibaku Fuuda [08] (Ocupa 2 espaços)
• 10 metros de de fios de aço (Ocupa 1 espaço)
• Hikaridama [02]
• Kemuridama [02]
• Hyōrōgan [02]
• Zōketsugan [02]
HP: 575 575 CH: 575 575 ST: 00 05

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[Fillers] As Crônicas do Hatake Nbf0RTh

"Eles são capazes de trapacear, roubar, bater na esposa, deixar morrer de fome a velha vovozinha ou matar a machadadas uma raposa pega numa armadilha. Por isso aos homens agrada inventar monstros e monstruosidades: sentem-se menos monstruosos.”
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Convidado
Convidado
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Vilarejo Atual

Re: [Fillers] As Crônicas do Hatake - em 26/11/2018, 09:04

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Ichigo
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Re: [Fillers] As Crônicas do Hatake - em 26/12/2018, 03:33



Hatake Kai (ライフコブラ)
Eu queria ficar na cama naquele dia. Quem sabe brincando com as minhas figuras de ação, quem sabe simplesmente olhando pro teto enquanto abraçava o travesseiro. Todavia, o dever chamava — e se tivesse que chamar mais uma vez, certamente algo não muito bom aconteceria por ali —. Vos apresento Hatake Aiko, o dever: também conhecido como minha mãe. — Kai! Você vai me ajudar com os bolinhos de arroz ou não?

Levantando lentamente da cama com os olhos ainda embaçados e sendo amassados pelas minhas mãos em sinal de sono, andei tracejando um zigue-zague meio confuso em direção ao restaurante no andar de baixo. Era por volta de sete da manhã, ainda não tínhamos aberto nem terminado de preparar todo o estoque do dia, logo, deveria por em prática as minhas (não tão) grandiosas habilidades gastronômicas. — Bom dia, mãe... — Anunciei minha chegada com um tom de voz que soava quase como se eu fosse uma múmia. — Bom dia, sonolento! — Respondeu ela com seu sorriso de sempre no rosto, logo após se aproximar de mim e bagunçar meus cabelos com sua mão direita.

Prepare os ingredientes dos bolinhos de arroz enquanto eu termino de fazer os ramens, pode ser? — Ela piscou o olho para mim e deu de costas, indo se atarefar com outras comidas. Meu raciocínio ainda estava lento, mas eu havia feito tantos bolinhos de arroz desde a abertura do nosso restaurante que eu poderia apostar que conseguiria faze-los de olhos fechados. Precisava de algumas xícaras de chá, leite, queijo ralado, farinha, amido, alguns ovos e claro, cheiro-verde. Como diabos a mamãe conseguia guardar tantas coisas naquelas gavetas?

Coloquei todos os ingredientes em cima do balcão e comecei a mistura-los até formar uma massa firme, porém macia, para em seguida moldar pequenas bolinhas e manda-las direto para o óleo, onde seriam fritas em alguns minutos. — Sugoi, Kai-chan! Se continuar assim você vai poder assumir o restaurante rapidinho! — Passar o resto da vida preparando comida para os outros certamente não era meu objetivo de vida, mas era de fato um excelente passa-tempo. — Na verdade eu vou abrir o meu próprio restaurante pra roubar todos os seus clientes, hahaha! — Mamãe me olhou com uma expressão de desaprovação irônica e caricata, para logo cairmos em uma gargalhada que possivelmente podia ser ouvida no outro quarteirão. Nossa pequena família era recheada de alegria.

Ficamos algumas horas enfiando as mãos em massas, saladas, vegetais e rindo da cara de nós mesmos até as nove da manhã chegarem e abrirmos as portas do restaurante. Nós não tínhamos uma quantia exacerbada de clientes, mas isso não era de todo o ruim: não conseguíamos tanto dinheiro quando queríamos, é claro, mas aquilo me permitia conhecer todos que por ali passavam muito bem devido ao fato de normalmente se tornarem clientes fiéis e frequentes à longo prazo. O dia seguiu como o costumeiro: mamãe trabalhava incessantemente como a mestre-cuca e eu era o garçom. Mesmo com a minha certa inabilidade em dialogar com pessoas mais velhas, eu sempre dava um jeito de puxar um papo e arrancar ao menos um sorriso do rosto dos fregueses.

A noite recaiu sobre o céu e quando eu menos esperava, já estava com as mãos molhadas e lavando a louça enquanto escutava a mamãe resmungar à respeito de alguns clientes chatos. A conversa com ela era sempre boa e pegajosa, mas naquela vez eu acabei me desgrudando ao ouvir algumas fracas batidas vindas da direção da porta da frente. Pendurei o pano de prato sob os ombros, caminhei até lá e abri-a lentamente. — Oi, desculpe, mas estamos fechad- — Se eu fosse um pouco mais alto, provavelmente não veria aquela menininha à primeira vista.      

A garota era um pouco mais baixa que eu, possuía cabelos alaranjados e lindos olhos verdes. Ela utilizava algumas roupas surradas de pano, sua aparência era levemente suja e carregava em suas mãos um pequeno punhado de moedas. — Ahn, desculpe o incômodo, moço. — Ela já ia dar de costas e provavelmente partir em busca de um outro restaurante, todavia, eu a interrompi. — Ei, você precisa de alguma coisa? Na verdade nós fechamos só daqui alguns minutos. — Sorri na direção dela e fui instantaneamente retribuído ao anunciar que ainda estávamos em horário de funcionamento. — Pode entrar e se sentar, já trago o cardápio para você.

Deixei o cardápio em cima da mesa e aguardei ela realizar sua escolha. Pouco importava a quantia de dinheiro que ela tinha em mãos: mamãe e eu certamente não deixaríamos uma menina esfomeada em apuros por conta de algo tão fútil. Ela contemplou as diversas páginas com extrema atenção, observando cada opção de prato cuidadosamente. — Eu acho que vou querer três pratos de shio ramen pra viagem! — Eu expressei um sorriso e concordei com a cabeça. O pedido custava pelo menos o triplo das moedas que ela me entregou em mãos, mas fiz questão de fazer vista grossa e ir para a cozinha botar a mão na massa (ou seria no macarrão?).

Eu preparei o prato em questão de alguns minutos e entreguei-os sob a mesa, devidamente embalados. — Tá meio tarde, não quer uma escolta pra casa? — Ofereci-me ao serviço enquanto apontava para a bandana da Aldeia da Folha presa na cintura, indicando que eu era um shinobi. A garota pareceu relutante de início, mas decidiu aceitar a proposta com um balançar de cabeça tímido. Saímos pela porta da frente e ela me mostrou o caminho: era em direção ao sul da vila, onde normalmente as famílias mais pobres residiam. Chegando por lá, me deparei com algo diferente do que estava esperando encontrar.

Além da garotinha, residiam com ela mais duas pessoas: uma da mesma idade e outra mais velha, com seus prováveis dezesseis anos. Resolvi ficar um tempo por lá e ouvir a história daquela incomum família. Se tratavam de três irmãos órfãos, os pais vieram a desaparecer em uma missão para a vila e desde então, o garoto mais velho passou a cuidar de seus caçulas do jeito que podia. Desde aquele dia então, eu e mamãe realizamos entregas todos os dias pela noite para o 'trio magnífico': Saori, Hinara e Tadashi.



- 1028 palavras

HP: 675 675 CH: 675 675 ST: 00 05

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[Fillers] As Crônicas do Hatake Nbf0RTh

"Eles são capazes de trapacear, roubar, bater na esposa, deixar morrer de fome a velha vovozinha ou matar a machadadas uma raposa pega numa armadilha. Por isso aos homens agrada inventar monstros e monstruosidades: sentem-se menos monstruosos.”
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Re: [Fillers] As Crônicas do Hatake - em 26/12/2018, 19:43

mec
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Re: [Fillers] As Crônicas do Hatake -

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Edição de Natal por Loola e Senko.