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Naruto RPGAkatsukiNão é o único, mas simplesmente o melhor!
Arco 11:
Reino de Lilith: PesadeloAno: 71DG
Após uma dura jornada, Shaka finalmente caiu e teve a maldição retirada de seu coração. No entanto, os problemas trazidos pela família Hattori não se extinguiram. Shion revelou ter ajudado a libertar Lilith, uma monarca da dimensão infernal, que agora está possuindo o corpo de Hyuga Katsura e libertando uma horda de seres infernais contra este mundo. O mundo corre risco de ser consumido pela maldade dessa criatura, mas não se o plano de Shion der certo: forçar Lilith a causar um evento chamado de O Grande Eclipse, onde as portas de todos os mundos e dimensões ficarão abertas, e assim permitir a ele ir ao submundo resgatar sua amada Katsura Grey para finalmente selar Lilith.
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Estação: Verão

Mokaccino
Game Master
Mokaccino
Vilarejo Atual
https://www.narutorpgakatsuki.net/t67013-f-mokarzel

[Filler] O sannin - em 25/11/2018, 15:08

O cheiro do campo trazia boas lembranças ao garoto, que costumava em sua infância fazer pequenas excursões com as demais crianças do orfanato para aquele lugar. A campina ficava fora dos domínios da vila da folha, ao sul e ficava próxima a algumas vilas e a uma imensa floresta, que muitos diziam ser amaldiçoada.
Zenyatta atravessava o gramado rasteiro, rumando em direção as árvores que instauravam seu domínio no horizonte. Já fazia muito tempo que o jovem havia deixado de acreditar em lendas urbanas, passando a ser um homem dos livros, da ciência. De acordo com o que Zenyatta havia descoberto, aquela poderia sera floresta onde uma das poucas pessoas vivas no mundo poderiam lhe ajudar...

As arvores cresciam de forma estranha naquela floresta, elas se aglutinavam e entrelaçavam seus galhos em diversos pontos “Como será que conseguem sobreviver? Normalmente a justaposição das arvores faria com que todas morressem pela falta de nutrientes para todas”. Cruzando com dificuldade as brechas encontradas entre as arvores e mato, o jovem de repente olhou para o solo, feito de uma terra avermelhada e repleta de folhas e plantas mortas sobre ele – Esse solo deve conter uma quantidade absurda de nutrientes -.
Zenyatta não sabia com exatidão para onde ia, ele seguia seu instinto e instruções de livros que havia encontrado abandonados nas prateleiras mais antigas da biblioteca secreta de Konoha. Em forma de poema, os livros buscavam indicar a direção daquele que havia dominado as mais poderosas técnicas de selamento do mundo, superando até mesmo aqueles clãs, conhecidos por tais habilidades “No coração da floresta vive aquele que entregou sua vida a seus cuidados e em troca, recebeu o dom da longevidade”.
A ideia de poder aprender com o melhor era o que dava forças a Zenyatta continuar sua viagem, que para todos os outros, parecia loucura. O mais sensato dos shinobis, aquele que trazia todas as lendas a luz da razão e fazia questão de andar sempre limpo e alinhado estava agora enfiado em meio ao mato, sendo movido pela fé e procurando por uma história, contada em livros “Mas aqueles não são livros de contos de fadas, eles são documentos importantes da vila, selados e guardados por shinobis da elite... Se o que metade dos poemas diz for verdade e eu tiver conseguido interpreta-los bem, eu encontrarei pelo menos pistas, pergaminhos ou marcas que possam me ajudar no desenvolvimento de novas técnicas”.
A cada quilometro percorrido o trajeto parecia oferecer ainda mais dificuldade, a mata ficava mais densa, de forma que a caminhada precisava ser feita com mais cautela. A fé do jovem, nesse ponto já um pouco comprometida, é renovada quando o mesmo percebe estranhas marcas nas arvores da região – Isso parece com um selo... Nunca vi nada igual antes, deve ser muito antigo... O que será que eles estão fazendo em arvores no meio da floresta? -. Apesar de curioso, Zenyatta não se contem parado, ele segue viagem, decidido que estaria no caminho certo.
Quando o sol se pôs e a escuridão passou a reinar na floresta a busca de Zenyatta ganhou ainda mais forças. Era possível vislumbrar um ponto luminoso entre as arvores adiante. Procurando conter sua emoção, de forma que não se precipitasse e caísse em armadilha em meio a um território tão hostil, Zenyatta continua, com calma, sua travessia.
O ponto luminoso revela ser uma casa de três andares, construída entre duas enormes arvores que faziam com que as demais arvores da região nascessem a pelo menos dez metros afastadas “Mesmo com o tamanho poder nutritivo desse solo as outras arvores ainda precisam nascer tão afastadas dessas duas, elas não devem ser arvores comuns”. A casa em si era precária, definitivamente feita por alguém que não entendia de arquitetura ou engenharia.
A luz vinha do interior da casa e escapava pelas inúmeras janelas e pela porta aberta. O jovem ignora os diversos anos de treinamento, que normalmente impediriam que ele avançasse em direção a casa sem antes recolher informações, e ruma em direção ao interior do difícil.
A porta estava aberta, como se a pessoa que ali morasse tivesse conhecimento da chegada do visitante – Olá? -. Zenyatta cruza o portal da casa e da de cara com um enorme e único aposento que continha uma cozinha, uma oficina repleta de mecanismos, frascos e pergaminhos e também uma área de lazer, com velhos estofados “Que lugar é esse?”. O ranger das tabuas de madeira que formavam o piso anunciam a chegada do anfitrião, que descia uma escada em espiral, feita no casco de uma das arvores que se localizavam entre a construção – Boa noite. Você chegou rápido, não esperava que conseguisse cruzar a floresta toda antes da meia noite e ainda são... Onze horas... Explendido... Voce quer chá? -. Confuso, Zenyatta não encontra forças para responder as palavras do excêntrico homem a sua frente, que trajava longas vestes castanhas, detinha uma enorme barba e cabelo branco, esse, muito sujo e repleto de alguns insetos e outros animais que se escondiam por entre as madeixas do homem – Encararei isso como um sim... Porfavor, sente-se, eu já irei fazer companhia a você -. Zenyatta sente uma força sendo exercida contra suas costas, que lhe impulsionava em direção a um dos estofados.
Quando o shinobi se acomoda, percebe que a força que lhe impulsionava era feita por insetos, pequenas vespas negras, que juntas, detinham a força de um homem. A mente de Zenyatta naquele momento não conseguia processar as informações que recebia, de forma que ele se limita a ficar em silencio, parado, contemplando toda aquela loucura.
A porta da residência é fechada pelas mesmas vespas que haviam guiado o garoto e enquanto isso, o excêntrico homem parecia já ter terminado de servir o chá em duas trincadas e velhas xicaras. O homem caminha com certa dificuldade em direção a Zenyatta e lhe estende seu chá – Tome, vai lhe fazer bem... É hortelã... Foi eu mesmo que cultivei -. O homem esbanjava um enorme sorriso e orgulho ao comentar de sua criação – Alias, eu me chamo Radagast, Aburame Radagast... E você seria? -.



HP: ❲ 1.425 • 1.425 ❳ CH: ❲ 1.725 • 1.725 ❳ ST: ❲ 00 • 07 ❳ V: ❲ 00 • 03 ❳

Considerações”:
Vestes e aparência
- Primeiro filler (1000 palavras) de uma saga de filler chamada "O sannin".
-.
Equipamentos”:
Primeira bolsa de armas: 8 Kunais (8), 16 Kibaku Fuuda (4), 4 Kemuridama (4), 4 Hakaridama (4).
Segunda bolsa de armas:
Jutsus Utilizados”:
—.


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Re: [Filler] O sannin - em 27/11/2018, 23:41

A xicara de chá jazia nas mãos do petrificado garoto, que jogado no velho estofado da residencia, fitava o idoso a sua frente – Bom, como você disse mesmo que se chamada? -. Em um primeiro momento os lábios do miúdo ameaçaram se mexer, sem produzir qualquer som. Foi preciso juntar certa energia para que as palavras saíssem de sua boca – Zenyatta, senhor!! -. O sábio, que naquele momento tinha seus olhos voltados para as vespas que o rodeavam, ergue sua mão direita e coça a sua suja cabeleira, fazendo com que mais alguns insetos saíssem dos emaranhados de fios. Os avuados olhos logo se voltam para o shinobi, o fitando com certo ar de curiosidade, como os de um cientista que observava um fenômeno o qual desejava dismestificar – E de onde mesmo você disse que era? -. Procurando fugir dos olhares que encontravam os seus, Zenyatta pois-se a olhar para o estofado e fingiu se acomodar mais uma vez – Eu não cheguei a dizer, mas eu sou de Konoha, o senhor conhece lá? Alias, de onde o senhor é, não é possível que seja daqui, desse lugar deserto que nunca teve contato com a civilização -.
As palavras que saíram da boca do shinobi atingiram o velho em um ponto delicado. Um profundo silencio dominou a sala, sendo extinto apenas pelos sons dos insetos cortando o ar em meio aos dois desconfortáveis seres. O tempo de silencio era usado pelo sábio para medir suas palavras, de forma que pudesse instruir o ignorante jovem a sua frente – Como não posso ser daqui? Esse lugar é cheio de vida, ouso dizer que possui mais vida e poder do que os centros urbanos onde os guerreiros e sábios são formados, ou pelo menos de onde você acredita que são formados. E sobre civilização, bom... Esse é um termo chulo, usado para medir as sociedades a partir de um único ponto de vista, o daqueles que criaram tal expressão no caso... A sociedade não pode ser medida por civilidade, alias, ela não deve ser medida de forma alguma... As diferenças existem, mas elas são exatamente isso, coisas distintas e quem foi que disse que em uma dessas distinções se encontra a verdade? A verdade, meu querido Zenyatta, não existe, o que existe é a vida, pura do jeito que ela é -. O homem, quase sem folego respira profundamente, abrindo um sorriso ao som de suas próprias palavras.
Mesmo que fosse dotado de uma inteligência superior a de muitos outros shinobis, os conceitos e pensamentos manifestados pelo idoso eram difíceis de serem assimilados e entendidos em sua vasta e complexa extensão – Bom, mas o senhor veio de algum lugar, não é mesmo? -. O sorriso da lugar para uma espessão de desapontamento e após dar um gole em seu próprio chá o homem responde – Nasci na floresta, fui criado em Kumogakure, onde estudei, me formei e conclui uma parte de minhas pesquisas, antes de abandonar aquilo que as pessoas apegadas chamam de lar. Rodei o mundo, buscando conhecer diferentes espécies de animais e plantas e diferentes poderes. A algumas dezenas de anos me exilei aqui, onde encontrei a felicidade, ou pelo menos o que vocês gostam de chamar de felicidade... Para mim são apenas impulsos químicos provocados pela descarga de hormônios específicos, produzidos em situações adversas por uma glândula qualquer que eu não me lembro o nome e que mesmo se eu me lembra-se, você não faria idéia... Isso serve como resposta? -. Zenyatta balanca positivamente sua cabeça e então toma o primeiro gole do chá contido na chicara que segurava em suas mãos. O liquido castanho tinha um forte gosto de ervas e canela, o que trazia certa sensação de conforto e lar – Isso é bom -. Tendo se servido de outro gole da infusão e novamente distraído com seus insetos, o homem respondeu – Ah sim, é feito a base de um componente descoberto por mim, criado a base de ervas e gruas consumidos e defecados por pássaros... -. Zenyatta afasta a xicara de sua boca e decide mudar de assunto, para que o homem não notasse seu evidente nojo – Dizem que o senhor detem um poder assombroso, capaz de derrotar sozinho até mesmo uma besta de caudas -. Ainda distraído com os insetos, que agora Zenyatta notava parecer se comunicarem com o homem, ele responde – Mas para que eu gostaria de derrotar uma besta de cauda? Que ideia tola... Voces shinobis... Mas é, eu possuo algum poder, acho que a idade e o conhecimento fazem isso com a gente -. Curioso, Zenyatta insiste nas perguntas – Que tipo de poder o senhor detem? -. O homem da outra breve suspirada – Acredito que eu seja melhor com as técnicas de selamento... Aprendi bastante coisa com uma antiga família de Konoha... Familia de grande poder e conhecimento, capazes de usurpar e selar o mal do coração das pessoas, dominar e extinguir o poder e a vida dos injustos... Isso sim que é poder... Uma pena que tenha quase todos sido extintos -. O shinobi que nunca houvira falar de tal família largara sua xicara de chá em um canto e continuará, mais animado do que nunca com o interrogatório – Que família era essa e como assim eles foram extintos? -.
Pela primeira vez desde que a conversa começara o homem se levanta de seu estofado, aparentemente ignorando as perguntas de seu convidado. A passos lentos e seguidos dos insetos o homem foi ao encontro de um grande e belo armário que revelou quando aberto diversos livros, pergaminhos, frascos, vasos, plantas, ervas e itens bizarros que Zenyatta nunca havia visto antes. O homem retirou de uma das mais baixas e empoeiradas prateleiras um pequeno livro, que levou em seu colo até os estofados novamente. Saudoso, o homem abriu o livro, fazendo uma nuvem de poeira se espalhar pelo ambiente. O olhar do homem pela primeira vez naquela noite revelava um sentimento que Zenyatta podia descrever “Tristeza, ele está triste”. Folhando as paginas levemente comidas pelas traças, o silencio é quebrado uma vez mais.



HP: ❲ 1.425 • 1.425 ❳ CH: ❲ 1.725 • 1.725 ❳ ST: ❲ 00 • 07 ❳ V: ❲ 00 • 03 ❳

Considerações”:
Vestes e aparência
- Segundo filler (1000 palavras) de uma saga de filler chamada "O sannin".
-.
Equipamentos”:
Primeira bolsa de armas: 8 Kunais (8), 16 Kibaku Fuuda (4), 4 Kemuridama (4), 4 Hakaridama (4).
Segunda bolsa de armas:
Jutsus Utilizados”:
—.


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Re: [Filler] O sannin - em 28/11/2018, 08:12

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Re: [Filler] O sannin -

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Edição de Natal por Loola e Senko.