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Naruto RPGAkatsukiNão é o único, mas simplesmente o melhor!
Arco 11:
Reino de Lilith: PesadeloAno: 71DG
Após uma dura jornada, Shaka finalmente caiu e teve a maldição retirada de seu coração. No entanto, os problemas trazidos pela família Hattori não se extinguiram. Shion revelou ter ajudado a libertar Lilith, uma monarca da dimensão infernal, que agora está possuindo o corpo de Hyuga Katsura e libertando uma horda de seres infernais contra este mundo. O mundo corre risco de ser consumido pela maldade dessa criatura, mas não se o plano de Shion der certo: forçar Lilith a causar um evento chamado de O Grande Eclipse, onde as portas de todos os mundos e dimensões ficarão abertas, e assim permitir a ele ir ao submundo resgatar sua amada Katsura Grey para finalmente selar Lilith.
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[Fillers] A criança, o demônio e a preguiça - em Sex 23 Nov 2018 - 11:07


— Don't get too close!

Pouco se sabia do destino das horas seguintes. Frágil. A garota dormia em sono profundo enquanto era observada pelo sol da manhã, que invadia sua casa por meio da vidraça da janela, realizando um toque quente e agressivo sobre a sua pele. - Arghh! - Reclamou. Tentou virar-se para o lado e cobrir-se, mas o calor logo veio, obrigando-a a levantar. De todos os sonos possíveis, o interrompido é de longe o pior. Ele cessa nosso descanso e nos força a se importar com um dia que há muito virá. Até mesmo Yuki, uma criança tão carismática, pensa assim.

Alguns móveis de madeira estavam destruídos em sua casa, havia se tornado rotina. Utilizava seu salário mensal para substituí-los, mas sempre tinham o mesmo fim. Esse fora o motivo de aderir as mobílias baratas e descartáveis, pois já sabia o destino de qualquer uma delas. Aquela criatura que compartilhava o corpo consigo era deveras agressiva, mantinha contato por meio de sonhos, ou melhor, pesadelos. Começava a se acostumar com a sensação de estar sendo constantemente vigiada, sua liberdade fora roubada de si. Porém em troca, havia conseguido poderes absurdos.

Mas do que adianta ter um lado positivo tão grande se Yuki não aproveita? Desde que teve ciência dos poderes do Ido, só saiu de casa para fazer algumas missões de nível inferior. Ela precisava utilizar aqueles poderes, para que a destruição de sua vida valesse apena. Todos os dias assim que acordava suas pernas se tornavam trêmulas, pois nos primeiros 3 segundos de sua consciência, ela pensava na tragédia que a perseguia, e lembrava-se que aquilo tudo foi causado pelo monstro que abrigava. Por isso passou a dormir com receio. Receio de que iria acordar e tudo aquilo seria revivido novamente.

Seus pensamentos passavam-se como vulto, encurtando a percepção de tempo que as ações feitas lhe causavam. Em questão de segundos, pelo menos em sua percepção, já estava pronta para sair de casa, completamente arrumada. O dia seria longo, visto que o sol acabara de nascer. Utilizaria desse tempo a mais para tentar alguma atividade diferenciada. Com um nó bem arranjado, finalizou a colocação de seu tênis e saiu pela porta da frente da casa. Parando no exterior por um segundo e dando uma grande inspirada. - Mais um dia! - Tardou, mas não falhou. O sorriso chamativo da garota era completamente exposto em seu rosto.

Seus primeiros passos ditavam a direção tomada pela garota, que simplesmente andava sem um rumo em específico. Seu objetivo atual era entreter sua mente caçando por algum estabelecimento ou loja novo, era um ato de seu costume. Adorava começar o dia descobrindo algo novo, porém nem sempre conseguia. Hoje era um desses dias, por conta do horário todas as lojas estavam fechadas, e não conseguiu nem mesmo achar alguma fachada que chamasse sua atenção. O jeito era tentar treinar. Era sua ideia atual, porém lembrou-se de uma fonte termal localizada não muito longe do centro da vila, onde poderia conhecer alguém e começar um diálogo. O lugar costumava ficar aberto 24 horas.

Seu caminhar foi tranquilo e prolongado, aproveitando cada momento daquele dia quieto. Sua mente se ocupava com coisas distintas, disfarçando completamente o tédio que sentiria naquela caminhada. Pensava um pouco sobre seus pais, sobre seu clã, sobre Kiritsugu, sobre comida... Até mesmo se perguntava qual seria o próximo passo que daria em sua carreira ninja. Começava a questionar-se se a arte ilusória seria o suficiente para abrir seu caminho até o topo.

Chegava à conclusão que faria o possível para alcançar os seus objetivos, utilizando ao máximo os poderes do Ido. Sua caminhada teria fim ao encontrar-se com a entrada feita com rochas da fonte termal. Conseguia ouvir algumas crianças menores brincando e alguns adultos conversando. Talvez a ideia de passar o dia naquele lugar não fosse tão ruim assim. O treinamento poderia esperar, assim como as missões. - YayyY! Adoro água quente!! - Adentrava o lugar recebendo o balconista com uma grande explosão de alegria.

Foi-lhe entregue uma toalha descartável e uma pequena cesta para guardar suas roupas. Moveu-se até o trocador e retirou-se de lá apenas com a toalha tampando seu corpo. Quanto mais se aproximava das fontes, mais abafado o ar ficava. O ambiente começava a se umedecer gradativamente, até que chegou na área feminina do local. Estavam presentes uma dupla de crianças e duas mulheres, que conversavam relativamente em voz alto sobre seus maridos. O local era grande o suficiente para que conseguisse se confortar distante dos outros, então adentrou a água em sua extremidade lateral.

A água quente relaxava seu corpo de forma que jamais conseguira. Não queimava sua sensível pele, era como se estivesse sendo tocada gentilmente por alguém com calor corporal elevado. Posicionou sua toalha na superfície de uma das rochas que cercava o cantil de água e fechou seus olhos. Tentava descansar sua mente juntamente de seu corpo, aproveitando ao máximo daquele tratamento. Se desligava dos pensamentos indevidos de que estava fazendo algo errado, que não deveria estar relaxando quando planejava evoluir suas habilidades. Expulsava todos esses pensamentos de seu interior. Apenas queria esquecer. Esquecer tudo.

Ficou ali até o fechamento do local. Sua pele enrugava-se e partes de seu corpo pareciam estar muito mais sensíveis que o normal. - Arghhh! Que preguiça! - Seu corpo estava completamente relaxado, sentia até mesmo certa dificuldade em levantar-se. Tudo o que precisava agora era de uma longa noite de sono. Se vestiria com sua roupas normais e partiria em retorno à sua casa, dando o dia como concluído. "Amanhã eu vou voltar à ativa, hoje eu tirei esse dia de folga pois tava muito cansada das missões de ontem! É isso! Amanhã eu faço o que eu preciso. O descanso me animou para isso." - Confortava sua própria mente criando motivos para validar suas ações. No fim, não tinha que impressionar ninguém, então acabou esquecendo completamente e não ligando.

E esse foi o dia em que Yuki aprendeu o que era procrastinar, ou ao menos cometeu sem saber. Um dia que poderia ser proveitoso foi inteiramente desperdiçado.

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Re: [Fillers] A criança, o demônio e a preguiça - em Sex 23 Nov 2018 - 19:24

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Re: [Fillers] A criança, o demônio e a preguiça - em Dom 25 Nov 2018 - 17:06


— Don't get too close!

O inverno era a estação preferida de Yuki. Dias que pareciam ser muito mais longos que o normal, um clima frio que obrigava a todos a vestirem-se minimamente bem, sem pessoas suadas fedendo as ruas da vila. Esses eram alguns dos motivos que faziam a garota gostar tanto do frio, mais precisamente, do inverno. Já era tarde quando acordou, abrindo seus olhos com um pesar imensurável. - Que horas são? - Uma pergunta retórica, seguida por um olhar desviado à parede do quarto, onde se encontrava um relógio. 14 horas.

Depois de levantar, sua primeira visita foi ao banheiro, onde presenciou seu cabelo com aparência monstruosa e desprezível. Pentear o cabelo naquele estado atual seria um desperdício de forças e uma porta de entrada para muita dor. Se despiu e resolveu se banhar, visto que conseguiria arrumar-se melhor após ter tomado um banho. "Espero que ainda tenha água quente..." - Compartilhava a rede de água de um de seus vizinhos, que sempre acabava com toda a água quente da reserva de água.

Levou sua mão até a parede, puxando a alavanca, consequentemente ligando o chuveiro. As primeiras gotas que caíam eram extremamente geladas, que causavam certa ardência no corpo da garota, afastando-a instantaneamente do alcance dela. - DESGRAÇA! - Se coçou, arrepiando todos os pelos de seus braços. Aguardou um pouco mais e checou a temperatura com sua mão direita. Ao ver que a água havia chegado na parte quente, voltou a entrar no alcance desta.

Esfregou sabão em todas as partes de seu corpo. Uma barra que estava embrulhada em um pacote com desenhos de morangos. Esfregou cada canto de seu corpo, extremidades que somente a garota havia alcançado em si mesma. Por fim, focou-se em seu cabelo. Eram visíveis duas embalagens no chão do box, pareciam ser a mesma embalagem, mas estavam posicionados de forma contrária. Pegou a primeira, a embalagem posicionada mais à esquerda. "Shampoo." - Derramou um pouco do produto em sua mão, que rapidamente passou para a outra, após posicionar a embalagem novamente em seu lugar.

"Droga! Esqueci de desligar a água!" - Não podia começar a lavar seu cabelo com a água ligada, visto que faria o produto escorrer rápido demais. Utilizou seu cotovelo para desligar a água, com um pouco de dificuldade. "Consegui!" - Fazia algumas tentativas falhas, mas eventualmente conseguia. Com isso, lançou ambas suas mãos à sua cabeça, esfregando o produto ao longo de todos os seus fios. Empenhava-se mais em esfregar seu coro cabeludo, utilizando suas unhas para retirar as sujeiras presentes.

Com seu cabelo completamente coberto pelo produto, bolhas começaram a ser formadas, mostrando que a esfregação estava fazendo efeito. "Acho que tá bom." - Bateu suas mãos uma na outra e retirou o excesso de shampoo, levando-as seguidamente à alavanca para voltar a ligar o chuveiro. A água rapidamente voltava a cair em temperatura moderada, visto que já havia sido esquentada anteriormente. Fechou ambos os seus olhos e deixou com que a água caísse por todo o seu corpo, levando o produto de seu cabelo para todo o seu corpo, escorrendo pelos seus ombros até os seus pés.

Conseguia sentia sua pele ficar mais lisa que o normal, já estava acostumada com isso. Cheiro de morangos artificiais cobriu o banheiro completamente, visto que era o "sabor" do shampoo. Areava ainda seu cabelo com suas duas mãos, retirando todo o excesso do produto que ousasse continuar ali. Ocasionalmente deu-se por completa e voltou a desligar a água. Tinha aprendido em alguns livros que o Shampoo deveria ser usado duas vezes, visto que a primeira era para limpar o cabelo, e a segunda era responsável por moldar os fios. Seguiria aquela dica pela primeira vez.

Repetia todo aquele processo, dessa vez se lembrando de desligar a água antes de pegar a embalagem. Melecou suas mãos com o líquido branco e gosmento, esfregando uma na outra para espalhar e dividir o produto. Suas mãos se tornavam frias. Em seguida lançou ambas suas mãos à sua cabeça, espalhando o produto por todo o seu cabelo. "Sasageyo, Sasageyoooo!" - Cantarolava uma música famosa, enquanto fazia a atividade tão chata. Assim que as bolhas foram criadas, após a esfregação, a garota viu que havia concluído. Voltou a ligar o chuveiro para enxaguar o seu cabelo.

O produto escorria por seu corpo, até esvair-se completamente. Seus fios estavam inteiramente lisos por conta da água, mas era notável que estavam bem menos embaraçados. Estava na hora da última parte de seu banho. Agachou-se e pegou a segunda e última embalagem. "Condicionador agora"! - Utilizaria o segundo produto para criar uma camada protetora em seu cabelo, que ajudaria-o a manter-se resistente por um tempo maior. Antes de abrir o selo da embalagem, voltou a desligar o chuveiro.

Abriu a embalagem e depositou em suas mãos seu conteúdo. Se comparado com o anterior, era um líquido mais ralo e suave, como algum tipo de água pouco viscosa. Sua coloração era branca e emanava o mesmo cheiro do produto anterior, de morangos artificiais. Levou suas mãos à sua cabeça e esfregou o produto em seu cabelo, dessa vez sem produzir as bolhas ou qualquer outro efeito. Tornava-se transparente com o cabelo, se apegando aos fios e ao couro cabeludo. Não tinha que esfregar tanto, assim que finalizara isso dava-se por concluída e ligava novamente o chuveiro para encerrar.

Passou pouco tempo em baixo da água, apenas o suficiente para tirar o excesso do produto de sua cabeça. Com isso, seu banho havia terminado. Caminhou lentamente pelo corredor de seu banheiro, enrolando-se com uma toalha branca preparada anteriormente. "Demorou um pouco." - Amarrou seu cabelo em um coque para cima, e retirou-se do banheiro indo até seu quarto.

Agora, só faltava pentear o cabelo e desembaraçá-lo, que era a tarefa mais difícil. Deu um nó falso na parte de trás da toalha para que não precisasse mais do auxílio de sua mão, e com isso pegou um dos pentes de sua cabeceira. A partir daí, iria começar a trabalhosa e dolorosa atividade de embelezar seu próprio cabelo. "Vou perder metade do meu dia só aqui."

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Re: [Fillers] A criança, o demônio e a preguiça - em Seg 26 Nov 2018 - 8:47

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Re: [Fillers] A criança, o demônio e a preguiça - em Sex 21 Dez 2018 - 4:01


— A dor; Há dor

Yuki tinha acabado de acordar ao lado de seus pais, a noite passada havia sido complicada por conta de um pesadelo, que a forçou a buscar abrigo entre os braços do casal. A garota levantou-se agitada, acordando os dois que ainda dormiam. - É HOJE! É HOJE!! - Gritava escandalosamente, enquanto ria de seus pais mandando-a se calar. O sol ainda nem se fazia presente no céu, porém uma intensa neblina contava presença no clima úmido da vila. - Posso pedir qualquer coisa? DIZ QUE SIM! DIZ QUE SIM! - Voltou a pular na cama de espuma, dessa vez exterminando qualquer resquício de sono que seus pais ainda tinham. "Desça daí Yukihime! Já!" - Gritava sua mãe com um tom de voz mandão. Yuki já sabia o que aconteceria se continuasse, então simplesmente desceu da cama com um bico estampado em seu rosto. - EU NÃO ACREDITO! VOCÊS SE ESQUECERAM QUE DIA É HOJE? - Cruzou os braços, retirando-se do quarto em passos tão pesados como os de um elefante.

O casal trocou olhares entre si e uma risada podia ser escutada por trás da porta de madeira do quarto, onde Yuki bisbilhotava com o seu olho direito no buraco da fechadura. "Desgraçados!" - Se uma coisa Yuki não gosta, é de surpresas. E por mais estranho que parecesse, seus pais amavam fazê-la sofrer. Todo ano uma surpresa diferente em datas diversas. A alguns anos atrás, fingiram que esqueceram o aniversário de sua filha por dois dias, e no terceiro ela foi surpreendida com uma festa na academia, com centenas de pessoas. Se perguntava o que os dois estavam aprontando dessa vez, mas uma coisa tinha certeza: Seria algo que a causaria desconforto.

Quando viu seus pais se levantarem, correu para longe da porta, sentando-se no sofá do cômodo mais próximo com uma aparência nada suspeita. - Lalalalalala ~ - Cantarolava, tentando disfarçar. "Você não tem aula hoje?" - O homem perguntava, enquanto a mulher voltava para o quarto. - Não acredito que você vai me fazer ir pra escola no dia do meu aniversário! - Terminava colocando sua língua para fora, forçando uma careta de desprezo ao seu pai. O homem suspirou, coçando sua cabeça com a mão direita, e então, deu as costas. A garota voltou a se esbravecer, dessa vez havia ficado realmente irritada. "Eu não acredito que eles vão ficar se fazendo de novo! Eu acabei de dizer em voz alta que é meu aniversário!!!!" - Socava uma almofada com sua mão direita, descontando seu ódio na inocente mobília.

Como sabia que o restante do dia seria uma cópia de tudo o que havia ocorrido até o momento, resolveu levantar-se. Ainda vestida com seu pijama branco de ursinhos, concluiu que iria sim para a escola. Afinal, pelo menos lá dariam seus devidos parabéns. - Sai da frente! Vou pra escola! - A garota correu pelos cômodos, empurrando seu pai que estava prestes a entrar no banheiro. E então, se trancou lá. "Vamo lá Yuki! Deixa seu pai se arrumar pro trabalho!" - Sua mãe gritava enquanto batia na porta. A garota, ainda retirando suas roupas, a respondeu: - NÃO! Eu vou me arrumar pra escola agora! Manda ele tomar banho com a água da torneira da cozinha! Haha! - Forçava uma risada grave ao final de sua frase, finalizando ao mesmo tempo a retirada de suas roupas.

Lançou-se ao chuveiro e começou uma série de ações que ajudavam-na em sua higiene. Esfregadas, ensaboadas e até mesmo cantaroladas, a garota fazia de tudo para alongar ainda mais o seu período no banheiro. Cantava em um tom de voz alto o suficiente para abafar o barulho de seu pai batendo desesperadamente na porta. "QUAL É YUKI! BLA BLA BLA BLA BLA BLA BLA" - A garota não entendia direito o que o homem falava, mas ao mesmo tempo, não dava a mínima. Finalizou seu processo de higiene ao terminar seu banho e escovar seus dentes, finalmente abrindo a porta do banheiro. - Todo seu! ~ - Cantarolou uma última vez, respondendo seu pai que a encarava na porta do banheiro. Com sua saída, o homem correu para dentro do box, consequentemente escorregando no piso molhado. "AAAAAAAAA!" - Gritou, com raiva. - Hahahaha! ~

Relutou um pouco com sua mente para adentrar ao quarto, lembrando-se dos pesadelos da noite anterior. "Não tem o que temer." - Disse para si mesma, enquanto dava os primeiros passos porta à dentro de seu quarto cor-de-rosa. Estava se saindo bem, apesar de sua neura com os arredores, olhando para todos os cantos do quarto a cada cinco segundos. Secou os resquícios de água de seu corpo e botou o uniforme de sua escola. Uma blusa vermelha com uma saia de mesma cor porém com tonalidade diferente. Um laço bem armado na frente de seus seios, com coloração amarela, e uma meia de cano longo até seus joelhos. Com o amarrar de seus sapatos, considerou-se pronta para partir.

- Ah! Quase me esqueci! - Lembrou-se enquanto botava sua mochila. Uma coisa muito importante havia sido desconsiderada: Seu café da manhã. Correu pela casa causando estrondosos barulhos com seus sapatos sendo impactados contra o piso de madeira. - Mamããããe! - Gritava escandalosamente, até chegar na cozinha e encontrar um prato preparado na mesa, ao lado de sua mãe. - Obrigadaaa! Finalmente! - Sentou-se na cadeira respectiva à posição do prato e começou a devorar o ovo frito com pequenos pedaços de pão. "Era do seu pai." - Disse a mulher, rindo enquanto olhava para o rosto do homem que acabava de adentrar a cozinha. "EU NÃO ACREDITOOOOO!" - Resmungou, tendo que ouvir as risadas exageradas da pequena Yukihime.

Levantou-se da cadeira ao finalizar sua refeição, entregando à sua mãe o prato com as migalhas. - Obrigada, mamãe. - Agradecia ao se aproximar da mulher, beijando sua bochecha. "Boa aula, filha." - Rapidamente deu as costas, saindo da cozinha com a maior pressa. - Tchau pai! - Gritava ao passar pela frente do banheiro, onde seu pai procurava o barbeador. "TCHAU!" - Respondeu no mesmo tom de voz. E então, Yuki cruzou a porta.

Uma escuridão completa tomou conta de seus olhos, e encontrou-se em um abismo sem fim. "Hã?" - Perguntou a si mesma, sem entender o que havia acontecido. Pouco se passou, e então um pensamento inconsciente passou por sua cabeça: "Meus pais estão mortos... Isso é um sonho." - E com isso, abriu ambos os seus olhos, deparando-se com o teto de sua real casa. Não conseguiu impedir as lágrimas que escapavam de seus olhos.


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Re: [Fillers] A criança, o demônio e a preguiça - em Sex 21 Dez 2018 - 9:13

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Re: [Fillers] A criança, o demônio e a preguiça - em Qua 27 Mar 2019 - 6:18


— Changes; Choices

Agora com todas suas novas habilidades, Yukihime estava finalmente pronta para ser uma verdadeira chunin, incluindo praticar os deveres do seu cargo. Começou uma rotina irregular, onde solicitava trabalhos no portão de Kumogakure como uma vigia, planejava daquela forma localizar fugitivos e impedir invasões, porém não muita coisa acontecia por ali, o que deixava explicito o motivo dos guardas sempre dormirem. Em uma de suas rondas pelo portão, encontrou-se com Korra, uma ex-raikage atualmente Anbu que voltava ao vilarejo após uma provável missão. As duas conversaram um pouco e Korra se fascinou pela máscara da Kurama, interrogando-a e logo depois utilizando de seus olhos penetrantes para ler a mente da chunin. Com isso, conseguiu notar todo o amor que Yuki sentia por sua vila, conseguir presenciar toda sua história e sentir todos os seus sentimentos. Aquele foi o início de um vínculo que estava prestes a se tornar duradouro, uma simples conversa de cinco minutos foi o suficiente para Korra saber da vida inteira de Yukihime, e ao finalizar, fez o convite de abrigar a Kurama em sua casa.

Aquele breve encontro foi o suficiente para que a confiança que uma tinha pela outra crescesse imensuravelmente. Logo Yukihime mudou-se e conheceu o irmão de Korra, que preparou uma janta apetitosa para saudar a chegada de mais uma integrante naquela família. Ainda naquela noite mais uma conversa foi feita pelas duas afiliadas, onde Korra revelou que planejava uma viagem à Iwagakure, convidando Yukihime para a acompanhar, notificando que Izuku também estaria presente. A Kurama aceitou sem muito pensar, e após a longa noite de sono, as duas partiram em direção ao portão do vilarejo, onde se encontraram com Izuku e partiram em direção ao vilarejo da pedra. Sabiam que a viagem seria difícil por conta do clima nada agradável do país onde Iwagakure estava situada, e após inúmeros goles de água, se encontraram no portão do vilarejo. Estavam naquele lugar unicamente para a formação de uma aliança, porém seus anfitriões se mostraram verdadeiros carrascos ao serem esnobes o suficiente para não cumprimentar seus visitantes nos portões, sendo os três integrantes de Kumo guiados até o gabinete por um guarda nada amigável.

Durante o caminho Korra percebera que estava sendo seguida, e em um rápido avanço cortou os céus com sua espada embainhada e a posicionou frente ao pescoço de uma das que a perseguia. Aos poucos tudo se resolveu e a perseguidora revelou-se ninguém mais do que Hipátia, a atual Hokage. O grupo então se separou por conta da interferência do guarda à permanência de Hipátia, e logo seguiram juntos até o gabinete, onde o tratado de paz foi explícito. Nada ocorria como o planejado, as coisas ficavam de mal a pior com as imensas batalhas de ego pelos representantes dos vilarejos ali presentes, e tudo isso causou a morte do Tsuchikage pelas mãos da mãe adotiva de Yukihime, Korra. Uma lâmina de chakra foi o suficiente para destruir seu ser, deixando nada mais do que uma carapaça morta e vazia, que se tornou o motivo de um novo embate, onde voltaram a disputar sua arrogância para tomar posse do corpo. Yuki não se sentia nem um pouco confortável naquele espaço, e mesmo tendo ajudado Korra a finalizar o Tsuchikage, não apoiava todas aquelas decisões. Naquele momento a garota se tocou de que não conhecia Korra, não da maneira que pensava conhecer.

A chegada de Chara, Yamiko e Mordred finalizou o desentendimento causado naquele recinto, onde a ex-raikage pulverizou o corpo e qualquer resto que ainda sobrara do mesmo, extinguindo qualquer traço da existência de Shoto Uzumaki. Não só Yukihime via aquilo tudo como imensa barbaridade, como também via Mordred Uchiha, que lançou um ataque contra a vila de Iwagakure e renunciou seu lugar juntamente à aliança shinobi. Com aquelas palavras, tudo o que movia Korra no momento havia desmoronado, e Yukihime conseguia ver nitidamente que a sua mãe precisaria de ajuda no futuro. Não houve argumentações contra as palavras de Mordred, todos aceitavam suas ideias como ordens, um a um as pessoas começaram a sair do gabinete e voltar às suas viagens de volta aos seus respectivos vilarejos. Korra e Yukihime pelo contrário foram ao campo de treinamento, onde encontraram Chara que as teletransportou de volta ao gabinete de Kumogakure.

Uma rápida dobra no espaço tempo levou as três mulheres diretamente à frente do gabinete da atual Raikage, que por meio de um aviso de Korra, fora deixado claro seu nome: Arthuria Pendragon. A mulher de cabelos loiros acordava de um sono improvisado sobre a papelada presente em sua mesa, o que forçou um sorriso no rosto da Kurama, que pela primeira vez via certa humanidade em uma figura de tão alto escalão. As apresentações foram feitas e Chara se despediu, em meio a confraternização, um homem chegava ao local e alertava de um ataque no país das ondas. Em um gesto heroico Arthuria se prontificou de se encaminhar imediatamente às linhas de frente e auxiliar o país em batalha, deixando o cargo de assistente nas mãos de Yukihime, que deveria agora cuidar do vilarejo até o seu retorno. Korra voltou para casa após parabenizar o novo cargo conquistado pela Chunin, mas a mulher não sabia que ainda naquela noite, um novo ataque aconteceria.

Logo após a saída de Korra, a Kurama se viu sozinha em meio ao gabinete, e logo moveu-se lentamente até a cadeira da Raikage, tomando seu lugar e vasculhando os manuscritos jogados sobre a mesa. Pareciam ser importantes, provavelmente uma tarefa de Arthuria que deixara-os de lado para tirar uma breve soneca, antes de ser confrontada pela chegada da dupla. Começou seu trabalho lendo um a um cada folheto presente à sua mesa, sendo que alguns faltavam assinaturas ou continham certas irregularidades. Não sabia exatamente como fazer tudo aquilo, a única base que tinha consigo eram as poucas explicações deixadas por Arthuria antes de sua saída, mas que foram mais do que úteis visto que a mulher detém um currículo duradouro como assistente de raikages. Eventualmente se fartou de tanta leitura e resolveu tirar uma pausa para descansar sua mente, lembrando-se de sua viagem e de que não havia tido tempo para descansar desde então. Caminhou pelo grande salão e cruzou a porta, adotando uma caminhada lenta pelos corredores vazios do prédio da Raikage.

Sua cabeça a torturava com uma dor infernal a cada passo que dava, se apoiava nas paredes com sua destra enquanto com a canhota pressionava sua sela turca em uma tentativa falha de suprimir a dor que sentia. Muito passava por sua cabeça, grandes mudanças haviam ocorrido na sua vida, e mais coisa continuava a mudar, tudo era muito novo e exageradamente rápido, o mundo tomara proporções ridículas durante a última semana, era muito para uma garota de sua idade digerir. Caiu no chão sobre seus joelhos, enquanto uma série de memórias de sua infância passavam por sua cabeça de forma artificial, tudo ocorreu tão lentamente anteriormente, qual era o motivo de tudo estar tão rápido agora? Seus olhos começavam a lacrimejar, uma única palavra tentava sair pela boca da chunin. - Korra... - gemia no chão, enquanto sangue escorria por seus ouvidos. Em um esforço duradouro, juntou ambas suas mãos e com o auxílio de seu controle de chakra tentou dar um choque em seu próprio chakra, acreditando ter sido pega em uma ilusão.

O que se sucedeu foi um branco com tamanha imensidão, um vazio jamais visto. Yukihime se encontrava em meio àquele mundo distorcido vasculhando o local com seus olhos a procura de algo, alguém, se perguntava se sua vida havia acabado, se tão precocemente havia morrido. Imagens começaram a passar pela área esbranquiçada, como se uma tela branca fosse pintada com as mesmas cenas que havia visto antes, porém dessa vez, era diferente. Não reconhecia aquelas memórias, bem, já havia visto as mesmas, mas não havia vivido, era facilmente possível concluir que sua vida inteira era uma farsa, tudo aquilo se tratava de uma técnica ilusória de manipulação de memória. Descrente, a garota fechou os olhos e tentou se reencontrar consigo mesma, não sabia quem era, mas sabia para onde ir. Um galpão abandonado no centro da vila, sua intuição a levava até o local, então abrira novamente seus olhos e voltou a caminhar pelos corredores do gabinete, em alta velocidade.

Quando abrira o portão do galpão abandonado, um latido fora ouvido pela chunin. - Fantasma!? - lembrou-se de um nome, e assim que pronunciou-o, uma besta de mais de um metro avançou contra Yuki, jogando-a ao chão e lambendo seu rosto. Não sabia exatamente quem era aquele cão, mas sabia que tinha certa ligação com o mesmo. - É bom te reencontrar, amigão! - disse, com um sorriso tão sincero quanto o por do sol exposto em seu rosto. Agora, antes de voltar para suas tarefas, mais uma coisa deveria ser feita. - Você vai voltar comigo, tá? Tá com fome? - perguntou, acariciando o cão enquanto uma lágrima escorria por seu rosto. Andou pelo centro da vila junto com seu cão por mais alguns minutos, alimentando-o e até mesmo ajustando o visual dos dois.


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Re: [Fillers] A criança, o demônio e a preguiça - em Qua 27 Mar 2019 - 7:13

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[Fillers] A criança, o demônio e a preguiça Giphy
"Peace will never
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Re: [Fillers] A criança, o demônio e a preguiça -

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Edição de Natal por Loola e Senko.